FCMSCSP no Pint of Science 2017

O Dr. Hudson Buck, a Dra. Tatiana Rosado e o Dr. Wagner Montor, professores do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, participam nos dias 15 e 17 de maio, segunda e quarta-feira, do Pint of Science 2017.

O evento tem como objetivo proporcionar debates relevantes, com bastante descontração, sobre as pesquisas científicas mais recentes em formato acessível para o público em ambientes informais como cafés, restaurantes e bares.

A participação do Dr. Hudson Buck acontece no dia 15 de maio, segunda-feira, das 19h30 às 21h, já as participações do Dr. Wagner Montor a da Dra. Tatiana Rosado acontecem no dia 17 de maio, também das 19h30 às 21h. As três apresentações acontecem no Tubaína Bar, localizado na rua Haddock Lobo, 74 – Cerqueira César, São Paulo (SP). 

Para conferir a programação completa, clique aqui.

Anúncios

Alimentação de três em três horas emagrece?

wagner-montor-fcmscsp

Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP

Quem acompanha dicas de dieta e alimentação saudável, já se deparou com a informação de que devemos nos alimentar de 3 em 3 horas, a fim de acelerar o metabolismo. Será que essa prática, de fato, funciona?

De acordo com o Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, existem diversos estudos que mostram não haver aceleração do metabolismo com esta prática, mas ele discute os potenciais benefícios do hábito. Estudos publicados no mundo todo mostram que não há diferença em se alimentar 3 ou 6 vezes por dia em relação à ativação do metabolismo ou ganho/perda de peso se a dieta for a mesma, apenas fracionada de modo diferente: “Imagine uma dieta de 1.800 calorias. Um grupo recebe uma dieta em 3 frações de 600 calorias e o outro em 6 frações de 300 calorias. Os resultados mostram que não há diferença na avaliação final e quem recebeu a dieta mais fracionada não tem o metabolismo mais acelerado”, esclarece.

No entanto, segundo o professor de Bioquímica, quando um nutricionista define uma dieta de calorias já restritas para ser dividida em 3 frações apenas, existe uma chance considerável de esta dieta não ser seguida ou ter escapes nos períodos de jejum mais longo entre as frações. O peso psicológico e social da restrição é importante e exige sempre muita determinação. Sendo assim, mesmo que não haja ativação de metabolismo, há benefícios no fracionamento, especialmente em uma fase de adaptação. “Se o nutricionista recomenda um fracionamento das mesmas calorias em 6 vezes, a chance de adesão à dieta é maior, porque o indivíduo não se sente tão restrito e é claro que chega a cada refeição com menos fome”, explica.

Notem que estamos falando de dieta de restrição calórica, para perda de peso. Para este objetivo, no entanto, seria interessante até ter períodos de jejum mais longos, fracionando menos e há trabalhos mostrando o benefício desse jejum mais longo, quando o indivíduo está hormonalmente mais apto a consumir suas reservas de gordura. Porém, a chance de adesão a isto sem um período de adaptação, redução de porções, redução calórica total, é pequena e a fase do fracionamento maior auxilia nesta adaptação. Dietas para manutenção de peso ou ganho de massa magra, se beneficiam muito mais nitidamente da alimentação de 3 em 3 horas.

O Dr. Wagner reforça que não há fórmulas mágicas e cada indivíduo precisa encontrar sua maneira de se relacionar com os alimentos, o que muda de acordo com a pessoa e também com o objetivo e fase da dieta. Não é só questão de fracionar e contar calorias, mas saber escolher as fontes de caloria e principalmente de nutrientes mais adequadas para cada situação. O apoio de um nutricionista é fundamental para quem busca reeducação alimentar. “Alimentar-se de 3 em 3 horas não ativa o metabolismo, mas não se pode negar que apresenta benefícios por aumentar adesão à dieta, evitar a fome excessiva em cada refeição permitindo controle de porção e até para se acostumar com menores volumes”, finaliza.

Quer entender mais a respeito do assunto? Acesse o post completo da página Wagner Cientista, no Facebook.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 98, em 4/10/2016. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Passar álcool em gel nas mãos ou lavá-las: o que é mais eficaz

Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Quantos objetos você tocou nesta última hora? Quantas vezes passou as mãos nos olhos ou na boca? Espirrou ou tossiu? É, se pararmos para analisar, são inúmeras as bactérias, vírus e fungos  com os quais podemos  entrar em contato pelo simples toque das mãos. Mas, afinal, o álcool gel limpa tanto quanto lavar as mãos?  “Do ponto de vista de eliminação de microorganismos patogênicos, sim, desde que as mãos não apresentem sujidades aparentes  que possam impedir o espalhamento e ação adequados do gel”, explica o Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que trabalhou com controle de infecções durante seu pós-doutorado nos EUA.

A adequada higienização das mãos, acrescenta o Dr. Montor, pode diminuir a transmissão de uma série de doenças, dentre as quais infecções respiratórias, como gripe, infecções intestinais, hepatites, conjuntivite e diversas enfermidades. Por isso, no dia a dia, a recomendação é lavar as mãos sempre que possível, principalmente nas situações mais óbvias: antes de manipular alimentos; comer; tocar mucosas como olhos, nariz e boca; antes e após ir ao banheiro; entre outras. “O álcool gel oferece uma comodidade extra, porque pode ser transportado em pequenos frascos em bolsas e mochilas e pode ser utilizado sem água. O problema do uso constante do álcool gel é o ressecamento das mãos e possíveis alergias a componentes da fórmula. Existem formulações glicerinadas no mercado, que evitam o ressecamento, mas havendo água e sabonete disponíveis, lavar as mãos é o ideal, com a utilização subsequente de álcool gel ou não”, indica.

Sabonete comum ou antisséptico?
Quanto a essa questão, o professor esclarece que, nas atividades diárias, lavar as mãos com água e sabonete comum costuma ser suficiente para a população geral. Para profissionais que realizam, por exemplo, procedimentos médicos e laboratoriais ou preparo de alimentos ou medicamentos, medidas específicas de higienização das mãos, podem ser adotadas, incluindo álcool gel e sabonetes antissépticos. “Sabonetes antissépticos, quando usados adequadamente, eliminam mais de 90% dos microorganismos, em testes padronizados, onde microorganismos em uma escala crescente de resistência são utilizados. Se comparados aos sabonetes comuns, apresentam composição que garante maior eliminação destes microorganismos mais resistentes e têm ainda efeito residual, deixando as mãos protegidas por mais tempo”, complementa o Dr. Montor.

Existe também outra questão relevante sobre o tema, de acordo com o professor: para alguns indivíduos, alguns sabonetes antissépticos podem causar alergia, além do que o uso frequente pode eliminar bactérias não-patogênicas que são benéficas, principalmente quando utilizados em áreas maiores, como no banho. Esta é uma questão relevante e discutida principalmente por dermatologistas.

Confira mais dicas do Dr. Wagner  Montor.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 70, em 28/7/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

 

Tumores da mama: pesquisa aponta possibilidade de diagnóstico complementar

Dr. Wagner MontorUm estudo a respeito do diagnóstico complementar para tumores de mama esteve na pauta de um encontro realizado, recentemente, na Universidade de São Paulo (USP). Na oportunidade, o Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e ex-pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, proferiu palestra sobre o tema e falou sobre os avanços nesse campo de estudo.

Conheça mais detalhes a respeito deste assunto acessando o link da Agência Universitária de Notícias: clique aqui.