Anemia falciforme é condição genética e pode ser diagnosticada com “teste do pezinho”

Dr. Rodolfo Delfini Cançado, clínico geral e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Dr. Rodolfo Delfini Cançado, clínico geral e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A anemia falciforme é uma doença do sangue em que o indivíduo possui uma hemoglobina alterada ou defeituosa, chamada de hemoglobina S, que não recebe a quantidade ideal de oxigênio. Assim, há uma alteração nos glóbulos vermelhos, que deixam de ter uma forma arredondada para assumir o aspecto de foice, principal característica dificultadora da oxigenação dos tecidos.

“A anemia falciforme é uma condição genética. As pessoas não contraem o mal em virtude de alguma doença ou evento, mas recebem o gene alterado com traços falciformes do pai ou da mãe”, explica o Dr. Rodolfo Delfini Cançado, clínico geral e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Segundo o professor, os sintomas podem ser muito variados e atingem cada indivíduo de formas diferentes. “Em alguns casos, os pacientes não sentem qualquer dor e desfrutam de uma vida saudável e normal. Em outros, mais graves, pode provocar crises severas que vão desde dores ósseas, articulares, dores na barriga até infecções de repetição”, explica.

Os episódios de dor podem ser sentidos em qualquer idade pelo paciente de anemia falciforme. Estes são caracterizados também por inchaços nas mãos e pés, infecções, tonturas, dores de cabeça, desmaios, vulnerabilidade a otites, amigdalites, pneumonia, entre outros.

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames de sangue e, principalmente pelo ‘teste do pezinho’, realizado no nascimento da criança. Assim, em situações de crise, o Dr. Cançado recomenda o acompanhamento profissional para a indicação de medicamentos mais adequados para o controle das dores. Ele ressalta que os pais devem sempre exigir que o teste do pezinho seja feito nas crianças para que o diagnóstico e controle precoces sejam efetuados.

 

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 64, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Anúncios