Cerca de 10% dos brasileiros têm asma, segundo OMS

Dr. Roberto Stirbulov, pneumologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. Roberto Stirbulov, pneumologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Caracterizada por uma inflamação crônica dos brônquios, que provoca um bloqueio no fluxo do ar e dificuldade em respirar, a asma é uma doença genética cujas crises podem se tornar mais frequentes em função da exposição ambiental.

No Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população sofre de asma em níveis que podem variar de leve a grave – quando o paciente chega à internação. Segundo o Dr. Roberto Stirbulov, pneumologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, asmáticos e pessoas que sofrem de alergias respiratórias devem redobrar a atenção durante o inverno.

“A asma é uma doença extremamente variável. Os sintomas, a duração da crise e o intervalo entre as crises variam de pessoa para pessoa. O fato é que todas as doenças respiratórias se agravam durante o inverno, em virtude do tempo seco e de maior aglomeração das pessoas. Por isso, é necessário redobrar alguns cuidados nesse período do ano”, afirma o professor.

Entre os sintomas destacados estão o chiado no peito e, principalmente, a falta de ar. Ambos podem piorar em função de fatores climáticos como exposição à fumaça de cigarro, ao mofo e à poeira ou à falta de umidade do ar.

“O tratamento vai de acordo com o nível sofrido pelo paciente. Há pessoas que têm crises todos os dias, algumas todo mês, outras a cada ano. Basicamente, o tratamento é realizado com medicamentos inalatórios e, quando há crise, com os broncodilatadores. Em casos graves, a pessoa precisa ser internada na Unidade de Terapia Intensiva”, explica o Dr. Stirbulov.

Durante o inverno, o professor indica evitar, sempre que possível, aglomerações de pessoas ou permanecer por muito tempo em contato com poeira e mofo; buscar lavar roupas guardadas há muito tempo antes de usar, além de manter uma alimentação equilibrada para evitar possíveis infecções virais, mais presentes nessa época do ano.

 

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 64, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Alerta para o tempo seco: alérgicos devem tomar cuidados adicionais

Comum nesta época do ano, muitas regiões do país têm sofrido com a baixa umidade. Desde o início do inverno, em junho, algumas cidades, especificamente do estado de São Paulo, apresentam condições climáticas caracterizadas pela baixíssima qualidade do ar.

De acordo com CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), em São Paulo, a umidade chegou a 11%, quando o ideal é de 60%. Em decorrência disso, muitos problemas respiratórios podem ser agravados, principalmente em pessoas com alergias preexistentes.

Dr. Roberto Stirbulov, pneumologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. Roberto Stirbulov, pneumologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Segundo o Dr. Roberto Stirbulov, pneumologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, alérgicos devem ficar atentos à qualidade do ar. “Pessoas que já possuem alergias devem evitar a proximidade com a fumaça do cigarro, poeira e ambientes muito fechados. Além disso, estar atentos ao tempo seco e se manter sempre hidratados”.

Existem indivíduos que já nascem com a condição alérgica e os que a desenvolvem. Quando a pessoa já possui alguma alergia – sinusite, rinite, asma –, recomenda-se que evite ao máximo a exposição aos fatores que possam desencadear uma crise. Quando o contato acontece, ela deve procurar pelo tratamento que deve ser feito por remédios indicados pelo pneumologista.

“O tempo seco também é capaz de provocar irritação no tecido respiratório, fator que faz com que pessoas previamente saudáveis desenvolvam processos inflamatórios e infecciosos nas vias aéreas (por exemplo: resfriados, faringites, laringites, traqueítes e pneumonias). Portanto, ao notar a baixa umidade no ar, o indivíduo deve se preocupar em beber água constantemente. Isso faz com que o organismo se mantenha hidratado e evite possíveis inflamações das vias respiratórias”, alerta o professor.

Portanto, para enfrentar os dias de baixa umidade, a dica do especialista é além de manter a hidratação, para dormir, colocar um copo de água ao lado da cama para auxiliar na umidade do ambiente.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 53, em 4/11/2014. Assine nossa newsletter:
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Pós-Graduação em Pesquisa Clínica: inscrições abertas para 2014

Pós-graduação em Pesquisa Clínica - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São PauloCom aulas às sextas-feiras, das 18h às 21h30, e aos sábados, das 8h às 17h, o curso de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo tem 10 meses de duração e seu principal objetivo é a formação de profissionais com sólidos conhecimentos no processo de desenvolvimento de medicamentos e produtos para a saúde, aptos a atuarem em âmbito acadêmico, como instituições de ensino superior da área biomédica, bem como em centros de pesquisa privados, agências regulatórias e indústria farmacêutica.

O programa de especialização lato sensu tem como público-alvo os profissionais da área biomédica (cursos de Farmácia, Biologia, Biomedicina, Medicina e Enfermagem, entre outros) que estejam atuando ou almejem atuar na área de Pesquisa Clínica, tais como: pesquisadores, coordenadores de estudo, monitores de pesquisa, coordenadores e monitores de dados. Outros profissionais, como economistas, estatísticos e matemáticos que desejem atuar em projetos de pesquisa e desenvolvimento no campo biomédico, também podem avaliar esta pós-graduação como opção de estudos.

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