Areguá! O reencontro emocionante da Turma I de Medicina da FCMSCSP

i_turma_medicina_fcmscspSábado, 15/10, foi um dia de muita emoção. Nessa data, em que também se celebra o Dia do Professor, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo recebeu verdadeiros mestres, egressos ilustres que tiveram o privilégio de ver nascer o curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP. Adjetivos para descrever o momento desse encontro não faltariam. E a principal certeza que pudemos ter é que a Turma I continua assim: alegre, espontânea e saudosa. Afinal, a cada abraço, um sentimento indescritível de uma saudade que já durava 48 anos revelando o desejo de relembrar fatos marcantes da época de estudantes e de colocar a conversa em dia.

Seria impossível resumir a trajetória de cada ex-aluno aqui. Afinal, os egressos da Turma I continuam sempre por perto atuando, por exemplo, como professores na FCMSCSP e em outras instituições por todo o país, como é o caso da Dra. Tomie Umeda, ginecologista, que veio de Carajás, no Pará, para o encontro com os ex-colegas e que comemora a evolução vista na Faculdade: “Eu levei cinco horas para chegar em São Paulo, mas valeu muito a pena por ver os antigos colegas e a nova Faculdade, que não via desde a minha formação. Nós vemos como a tecnologia e o tempo mudam tudo, hoje as salas são completamente diferentes e bem mais bonitas. Mas, acima de tudo, é muito bom poder matar a saudade dos colegas.”

De acordo com o Dr. Wanderley Tadeu Sokolowski, que atua como pediatra, o reencontro causa uma sensação única. “Nós temos muita satisfação em encontrar pessoas que fizeram parte da nossa juventude, com quem convivemos durante seis anos. Nós passamos uma parte importante da nossa vida aqui, fizemos grandes amizades e é muito gostoso rever isso e ver que estão todos muito bem”, comemora.

Para o Dr. Luiz Gastão Mange Rosenfeld, especialista em hematologia e em patologia clínica e presidente do Centro de Hematologia de São Paulo (CHSP), para os que estão atuando em outras instituições, é muito bom estar de volta à Faculdade. “É extremamente importante e satisfatória a sensação de reencontrar os colegas”, conta.

encontro_02O Prof. Dr. Roberto Mitiaki Endo, que também passou a maior parte de sua vida entre a FCMSCSP e a ISCMSP, relembra os bons momentos no tempo da Graduação: “A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo quebrou muitos tabus. Nós fomos pioneiros em muitas coisas. A estrutura que nós tínhamos aqui era sonhada pelas outras faculdades e nós continuamos sendo modelo para outras Instituições”.

Segundo a Prof.ª Dra. Lygia Silveira, ex-aluna e professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP, que já completou 53 anos – desde que se formou – na Faculdade e na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), o afeto e o carinho criados pela Instituição sempre foram mais fortes, principalmente por fazer parte da primeira turma do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP: “Eu sempre estive aqui e nunca quis sair. Isso eu aprendi com uma colega que me dizia ‘vista a camisa e não tire’. É uma delícia ver todo mundo reunido, ver o carinho que as pessoas têm umas pelas outras. Isso é peculiar de pessoas da nossa idade e da nossa profissão, que é muito humanista. Essa Instituição cria na gente um sentimento que é difícil de expressar, quem está aqui dentro sabe”, declara a professora.

Quem compartilha desta paixão pela FCMSCSP é o Prof. Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, membro da Diretoria da FCMSCSP: “Esse reencontro nos traz conforto pelas realizações de todos esses anos e reforça o amor por essa Instituição. Tudo isso aqui faz parte da nossa vida. Eu me sinto aqui melhor do que eu me sentiria em qualquer outro lugar do mundo. Esse é o lugar onde nós nos realizamos e todos nós compartilhamos do mesmo desejo, que é ver essa Instituição progredindo sempre e alargando continuamente o seu prestígio”, afirma.

Para o Prof. Dr. Moacyr Fucs, também professor da FCMSCSP, reencontrar esses colegas e poder apresentar a eles a Faculdade de hoje, é um sentimento muito forte: “Estou encontrando aqui colegas que eu não via há 48 anos, desde que nós nos formamos. O comparecimento foi muito grande e nós já estamos inclusive programando a nossa festa de formatura de 50 anos, em 2018”, comenta o professor

Confira alguns momentos desse encontro neste álbum da Turma I, em fotos registradas no dia 15/10.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 99, em 18/10/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Saiba quais são os perigos e benefícios do uso das lentes de contato

Pessoas que apresentam vícios de refração, que incluem o astigmatismo, a miopia, a hipermetropia e a presbiopia, também conhecida como vista cansada, têm como alternativa a utilização de óculos ou lentes de contato. Uma consulta ao oftalmologista, que fará a avaliação e o exame, indicará sua necessidade.

Dr. Roberto Endo

Dr. Roberto Mitiaki Endo

“Os olhos são os órgãos mais importantes no relacionamento com o mundo. Afinal, são eles que recebem cerca de 85% de toda a informação que, analisada pelo cérebro, é direcionada para outras áreas correlacionadas, para ser selecionada para a orientação no espaço, para sua defesa e para as atividades intelectuais. Portanto, os óculos e as lentes de contato podem ajudar a proporcionar uma visão nítida e confortável, mas é preciso tomar diversos cuidados antes de se fazer uso de um desses dois recursos”, afirma o Dr. Roberto Mitiaki Endo, coordenador da disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Dra. Elisabeth Brandão Guimarães

Dra. Elisabeth Brandão Guimarães

Uma recomendação importante, com o início da utilização das lentes de contato, é ficar atento à troca planejada. “As lentes são produzidas e testadas para durarem determinado tempo. Assim, cada uma apresenta uma manutenção específica. Existem aquelas que são de troca única, as quinzenais, mensais, trimestrais e anuais”, afirma a Dra. Elisabeth Brandão Guimarães, chefe do setor de lente de contato do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo.

A oftalmologista ainda alerta para o processo de limpeza, pois cada lente possui uma característica própria, mas, todas, sem exceção, precisam ser higienizadas com a aplicação de uma solução específica. “É necessário ouvir a indicação do especialista, pois não é recomendado limpar uma lente rígida com uma solução destinada ao modelo gelatinoso e vice-versa”, explica a Dra. Elisabeth.

Outra orientação dada pela médica diz respeito ao soro fisiológico, que não é recomendado por apresentar grande risco à saúde dos olhos. Segundo a especialista, esse produto apenas molha as lentes e não as desinfeta, sendo que, 48 horas após aberto, se torna um meio de cultura e, assim, pode contaminá-las.

A Dra. Elisabeth destaca ainda que a indicação das lentes de contato para crianças deve ser avaliada com base na necessidade e idade. “Crianças que realizam a cirurgia de catarata congênita podem utilizar as lentes imediatamente após o procedimento para evitar que o olho deixe de receber o estímulo visual correto e não se desenvolva. Já aquelas com alta miopia também podem ser beneficiadas, contudo, é fundamental a participação dos pais para a manutenção e colocação das lentes, além da maturidade da criança para conviver com o objeto nos olhos”, alerta.

A frequência das visitas ao oftalmologista dos usuários de lentes de contato também será indicada pelo médico. “Indivíduos diagnosticados com ceratocone, que ocorre em adultos jovens, precisam inicialmente de um monitoramento mensal que, em seguida, deverá ser semestral. O ceratocone é uma doença não inflamatória progressiva que apresenta mudanças estruturais na córnea, tornando-a mais fina e deixando-a em formato cônico”, comenta a oftalmologista.

Perigos do uso incorreto

As pessoas que não utilizam de forma correta as lentes de contato correm riscos de desenvolver: a Síndrome de Uso Excessivo, hipóxia da córnea – caracterizada por sua baixa oxigenação –, processos infecciosos, como uma úlcera que pode resultar na perda permanente da visão, além de processos alérgicos e traumas.

Os cuidados com as lentes coloridas são os mesmos, o que engloba o acompanhamento médico e a realização de testes para verificar se o paciente poderá utilizá-las. Por serem pintadas, estas lentes acumulam mais resíduos. “Uma lente de contato pode ser considerada ‘arma’ ou ‘solução’. Tudo dependerá da forma como forem utilizadas”, conclui a Dra. Elisabeth.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 48, em 26/8/2014. Assine nossa newsletter:
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