Conquista para a saúde pública brasileira

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O Dr. Quirino Cordeiro, professor adjunto do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, foi nomeado na segunda-feira, 13/2, para o cargo de coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, da Secretaria de Atenção à Saúde. A nomeação foi feita por Ricardo Barros, atual ministro de Estado da Saúde. A FCMSCSP parabeniza o Prof. Dr. Quirino Cordeiro e deseja sucesso em mais este desafio profissional.

Transtornos psicóticos têm maior incidência em jovens

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Dr. Quirino Cordeiro, professor adjunto e chefe do Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP

Os transtornos psicóticos caminham com um distanciamento patológico da realidade. O indivíduo apresenta quadros de delírio e alucinações, sendo que esses são episódios potencialmente graves. De acordo com Dr. Quirino Cordeiro, professor adjunto e chefe do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, delírios são crenças patológicas sobre a realidade. Já as alucinações são alterações das percepções, quando o paciente ouve vozes, vê coisas sem que haja um estímulo para isso. Na esquizofrenia, o indivíduo passa a ficar mais introvertido, começa a ter uma percepção equivocada do meio em que está e pode, por exemplo, entender que as pessoas estão querendo fazer algum mal a ele. No transtorno afetivo bipolar, por sua vez, os sintomas psicóticos podem aparecer quando o paciente apresenta alteração do humor (depressão ou euforia).

“Os transtornos psicóticos são manifestações decorrentes de diferentes distúrbios mentais, tais como transtorno bipolar e esquizofrenia. Alguns sintomas iniciais são importantes para se detectar o quadro psicótico e a doença a que estão relacionados. A identificação precoce é extremamente importante, pois uma grande parte dos pacientes, se não avaliada e tratada precocemente, logo no início da doença, pode apresentar uma série de problemas como, por exemplo, comprometimentos cognitivos”, afirma o psiquiatra

“É extremamente importante se estar atento aos primeiros sinais desses transtornos porque algumas vezes são confundidos como manifestações normais das fases da vida, como a adolescência. A esquizofrenia e o transtorno bipolar, em geral, começam nesta faixa etária, ou seja, no final da adolescência e início da vida adulta jovem, entre 17 e 25 anos. Portanto, é importante que se observe quando o adolescente ou o jovem passa a ficar muito recluso, introvertido, deixando de socializar para ficar isolado em um mundo próprio”, ressalta o professor.

De acordo com o psiquiatra, um fator de risco importante associado aos transtornospsicóticos é o uso de maconha. Estudos comprovam a relação do uso da droga com o desenvolvimento dessas manifestações clínicas. “Os estudos mostram que usuários regulares da cannabis apresentam três vezes mais chance de desenvolverem transtornos psicóticos. Além disso, essas pesquisas comprovam que a quantidade de uso da maconha afeta diretamente a chance de o indivíduo apresentar a psicose. Ou seja, quanto mais maconha a pessoa usa e quanto mais cedo isso começar, muito maior a chance de desenvolver transtornos psicóticos”, comenta o Dr. Quirino.

O especialista alerta que é fundamental que o diagnóstico dos transtornos psicóticos seja feito precocemente. Isso porque quanto mais cedo o acompanhamento e o tratamento forem iniciados, maiores as chances de que estes indivíduos tenham prognósticos mais favoráveis.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 90, em 14/6/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Depressão atinge 10% da população brasileira, segundo OMS

Dr. Quirino Cordeiro, professor adjunto e chefe do departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. Quirino Cordeiro, professor adjunto e chefe do departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Tristeza intensa, dificuldade de realizar tarefas comuns, falta de sono, alteração do apetite e diminuição da energia vital são alguns sintomas indicadores da depressão. O mal que atinge cerca de 10% da população brasileira, um dos maiores índices no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um transtorno que acompanha a história da humanidade. Ao contrário do que muitos pensam, é um distúrbio que apresenta evidências de alterações químicas no cérebro e no organismo, de forma geral.

Em diversos níveis, a depressão pode ser uma resposta do organismo a traumas psicológicos. Situações de profunda tristeza, luto, abandono, além de enfermidades como o hipotireoidismo podem resultar em quadros do transtorno. Em casos mais graves, o paciente pode tentar atos contra a vida.

Mais comum em mulheres, a depressão pode atingir todas as faixas etárias, inclusive crianças. Conhecida como “mal do século XXI”, a cada dia toma novas proporções e estratégias de tratamento. Uma delas é a prática de atividade física como adjuvante do acompanhamento medicamentoso e psicoterápico. Principalmente pela sensação de bem-estar que promovem, os exercícios aeróbicos e anaeróbicos apresentam bons resultados em pacientes depressivos.

Atividade física como aliada do tratamento

“Existem várias possibilidades terapêuticas no tratamento da depressão. Em casos mais graves, em que o indivíduo não respondeu a nenhum tratamento, pode-se recorrer a eletroconvulsoterapia, que é a indução de uma crise convulsiva por meio da aplicação de uma descarga elétrica no cérebro do paciente”, explica o Dr. Quirino Cordeiro, professor adjunto e chefe do departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. “A atividade física também é uma estratégia de tratamento. Todavia, ela nunca pode ser aplicada como intervenção isolada, apenas como complementar do acompanhamento farmacológico e psicoterápico. No entanto, como tratamento adjuvante, seus resultados são muito bons”, explica o professor.

Apesar dos benefícios da prática esportiva no tratamento clínico da depressão, estimular o paciente ao exercício não é uma tarefa fácil, já que há uma diminuição considerável da disposição física em virtude do problema. “Na maioria das vezes, se inicia o tratamento medicamentoso e psicoterápico e, quando nota-se melhora no quadro, é que se que introduz uma rotina de atividade física. Isso de acordo com a abertura que a pessoa der para essa possibilidade. Mas, quando se consegue essa adesão, as respostas do paciente são sempre muito favoráveis”, comenta.

Benefícios

Quando aliado à atividade física, o tratamento clínico da depressão tem resultados muito eficientes, pois melhora a disposição do indivíduo, produz uma sensação de bem-estar e melhora o curso do sono. Além disso, quando incorporada a uma rotina fixa, a prática também é benéfica no monitoramento de peso, na produtividade de atividades rotineiras e diminuição de riscos de doenças cardíacas e hipertensão.

“A atividade física, em geral, é recomendada a todos. Existem diversos estudos que comprovam a eficácia dessa prática na manutenção de uma vida saudável e na prevenção de doenças cardiovasculares em geral. Portanto, recomendo sempre”, finaliza o professor.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 51, em 7/10/2014. Assine nossa newsletter:
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Aluno de Medicina da FCMSCSP recebe Prêmio de Melhor Trabalho na Área de Neuroclínica

Michel Silvio Duailibi, aluno do 3º ano do Curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Michel Silvio Duailibi, aluno de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Em 2/8, Michel Silvio Duailibi, aluno do 3º ano de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ganhou o Prêmio de Melhor Trabalho na Área de Neuroclínica, no I Congresso Acadêmico de Neurociências.

O trabalho intitulado “Estimulação transcutânea do nervo trigêmeo para o tratamento de transtorno depressivo maior: um ensaio clínico aberto” é resultado de sua pesquisa de Iniciação Científica com Bolsa do CNPq, que tem como orientador o Dr. Quirino Cordeiro, docente do Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP.