Lesões no joelho na prática esportiva

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Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo

O joelho é uma das articulações mais solicitadas durante as atividades da vida diária, que ocorre na arte, como a dança, e, principalmente, no esporte que envolve os membros inferiores, tais como corrida, salto, futebol e lutas marciais, entre outras. “Toda atividade física exige um joelho sadio, firme, estável, com boa musculatura e movimentação”, explica o Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, especialista em Trauma de Joelho, vice-diretor do curso de Graduação em Medicina e professor adjunto do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Para o especialista, é primordial o acompanhamento de um educador físico ao realizar qualquer atividade física, pois são várias as lesões que podem afetar o joelho. “Em nosso aparelho locomotor, temos basicamente os músculos que são as estruturas que promovem o movimento através de sua contração quando agem nos ossos e nas articulações. Então precisamos de músculos treinados, com ligamentos e com as cartilagens articulares íntegras. E isso só é alcançado mediante treinamento progressivo e bem orientado, para que o indivíduo desenvolva um condicionamento físico compatível com o esporte que ele pratica”, adverte Dr. Camargo.

Porém, é necessário que haja limites, pois geralmente o problema que leva o atleta à lesão é o treinamento ou a atividade exagerada para chegar ao máximo de sua performance. Dr. Camargo explica que cada indivíduo tem um coeficiente de resistência individual e se ele a ultrapassa chega à zona de abuso, chamada de overuse, que corresponde a utilizar em demasia – além dos limites naturais impostos pela nossa biologia –, e ficam sujeitos a lesões.

Outro ponto de destaque é a falta do uso de sapatos adequados à prática escolhida. “Em cada atividade esportiva, é imprescindível alguns complementos. O jogador de futebol usa uma chuteira com travas para permitir uma melhor aderência ao gramado, e isso confere mais estabilidade. Quem pratica corrida, geralmente usa tênis com cravos, para dar maior aderência e evitar deslizamento. No vôlei e basquete, o indivíduo usa um tênis com amortecedores para evitar um maior impacto que possa ocasionar lesões cartilaginosas ou ligamentares”, completa.

Ainda seguindo orientações do ortopedista, de uma maneira geral, para obter condicionamento a fim de se realizar qualquer prática esportiva, o ideal é, de três a quatro vezes por semana, fazer por 40 minutos exercícios que compreendam atividades aeróbicas, alongamentos, seguidas de musculação – usando aparelhos ou não –, mas imitando todos os movimentos com carga e sem carga para ganhar força muscular e amplitude de movimentos.  “Nos idosos, não há como esquecer que se deve seguir os mesmos cuidados, mas é necessário fazer uma boa análise de sua saúde geral e fazer um treinamento antes de começar efetivamente ao esporte”, ressalta.

Quer conhecer quais são as lesões mais frequentes em cada idade e os tipos de lesões frequentes em cada esporte? Confira neste post do Blog FCMSCSP mais informações a respeito com o Prof. Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 77, em 4/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Queda de idosos: traumas podem acarretar lesões com graves consequências à saúde

Prof. Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, professor adjunto do  Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Prof. Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, professor adjunto do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Com alto índice de ocorrências, as quedas acidentais de pessoas idosas são mais frequentes do que em outras faixas etárias. A ocorrência de queda se intensifica, em média, em torno dos 60 anos de idade, quando começa a ocorrer uma perda mais acentuada da massa muscular, redução das atividades físicas no trabalho e no esporte, além do enfraquecimento dos ossos (osteoporose). É mais frequente em mulheres, pelo declínio hormonal,  com a chegada da menopausa.

“Com o tempo, o organismo tem uma desaceleração nas suas atividades,  perda da agilidade e dos reflexos de defesa diante de uma queda eminente, que se associam a afecções que fragilizam o idoso, como alterações visuais, equilíbrio e a falta de atenção ao ambiente que o cerca”, afirma o Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, professor adjunto do  Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Entre as principais regiões lesionadas pelas quedas acidentais em idosos, destacam-se as fraturas na região do quadril, atingindo principalmente o fêmur, que necessita de um tratamento cirúrgico para  fixação interna do osso, para que o paciente possa se sentar e caminhar precocemente.  A permanência no leito por período prolongado pode provocar complicações respiratórias, cardíacas, escaras de pressão (lesões na pele), aumentado o risco de evolução para óbito. “Dados estatísticos mostram que 50% de pacientes tratados de forma inadequada falecem no primeiro ano após a ocorrência da fratura. São frequentes as fraturas do punho e do ombro, que sofrem o primeiro impacto contra o solo durante uma queda, devendo ser tratados adequadamente para se obter a recuperação dos movimentos nos membros superiores, essenciais para as atividades diárias”, explica o professor.

A ocorrência de fraturas de idosos em quedas acidentais é 2  a 3 vezes mais frequente do que entre os indivíduos mais jovens, e a energia necessária para provoca-las é muito menor; assim, é imprescindível prevenir tais acidentes.
“Essa prevenção deve fazer parte de programas de manutenção da saúde e educacionais. O estado nutricional adaptado às condições de saúde individual, controle adequado dos indicadores da função dos órgãos e sistemas,  e terapias adotadas, são tarefas perfeitamente gerenciadas por meio da avaliação periódica do  médico geriatra”, explica o Dr. Osmar.

O estímulo para a prática de exercícios de musculação, alongamentos e aeróbicos, adaptados à idade, diminui os riscos de queda e traz o bem-estar que todos almejam. Programas educacionais devem mostrar os riscos que se corre durante a locomoção no escuro, em um solo irregular, em um  piso escorregadio, com tapetes sem aderência e no uso de escadas de trabalho doméstico.  “Tais programas devem ser difundidos não só pelo geriatra, como também pelos órgãos de Saúde Pública”, finaliza o professor.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 62, em 7/4/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.