Exercícios físicos podem evitar a osteoporose

osmar_monte_osmar_camargo_fcmscspCaracterizada pela diminuição progressiva da massa óssea, a osteoporose geralmente se inicia na mulher após a menopausa e no homem, mais tardiamente, por meio da andropausa. Sem sintomas, a doença só pode ser diagnosticada por meio do exame chamado densitometria óssea.

De acordo com o Dr. Osmar Monte, endocrinologista, professor titular e vice-diretor da FCMSCSP, a osteoporose pode ter diversos fatores de risco, entre eles, o fator genético: “Nós começamos a formar o tecido ósseo como embriões e vamos terminar de ganhar massa óssea, por volta de 30 a 35 anos, quando atingimos o pico de massa óssea. Essa massa óssea atingida nesse pico tem relação com a genética; então, se a mãe ou pai têm osteoporose, o filho tem mais chances de desenvolver”, explica.

Quem também explica o assunto é o Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, vice-diretor do curso de Graduação em Medicina e professor adjunto do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo: “A pessoa com osteoporose tem seus ossos enfraquecidos e sujeitos a fraturas que são, muitas vezes, espontâneas. A mínima sobrecarga pode levar ao aparecimento de traços de fraturas completos ou incompletos.”

Segundo o Dr. Osmar Monte, a prevenção da osteoporose começa desde o nascimento. Uma ingestão adequada de cálcio encontrado no leite e seus derivados, a presença da vitamina D que também é importante, e de outros hormônios que também aumentam a massa óssea como paratormônio e o hormônio de crescimento. “Se o indivíduo tiver uma vida saudável, se ele for normal e tiver uma nutrição correta, uma ingestão adequada de cálcio, ele vai atingir o pico genético da massa óssea”, conta.

Outra forma importante de prevenção da osteoporose é a atividade física, de acordo com os médicos: “O osso responde com o aumento da massa óssea, quando ele é submetido a impacto. O esporte acarreta impacto ósseo e isso é um estímulo para o osso aumentar a sua massa óssea”, conta o Dr. Osmar Monte. “Quando a pessoa idosa faz exercícios aeróbicos, de alongamento e de musculação suaves, os ossos vão se fortalecendo. Então é importantíssimo que todo idoso tenha um programa de exercício, de recondicionamento físico adaptado à idade”, reforça o Dr. Osmar Camargo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 99, em 18/10/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Areguá! O reencontro emocionante da Turma I de Medicina da FCMSCSP

i_turma_medicina_fcmscspSábado, 15/10, foi um dia de muita emoção. Nessa data, em que também se celebra o Dia do Professor, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo recebeu verdadeiros mestres, egressos ilustres que tiveram o privilégio de ver nascer o curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP. Adjetivos para descrever o momento desse encontro não faltariam. E a principal certeza que pudemos ter é que a Turma I continua assim: alegre, espontânea e saudosa. Afinal, a cada abraço, um sentimento indescritível de uma saudade que já durava 48 anos revelando o desejo de relembrar fatos marcantes da época de estudantes e de colocar a conversa em dia.

Seria impossível resumir a trajetória de cada ex-aluno aqui. Afinal, os egressos da Turma I continuam sempre por perto atuando, por exemplo, como professores na FCMSCSP e em outras instituições por todo o país, como é o caso da Dra. Tomie Umeda, ginecologista, que veio de Carajás, no Pará, para o encontro com os ex-colegas e que comemora a evolução vista na Faculdade: “Eu levei cinco horas para chegar em São Paulo, mas valeu muito a pena por ver os antigos colegas e a nova Faculdade, que não via desde a minha formação. Nós vemos como a tecnologia e o tempo mudam tudo, hoje as salas são completamente diferentes e bem mais bonitas. Mas, acima de tudo, é muito bom poder matar a saudade dos colegas.”

De acordo com o Dr. Wanderley Tadeu Sokolowski, que atua como pediatra, o reencontro causa uma sensação única. “Nós temos muita satisfação em encontrar pessoas que fizeram parte da nossa juventude, com quem convivemos durante seis anos. Nós passamos uma parte importante da nossa vida aqui, fizemos grandes amizades e é muito gostoso rever isso e ver que estão todos muito bem”, comemora.

Para o Dr. Luiz Gastão Mange Rosenfeld, especialista em hematologia e em patologia clínica e presidente do Centro de Hematologia de São Paulo (CHSP), para os que estão atuando em outras instituições, é muito bom estar de volta à Faculdade. “É extremamente importante e satisfatória a sensação de reencontrar os colegas”, conta.

encontro_02O Prof. Dr. Roberto Mitiaki Endo, que também passou a maior parte de sua vida entre a FCMSCSP e a ISCMSP, relembra os bons momentos no tempo da Graduação: “A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo quebrou muitos tabus. Nós fomos pioneiros em muitas coisas. A estrutura que nós tínhamos aqui era sonhada pelas outras faculdades e nós continuamos sendo modelo para outras Instituições”.

Segundo a Prof.ª Dra. Lygia Silveira, ex-aluna e professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP, que já completou 53 anos – desde que se formou – na Faculdade e na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), o afeto e o carinho criados pela Instituição sempre foram mais fortes, principalmente por fazer parte da primeira turma do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP: “Eu sempre estive aqui e nunca quis sair. Isso eu aprendi com uma colega que me dizia ‘vista a camisa e não tire’. É uma delícia ver todo mundo reunido, ver o carinho que as pessoas têm umas pelas outras. Isso é peculiar de pessoas da nossa idade e da nossa profissão, que é muito humanista. Essa Instituição cria na gente um sentimento que é difícil de expressar, quem está aqui dentro sabe”, declara a professora.

Quem compartilha desta paixão pela FCMSCSP é o Prof. Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, membro da Diretoria da FCMSCSP: “Esse reencontro nos traz conforto pelas realizações de todos esses anos e reforça o amor por essa Instituição. Tudo isso aqui faz parte da nossa vida. Eu me sinto aqui melhor do que eu me sentiria em qualquer outro lugar do mundo. Esse é o lugar onde nós nos realizamos e todos nós compartilhamos do mesmo desejo, que é ver essa Instituição progredindo sempre e alargando continuamente o seu prestígio”, afirma.

Para o Prof. Dr. Moacyr Fucs, também professor da FCMSCSP, reencontrar esses colegas e poder apresentar a eles a Faculdade de hoje, é um sentimento muito forte: “Estou encontrando aqui colegas que eu não via há 48 anos, desde que nós nos formamos. O comparecimento foi muito grande e nós já estamos inclusive programando a nossa festa de formatura de 50 anos, em 2018”, comenta o professor

Confira alguns momentos desse encontro neste álbum da Turma I, em fotos registradas no dia 15/10.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 99, em 18/10/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Entenda as causas da artrose

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Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, especialista em Cirurgia do Joelho e professor adjunto da FCMSCSP

A artrose ou osteoartrite é uma afecção causada pelo desgaste anormal da cartilagem que recobre os ossos formadores das articulações do nosso corpo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ela atinge cerca de 80% da população mundial com mais de 65 anos. Só no Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas têm a sua qualidade de vida reduzindo-se ano a ano, pois ela é progressiva, podendo levar à incapacidade total se o portador não seguir com seriedade um programa para retardar a sua evolução.

Segundo o Prof. Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, especialista em Cirurgia do Joelho, professor adjunto do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e vice-diretor do curso de Graduação em Medicina, os pacientes referem inicialmente a presença de dor, de início quando realizam algum movimento, e, mais tarde, com o agravamento, podem sentir dor intensa mesmo ao repouso. “Além da dor, ocorre uma diminuição nos movimentos antes normais, com inchaço local, e deformidades, como joelhos arqueados, dedos das mãos com nódulos, coluna vertebral rígida, havendo mesmo o surgimento de frouxidão das articulações comprometendo o equilíbrio e a força muscular”, afirma.

A artrose tem diversas origens, de acordo com Dr. Camargo. Em idosos, atinge mais as mulheres, surgindo na época da menopausa, em torno dos 60 anos. Contudo, o seu aparecimento pode ser após traumatismos como fraturas, rupturas de ligamentos, ossos deformados, que ocasionam um desgaste assimétrico acentuado. “Outras causas de artrose são as doenças reumáticas, a gota (acúmulo de ácido úrico), as infecções articulares, ou o uso prolongado de imobilizações (gesso) após fraturas ou operações ortopédicas”, explica.

As partes do corpo mais atingidas pela artrose, acrescenta o médico, são as chamadas “articulações de carga”, ou seja, aquelas que aguentam o peso corporal de uma pessoa: “Os pés, tornozelos, joelhos, quadris e a coluna são mais comuns. Esses ossos se alargam nas extremidades por causa do aumento da carga mecânica advinda da artrose, e o paciente nota as articulações mais grossas e deformadas. As radiografias mostram ao médico o contato dos ossos sem as cartilagens, e os alargamentos conhecidos como ‘bicos de papagaio’”, completa.

Dependendo da gravidade do caso, o tratamento varia desde o uso de medicamentos, perda de peso, fisioterapia, recondicionamento físico, até a adoção de tratamentos cirúrgicos como modelagem das articulações, alinhamentos de ossos deformados, ou mesmo a troca das superfícies ósseas em contato, pelo revestimento com material sintético, as chamadas próteses articulares.

Uma vida saudável, composta por exercícios regulares, sem esforços excessivos, para manter-se a elasticidade, a força muscular e a agilidade, acompanhados da manutenção do peso ideal, diminui a probabilidade de instalação da artrose nos indivíduos que não apresentem as causas secundárias já apontadas pelo Dr. Camargo. “É muito importante não fazer grandes esforços, repetidos ou isolados nas atividades de trabalho ou do esporte, que devem estar adaptadas à idade, sexo e capacidade física individual, para evitar lesões que provoquem artrose”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 88, em 17/5/2016. Assine nossa newsletter: www.fcmsantacasasp.edu.br.

Health and Community Program

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo recebeu, por meio do Health and Community Program – Spring 2014, estudantes de reconhecidas universidades norte-americanas. O programa acontece pela quinta vez na FCMSCSP e é intermediado pelo Núcleo de Relações Internacionais da Instituição. Na foto, a Dra. Maria Amélia Veras e o Dr. Osmar Camargo, integrantes do NRI.
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