Síndrome dos Ovários Policísticos pode causar infertilidade

newton-eduardo-busso-fcmscsp

Dr. Newton Eduardo Busso, obstetra e professor da FCMSCSP

Considerada a segunda causa mais frequente de infertilidade em mulheres, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio que causa desequilíbrio hormonal. Além de dificultar a gravidez, a síndrome pode causar alterações menstruais e, em alguns casos, levar à obesidade.

De acordo com o Dr. Newton Eduardo Busso, obstetra e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a SOP aparece desde a adolescência, sendo incomum aparecer em fases mais tardias da vida. O principal sintoma é a alteração menstrual que acompanha ciclos irregulares sem ovulação, o que tem como consequência a infertilidade: “São ciclos irregulares e longos 60, 90, 120 dias ou até anos sem menstruar espontaneamente”, explica.

Além disso, segundo o médico, a Síndrome dos Ovários Policísticos também causa aumento dos hormônios masculinos, o que pode trazer outros reflexos nas mulheres portadoras da SOP. “Esses hormônios podem causar o aumento desmoderado de pelos no corpo, oleosidade da pele e acne”, conta.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 95, em 23/8/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Desejo sexual pode oscilar durante a gestação

Newton Eduardo Busso, obstetra e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Newton Eduardo Busso, obstetra e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

De acordo com a reportagem elaborada pelas jornalistas Rita Trevisan e Simone Cunha do Portal UOL, em 26/12/2014, na gravidez, uma série de transformações fisiológicas e emocionais ocorre e o casal precisa adaptar-se a elas. No entanto, segundo especialistas, o período não exige abstinência e, assim como o desejo não cessa, as relações sexuais também podem continuar acontecendo durante os nove meses.

O Dr. Newton Eduardo Busso, obstetra e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, é um dos entrevistados nesta matéria do Site UOL Mulher / Gravidez e Filhos.

Clique aqui para conferir.

Professor da Faculdade Santa Casa de São Paulo apresenta orientações para mulheres com dificuldades em engravidar

Dr. Newton Eduardo BussoAtualmente, muitas mulheres optam por adiar a maternidade em função de projetos pessoais como carreira, viagens, estudos, entre outros. “Contudo, é importante que fiquem atentas à idade para não terem complicações no futuro. Uma das soluções, para aquelas que desejam postergar a gravidez, é congelar os óvulos, lembrando que, quanto mais cedo decidirem por essa estratégia, melhor será a qualidade destes óvulos”, afirma o Dr. Newton Eduardo Busso, professor assistente de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Outra dica importante dada pelo médico está relacionada aos cuidados com a saúde, pois também interferem no processo da gravidez. “É fundamental que, desde cedo, a mulher tenha uma dieta equilibrada, mantenha o peso dentro da normalidade, não fume e não abuse do álcool”, declara o Dr. Busso.

O professor ainda destaca que, caso a mulher não consiga engravidar dentro de um ano, deve buscar as causas dessa dificuldade. “É recomendado obter o diagnóstico precocemente, assim, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor. Afinal, um dos fatores que mais impactam na infertilidade feminina está relacionado à anatomia, como o funcionamento das trompas que, por algum motivo, pode estar comprometido por um processo infeccioso, como no caso da endometriose, ou por uma cicatriz cirúrgica”, explica o especialista.

A segunda causa mais frequente, segundo o Dr. Busso, é quando a mulher não ovula, como no caso da síndrome de ovário policístico. Já quando a trompa está totalmente obstruída e sem chances de reconstrução, a solução é a fertilização in vitro.

Infertilidade nos homens

Entre as causas masculinas de infertilidade a mais comum é a varicocele, caracterizada por uma dilatação das veias dos testículos que compromete a posição dos espermatozoides. “Alguns homens podem apresentar a produção do que chamamos de sêmen ruim”, enfatiza o médico. Diferentemente da mulher, que precisa avaliar uma série de possíveis problemas, no homem é mais fácil, pois basta fazer um espermograma para verificar se há ou não alguma alteração.

Também existem as causas de natureza infecciosa. “Por exemplo, a mais conhecida é a caxumba, que pode levar a infecção dos testículos e prejudicar a fertilidade do homem”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 48, em 26/8/2014. Assine nossa newsletter:
http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Aumento da procura pela fertilização assistida é resultado de mudanças no comportamento dos casais

A fertilização assistida possibilita que casais com dificuldades para engravidar possam gerar um filho, além de permitir a gestação para produções independentes e homoafetivas. A técnica in vitro consiste na junção de óvulos e espermatozoides, em um ambiente que simula o das trompas e, depois, são transferidos para o útero da mãe, onde irão se desenvolver.

Prof. Dr. Newton Eduardo BussoDe acordo com o Prof. Dr. Newton Eduardo Busso, coordenador do curso de pós-graduação em Infertilidade Conjugal e Reprodução Humana Assistida da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, uma das razões para o aumento da procura pela técnica é a mudança de comportamento dos casais, que estão decidindo ter filhos em uma idade mais avançada. “Hoje, verificamos que a mulher quer priorizar sua formação acadêmica e a evolução de sua carreira. Dessa forma, a decisão de engravidar é tomada em uma idade em que as chances são menores”, declara.

O especialista afirma que a média da primeira gravidez saltou dos 25 para os quase 30 anos. “Em linhas gerais, após os 35 anos, as chances de engravidar começam a diminuir, tanto espontaneamente quanto com os tratamentos. A média de sucesso para a fertilização in vitro é de 35% a 50%, índices que se reduzem depois desta faixa etária”, explica. Alguns dos comportamentos que também diminuem as chances de fertilização são: obesidade, consumo de álcool e cigarro, além de doenças sexualmente transmissíveis.

Para o professor, a doação e o congelamento de óvulos abrem novas perspectivas de gravidez para mulheres após os 40 anos de idade. “A mulher pode se preparar congelando seus óvulos em uma idade em que eles são mais ‘sadios’. Com isso, no futuro, ela poderá tentar engravidar ou até realizar uma produção independente com óvulos teoricamente melhores”, comenta.

O Dr. Busso reforça ainda que a tecnologia vem propiciando a gravidez a casais que, há alguns anos, não teriam a menor condição de gerar um filho. De acordo com o professor, “Quando se aumenta a possibilidade de um resultado positivo, automaticamente cresce o número de pessoas que buscam esse método. Segundo o médico, em um passado recente, homens que tinham um número muito baixo de espermatozoides não conseguiam ter filhos, nem com os tratamentos da época. “A nova técnica, que permite colocar um espermatozoide dentro do óvulo, fez com que esses homens tivessem essa possibilidade”, afirma.

Outra vertente da fertilização assistida é realizada para casais homoafetivos femininos e masculinos. O Dr. Busso cita também a gravidez independente, em que a mulher utiliza um banco de sêmen. “O homem também pode realizar a produção independente com o óvulo de uma doadora desconhecida, transferindo o embrião para o útero de uma parente sua para realizar a gestação. Isso é ético e legal”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 25, em 4/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.