FCMSCSP no Pint of Science 2017

O Dr. Hudson Buck, a Dra. Tatiana Rosado e o Dr. Wagner Montor, professores do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, participam nos dias 15 e 17 de maio, segunda e quarta-feira, do Pint of Science 2017.

O evento tem como objetivo proporcionar debates relevantes, com bastante descontração, sobre as pesquisas científicas mais recentes em formato acessível para o público em ambientes informais como cafés, restaurantes e bares.

A participação do Dr. Hudson Buck acontece no dia 15 de maio, segunda-feira, das 19h30 às 21h, já as participações do Dr. Wagner Montor a da Dra. Tatiana Rosado acontecem no dia 17 de maio, também das 19h30 às 21h. As três apresentações acontecem no Tubaína Bar, localizado na rua Haddock Lobo, 74 – Cerqueira César, São Paulo (SP). 

Para conferir a programação completa, clique aqui.

Anúncios

Kinin Brazil 2015: FCMSCSP sedia encontro internacional

De 28 de junho a 1º de julho, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo sediou o evento “Kinin 2015 – International Meeting on Kinin System and Peptide Receptors“. Com o objetivo de debater e apresentar os últimos avanços de pesquisas sobre o envolvimento das cininas e de receptores peptidérgicos nos processos fisiopatológicos de diversas doenças, o simpósio reuniu pesquisadores da Alemanha, Brasil, Canadá, Chile, EUA, França, Israel, Itália e Suíça.

Kinin Brazil 2015 - Faculdade Santa Casa de SP

Kinin 2015 – International Meeting on Kinin System and Peptide Receptors

O evento acontece desde a década de 50, a cada 2 ou 3 anos, em diversos países, tendo como um dos seus idealizadores o Prof. Maurício Rocha e Silva, descobridor da bradicinina. A edição anterior do meeting no Brasil aconteceu em 1993.

“As cininas são moléculas que possuem poucos aminoácidos e apesar de estudadas desde os anos 50, ainda apresentam muitas descobertas científicas. Elas estão relacionadas ao desenvolvimento de várias doenças que aparecem com incidência muito grande na população”, esclarece o Dr. Hudson Buck, pesquisador e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, um dos organizadores do encontro.

A programação do evento foi distribuída em módulos para fomentar discussões sobre o sistema calicreína-cininas em doenças como diabetes, esclerose múltipla, angiodema, doenças neurodegenerativas, chagas, obesidade, hipertensão, doenças renais, epilepsia e lesões traumáticas, entre outras. Oficialmente, o simpósio internacional é realizado pela Fundação EK Frey-E. Werle da família de Henning L. Voigt, da Alemanha, com objetivo de conceder medalhas a pesquisadores com notável contribuição para o campo de cininas e peptídeos relacionados. Os melhores trabalhos apresentados no encontro serão premiados por um comitê científico específico. Direcionado a profissionais e estudantes da área biomédica, o evento contou com apresentações de trabalhos que consistem em novos achados científicos, ainda não publicados, que foram discutidos nos diversos paineis e áreas de estudo das cininas.

Kinin no Brasil

“Além de favorecer a internacionalização de pesquisas nacionais, a iniciativa é muito importante para aumentar a interação de grupos de pesquisadores estrangeiros com os brasileiros e na melhora de qualidade dos resultados dos projetos. Além disso, receber um simpósio desta importância na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ressalta ainda mais a qualidade e a tradição do ensino na área da saúde que a Instituição oferece. O evento, inclusive, recebeu total apoio FCMSCSP em espaço, divulgação e profissionais para trabalhar durante o evento”, reforça o Dr. Hudson Buck, chefe do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP.

Nesta edição, o evento foi organizado pela FCMSCSP em parceria com a fundação alemã EK Frey-E. Werle, contando com o apoio da Fundação de Amparo a Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da fundação canadense Congrès Science Québec.

Faculdade Santa Casa de SP recruta pacientes para pesquisa sobre Alzheimer

 Prof. Dr. Hudson Buck, chefe do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP, um dos coordenadores da pesquisa, e Marília Albuquerque, pesquisadora e doutoranda na área


Prof. Dr. Hudson Buck, chefe do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP, um dos coordenadores da pesquisa, e Marília Albuquerque, pesquisadora e doutoranda na área

A doença de Alzheimer não é mais um tema desconhecido. Trata-se de uma doença degenerativa crônica que leva à perda de memória e à diminuição da autonomia para execução das atividades cotidianas, além de gerar dificuldades de julgamento e de tomada de decisões. Desorientação no tempo e no espaço e mudanças de personalidade também estão entre as principais alterações.

Devido ao grande número de diagnósticos observado nos últimos anos, a temática em muito tem sido abordada por meio de livros, filmes e até novelas.

Por meio do Grupo de Pesquisas em Neurofarmacologia do Envelhecimento (GPNFE), a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo desenvolve estudos pelo projeto ELIMDA sobre o Alzheimer em busca de novas formas de tratamento e cura.

Há 8 anos, o GPNFE começou a estudar o uso do lítio no tratamento da doença de Alzheimer, embora esse medicamento seja há muito tempo utilizado na clínica para tratamento de pacientes bipolares. “Os tratamentos existentes com lítio para transtorno bipolar utilizam doses entre 600mg/dia até 1.800mg/dia. Essas doses podem causar como efeitos colaterais: náusea, vômito, diarreia, alteração de quadro mental, hipotireoidismo e insuficiência renal. Nossa proposta é utilizar o lítio em microdose (1,5mg por dia), ou seja, uma dose aproximadamente 1.000 vezes menor que as doses normalmente utilizadas, visando diminuir os efeitos colaterais”, explica a pesquisadora e doutoranda na área, Marília Albuquerque.

Entre 2007 e 2009, esse tratamento foi utilizado em 113 pessoas com doença de Alzheimer e mostrou-se eficiente em impedir o declínio cognitivo de paciente, sem que nenhum efeito colateral fosse relatado. “Nosso interesse era entender como essa dose de lítio estava modulando o cérebro a ponto de estabilizar o declínio de memória. Para isso, fomos estudar a ação do tratamento crônico com microdose de lítio em camundongos transgênicos. Esses camundongos possuem a inclusão no seu material genético do gene da proteína precursora amiloide”, comenta o Prof. Dr. Hudson Buck, coordenador do estudo.

Existem algumas hipóteses sobre a causa da doença de Alzheimer. Entre elas está a de que as células do cérebro (neurônios) ficam impossibilitadas de se comunicarem devido ao acúmulo de placas entre elas ou mesmo se estavam sem condições de funcionamento, pois suas proteínas de sustentação tinham se contorcido e formado um emaranhado. Tanto as placas quanto os emaranhados fazem parte das lesões observadas nos cérebros dos pacientes que tiveram doença de Alzheimer e impedem o funcionamento desejado do cérebro, ocasionando os déficits de memória e outras alterações observadas nos pacientes, dependendo da área do cérebro afetada.

“Os resultados da pesquisa tanto com pacientes quanto com camundongos demonstram que o tratamento com microdoses de lítio é promissor para estabilização ou até mesmo melhora da memória de pacientes com doença de Alzheimer. Assim, em 2015, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, teve início uma nova pesquisa, cujo objetivo consiste em ampliar os testes utilizados na pesquisa anterior, além de inserir novos, para monitorar a segurança desse tratamento, por meio de avaliações do funcionamento dos rins, da tireoide e do fígado. Serão feitos ainda exames de ressonância magnética encefálica, para avaliar a estrutura e o volume das áreas relacionadas com a cognição”, diz o Dr. Buck.

Voluntários para a pesquisa

Para total sucesso da pesquisa, a Faculdade Santa Casa de São Paulo está recrutando pacientes para participar desse projeto. Para participar do processo, a pessoa precisa ter 60 anos ou mais, apresentar os sintomas relacionados à doença de Alzheimer no estágio leve ou moderado e ter um cuidador que se responsabilize pela participação efetiva no estudo. O participante da pesquisa contará com uma equipe multiprofissional para a avaliação e atendimento, além de ter acesso a exames periódicos sem nenhum custo. O estudo é coordenado pelos professores Dr. Hudson Buck e Dra. Maria Fernanda Mendes. O contato é pelo e-mail elimda@fcmsantacasasp.edu.br ou pelo tel. da FCMSCSP: (11) 3331-2008.


Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 61, em 24/3/2015. Assine nossa newsletter: 
http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Palestra: Inibidores de proteases naturais

Inibidores de ProteasesO Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizará no próximo dia 18/9/2013, quarta-feira, das 12 às 13h, o seminário “Inibidores de proteases naturais: propriedades e potencialidades para a terapêutica”. A palestra será proferida pela Prof.ª Dra. Yamile Gonzalez (Universidade de Havana/Unifesp) e acontecerá na Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP), na Sala 5 do Complexo Zeferino Veloso.

Grupo de estudos faz testes sem uso de medicamentos em roedores visando melhora da qualidade de vida

Dr Hudson BuckO número de idosos no Brasil está aumentando. São mais de 14 milhões de pessoas com mais de 65 anos no país, segundo dados do Comitê de Estatísticas Sociais. Como forma de analisar o processo de envelhecimento e também as alterações relacionadas a ele, o GENE (Grupo de Estudos em Neurofarmacologia e Envelhecimento) avalia métodos terapêuticos para melhorar a qualidade de vida do idoso sem a utilização de medicamentos.

Os experimentos são realizados em roedores e incluem treino de atenção (treino de memória), exercícios físicos e enriquecimento ambiental para estimular a atividade mental, visto que ratos e camundongos respondem a estímulos farmacológicos e não farmacológicos de forma parecida com os seres humanos.

De acordo com o Dr. Hudson Buck, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e coordenador do GENE ao lado da Dra. Tânia Araújo Viel, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, os resultados dos experimentos mostram que os estímulos, mesmo realizados em animais velhos, surtem efeitos bastante significativos, e isso pode ser aplicado ao ser humano.

“Os camundongos com 15 meses de vida correspondem aproximadamente a um ser humano de 60 anos. Em um artigo recentemente publicado mostramos que, mesmo com a idade avançada, após os estímulos esses roedores apresentaram alterações significativas no cérebro que levaram a melhoras na memória. Isso mostra que, em idosos, deixar o ambiente mais atrativo pode levar a melhoras nas funções cognitivas e na qualidade de vida sem utilizar medicamentos. Logicamente, se essas mudanças acontecerem desde quando o individuo é jovem, os resultados serão mais efetivos”, afirma o pesquisador.

Dr. Buck explica que o GENE também realiza experimentos em animais com Alzheimer, em que são aplicados testes de atenção e treinamento de memória durante o estabelecimento da doença no roedor. Os resultados mostram que o rato foi capaz de apresentar manutenção da memória, diferente daqueles que não foram estimulados.

“Isso ainda não foi aplicado em seres humanos, pois o tempo para esse procedimento é maior. Porém, esse resultado com os roedores mostra que muito em breve poderemos aplicar esse método em pessoas com Alzheimer. Esse tratamento não utiliza medicamentos, que na maioria das vezes tem efeitos colaterais”, enfatiza.

O professor declara ainda que todos devem manter o cérebro sempre ativo, principalmente na fase idosa. “É muito importante se exercitar, fazer palavras cruzadas, ler livros, dançar e realizar qualquer outra ação que estimule a mente”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 18, em 29/5/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Doença de Alzheimer e Projeto Gene: Dr. Hudson Buck, professor da Faculdade Santa Casa de SP, explica

Dr. Hudson BuckA TV Gazeta exibiu nesta segunda-feira, dia 4/2, uma entrevista com o Dr. Hudson Buck, diretor do Departamento de Ciências Fisiológicas e professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Em entrevista, ao vivo, ao programa Mulheres, o professor falou sobre os sintomas e tratamentos da doença de Alzheimer.

Nesta oportunidade, a emissora também exibiu uma reportagem gravada na Santa Casa de São Paulo com a participação do Dr. Buck, da pesquisadora Marielza Andrade Nunes, nutróloga, e da Dra. Luciana Quaglio, professora da Faculdade Santa Casa de São Paulo, a respeito das pesquisas desenvolvidas sobre a doença e do Projeto Gene.

Confira a íntegra da entrevista neste vídeo: