Saúde: novas oportunidades de evolução da carreira

HomeroO aumento da utilização e a popularização dos exames de diagnóstico por imagem exigem profissionais altamente especializados. Porém, de acordo com o Dr. Homero Melo, diretor dos cursos de tecnologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, há uma carência de pessoas qualificadas para este segmento no mercado de trabalho, deficiência que pode resultar em diagnósticos imprecisos.

“A área de tomografia computadorizada e a ressonância magnética, assim como as demais áreas da radiologia, apresentaram grande expansão nos últimos anos. Com a atual defasagem de profissionais especialistas, todas as iniciativas que capacitem esta mão de obra serão bem-vindas, pois também abrem novas oportunidades de evolução da carreira no mercado da saúde”, afirma o Dr. Melo.

Dessa forma, a Faculdade Santa Casa de São Paulo lança a pós-graduação lato sensu em Tecnologia em Diagnóstico por Imagem Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética. Com duração de 12 meses, o curso é direcionado a tecnólogos em radiologia, biomédicos, médicos, médicos veterinários e demais profissionais graduados com interesse na área.

O programa fornece os princípios físicos empregados na formação das imagens e de funcionamento dos equipamentos. Além disso, a pós-graduação capacita os profissionais para orientação do paciente quanto aos procedimentos, identificação dos meios de contraste utilizados em tomografia computadorizada e ressonância magnética e suas implicações, conhecimento dos protocolos de aquisição, aplicação do processamento digital das imagens e conhecimento dos fatores que afetam a qualidade dos exames.

“Essa especialização vem com a proposta de aprimorar a qualidade dos exames, principalmente, na aplicação médica, além de facilitar o laudo e a conduta clínica”, enfatiza o Dr. Melo.

O processo seletivo será realizado por meio de análise curricular e entrevistas. As inscrições podem ser feitas pelo site da Faculdade: www.fcmsantacasasp.edu.br.

Serviço:
• Curso: Especialização lato sensu em Tecnologia em Diagnóstico por Imagem Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética
• Período de inscrição: de 20/6/2013 a 7/8/2013
• Processo Seletivo: 12/8/2013 a 15/8/2013
• Divulgação dos aprovados: 20/8/2013
• Período de matrícula: 21/8/2013 e 22/8/2013
• Início das aulas: 29/8/2013
• Duração do curso: 12 meses
• Investimento: 12 parcelas mensais de R$ 596,00
• Vagas: 30

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 21, em 10/7/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br

Prescrito por médico radiologista, meio de contraste em ressonância magnética é seguro para a realização do diagnóstico por imagem, diz especialista

Dr. Homero MeloUtilizada para o diagnóstico de alterações morfológicas e funcionais e no acompanhamento de doenças preexistentes, a ressonância magnética se tornou um dos exames mais presentes e importantes na avaliação dos quadros clínicos dos pacientes. De acordo com o Dr. Homero Melo, diretor dos cursos de tecnologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, “uma das explicações para o uso recorrente deste procedimento está ligado ao fato do meio de contraste aplicado ser o mais seguro dentre os utilizados no diagnóstico por imagem quando comparado com aos métodos que utilizam raios-X, por exemplo. Além disso, com o avanço tecnológico e o investimento dos fabricantes, os equipamentos têm se tornado mais rápidos na execução dos exames e mais confortáveis aos pacientes”, diz.

Segundo o Dr. Melo, antes de realizar o procedimento, o paciente passa por uma avaliação médica e, com base nessas informações, será inserido em um protoloco de exame. Nessa etapa, é decidida a necessidade ou não do uso do meio de contraste. “A pessoa será posicionada no equipamento de ressonância de acordo com a região a ser estudada. Para o paciente, a única indicação de que o exame está sendo realizado é a emissão de ruídos altos. Para isso, é entregue um protetor de ouvido”, afirma.

O diretor explica que, nas análises de radiodiagnóstico, as imagens estão na chamada “Escala de Cinza” que vai do branco ao preto. Os meios de contraste são usados para aumentar a diferença entre os tecidos e permitir a melhor visualização dos órgãos do corpo. “Vale ressaltar que para cada método de imagem existe um contraste específico, com propriedades físicas e químicas totalmente diferentes. Por exemplo, na ressonância magnética, ele é baseado no gadolínio, já na tomografia computadorizada, utiliza-se o iodo”, conta.

Os meios de contraste são classificados como um produto farmacêutico e, por isso, seguem todas as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Sobre o risco que esse método oferece, o acadêmico destaca: “como todo fármaco, a substância deve ser prescrita por um médico radiologista, que verifica, de acordo com a indicação do exame, a necessidade de sua administração. Da mesma forma que estamos sujeitos a uma reação alérgica a determinado medicamento, alimento ou produto industrializado, existe uma possibilidade de se apresentar alergia após a utilização de um meio de contraste”.

O especialista ressalta ainda que as indústrias farmacêuticas investem em novas formulações para tornar essas substâncias cada vez mais seguras. “Para cada tipo de meio de contraste há contraindicações, por exemplo, algumas doenças respiratórias, insuficiência renal, alergias anteriores, entre outras. Enfatizo que existem possibilidades de risco, mas que não implicam necessariamente que o paciente não possa realizar a chamada fase contrastada. A decisão fica a critério da equipe médica que irá avaliar o risco-benefício”, analisa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 12, em 5/3/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br