Instabilidade psicológica da adolescência favorece uso de álcool e drogas

Prof. Dr. Guilherme Messas, docente e coordenador do curso de pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP

É um dado consistente no mundo, e seguramente no Brasil também, que o período de maior risco para o uso de álcool e drogas é a adolescência. Sabe-se, por exemplo, que quanto mais cedo se inicia o uso de substâncias, maior o risco de uma pessoa se tornar dependente ou de desenvolver algum transtorno mental mais tarde na vida, seja afetivo ou cognitivo.

Esse conhecimento, no entanto, tem pouco valor para modificar o comportamento do próprio adolescente. Um importante motivo para a baixa influência da informação no comportamento do adolescente é a instabilidade psicológica característica deste período da vida.

O universo mental do adolescente é recheado de variações emocionais, de incertezas sobre a própria identidade e de baixa capacidade de reconhecer as próprias emoções. Essa atmosfera de indeterminação favorece o uso de álcool e drogas, pois estas substâncias de certo modo se encaixam com facilidade no modo como essa faixa etária vive o próprio mundo interior.

Em suma, é muito importante que os pais saibam que o uso de álcool e drogas na adolescência brota de necessidades e estilos psicológicos próprios da idade e que não necessariamente se relacionam com problemas psicológicos.

Prof. Dr. Guilherme Messas, Psiquiatra especialista em Álcool e Drogas, é Professor e Coordenador do Programa de Duplo Diagnóstico em Álcool e Outras Drogas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Coordenador da Câmara Temática Interdisciplinar sobre Drogas do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

Álcool: o inimigo silencioso

Prof. Dr. Guilherme Messas, docente e coordenador do curso de pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP

No Brasil discute-se com muita frequência o problema do uso de drogas. Essa discussão, muitas vezes controversa e acalorada, é justificada e necessária. Entretanto, quero defender aqui que estamos, como país, negligenciando a principal discussão de saúde pública. A principal droga que compromete e provoca danos à nossa população é o álcool, droga legal, que pode ser comprada em nosso país em praticamente qualquer local, a qualquer hora do dia e na quantidade que se queira. Inclusive por menores, em franco desrespeito à lei.

Mais urgente e importante para o Brasil do que a discussão sobre drogas ilícitas é a regulação da droga lícita mais nociva para a sociedade, que é o álcool. Para que avancemos, como um país que se preocupa com a saúde de seus cidadãos, é fundamental que estabeleçamos regras para o consumo do álcool. Estas regras visam à limitação da quantidade de álcool ingerida e, com isso, reduzem a chance de doenças físicas e mentais, da violência doméstica, do abuso infantil, da perda de produtividade acadêmica, etc. Todos esses problemas têm forte associação com o uso de álcool.

O melhor modo de controlar o uso de álcool é pela regulação ambiental. Medidas como o controle das horas do dia em que se pode vender álcool e a abolição de sua publicidade são as primeiras a ser tomadas e têm que ser reforçadas na agenda de saúde pública, sem hesitação. É tempo de ajustarmos nossas decisões políticas às verdadeiras necessidades de nossos cidadãos.

Prof. Dr. Guilherme Messas, Psiquiatra especialista em Álcool e Drogas, é Professor e Coordenador do Programa de Duplo Diagnóstico em Álcool e Outras Drogas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É Coordenador da Câmara Temática Interdisciplinar sobre Drogas do Conselho Regional de Medicina de São Paulo. 

INPP 2016 reúne principais nomes das ciências humanas em saúde mental

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Dr. Guilherme Messas, presidente da INPP 2016 e coordenador do curso de Pós-Graduação em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP

Com o objetivo de promover a construção de novas redes relacionais e a expansão das humanidades na psiquiatria, psicologia e saúde mental como um todo e reunir especialistas e pesquisadores de diversos campos das humanidades em saúde mental, com foco nas consequências práticas que suas reflexões acarretam para a área, a 18ª Conferência em Filosofia, Psiquiatria e Psicologia, que possui como tema geral a “Psicopatologia do presente: teoria e prática”, será realizada de 3 a 5 de novembro de 2016, sob a organização da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

De acordo com o Dr. Guilherme Messas, presidente da INPP 2016 e coordenador do curso de Pós-Graduação em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP, a expectativa é que o evento enfatize a importância das ciências humanas para a psicologia, para a psiquiatria e para a saúde pública. “A INPP 2016 tem atraído diversas instituições, nacionais e internacionais. Isso mostra que existem inúmeras tendências e diversas tradições dispersas na sociedade que têm interesse em se encontrar e estabelecer diálogos por meio do evento. Minha expectativa é que possamos oferecer justamente esse campo para uma expansão das ciências humanas na saúde mental”, conta.

Em coordenação com a International Network for Psychiatry and Psychology e com apoio acadêmico de importantes instituições de vários países, o programa da 18ª Conferência contempla interesses de pesquisadores, clínicos, estudantes e demais profissionais vinculados à saúde mental, além do público geral interessado no tema. Entre os conferencistas já confirmados estão Bill Fullford, da Universidade de Oxford, John Sadler, da Universidade do Texas e Giovanni Stanghellini, da Università degli Studi G. d’Annunzio, na Itália.

Para se inscrever no evento, acesse a página oficial da 18ª Conferência em Filosofia, Psiquiatria e Psicologia – INPP 2016.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 93, em 26/7/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

A crise financeira e o impacto psicológico nas pessoas

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Dr. Guilherme Peres Messas, professor e coordenador do curso de Pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Sabemos que crises financeiras são históricas e, de forma geral, sempre causam algum tipo de efeito na população. E o que normalmente mais se observa, nesses casos, são os fatores econômicos que impactam o orçamento das pessoas. Por outro lado, poucos são aqueles que notam os aspectos psicológicos que levam ao esgotamento do bem-estar do ser humano e das relações sociais entre os indivíduos. “Crises são experiências coletivas de muita contaminação psicológica. Quando as bolhas estouram, como, por exemplo, na crise financeira global de 2008, elas promovem grandes movimentos e todos são arrastados por ela”, comenta o Dr. Guilherme Peres Messas, professor e coordenador da Especialização em Psicopatologia Fenomenológica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A busca incessante por informação sobre o assunto, dormir mal, pavor, depressão, irritação, abuso do uso de bebidas alcoólicas e de drogas são alguns dos problemas listados pelo especialista e que acometem as pessoas durante períodos financeiros não favoráveis. De acordo com o Dr. Messas, a crise financeira multiplica as experiências desagradáveis e gera uma tensão em cadeia, atingindo a população de uma maneira geral: “Um funcionário, por exemplo, pensa que poderá ser demitido a qualquer momento; por consequência, a família vai senti-lo mais nervoso em casa. O noticiário, nada animador, pode ainda fazer com que todos se sintam bem mais desesperados”, explica.

Em período de dificuldades, acrescenta o professor, as pessoas tendem a enxergar a vida pela perspectiva de queda, esquecendo, por exemplo, que o país, nos últimos 20 anos, cresceu regularmente. “Olhando ao longo dos anos, ganhamos democracia, estabilizamos a economia, surfamos de 2004 até 2013 com um grande ciclo internacional favorável. A experiência era de plenitude. O ser humano tende a perceber o sucesso como próprio, mas o fracasso como coletivo. Se olharmos por outra perspectiva, mesmo com as dificuldades que se tem, o Brasil cresceu e até abriu oportunidades”, analisa o Dr. Messas.

Segundo o professor, é típico tanto no aspecto psicológico quanto no histórico, o aumento da violência e a divisão da sociedade por convicções: “Em época de estabilidade, as convicções se tornam fluidas, as pessoas enxergam oportunidades e buscam fazer negócios com outros. Agora, quando o estado é de emergência, a rota de saída é se aglutinar para se defender e encontrar inimigos”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 68, em 30/6/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

A Terapêutica e suas bases na Psicopatologia Fenomenológica

Imagem blog -Com o objetivo de refletir sobre casos clínicos complexos em saúde mental, no dia 30 de maio, sábado, das 9h30 às 16h15, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em parceria com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo promove o curso “O Tratamento dos Casos Complexos em Saúde Mental: a Terapêutica e suas bases na Psicopatologia Fenomenológica”.

Destinado aos profissionais da área de saúde, educação e rede pública, além de interessados no tema, o curso aborda, a partir de análise psicopatológica acurada,  temas como: Casos de condução complexa; Novas Terapêuticas; Psicoses na dependência química e outros.

Local: Rua Major Maragliano, 241, Vila Mariana – São Paulo – SP.

Programação:

9h30 – 10h               Abertura

Prof. Dr. Quirino Cordeiro Jr. (FCMSCSP)

Prof. Dr. Guilherme Messas (FCMSCSP)

10h – 10h30             Condução de casos complexos no CAISM da Santa Casa

Prof. Dr. Quirino Cordeiro Jr. (FCMSCSP)

10h30 – 11h             As psicoses na dependência química

Prof. Dr. Guilherme Messas (FCMSCSP)

11h – 11h30             Os casos complexos em saúde mental infantil

Daniela Ceron-Litvoc (Mestra pela Unifesp)

11h30 – 12h             Debate e perguntas

12h – 14h                 Intervalo

14h – 14h30             Articulação da rede pública de saúde mental na clínica dos casos complexos

Ana Maria Thomé (Coordenadora de Saúde Mental de Jundiaí)

14h30 – 15h             Como pensar uma clínica que atenda às demandas dos usuários que não aderem aos serviços de saúde mental?

Laura Vitucci (Especialista pela FSP-USP)

15h – 15h30             Os casos de condução complexa no Hospital Geral

Leonardo Peroni de Jesus (Psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP)

15h30 – 16h             Avaliação da sintonia social e a experiência do Eu no processo de inserção dos pacientes no Caps

Julio Cesar Menéndez Acurio (Psiquiatra do CAISM)

16h – 16h15             Encerramento

Coordenação:
Prof. Dr.  Guilherme Messas (Coordenador do curso de Esp. em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP)

Prof. Dr. Quirino Cordeiro Jr. (Chefe do Depto. de Psiquiatria da FCMSCSP)

Investimento:

  • Profissionais da Rede Pública, Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e alunos da FCMSCSP: R$ 120,00
  • Demais participantes: R$ 150,00

Inscrições e mais informações: www.fcmsantacasasp.edu.br

 

I Simpósio Internacional de Psicopatologia Fenomenológica discute principais necessidades da área

Com o objetivo de provocar discussão mais aprofundada sobre transtornos mentais, bem como avaliar diferentes vertentes desses problemas em diversos países, o I Simpósio Internacional de Psicopatologia Fenomenológica já apresenta bons resultados. O evento, que aconteceu no auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo de 20 a 22 de novembro de 2014, reuniu pesquisadores do Brasil, Chile, Argentina, Itália e França.

“O evento conseguiu cumprir todos os objetivos propostos. Foi um dos maiores eventos voltados à área de psicopatologia da América Latina e já conseguimos obter resultados satisfatórios. Tivemos a contribuição de profissionais de diversos países que enriqueceram nosso diálogo com diferentes perspectivas e realidades”, afirma o Prof. Dr. Guilherme Messas, coordenador geral do evento e do curso de Especialização em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP. “O Simpósio também foi responsável por inserir os estudos da psicopatologia brasileira no cenário internacional. Isso é extremamente satisfatório, pois conseguimos enxergar novas pesquisas na área e eventos com propostas igualmente ricas”, ressalta.

Como principal objetivo, o evento contribuiu para dar maior visibilidade aos transtornos mentais que mais acometem a população mundial, bem como as principais necessidades na área de pesquisa e de tratamento. Segundo o Dr. Messas, o Simpósio busca chamar a atenção para tais problemas e, assim, contribuir para o aprimoramento de políticas públicas que garantam direitos aos pacientes e todo o suporte para o acompanhamento profissional.

Os principais temas abordados no Simpósio foram:

  • Fenomenologia das Toxicomanias;
  • Fenomenologia da Depressão;
  • Fenomenologia das Esquizofrenias;
  • Fenomenologia da Infância e da Velhice;
  • A Relação e o Lebenswelt na Fenomenologia Clínica;
  • Fenomenologia, Psicanálise e Filosofia;
  • Fenomenologia e as influências de Karl Jaspers.

Para dar continuidade às discussões estabelecidas neste primeiro simpósio, estão previstos novos eventos para reunião de profissionais nacionais e internacionais e demais interessados na área.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 56, em 16/12/2014. Assine nossa newsletter:
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Pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica

Interessado no tema? A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo oferece especialização lato sensu nesta área. Clique aqui para conferir.

Simpósio discute a atualidade da Psicopatologia Fenomenológica

Dr. Guilherme Messas, coordenador geral do Simpósio e do curso de Pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP

Dr. Guilherme Messas, coordenador geral do Simpósio e do curso de Pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo promoverá o 1º Simpósio Internacional de Psicopatologia Fenomenológica – Tradição e atualidade da Psicopatologia Fenomenológica, de 20 a 22 de novembro, em São Paulo (SP). “O objetivo deste evento é oferecer ao público uma reflexão mais aprofundada sobre os diversos transtornos mentais, a partir da perspectiva fenomenológica. Dessa forma, o público poderá conhecer o que vem sendo realizado nessa área da psicopatologia”, afirma o Dr. Guilherme Messas, coordenador geral do evento e do curso de Especialização em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP.

O Simpósio reunirá pesquisadores do Brasil, Chile, Itália e França, que irão enfatizar os transtornos de maior prevalência na população, como a depressão, esquizofrenia, e os problemas com álcool e drogas. “A Psicopatologia Fenomenológica, apesar de ser tradicional, conta com poucos especialistas. Por isso, o evento é uma oportunidade rara no Brasil, por reunir profissionais do nosso país e internacionais”, declara Messas. O 7º Simpósio da Sociedade Brasileira de Psicopatologia Fenômeno-Estrutural também integra a programação do 1º Simpósio Internacional de Psicopatologia Fenomenológica.

Voltado a médicos, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e demais profissionais interessados no tema, o evento será realizado no Auditório Prof. Dr. Emilio Athié, na Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP). O Simpósio aceita a apresentação de trabalhos, que serão avaliados e selecionados pela comissão organizadora. A entrega destes resumos deve ser realizada até o dia 5/10, domingo, pelo site do evento. Para mais informações e inscrições, clique aqui.

Simpósio discute a problemática das drogas ilícitas

Drogas IlícitasNos dias 30 e 31 de maio acontecerá o Simpósio “As complexidades da questão das drogas ilícitas”. Organizado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o encontro será realizado nos anfiteatros Prof. Dr. Emilio Athié e Paulo Ayrosa A. Galvão, na Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP).

De acordo com o Dr. Guilherme Messas, professor da FCMSCSP e um dos organizadores do Simpósio, o objetivo do evento é dar ênfase aos três grandes temas relacionados às drogas ilícitas que exigem grandes discussões:

Maconha – “Vamos discutir opiniões sobre o tema, tais como o uso a partir do ponto de vista da Medicina e o da ética. Sendo, neste caso, a questão do livre arbítrio e a capacidade de decisão”, comenta.

Crack – “Vamos mostrar ao público quais são as políticas públicas diretamente aplicadas nesta questão”, afirma.

Perspectiva médica e psicológica – “Discutiremos quais são os problemas com a saúde mental e como a ciência está observando isso”, declara.

As expectativas do Dr. Messas são dar dimensões e trazer reflexões das variadas análises do problema. “É importante enfatizar que contaremos com a presença de personalidades da área acadêmica e da gestão pública”, finaliza.

As inscrições poderão ser feitas  pelo site da FCMSCSP: www.fcmsantacasasp.edu.br.

Programação*

30/5, sexta-feira

19h30 – 20h: Abertura
• Representantes da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e da ISCMSP
• Prof. Dr. Quirino Cordeiro Júnior e Prof. Dr. Guilherme Messas

Conferências de abertura

20h – 20h45 : Maconha e transtornos mentais – dois séculos de observações psiquiátricas (Valentim Gentil Filho – FMUSP)

20h45 – 21h30: Ponderações sobre os valores contidos na questão legal da Cannabis sativa (Mauro Aranha Lima – Conselho Regional de Medicina de São Paulo)

21h30 – 22h: Discussão e encerramento

31/5, sábado

Mesa-redonda: As políticas públicas do crack
Moderador: Guilherme Messas

9h30 – 10h15: As ações do Governo Federal no problema do crack (Leon de Souza Lobo Garcia – Secretaria Estadual de Saúde)

10h15 – 11h: As ações do Estado de São Paulo no problema do crack (Rosângela Elias – Secretaria Estadual de Saúde)

11h – 11h45: Reflexão sobre o cuidar na cracolândia. O programa “De Braços Abertos: limites e conquistas e desafios (Myres Cavalcanti – Prefeitura Municipal de São Paulo)

11h45 – 12h30: Discussão

Mesa-Redonda: As ciências e os cuidados relacionados ao uso de substâncias
Moderador: Quirino Cordeiro

14h – 14h45: A genética da dependência química (André Negrão – FMUSP)

14h45 – 15h30: A psicopatologia diferencial dos transtornos relacionados ao uso de drogas (Guilherme Messas – FCMSCSP)

15h30 – 16h15: O manejo de caso no tratamento de pacientes com dependência a drogas (Lílian Ratto – FCMSCSP)

16h15 – 17h: Discussão e encerramento

Investimento:
• – 80 reais (participantes Internos / FCMSCSP e ISCMSP)
• – 100 reais (participantes Rede Pública)
• – 120 reais (demais participantes)

Pagamento das inscrições via depósito ou transferência bancária:
• Favorecido: CEPESAM – Centro de Estudos e Pesquisa do Departamento de Saúde Mental da Santa Casa de São Paulo
• Banco Bradesco, agência 3450, C/C 2590-9

Envie seu comprovante de depósito para:
victorotani@icloud.com, informando seu nome, cargo/instituição, e-mail e telefone

Obs.: os certificados só serão disponibilizados para os participantes inscritos pelo site do evento (em breve). Seja informado da abertura de inscrições: envie uma mensagem para eventos@fcmsantacasasp.edu.br, identificando o campo assunto como “Drogas ilícitas”, mencionando seu nome, telefone e e-mail de contato.

*Sujeita a alterações, sem prévio aviso

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 39, em 23/4/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

As complexidades da questão das drogas ilícitas

Será realizado nos dias 30 e 31/5/2014, sexta-feira e sábado, o Simpósio “As complexidades da questão das drogas ilícitas”. O evento conta com a organização da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). Conheça, a seguir, a programação e confira também como se inscrever para este evento.

Local: Anfiteatros Prof. Dr. Emilio Athié e Paulo Ayrosa A. Galvão: Rua Dr. Cesário Motta Jr. 112, Vila Buarque, São Paulo (SP)

 

Programação*

30/5, sexta-feira

19h30 – 20h:  Abertura

  • Representantes da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e da ISCMSP
  • Dr. Quirino Cordeiro Júnior e Dr. Guilherme Messas

Conferências de abertura

20h – 20h45 : Maconha e transtornos mentais – 2 séculos de observações psiquiátricas (Dr. Valentim Gentil Filho)

20h45 – 21h30: Ponderações sobre os valores contidos na questão legal da Cannabis sativa (Dr. Mauro Aranha Lima)

21h30 – 22h: Discussão e encerramento


31/5, sábado

Mesa-redonda: As políticas públicas do crack

Moderador: Dr. Guilherme Messas

9h30 – 10h15: Representante da SENAD (Leon de Souza Lobo Garcia)

10h15 – 11h: Representante da Secretaria Estadual de Saúde (Rosângela Elias, coordenadora de Saúde Mental do Estado de São Paulo)

11h – 11h45: Representante da Prefeitura Municipal de São Paulo (Myres Cavalcanti, compreensão/reflexão sobre o cuidar na cracolândia. O programa “De Braços Abertos: limites e conquistas e desafios”)

11h45 – 12h30: Discussão

Mesa-Redonda: As ciências e os cuidados relacionados ao uso de substâncias

Moderador: Dr. Quirino Cordeiro

14h – 14h45: A genética da dependência química (André Negrão)

14h45 – 15h30: A psicopatologia diferencial dos transtornos relacionados ao uso de drogas (Dr. Guilherme Messas)

15h30 – 16h15: O manejo de caso no tratamento de pacientes com dependência a drogas (Dra. Lílian Ratto)

16h15 – 17h: Discussão e encerramento

 

Inscrições: em breve, pelo site www.fcmsantacasasp.edu.br

Investimento:

  • 80 reais (participantes Internos / FCMSCSP e ISCMSP)
  • 100 reais (participantes Rede Pública)
  • 120 reais (demais participantes)

 

Pagamento das inscrições via depósito ou transferência bancária:

  • Favorecido: CEPESAM – Centro de Estudos e Pesquisa do Departamento de Saúde Mental da Santa Casa de São Paulo
  • Banco Bradesco, agência 3450, C/C 2590-9

Envie seu comprovante de depósito para:


Obs.:
 os certificados só serão disponibilizados para os participantes inscritos pelo site do evento (em breve).
*Sujeito a alterações, sem prévio aviso.

Tratamento da depressão deve levar de 6 meses a 2 anos

Guilherme MessasComum na vida moderna, a depressão é considerada uma doença que necessita de diagnóstico médico e tratamento adequado. De acordo com o Prof. Dr. Guilherme Messas, coordenador do curso de pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, entre os principais sintomas do problema estão: falta de energia, tristeza, desânimo, irritação, diminuição ou aumento de sono, redução da libido, e, nos casos mais graves, pensamentos suicidas e psicose.

“No Brasil, estima-se que de 10% a 15% da população sofre, sofreu ou sofrerá da doença. Biologicamente, até hoje, não se sabe o que é a depressão. O problema é um conjunto variado de diversos estados psicológicos e patológicos, que remetem a inúmeras situações”, explica.

De acordo com o Dr. Messas, a principal diferença entre a depressão e a tristeza é que esta última está relacionada a um momento ou a um fato da vida. Já a depressão surge desconectada de acontecimentos e, em geral, se manifesta bruscamente, ou seja, em algumas semanas o comportamento da pessoa muda completamente.

“A depressão deve ser diagnosticada por um psiquiatra, mas pode também estar relacionada a problemas orgânicos, como a tireoide. Além disso, outros fatores como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), cirurgias, pós-operatórios e outras condições hormonais podem influenciar na doença”, afirma.

Um dos tratamentos consolidados no Brasil e no mundo para a depressão grave é a eletroconvulsoterapia. “É um procedimento realizado dentro de condições cirúrgicas. O paciente é anestesiado e recebe uma carga elétrica, induzindo-o a uma crise convulsiva. A repetição dessas crises melhora os casos mais graves, pois o processo provoca a mesma modificação no organismo que os antidepressivos promovem”, afirma o especialista.

O tratamento com antidepressivos tem como objetivo a elevação de neurotransmissores no cérebro. “Vale ficar atento que o índice de recaídas chega a 50%. Dessa forma, mesmo depois da melhora, é necessária a extensão do uso de antidepressivos de 6 meses a 2 anos. Quanto mais tempo sem recaídas, mais fácil curar”, diz.

Para o Dr. Messas, não se deve pensar em tratamentos exclusivos, mas sim, no conjunto de medidas, como o remédio e a psicoterapia. “Mais recentemente, há a tentativa de outros métodos terapêuticos para depressões menos graves como estimulações magnéticas transcranianas e estimulações elétricas, na qual, esta última, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é pioneira. Esses tratamentos vêm mostrando resultados muito interessantes”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 35, em 25/2/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.