Esclerose múltipla: entenda os sintomas e tratamentos

Dr. Charles Peter Tilbery, professor titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla da Santa Casa (Catem)

Dr. Charles Peter Tilbery, professor titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla da Santa Casa de SP (Catem)

De acordo com o Ministério da Saúde, a esclerose múltipla atinge cerca de 2 milhões de pessoas no mundo e mais de 30 mil brasileiros. Mais comum em mulheres entre 15 e 30 anos, a doença é autoimune e atinge o sistema nervoso central, o que afeta os sentimentos e movimentos.

Segundo o Dr. Charles Peter Tilbery, professor titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador do Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla da Santa Casa de São Paulo (Catem), a esclerose múltipla compromete a bainha de mielina (membrana que envolve e isola os axônios – fibras nervosas responsáveis pela condução dos impulsos elétricos – no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos). “Como a função desta estrutura é garantir a transmissão do impulso elétrico pelo sistema nervoso central, sua lesão causa lentidão nesta transmissão responsável pelos sintomas”, afirma.

Dr. Tilbery explica ainda que os sintomas da esclerose múltipla podem ser muito variáveis de paciente para paciente: “Os mais comuns são alterações visuais, incoordenação motora e alterações sensitivas em parte do corpo, porém o extenso diagnóstico diferencial exige exames para confirmação, principalmente ressonância magnética e exame do líquido cefalorraqueano”, comenta.

Em relação à necessidade de transplante de células-tronco ou quimioterapia, o professor titular da FCMSCSP afirma ainda que esses são tratamentos indicados em poucos casos, quando o tratamento convencional falha, ou em formas iniciais graves. É importante ressaltar que a esclerose múltipla é uma doença crônica e não tem cura. No entanto, se forem adequadamente medicados, os pacientes levam uma vida normal.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 83, em 8/3/2016. Assine nossa newsletter: www.fcmsantacasasp.edu.br.

Esclerose múltipla: o uso do fingolimode

Dr. Charles Peter Tilbery - FCMSCSPA esclerose múltipla, uma doença de diagnóstico difícil e com sintomas como esquecimento e perda momentânea de coordenação motora, costuma atingir, usualmente, mulheres entre 20 e 40 anos de idade. No Brasil, entidades que defendem os pacientes com a doença esperam a incorporação de uma medicação administrada oralmente, conhecida como fingolimode, no rol do Sistema Único de Saúde (SUS).

Saiba mais a respeito deste tema em reportagem publicada no Portal Info, em 28/5, com a participação do Dr. Charles Peter Tilbery, professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Clique aqui para conferir.