FCMSCSP recruta voluntários com depressão para pesquisa

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em parceria com a Irmandade da Santa Casa de São Paulo, procura pacientes diagnosticados com depressão para pesquisa na área de estimulação cerebral. Os voluntários devem ter entre 18 e 69 anos e disponibilidade para sessões de estimulação durante 10 dias de segunda à sexta-feira (duas semanas), além de algumas sessões de avaliação.

Os interessados não podem ter transtorno bipolar nem realizarem o uso de drogas. O objetivo da pesquisa é o tratamento de pacientes com episódio depressivo grave através de novas técnicas de neuromodulação. “A pesquisa que estamos desenvolvendo é realmente inovadora, até mesmo internacionalmente, podendo beneficiar muitas pessoas”, explica o Dr. Marcelo Bruno Generoso, médico pesquisador envolvido no projeto junto com o Dr. Rafael Bernardon Ribeiro, professor da disciplina de Psiquiatria da FCMSCSP.

O projeto faz parte de uma pesquisa de doutorado, cujo foco é a aplicação clínica de estimulação elétrica cerebral não invasiva. Os interessados em participar dos testes precisam enviar e-mail para: pesquisa@sospsiquiatria.com. Após o envio da mensagem eletrônica o paciente será chamado para uma triagem no Centro de Atenção Integral à Saúde Mental da Santa Casa e será avaliado por um médico psiquiatra a fim de verificar se ele, realmente, poderá se beneficiar com o tratamento.

O atendimento é gratuito e será realizado por especialistas da FCMSCSP e da Santa Casa de São Paulo durante duas semanas, de segunda à sexta-feira, em horários previamente agendados. Após os 10 dias de tratamento, o paciente passará novamente por avaliação e receberá um retorno sobre os resultados.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 121, em 8/12/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Depressão no Brasil é mais comum em idosos

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Dra. Gabriela Arantes Wagner, professora do Departemento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP

A velhice nem sempre significa uma fase de sossego para os idosos. Isso porque fatores sociais, como o abandono por parte da família e a falta de assistência médica, podem levar muitos deles à depressão.

Segundo a Dra. Gabriela Arantes Wagner, professora assistente do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que publicou na Revista Saúde Pública o artigo intitulado “Tratamento de depressão no idoso além do cloridrato de fluoxetina”, o envelhecimento é um processo natural de vulnerabilização, no qual o transtorno depressivo, assim como outros transtornos mentais, possui características biopsicossociais que podem contribuir para seu desenvolvimento, manutenção e remissão: “É consenso que indivíduos com condições crônicas são mais propensos a desenvolver sintomas depressivos e menos capazes de controlar diversos aspectos de suas vidas, o que reflete diretamente na percepção subjetiva, na avaliação das situações e no enfrentamento de fatores estressantes, como no caso dos idosos”, afirma.

A professora explica que a grande dificuldade enfrentada atualmente para auxiliar idosos com depressão no Brasil é a preparação da sociedade e a capacitação dos profissionais de saúde para entender que as necessidades dos idosos vão além da prescrição de muitos medicamentos: “As diretrizes da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa incluem a prevenção, recuperação e reabilitação daqueles idosos portadores de doenças, visando ao envelhecimento livre de incapacidades. Porém, o planejamento assistencial efetivo exige diagnóstico sob julgamento clínico adequado, profissionais de saúde com capacidade resolutiva e adeptos ao atendimento multidisciplinar.”

De acordo com as evidências, o tratamento mais adequado deve ser uma combinação, conforme esclarece a Dra. Gabriela: “O tratamento da depressão no idoso deve contemplar todos os fatores envolvidos, combinando-se psicoterapia, farmacoterapia e atendimento médico especializado. Estudos mostram que quaisquer dessas terapias, isoladamente, não são eficazes para a remissão dos quadros depressivos no envelhecimento.”

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 106, em 14/3/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Anedonia é um dos principais sintomas da depressão

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão será o principal mal do planeta em 2030. O transtorno apresenta vários sintomas, que englobam desde distúrbios de sono e alteração de peso, até casos graves, de pensamentos suicidas. A OMS estima que, a cada 100 pessoas com depressão, 15 decidam colocar fim à própria vida. Porém, entre os mais frequentes, destaca-se a anedonia, responsável pela perda da capacidade de sentir prazer ou interesse em realizar maioria das atividades diárias.

Dra. Adriana Fregonese, psicóloga, mestre e doutora em Ciências da Saúde, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dra. Adriana Fregonese, psicóloga, mestre e doutora em Ciências da Saúde, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

A pessoa que sofre desse sintoma parece estar emocionalmente “congelada”, fato que repercute em sua sociabilidade, levando-a a um quadro de isolamento. “Os pacientes com anedonia ficam normalmente numa situação de total indiferença consigo mesmos, não têm apego por nada, nem mesmo pela própria vida e costumam ser resistentes a mudar a sua situação. Essas pessoas parecem não responsivas emocionalmente mesmo em situações extremas envolvendo parentes ou amigos próximos”, explica a Dra. Adriana Fregonese, psicóloga, mestre e doutora em Ciências da Saúde, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A anedonia apresenta gradação de intensidade, que decresce de situações extremas até outras mais leves. O diagnóstico clínico origina-se do relato e de observações das reações emocionais do paciente ou com a ajuda dos familiares.

Segundo a Dra. Adriana, muitos casos de depressão não são identificados, pois a pessoa não reconhece que está doente, não distingue os sintomas ou acredita que esse “modo” de ser é normal. “Quando o quadro depressivo é diagnosticado e tratado, os sintomas da depressão e a anedonia desaparecem”, afirma.

O tempo de tratamento depende de fatores causais, da adesão do paciente e da gravidade do quadro. Assim, é fundamental a ajuda de profissionais especializados, que encontrarão o melhor recurso terapêutico. “O tratamento depende do diagnóstico médico psiquiátrico e pode envolver medicamentos. Além disso, o tratamento psicológico é complementar ao tratamento farmacológico”, finaliza Dra. Adriana Fregonese.

Depressão atinge cada vez mais crianças no Brasil

img4Um dos distúrbios que mais provoca discussões no meio científico, a depressão, também pode ser observada em crianças. Conhecida por “mal do século XXI”, o estado anormal de comportamento e a perda do interesse em atividades cotidianas podem ser sentidos na fase infantil. Porém, os sintomas podem ser diferentes da depressão apresentada por adultos, fato que muito dificultou o reconhecimento do mal nessa fase. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno já é apontado como principal causa na incapacidade de conclusão de tarefas rotineiras entre crianças e jovens de 10 a 19 anos.

“A criança que sofre de depressão pode se apresentar mais irritada, mais agitada, inquieta ou irrequieta do que habitual. Ela também pode se desinteressar pelas atividades da escola ou de lazer, parecer cansada o tempo todo e, algumas vezes, apresentar perda de sono e alterações de apetite. Esses são sintomas comuns em crianças deprimidas e bastante diferentes dos apresentados pelos adultos”, explica a Dra. Anne Maia, psiquiatra e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Ela explica que nem sempre o quadro de depressão infantil tem relação com algum episódio estressor, mas pode acontecer sem que haja algo pontual. “É importante comentar que a depressão é multifatorial. Por isso, nem sempre é possível identificar um ponto de início do distúrbio. A ‘tendência a deprimir’ também pode ser um traço herdado”, afirma.

Para o diagnóstico é fundamental que os pais, professores e parentes mais próximos da criança observem qualquer comportamento incomum, além do desinteresse por atividades de lazer e da falta de reação frente a uma situação em que é contrariada. Assim como outros distúrbios, nessa fase, é importante que haja uma detecção precoce para evitar possíveis complicações.

“As abordagens terapêuticas para a criança deprimida devem ser as mais amplas possíveis. Com o avanço nas formulações dos antidepressivos (com menos efeitos colaterais e mais seguros), hoje o tratamento da depressão infantil já é realizado com psicoterapia e psicofarmacoterapia. Conjugadas, essas medidas comprovadamente auxiliam na melhora dos sintomas e do desempenho escolar”, explica.

Além do tratamento medicamentoso, a Dra. Anne acrescenta que o suporte familiar é indispensável na recuperação da criança. Segundo ela, esse apoio e orientação também são medidas de prevenção para eventuais recaídas ou continuidade do problema na fase adulta.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 64, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Depressão atinge 10% da população brasileira, segundo OMS

Dr. Quirino Cordeiro, professor adjunto e chefe do departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. Quirino Cordeiro, professor adjunto e chefe do departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Tristeza intensa, dificuldade de realizar tarefas comuns, falta de sono, alteração do apetite e diminuição da energia vital são alguns sintomas indicadores da depressão. O mal que atinge cerca de 10% da população brasileira, um dos maiores índices no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um transtorno que acompanha a história da humanidade. Ao contrário do que muitos pensam, é um distúrbio que apresenta evidências de alterações químicas no cérebro e no organismo, de forma geral.

Em diversos níveis, a depressão pode ser uma resposta do organismo a traumas psicológicos. Situações de profunda tristeza, luto, abandono, além de enfermidades como o hipotireoidismo podem resultar em quadros do transtorno. Em casos mais graves, o paciente pode tentar atos contra a vida.

Mais comum em mulheres, a depressão pode atingir todas as faixas etárias, inclusive crianças. Conhecida como “mal do século XXI”, a cada dia toma novas proporções e estratégias de tratamento. Uma delas é a prática de atividade física como adjuvante do acompanhamento medicamentoso e psicoterápico. Principalmente pela sensação de bem-estar que promovem, os exercícios aeróbicos e anaeróbicos apresentam bons resultados em pacientes depressivos.

Atividade física como aliada do tratamento

“Existem várias possibilidades terapêuticas no tratamento da depressão. Em casos mais graves, em que o indivíduo não respondeu a nenhum tratamento, pode-se recorrer a eletroconvulsoterapia, que é a indução de uma crise convulsiva por meio da aplicação de uma descarga elétrica no cérebro do paciente”, explica o Dr. Quirino Cordeiro, professor adjunto e chefe do departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. “A atividade física também é uma estratégia de tratamento. Todavia, ela nunca pode ser aplicada como intervenção isolada, apenas como complementar do acompanhamento farmacológico e psicoterápico. No entanto, como tratamento adjuvante, seus resultados são muito bons”, explica o professor.

Apesar dos benefícios da prática esportiva no tratamento clínico da depressão, estimular o paciente ao exercício não é uma tarefa fácil, já que há uma diminuição considerável da disposição física em virtude do problema. “Na maioria das vezes, se inicia o tratamento medicamentoso e psicoterápico e, quando nota-se melhora no quadro, é que se que introduz uma rotina de atividade física. Isso de acordo com a abertura que a pessoa der para essa possibilidade. Mas, quando se consegue essa adesão, as respostas do paciente são sempre muito favoráveis”, comenta.

Benefícios

Quando aliado à atividade física, o tratamento clínico da depressão tem resultados muito eficientes, pois melhora a disposição do indivíduo, produz uma sensação de bem-estar e melhora o curso do sono. Além disso, quando incorporada a uma rotina fixa, a prática também é benéfica no monitoramento de peso, na produtividade de atividades rotineiras e diminuição de riscos de doenças cardíacas e hipertensão.

“A atividade física, em geral, é recomendada a todos. Existem diversos estudos que comprovam a eficácia dessa prática na manutenção de uma vida saudável e na prevenção de doenças cardiovasculares em geral. Portanto, recomendo sempre”, finaliza o professor.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 51, em 7/10/2014. Assine nossa newsletter:
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 I Simpósio Internacional de Psicopatologia Fenomenológica

De 20 a 22 de novembro de 2014, quinta, sexta-feira e sábado, será realizado na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo o I Simpósio Internacional de Psicopatologia Fenomenológica – Tradição e atualidade da psicopatologia fenomenológica. A realização é da FCMSCSP e da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Será uma excelente oportunidade para debater o tema com convidados muito especiais. Registre o seu interesse em participar deste evento, ao final deste post, e seja informado quando as inscrições estiverem abertas. Confira: Coordenação Geral

  • Guilherme Messas, coordenador do curso de pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Comissão Organizadora

  • Andrés Antúnez (USP)
  • Cristiane Messas (FCMSCSP)
  • Maurício Viotti Daker (UFMG)
  • Melissa Tamelini (HCFMUSP)
  • Quirino Cordeiro Junior (FCMSCSP)
  • Virgínia Moreira (UNIFOR)

  Palestrantes Internacionais*

  • Georges Charbonneau,  doutor em Medicina, diretor de Pesquisa, Université Paris VII – Denis Diderot e presidente da Association le Cercle Herméneutique
  • Gilberto Di Petta, médico especialista em neuropsiquiatria – Psiquiatra do Departamento de Adicções – Departamento de Saúde Mental, Hospital Psiquiátrico de Nápoles II e vice-presidente da Società Italiana per la Psicopatologia Fenomenologica
  • Otto Dörr-Zoegers, doutor em Medicina – Faculdade de Medicina – Universidade Diego Portales, Santiago, Chile e Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina – Universidade de Chile

  Palestrantes Nacionais*

  • Andrés Antunez (USP)
  • Cristiane Stravino Messas (FCMSCSP)
  • Guilherme Messas (FCMSCSP)
  • Luis Guilherme Streb (UFRGS)
  • Maurício Viotti Daker (UFMG)
  • Mauro Aranha-Lima (CREMESP)
  • Melissa Tamelini (HCFMUSP)
  • Nelson Coelho Jr. (USP)
  • Octávio Serpa (UFRJ)
  • Paulo Dalgalarrondo (UNICAMP)
  • Virgínia Moreira (UNIFOR)

  Temas a serem discutidos

  • Fenomenologia e as influências de Karl Jaspers
  • A psicoterapia fenomenológica
  • Fenomenologia, psicanálise e neurociências
  • Fenomenologia da toxicomania
  • Fenomenologia da depressão
  • Fenomenologia das esquizofrenias
  • Fenomenologia da histeria

  Valores de Inscrição**

  • R$450,00 – Médicos
  • R$300,00 – Residentes, egressos FCMSCSP, demais participantes
  • R$150,00 – Estudantes de graduação

* A programação está sujeita a alterações sem prévio aviso. ** Os valores são referência para o mês de julho de 2014 e serão confirmados posteriormente. REGISTRE SEU INTERESSE Seja informado sobre a abertura das inscrições, preenchendo o formulário abaixo:

 

Contato com animais pode ser benéfico no tratamento de diversas doenças

A relação com os animais pode ir muito além da afetividade e do carinho. O simples contato com os bichos pode melhorar a vida de pessoas com doenças como depressão, paralisia cerebral, câncer, autismo, Alzheimer, síndrome do pânico e Parkinson.

Cães, gatos, aves e cavalos podem ser aliados nos trabalhos de psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas e médicos. A iniciativa, quando realizada regularmente, é chamada de TAA (Terapia Assistida por Animal). Quando é esporádica recebe o nome de AAA (Atividade Assistida por Animais).

Dr. Rogério Pecchini, chefe do departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São PauloDe acordo com o Dr. Rogério Pecchini, professor de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e diretor do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo, os animais são eficazes para aumentar a autoestima e a sociabilidade de indivíduos com distúrbios de comportamento, por exemplo, visto que trabalha o contato pessoal e a afetividade.

“Comprovações científicas mostram que a terapia com bichos pode ser positiva em alguns tipos de doenças. A melhora do paciente com a presença deles está relacionada a uma série de fatores como: alteração de ambiente, desenvolvimento do carinho e mudança nas relações interpessoais”, explica.

Dr. Pecchini afirma que a reabilitação não se restringe apenas ao contato com os cachorros. “Por exemplo, a equoterapia, em que são utilizados cavalos, melhora a parte motora e a sociabilidade de crianças com Síndrome de Down”, declara.

Para o professor, crianças que estão passando por algum tipo de doença e têm contato com cachorros, apresentam resultados no humor e no bem-estar. “Isso também ajuda a aumentar a recepção ao tratamento, algo que pode ser visto claramente. Quando os animais chegam ao ambiente em que os pacientes estão, há uma alegria enorme por parte dos pequenos que estão hospitalizados”, diz.

Somado a isso, o Dr. Pecchini explica que o animal tem um importante papel na vida da garotada: “Aquelas que são criadas com animais apresentam maior relação afetiva com as outras pessoas. Já as crianças um pouco mais velhas podem criar também um senso de responsabilidade. Não há nada comprovado sobre isso, mas observamos muitos casos”, finaliza. O professor indica cachorros de raças dóceis e ressalta a importância da higienização, alimentação e imunização do animal.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 43, em 18/6/2014. Assine nossa newsletter:
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