Dra. Patricia Fucs, professora da FCMSCSP, fala um pouco sobre sua experiência como presidente da SBOT

Dra. Patrícia Fucs, professora titular de Ortopedia da FCMSCSP

Na semana da celebração do dia da Mulher, Dra. Patrícia Fucs conta como é ser a primeira presidente mulher da Sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT).

Ao longo dos últimos séculos, várias mulheres em nossa sociedade estão se destacando como as ‘primeiras’ em suas áreas. Apesar dos avanços no mercado de trabalho e na luta por direitos iguais, o público feminino continua a abrir portas e, mesmo no século XXI, ainda temos a ‘primeira mulher a realizar algumas atividades.

Esse título parece não incomodar a Profª Dra. Patrícia Fucs, docente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e primeira mulher a presidir a Sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT). Além do título de presidente, que foi concedido em 2017, Patrícia Fucs foi a primeira mulher a ocupar um cargo de diretoria na SBOT (2010) e na Société Internationale de Chirurgie Orthopédique et de Traumatologie (SICOT). Outra conquista que marcou a carreira da Dra. Fucs foi o título de primeira professora titular de Ortopedia, conquistado em 2015 na FCMSCSP.

Para a Professora, a titulação na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo foi um marco. A Dra. Patrícia fez questão de ressaltar a importância do Pavilhão Fernandinho e da FCMSCSP em sua carreira, dando destaque a função de professora onde exerce grandes responsabilidades: ensinar, influenciar e direcionar graduandos, pós-graduandos e residentes.

Com tantos títulos, o que a professora fala sobre ser mulher em um meio tão masculino? Para ela, o principal desafio está em superar paradigmas por meio da capacidade profissional: ‘No exercício da função no SICOT, percebi que a adaptação foi mais difícil para o lado masculino da diretoria do que para mim. O respeito dos colegas é uma conquista que leva tempo em um mundo tão masculino como o da Ortopedia’ afirma a médica.

Além dos desafios profissionais, o exercício do papel de mulher como um todo é um ponto que Patrícia ressalta: de acordo com a professora, ‘nós, mulheres, temos papéis a desempenhar além da profissão, família para cuidar, casa, carreira acadêmica entre outras responsabilidades que não são de exclusividade feminina, porém, ainda acabam ficando em sua maior parte com as mulheres’. Para ela, apesar do desafio ser grande, as mulheres de hoje são capazes de fazer tudo isso, sempre de maneira clara e organizada, usando suas mãos fortes e coração gentil.

Por fim, a presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia deixa um conselho para as jovens médicas que estão ingressando na ortopedia ou em outras especialidades: Sejam fortes em suas vontades, estude muito para sempre ser a melhor. Seja uma boa médica e não somente uma boa ortopedista, tenha educação e gentileza com seus pacientes e familiares, além de alimentar relações saudáveis e prósperas com seus/suas colegas de profissão e, lembre-se sempre, use a razão nas decisões e faça a ortopedia sempre com seu coração.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 124, em 9/3/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

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Lesões no joelho na prática esportiva

Dr.-Osmar-Pedro-Arbix-de-Camargo

Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo

O joelho é uma das articulações mais solicitadas durante as atividades da vida diária, que ocorre na arte, como a dança, e, principalmente, no esporte que envolve os membros inferiores, tais como corrida, salto, futebol e lutas marciais, entre outras. “Toda atividade física exige um joelho sadio, firme, estável, com boa musculatura e movimentação”, explica o Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, especialista em Trauma de Joelho, vice-diretor do curso de Graduação em Medicina e professor adjunto do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Para o especialista, é primordial o acompanhamento de um educador físico ao realizar qualquer atividade física, pois são várias as lesões que podem afetar o joelho. “Em nosso aparelho locomotor, temos basicamente os músculos que são as estruturas que promovem o movimento através de sua contração quando agem nos ossos e nas articulações. Então precisamos de músculos treinados, com ligamentos e com as cartilagens articulares íntegras. E isso só é alcançado mediante treinamento progressivo e bem orientado, para que o indivíduo desenvolva um condicionamento físico compatível com o esporte que ele pratica”, adverte Dr. Camargo.

Porém, é necessário que haja limites, pois geralmente o problema que leva o atleta à lesão é o treinamento ou a atividade exagerada para chegar ao máximo de sua performance. Dr. Camargo explica que cada indivíduo tem um coeficiente de resistência individual e se ele a ultrapassa chega à zona de abuso, chamada de overuse, que corresponde a utilizar em demasia – além dos limites naturais impostos pela nossa biologia –, e ficam sujeitos a lesões.

Outro ponto de destaque é a falta do uso de sapatos adequados à prática escolhida. “Em cada atividade esportiva, é imprescindível alguns complementos. O jogador de futebol usa uma chuteira com travas para permitir uma melhor aderência ao gramado, e isso confere mais estabilidade. Quem pratica corrida, geralmente usa tênis com cravos, para dar maior aderência e evitar deslizamento. No vôlei e basquete, o indivíduo usa um tênis com amortecedores para evitar um maior impacto que possa ocasionar lesões cartilaginosas ou ligamentares”, completa.

Ainda seguindo orientações do ortopedista, de uma maneira geral, para obter condicionamento a fim de se realizar qualquer prática esportiva, o ideal é, de três a quatro vezes por semana, fazer por 40 minutos exercícios que compreendam atividades aeróbicas, alongamentos, seguidas de musculação – usando aparelhos ou não –, mas imitando todos os movimentos com carga e sem carga para ganhar força muscular e amplitude de movimentos.  “Nos idosos, não há como esquecer que se deve seguir os mesmos cuidados, mas é necessário fazer uma boa análise de sua saúde geral e fazer um treinamento antes de começar efetivamente ao esporte”, ressalta.

Quer conhecer quais são as lesões mais frequentes em cada idade e os tipos de lesões frequentes em cada esporte? Confira neste post do Blog FCMSCSP mais informações a respeito com o Prof. Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 77, em 4/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

FCMSCSP realiza simpósio em parceria com universidade do Japão

No dia 15 de agosto, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em parceria com a Keio University – School of Medicine, universidade localizada em Tóquio – Japão, realizará o II Simpósio Acadêmico Nipo-Brasileiro da FCMSCSP. O evento terá início às 12h15, nos anfiteatros Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão e Prof. Dr. Emilio Athié.

O encontro contará com a participação de três estudantes da instituição japonesa que apresentarão trabalhos sobre: diagnóstico precoce do câncer gástrico, acidentes de trânsito, e alcoolismo. Para traçar um paralelo, os universitários brasileiros irão expor as mesmas temáticas, contudo de acordo com a realidade do país.

Dr. Alberto Naoki MiyazakiSegundo o Dr. Alberto Naoki Miyazaki, professor assistente da disciplina de ortopedia e traumatologia e um dos coordenadores do Simpósio, o evento valoriza a aproximação entre as instituições e promove o intercâmbio de informações e experiências entre os alunos. “Encontros como esse que integram diferentes entidades de ensino são de grande interesse, pois permitem enorme aprendizado”, diz.

Com o objetivo de promover a troca de vivências e expandir ainda mais o conhecimento acadêmico, a Faculdade Santa Casa de São Paulo tem desenvolvido continuamente parcerias com conceituadas universidades do mundo, em países como Estados Unidos, Alemanha e Itália.

As inscrições para o Simpósio são gratuitas e podem ser feitas no local do evento.

Serviço:
II Simpósio Acadêmico Nipo-Brasileiro da FCMSCSP 
Data: 15 de agosto 2013
Hora: 12h15 às 16h40
Local: Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112 – anfiteatros Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão e Prof. Dr. Emilio Athié.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 23, em 6/8/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

“Vivemos as alegrias de todas as inaugurações”

Dr. Osmar CamargoEssa é a declaração do Dr. Osmar Camargo, aluno da primeira turma do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que fala ao Conectar, em mais uma entrevista especial comemorativa aos 50 anos de existência da Instituição. O médico, que atua como ortopedista do Pavilhão Fernandinho Simonsen, no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, conta sobre o início das atividades da Faculdade, em 1963.

Conectar – O que o senhor pode destacar sobre a primeira turma da FCMSCSP?
Dr. Osmar Camargo – Durante os seis anos da graduação, acompanhamos a evolução da Instituição. Quando eu ingressei no curso, a Faculdade Santa Casa de São Paulo estava instalando suas salas e auditórios. Vimos a confecção do projeto arquitetônico para o recebimento dos alunos. Vivemos as alegrias de todas as inaugurações, do surgimento e contratação dos nossos professores, e, principalmente, acompanhamos a evolução da Instituição até os dias de hoje, o que foi ótimo também para enriquecer a nossa bagagem acadêmica e o orgulho de nos transformarmos em docentes.

Conectar – Quais foram as experiências adquiridas nessa fase inicial da Instituição?
Dr. Osmar Camargo – Tinha uma pressão positiva, por sermos uma nova Faculdade, na qual um sistema educacional de Medicina diferenciado foi implantado, à época, caracterizado principalmente pelo aprendizado prático associado à teoria. Aprendemos dentro de um hospital-escola desde o primeiro ano. Isso nos diferenciou das outras Instituições daquele período, inclusive serviu de modelo para as demais.

Conectar – O que influenciou o senhor na escolha pela Medicina?
Dr. Osmar Camargo – Eu optei pela Medicina quando estava terminando o colegial e foi por influência de alguns parentes, que também são médicos. Eles me mostraram o valor da área médica dos pontos de vista social e assistencial. Assim, eu senti que era uma ótima opção de carreira.

Conectar – Quais são os principais desafios enfrentados na área da ortopedia?
Dr. Osmar Camargo – Um dos desafios de qualquer segmento médico é manter-se atualizado, em função da forte carga de trabalho e da falta tempo para fazer uma leitura contínua de novas informações científicas. Cursos de reciclagem também são extremamente necessários.

Conectar – O que deve ser avaliado antes de ingressar na Medicina?
Dr. Osmar Camargo – Perceber se há vocação para se dedicar a um curso que tem duração mínima de seis anos. A pessoa precisa ter aptidão a abraçar uma grande quantidade de conhecimento e também desenvolver uma visão humanística de servir ao próximo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 14, em 2/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.