Antes de viajar, turistas devem verificar as vacinas exigidas pelo local de destino

Viajar é uma experiência positiva, mas, durante o planejamento para conhecer novos destinos, é preciso estar atento não apenas aos objetos que serão levados na mala. É importante pesquisar e checar se o local a ser visitado exige ou recomenda algum tipo de vacina. “Muitas vezes, as viagens se tornam o momento ideal para aproveitar e colocar a vacinação em dia”, afirma o Dr. José Cassio de Moraes, professor adjunto do departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

No BrasDr. José Cássioil, não é obrigatória a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia. Esse documento atesta que a pessoa foi vacinada contra algumas doenças definidas pelo Regulamento Sanitário Internacional. Contudo, outros países exigem esta comprovação.

Para obter este certificado, é preciso comparecer a um Centro de Orientação de Viajantes, portando o Cartão Nacional de Vacinação, preenchido e assinado pelo profissional que aplicou a dose, e a identificação da unidade de saúde, além de documento de identidade oficial com foto ou Certidão de Nascimento.

“Apesar da vacinação não ser obrigatória tanto para estrangeiros quanto para brasileiros que pretendem visitar algumas regiões epidêmicas do país, é importante conhecer quais sãos as vacinas recomendadas e que devem ser tomadas 10 dias antes da viagem”, alerta o Dr. José Cássio.

Vacinas indicadas no Brasil

  • Prevenção para sarampo, rubéola e poliomielite: mesmo que estejam erradicadas no Brasil, estão presentes em outros países;
  • Prevenção contra a febre amarela: é recomendada para quem irá visitar áreas de matas ou praticar turismo ecológico ou rural;
  • Prevenção contra a malária: é importante consultar se o destino pretendido apresenta casos o ano todo. No Brasil, a transmissão ocorre nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. “Quem estiver nesses locais, deve estar atento a sinais como febre, e dores na cabeça e corpo. O ideal é procurar uma unidade de saúde, em até 48 horas após o surgimento desses sintomas”, finaliza o Dr. José Cássio.

Serviço
O Centro de Orientação para a Saúde do Viajante mais próximo pode ser encontrado no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mais orientações estão publicadas no Guia de Bolso da Saúde do Viajante, organizado pela agência.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 45, em 15/7/2014. Assine nossa newsletter:
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Feira de Saúde na capital paulista promove ações de aconselhamento e prevenção para público masculino

Participantes preparados para o futsal

Participantes preparados para o futsal

Alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, por meio do Departamento de Medicina Social, realizaram a Feira da Saúde, na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bom Retiro, em São Paulo, no dia 15 de junho.

O objetivo foi promover a saúde do homem, naquela região. Durante o evento, os alunos de Medicina e Enfermagem da Instituição prestaram aconselhamento familiar e social, medição da pressão arterial e glicemia, com a finalidade de prevenir a Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes. Além dos estudantes, o evento contou com médicos especialistas em ortopedia, medicina do esporte, clínico geral, entre outros.

A Feira também promoveu jogos de futsal, cujo campeonato acontece durante o ano, organizado pela comunidade latino-americana que reside na região do Bom Retiro. Houve ainda um amistoso entre o time dos alunos da Faculdade Santa Casa de São Paulo e a equipe campeã do ano passado.

“O foco era a saúde do homem, pois durante o ano estamos presentes na UBS e verificamos que o público masculino quase não procura os atendimentos. Assim, surgiu a ideia de trazê-lo com a família para também tentar aproximá-los, pois observamos que, muitos deles, não podem acompanhar os estudos do filho na escola ou não sabem como está a atualização da carteirinha de vacinação das crianças, por exemplo. Dessa forma, procuramos estimular a integração familiar”, afirma João Cheloni, aluno do 2º ano de Medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo.

A Feira da Saúde foi organizada pela FCMSCSP, com a coordenação do Dr. Oziris Simões, professor assistente do Departamento de Medicina Social, pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão (CEALAG), UBS Bom Retiro, Prefeitura de São Paulo e VIMART, entidade ligada à comunidade boliviana em São Paulo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 43, em 18/6/2014. Assine nossa newsletter:
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Tratamento para cura da tuberculose deve ocorrer durante seis meses ininterruptos

Dra. Maria Josefa PenonSegundo dados do Ministério da Saúde, 70 mil novos casos de tuberculose foram notificados no Brasil em 2012. Essa é a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira entre pessoas infectadas pelo vírus HIV.

De acordo com a Dra. Maria Josefa Penon, professora assistente do departamento de Medicina Social e da disciplina de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que um terço da população do mundo contraiu a bactéria causadora da tuberculose, porém apenas 10% irão adoecer, pois a maioria dos indivíduos consegue bloquear o processo infeccioso.

“Metade desse grupo de 10% será acometida nos dois primeiros anos após o contágio. Os outros 5% poderão apresentar a doença ao longo da vida, pois a bactéria permanece em estado latente e, em determinado momento, pode começar a se multiplicar”, afirma a professora.

A especialista explica que a bactéria mycobacterium tuberculosis, causadora da tuberculose, é transmitida por via aérea. O paciente com tuberculose nos pulmões, ao tossir, falar ou espirrar, espalha as bactérias no ar por meio de gotículas que podem chegar ao organismo das outras pessoas pela respiração. O micro-organismo se aloja em uma parte dos alvéolos pulmonares e, a partir daí, via corrente sanguínea ou linfática, pode se instalar em qualquer outro órgão ou tecido do corpo humano. “O principal sintoma da doença é a tosse. Quando alguém apresenta esse sinal por mais de três semanas, com ou sem catarro, acompanhado ou não de febre, suores noturnos, falta de apetite, perda de peso, cansaço ou dor no peito, deve procurar um médico para realizar o diagnóstico, pois pode ser tuberculose”, diz.

A doença tem cura desde que tratada durante, pelo menos, seis meses ininterruptos, com quatro fármacos diferentes. “Existem pessoas que, depois de um período fazendo uso da medicação, sentem-se melhor, acreditam que estão curadas e param de tomar os remédios. Esse comportamento permite que a bactéria se torne resistente, piorando o prognóstico do caso. Esse paciente pode passar esse micro-organismo resistente a outras pessoas, dificultando o tratamento da doença. Dessa forma, a tomada dos medicamentos deve ser observada por um profissional da saúde todos os dias, garantindo a cura do indivíduo. A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento correto para os infectados”, ressalta a Dra. Maria Josefa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 14, em 2/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.