Pesquisadores do Futuro: 60 dias imersos em renomados centros de estudo e pesquisa

Giulia Siqueira-Galfano

Giulia Siqueira Galfano

Denominando como: “uma oportunidade incrível” a experiência adquirida nos 60 dias em que conheceu – por meio do Programa Pesquisadores do Futuro da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo –, o Dana-Farber Cancer Institute – Harvard Medical School, Giulia Siqueira Galfano, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo ainda teve a sorte de ser selecionada com as colegas Livia Maria Gruber Holland (também do 4º ano) e Giuliana D’Amaro (3º ano). “Não tenho do que reclamar; foi bom em todos os aspectos: o curso, as acomodações”, comenta Giulia.

A futura médica ainda menciona que estava bem amparada, não somente pelos recursos que o programa Pesquisadores do Futuro ofereceu à aluna e às colegas de curso, mas também pelos orientadores, sem contar a experiência adquirida no trabalho realizado no renomado instituto americano de pesquisa e tratamento de câncer.

“O Dana-Farber é um instituto de Câncer ligado ao Boston Children’s Hospital. Lá pudemos observar na prática a integração da pesquisa com a clínica. Os médicos estavam sempre atualizados e aplicando os mais novos tratamentos. Consegui perceber na prática a importância da pesquisa clínica, não só para o meio acadêmico, mas também para os pacientes. Destaco a importância do intercâmbio de conhecimento entre diferentes centros ao redor do mundo”, finaliza a futura médica.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 79, em 2/12/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Conhecimento e aprendizado no exterior

Giuliana D’Amaro

Giuliana D’Amaro

“Uma oportunidade para se adquirir uma perspectiva diferente sobre o que é – e como – ‘fazer ciência’”. Essa é a definição da aluna Giuliana D’Amaro do 3º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para a sua participação na Edição 2014-2015 do programa Pesquisadores do Futuro. A estudante revela, na entrevista a seguir, mais detalhes dessa experiência, no Instituto de Câncer Dana-Farber – Harvard Medical School.

Conectar – O que a motivou a participar do programa?
Giuliana – A oportunidade de estudar em uma instituição de ensino de renome foi um dos motivos que me levou a pleitear a bolsa para o Pesquisadores do Futuro. Almejei especificamente o estágio no Instituto de Câncer Dana-Farber, voltado para a área de oncologia pediátrica, pois pretendo especializar-me em pediatria. Para mim, seria de grande valor ter alguma experiência em pesquisa nesta área. Além disso, sempre desejei conhecer culturas e pessoas de outros países, e esta foi minha primeira oportunidade.

Conectar – Pode nos contar, brevemente, como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Giuliana – Foi seguramente uma experiência inigualável, não restrita somente às atividades acadêmicas: além do treinamento em pesquisa clínica, pude acompanhar um pouco do cotidiano dos profissionais de saúde do instituto, participar de reuniões e palestras, visitar a clínica de oncologia pediátrica etc. Tive a oportunidade de conhecer uma cultura e um povo diferente, o que por si só foi maravilhoso. Além disso, foi realmente único e enriquecedor conviver em um ambiente de trabalho internacional, ao lado de pessoas oriundas de vários países.
Acredito que tudo o que vivi nestes dois meses de intercâmbio – em um país tal qual os Estados Unidos e em uma instituição como o Dana-Farber Cancer Institute – me conferiu um olhar diferente para a realidade do meu próprio país, pois enxergo de modo diferente algumas de suas qualidades e deficiências.

Conectar – Durante os meses dedicados ao programa, qual foi o maior desafio que enfrentou? Como você lidou com ele?
Giuliana – Acredito que o maior desafio foi desenvolver a segurança no discurso em inglês, no contexto acadêmico: apresentando um trabalho durante uma reunião, discutindo o projeto de pesquisa com o orientador etc. Penso que esta é uma questão que se resolve com o tempo, quando nos acostumamos ao seu novo ambiente.

Conectar – Como você definiria o programa Pesquisadores do Futuro?
Giuliana – Diria que é uma oportunidade para se adquirir uma perspectiva diferente sobre o que é – e como –“fazer ciência”. No meu caso e no de outros colegas, também foi uma oportunidade para observar a prática da medicina em um contexto muito diferente daquele existente no Brasil.

Conectar – Para os que venham a passar por essa experiência, o que você recomendaria a esses alunos?
Giuliana – Procurem aproveitar ao máximo, pois dois meses passam muito rápido. Sejam proativos nos estudos e no trabalho – essa talvez seja uma das atitudes mais importantes para se ter nesse contexto. Se forem para Boston, saibam que a maioria das pessoas, tanto no Instituto como em outros lugares, está acostumada a lidar com estrangeiros; sempre foram muito pacientes e solícitos quando precisei de ajuda.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 68, em 30/6/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.