Ex-Santa destaca a importância de um hospital ligado ao ensino da Medicina com atividades práticas desde o primeiro ano

Dr. Irineu Massaia, professor da Faculdade Santa Casa de SPO momento de escolher uma instituição de ensino para cursar Medicina é fundamental para o futuro médico, de acordo com o Prof. Dr. Irineu Massaia. O ex-Santa relembra, nesta entrevista concedida ao Conectar, a época de sua graduação, além de compartilhar os desafios da área e como concilia suas diversas atividades, pois acumula as funções de professor assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, diretor do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, vice-presidente da COREME (Comissão de Residência Médica) da Santa Casa de SP, assistente do Serviço de Emergência e do Departamento de Medicina.

Conectar – Por que o senhor escolheu a Medicina?
Dr. Massaia – Eu sempre gostei de saúde, bem-estar e do ambiente hospitalar. Eu queria poder ajudar as pessoas e ser médico permite isso. Entrei na Faculdade com 16 anos e, desde essa época, já tinha muito respeito e admiração pela profissão.

Conectar – Como o senhor consegue conciliar tantos cargos?
Dr. Massaia – Acredito que tudo é questão de organização e desenvolvi muito isso a partir de exemplos de grandes professores da Santa. A máxima: “Nunca deixe para amanhã o que se pode fazer hoje” deve ser seguida. A organização faz com que minha atuação profissional não atrapalhe minha vida pessoal. Considero uma das maiores virtudes de um gestor, a capacidade de montar equipes e organizá-las de maneira com que não se necessite estar sempre presente a cada passo do processo. É delegar com qualidade e cobrar resultados. Procuro desenvolver no grupo o senso de comprometimento e corresponsabilidade. Dessa forma, todos podem crescer.

Conectar – Nos desafios enfrentados, o senhor consegue aplicar o que foi aprendido na Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Massaia – Sim, acredito que o mérito de conciliar médico, professor e gestor deve-se à filosofia da FCMSCSP que é ser ético, resiliente e bem preparado tecnicamente. Tenho como exemplos alguns profissionais como o Prof. Dr. Valdir Golin, o Prof. Dr. Carlos Aberto da Conceição Lima, o Prof. Dr. Raimundo Raffaelli Filho e o Prof. Dr. Igor Mimica.

Conectar – O senhor tinha alguma atividade extracurricular na Faculdade?
Dr. Massaia – Sim, eu sempre fui da atlética e participava de competições. Fiz atividades esportivas do primeiro ao sexto ano da graduação. Conciliei boas notas com os treinos que aconteciam todos os dias. Até ganhei medalhas quando representei a Faculdade no futebol de salão e de campo.

Conectar – Quais dicas o senhor poderia dar para aqueles que estão escolhendo uma instituição de ensino para cursar Medicina?
Dr. Massaia – Hoje e sempre, o mais importante é ter um hospital de ensino ligado à instituição e ter atividades práticas desde o primeiro ano. São poucas escolas que oferecem isso, como a Santa Casa de São Paulo. Propiciar o contato com o paciente é um grande diferencial.

Conectar – O que o senhor gostaria de dizer àqueles que estão ingressando no curso de Medicina?
Dr. Massaia – Estudar muito e procurar ter bons exemplos na vida. Outra máxima que eu sempre ressalto é: “Diga-me com quem tu andas, que eu direi quem tu és”. Essa frase vale muito também na Medicina, pois ter excelentes professores e referências pessoais ajudam bastante. Outro conselho é ficar ligado sempre ao ambiente acadêmico, o que favorece o contínuo crescimento profissional.

Conectar – Em sua opinião, quais fatores fazem do médico um bom profissional?
Dr. Massaia – Eu acredito que a atuação do médico deve ser pautada em quatro pilares: ensino, assistência, pesquisa e gestão. Esse é o alicerce do bom médico.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 36, em 11/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Crescimento da carreira médica abre espaço para novos talentos

Consolidada como uma das ciências mais importantes para a sociedade, a Medicina demanda, cada vez mais, por novos profissionais no Brasil. Segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), atualmente, o país conta com 387.013 médicos em atividade. Dos profissionais até 29 anos, 54,5% são mulheres e 45,5% são homens, fator que representa mudança no perfil da nova geração na área da saúde.

Já o número de médicos registrados no Brasil atingiu a marca de 388.015, em 2012. Entre outubro de 2011 e o mesmo mês do ano passado, foram contabilizados 16.277 novos registros, o que representa aumento de 4,36% em 1 ano.

Médico há 50 anos, o Dr. Wilson Sanvito, professor titular do curso de Neurologia e livre-docente da mesma área na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, explica que não faltam oportunidades de trabalho aos médicos no país e destaca que a procura pelo curso de Medicina sempre foi elevada, acompanhando também o crescimento do volume de instituições de ensino. “O Brasil é o segundo país com mais faculdades de Medicina, ficando atrás apenas da Índia, embora nem todas as instituições ofereçam ensino de qualidade. Apesar das boas possibilidades de colocação no mercado, é preciso lembrar que a profissão exige dedicação de corpo e alma”, afirma.

Para ele, a forte procura pelo curso é motivada, muitas vezes, por influência da família ou pela busca de bons salários. “Antes de ingressar na carreira médica, o indivíduo deve avaliar sua vocação para a área biológica. Ele precisa gostar de lidar com pessoas e, mais que isso, ter vontade de ajudá-las”, diz o Dr. Sanvito.

Experiência e reconhecimento

Nesses 50 anos, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo já formou mais de 4.500 médicos em 44 turmas de Medicina. Com os cursos de graduação em Enfermagem e Fonoaudiologia, soma 16 e 7 turmas, respectivamente. Hoje, a Faculdade totaliza cerca de 2.600 alunos distribuídos nos cursos de graduação e de pós-graduação, contando com 406 docentes ativos, dos quais 91% são doutores e mestres.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 28, em 18/10/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Disciplina de Terapia Intensiva apresenta ao aluno panorama completo do serviço de UTI

Prof. Elzo PeixotoMinistrada no 4º e 6º anos do curso de Medicina, a disciplina de Terapia Intensiva aborda as situações que envolvem o paciente grave ou de risco, possibilitando ao aluno o reconhecimento dos sinais de gravidade da doença e o desenvolvimento da avaliação crítica na indicação da internação em UTI.

De acordo com Elzo Peixoto, professor instrutor da disciplina de Medicina Intensiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, no 4º ano da graduação, a área tem como finalidade proporcionar ao aluno noções básicas do comprometimento clínico dos pacientes gravemente enfermos e de risco, incluindo avaliação de indicação para a internação em unidade de terapia intensiva e investigação diagnóstica.

“É uma abordagem mais teórica, porém alguns aspectos como reanimação cardiopulmonar, ventilação mecânica e monitorização multiparamétrica são realizados em manequins ou equipamentos específicos”, diz.

Já no 6º ano, o aluno recebe noções teóricas sobre assistências ventilatória, nutricional, hemodinâmica e áreas específicas, além de atividades práticas com manequins de reanimação cardiopulmonar e vias aéreas, em curso introdutório às atividades em terapia intensiva. Em seguida, o aluno é incorporado à equipe da Unidade e participa do atendimento aos doentes internados, sempre com supervisão dos residentes e assistentes médicos do serviço. O objetivo é estabelecer o contato direto com o doente grave, buscando a experiência prática no desenvolvimento da prescrição de fármacos e de outras terapias como a renal substitutiva, técnicas de monitorização e de suporte à vida. Ainda segundo o professor, também há a discussão de casos e artigos científicos no incremento do conhecimento na área.

“A disciplina coloca o estudante em contato com o arsenal tecnológico disponível no serviço, como ventiladores mecânicos, monitores multi-paramétricos, cardioversores, marca-passo cardíaco, hemodialisador, entre outros. Promove também o conhecimento da sistemática de funcionamento da unidade, como admissão e alta de pacientes, visitas de equipes externas e de familiares, e noções de índices prognósticos nos doentes de terapia intensiva”, conta.

Para o professor, o mercado de trabalho para este nicho está aquecido, resultado do movimento natural que ocasiona o aumento do número de leitos em terapia intensiva. “O aluno que objetivar esta carreira tem grande chance de se colocar na área assim que terminada a especialização”, analisa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 27, em 1º/10/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Em breve, Medicina receberá visitantes no Portas Abertas

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Está programado para o próximo dia 25/6, terça-feira,  uma nova edição do evento Portas Abertas para interessados no curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O encontro prevê palestras sobre a área, apresentadas por professores da Faculdade, além de visitas ao complexo hospitalar da Santa Casa de São Paulo e ao Prédio da Faculdade.

Nesta edição, estão programadas também a realização do curso de ressuscitação cardiopulmonar, a simulação de uma aula de Propedêutica e a apresentação das organizações acadêmicas da FCMSCSP. A visita será iniciada às 13h, com término às 20h00. As inscrições estarão disponíveis em breve no site do Departamento Científico Manoel de Abreu: www.dcma.com.br. As vagas são limitadas e o valor de inscrição, necessário aos preparativos e à participação no evento, é de 25 reais por pessoa.

Estudantes da Faculdade Santa Casa de SP levam saúde à população

Até a próxima terça-feira, dia 29/1, alunos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo continuam o atendimento à população de São Sebastião (SP) nas atividades previstas no Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA). Confira mais detalhes na reportagem da TV Vanguarda, exibida no sábado, dia 26/1. Clique aqui.

Projeto Expedições Científicas e Assistenciais - PECA 2013