Egressa da 1ª turma do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP relata sua trajetória

Thays-Vaiano

Thays Vaiano

Ex-aluna da 1ª turma do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Thays Vaiano é mestra em Distúrbios da Comunicação Humana, especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) e, hoje, atende intérpretes em mais de 16 escolas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A ex-Santa criou a Ativox Fonoaudiologia, empresa responsável por atendimentos clínicos, corporativos e artísticos para preparação vocal de elencos de teatro, TV e cinema na área de voz, saúde e comunicação, sendo que acaba de ser responsável por realizar a preparação vocal do elenco do filme sobre a vida do lutador José Aldo do MMA (UFC), interpretado por José Loreto, previsto para estrear em 2016 nas telonas. Confira um bate-papo com a egressa.

Conectar: Por que escolheu Fonoaudiologia?
Thays: A cada trabalho novo eu descubro novas razões que me levaram para a Fonoaudiologia, mas o grande motivo foi a voz. Sempre fui apaixonada por música e por cantar. Quando saí do colégio, não sabia direito o que queria fazer e fui para o cursinho. Em uma das minhas aulas, meu professor estava rouco e disse para não estranharmos que uma fonoaudióloga iria entrar em nossa sala para avaliar o uso de sua voz. Naquele momento, pensei: “Olha só, uma pessoa que trabalha com voz”. Após conversar com alguns orientadores do próprio cursinho, optei pela profissão.

Conectar: Quais critérios lhe ajudaram na escolha da FCMSCSP?
Thays: A marca é muito forte e, ainda que estivesse entrando na primeira turma de um curso desta Instituição, tive a certeza de que estava apostando em um curso de qualidade. Havia passado em outros vestibulares e, inclusive, já havia me matriculado em outra faculdade, mas quando entrei na FCMSCSP e vi aqueles corredores de tijolinhos da Santa Casa, senti uma energia indescritível e tive a certeza de que era naquele lugar que eu queria me formar.

Conectar: Pode nos contar um pouco da sua experiência como aluna da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo?
Thays: Minha experiência foi especial e inesquecível, já que a FCMSCSP nos forma não somente como profissionais, mas como humanos. Tive oportunidade de conviver com a realidade brasileira, de entender a diferença entre tratar uma doença e tratar uma pessoa. Tenho certeza que qualquer pessoa que passa pela Instituição sai mais humanizada, por isso, até hoje, quando sei que determinado profissional foi formado pela Faculdade, confio plenamente em sua capacidade técnica e humana.

Conectar: Poderia dizer de que maneira o curso contribui para o seu crescimento profissional?
Thays: O curso é muito rico. Temos o grande privilégio de ter um hospital como a Santa Casa à nossa disposição e professores altamente qualificados em todas as áreas, inclusive uma clínica para atendimentos. Sendo assim, a possibilidade de ter aulas com professores conceituados e ter uma estrutura para aplicar na prática tudo que vemos em sala, fez e faz toda a diferença no curso da FCMSCSP.

Conectar: Que conselhos daria para quem deseja cursar Fonoaudiologia?
Thays: A minha dica é para quem vai escolher qualquer profissão: procure trabalhar com algo pelo qual você sinta paixão. Todas as profissões têm obstáculos e só a paixão é capaz de te manter motivado e focado em seus objetivos. O retorno financeiro nem sempre é rápido, mas ele vem, desde que você acredite que pode fazer a diferença na vida das pessoas e trabalhe para isso. Fonoaudiólogos lidam com a maior riqueza do ser humano que é a comunicação, mas poucos têm essa consciência. Nossa profissão é muito linda, muito ampla e extremamente gratificante.

Confira aqui no Blog FCMSCSP o complemento desta entrevista, em que a ex-aluna relata os desafios na carreira e o relacionamento que mantém com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 73, em 9/9/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Ex-aluna do curso de Fonoaudiologia relata o porquê da escolha da área

Liliane Laviano

Liliane Laviano

Liliane Laviano ingressou no curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP, trancou a Faculdade por um ano e foi em busca do sonho de residir fora do país. Trabalhou como voluntária, cuidando de jovens e adultos com necessidades especiais, e retornou para o Brasil com a certeza de que a sua escolha pela Fonoaudiologia estava certa. Formada desde 2009, a Ex-Santa fez Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana, também na FCMSCSP, e conta ao Conectar sua trajetória acadêmica e profissional.

Conectar: Por que optou cursar Fonoaudiologia?
Liliane: Ao terminar o ensino médio, a única certeza que tinha era a de que queria uma profissão por meio da qual eu pudesse ajudar pessoas. Fiquei em dúvida entre os cursos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia. Marquei algumas conversas com profissionais das áreas mencionadas e cheguei à conclusão que seria fonoaudióloga. Mas a grande certeza de que estava no caminho certo só veio mesmo após o contato com pessoas especiais em minha vivência no exterior.

Conectar: Quais critérios lhe ajudaram a escolher a FCMSCSP?
Liliane: A qualidade do corpo docente composto por professores doutores que contribuem ativamente para o desenvolvimento da Fonoaudiologia. E o universo Santa Casa que me possibilitaria estar dentro de um hospital escola e vivenciar todas as possibilidades de atuação da Fonoaudiologia.

Conectar: Pode nos contar um pouco da sua experiência como aluna da FCMSCSP? Como era a sua rotina?
Liliane: Minha rotina como aluna era bastante corrida, pois junto com os estudos eu também dava aulas de inglês, organizava festas infantis e fazia baby-sitting. Mas apesar da correria, conseguia participar dos eventos organizados pela Faculdade e fiz uma Iniciação Científica, pois acredito que ambos complementam a formação e nos aproximam de profissionais conceituados.

Conectar: De que maneira o curso de graduação em Fonoaudiologia contribuiu para o seu crescimento profissional?
Liliane: Além de toda a excelência de conteúdo, o curso me ensinou a enxergar cada paciente como um ser único em suas dificuldades e habilidades, o que é um diferencial que reflete diariamente na minha prática profissional. Reconheço também que o curso me proporcionou clareza e objetividade para a atuação clínica, além do fato de que a base que recebi me permitiu obter recursos e conteúdos para trabalhar com a promoção de saúde da comunicação por meio de programas de formação de professores. Participei de cursos de curta duração principalmente na área de linguagem, trabalhei em projetos de pesquisa juntamente com a Prof.ª Dra Noemi Takiuchi e me dediquei à implantação e estruturação do Serviço de Fonoaudiologia das Obras Sociais do Mosteiro São Geraldo de São Paulo onde atuo com muita alegria e orgulho desde 2010, além de atender em consultório particular.

Conectar: Existem desafios que você enfrenta ou enfrentou na carreira que lhe permitem aplicar, na prática, o que aprendeu na Faculdade?
Liliane: Como em todas as profissões, conquistar espaço no mercado de trabalho é sempre um desafio para os recém-formados, leva tempo e necessita de atenção e manutenção constantes. Aplico os conteúdos aprendidos tanto na Graduação quanto no Mestrado, e procuro sempre me manter atualizada e em contato com os professores para poder atender a demanda específica de cada paciente, de pais e de professores.

Conectar: O que recomendaria para os que desejam cursar Fonoaudiologia?
Liliane: Busque conhecer todas as áreas de atuação da Fonoaudiologia; compartilhe conhecimentos e experiências com os professores; participe de eventos científicos; participe de eventos sociais; faça uma Iniciação Científica e aproveite muito todos os momentos que os quatro anos de faculdade podem oferecer.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 69, em 14/7/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

“Desde o primeiro dia na FCMSCSP me senti bem acolhida”

Joana Cecilia Baptista Ramalho Pinto

Joana Cecilia Baptista Ramalho Pinto

Joana Cecilia Baptista Ramalho Pinto é graduada em Fonoaudiologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e tem especialização em Linguagem pela FCMSCSP. A ex-aluna, que também é formada em Letras, com especialização em Fala e Linguagem pela Universidade de São Paulo (USP) e mestra em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), vem se dedicando, há um ano, ao doutorado em Special Education na University of British Columbia (UBC), em Vancouver, Canadá. Atualmente é assistente de pesquisa no Children’s Hospital na cidade canadense e desenvolve estudos com crianças que têm dificuldade de leitura. Entre uma atividade e outra, Joana reservou um pouco de seu tempo para relembrar conosco sua trajetória de carreira nesta entrevista ao Conectar. Confira!

Conectar: Por que a opção por Fonoaudiologia?
Joana: Escolhi Fonoaudiologia porque sempre quis trabalhar na área da saúde e ajudar pessoas. Além disso, comunicação, fala e linguagem sempre me interessaram. Quando descobri que a carreira lidava com a comunicação, desenvolvimento e distúrbios, fiquei muito interessada. E, desde o primeiro dia do curso, fui me apaixonando cada vez mais por isso.

Conectar: E como foi a decisão de estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo? Quais critérios lhe ajudaram na escolha?
Joana: Optei pela Faculdade Santa Casa de São Paulo porque sempre tive uma relação com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a começar pelo meu pediatra, que era da Santa Casa. Achava o ambiente e o prédio histórico do hospital muito bonito e me via lá, queria estudar lá. E a infraestrutura do curso de Graduação em Fonoaudiologia também sempre foi de grande excelência, do ambiente ao corpo docente, pelo qual tenho muito carinho. Desde o primeiro dia, me senti muito bem acolhida pela turma.
 
Conectar: Poderia nos descrever, brevemente, a sua vivência como aluna da FCMSCSP e o ritmo do seu dia a dia nesta Instituição?
Joana: Minha experiência como aluna na Faculdade Santa Casa de São Paulo é uma das melhores lembranças que tenho. Recordo dos primeiros anos estudando bastante, principalmente para Morfologia e Fisiologia. Depois, a partir do 3º ano, começaram alguns estágios, como ir à escola, ao posto de saúde e à creche. Lembro de trabalhar com o minigrupo na creche, o que foi muito interessante para mim, pois foi minha primeira experiência com crianças pequenas. Também iniciei o estágio que foi muito importante para mim, que foi o eletivo de Distúrbios de Leitura e Escrita. No 4º ano tínhamos os estágios e foi um período bastante intenso – e talvez o mais marcante –, pois foi quando comecei a me sentir fonoaudióloga. O meu grupo hospitalar era o da síndrome de Down; passávamos as manhãs das terças-feiras no ambulatório de síndrome de Down  e, nos demais dias, eu ficava na clínica de Fonoaudiologia. Havia ainda as palestras e as jornadas de Fonoaudiologia, sempre essenciais para atualização profissional.

Conectar: Quais as suas dicas para quem pretende cursar Fonoaudiologia?
Joana: Acredito ser importante gostar de lidar com pessoas e de comunicação, independentemente da forma – escrita, falada, língua de sinais, audição –, ou como a fala é executada, englobando processos mentais e também motricidade oral. É um curso fascinante e a profissão é muito gratificante. Então, para quem deseja cursar Fonoaudiologia, a minha dica é o que fiz quando estava decidindo o meu curso: conversar com profissionais da área, conhecer os diversos campos em que a Fonoaudiologia atua e ir visitar as faculdades que ofereçam o curso.

Conectar: O que você considera estar muito presente hoje na prática de sua carreira e que tenha aprendido na Faculdade?
Joana: Uma das disciplinas que tive na FCMSCSP e que está mais presente na minha vida profissional é o curso de Ética. Foi fundamental aprender sobre ética no trabalho, encaminhamentos e conduta profissional, entre outras abordagens.

Conectar: Podemos dizer que, mesmo a distância, tivemos o privilégio de seu retorno à Faculdade por meio desta entrevista. Deseja acrescentar algo aos leitores?
Joana: Gostaria de agradecer o convite para a entrevista; é sempre muito bom retornar à nossa casa, especialmente à querida Santa Casa. Ela é uma escola muito especial, não apenas por oferecer uma infraestrutura de ponta, mas por ter o ambiente acolhedor composto pelo corpo docente e funcionários que a faz ser um lugar bem especial. É impossível falar dela sem se ter um sorriso no rosto. Tive professores especiais e queridos que contribuíram bastante para a minha formação profissional e, por isso, sou muito grata a eles. Em especial, aos professores do curso de Fonoaudiologia que são muito queridos, pois sempre nos ensinam muito, são atualizados e também vibram com os alunos nas suas conquistas, o que faz da Fonoaudiologia Santa Casa ter um perfil de equipe, de família.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 67, em 16/6/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Brasil sedia o II Fórum Mundial de Dislexia

Com o objetivo de discutir e trocar experiências sobre políticas públicas relacionadas à dislexia, o Brasil receberá o II Fórum Mundial de Dislexia. A expectativa é que aproximadamente 400 especialistas da área participem do encontro, que acontecerá de 17 a 20 de agosto, em Belo Horizonte (MG).

“As palestras irDra. Ana Luizaão abordar, de maneira geral, os principais avanços para o entendimento do distúrbio nas suas bases neurofisiológicas, seus impactos na aprendizagem, e o progresso das pesquisas realizadas na área da genética. Sobretudo, o encontro discutirá ainda as causas e o tratamento da dislexia”, explica a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e membro da comissão organizadora do evento.

Outro aspecto importante do fórum será a discussão de como se encontra atualmente o processo de estruturação de políticas públicas para auxiliar os educadores, dentro das instituições de ensino, a identificar a dislexia e apoiar os alunos que possuem este distúrbio. “Na Inglaterra e nos Estados Unidos, por exemplo, as crianças diagnosticadas com distúrbios de aprendizagem passam a integrar um programa especial de acompanhamento escolar desde o início da alfabetização. Os professores adaptam o que for preciso para atender as necessidades desses alunos. Além disso, também são realizados tratamentos, como a terapia fonoaudiológica”, declara a professora.

No Brasil, nesse sentido, foi criado o Projeto de Lei 7081/2010 com a finalidade de instituir, no âmbito da educação básica, a obrigatoriedade da manutenção de programa de diagnóstico e tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e da dislexia. Essa iniciativa foi aprovada no Senado. Agora, encontra-se em análise para aprovação na Câmara dos Deputados.

Durante o evento, a Dra. Ana Luiza coordenará o debate “Como a ciência e a tecnologia estão impulsionando o ensino inovador”, que apresentará palestras das especialistas Marialuisa Martelli, professora titular em La Sapienza, em Roma, na Itália, e Teija Kujala, professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Helsinki, na Finlândia. A sessão ocorrerá no dia 20 de agosto, a partir das 8h30.

A programação do encontro conta com a presença do Dr. Johannes Ziegler, diretor do Laboratório de Psicologia Cognitiva da Aix-Marseille Université, da França, entre outros especialistas.

Serviço:
II Fórum Mundial de Dislexia
Data: 17 a 20 de agosto de 2014
Local: Universidade Federal de Minas Gerais – Centro de Atividades Didáticas 1
Endereço: Av. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha – Belo Horizonte (MG)
Mais informações: http://dislexiabrasil.com.br/wdforum2014/

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 46, em 29/7/2014. Assine nossa newsletter:
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Dislexia e impactos para o indivíduo

Dra. Ana Luiza NavasIdentificada inicialmente como uma dificuldade de aprendizado, a dislexia persiste ao longo da vida escolar e profissional do indivíduo. De acordo com a Dra. Ana Luiza Navas, professora adjunta e diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, “o que diferencia o quadro de dislexia de uma dificuldade inerente ao desenvolvimento típico de leitura é a persistência do problema mesmo quando a criança recebe uma estimulação adicional”.

Para conhecer mais a respeito deste assunto, confira o artigo da Dra. Ana Luiza, que também é presidente do Conselho Administrativo da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (2012-2013), publicado no Caderno Técnico & Científico da Revista Nacional de Reabilitação – Reação, edição 92 (mai/jun.2013 – volume 82). Clique aqui.