Perda auditiva entre adolescentes tem consequências ainda mais graves

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Prof.ª Dra. Kátia de Almeida, vice-diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP

Os efeitos da exposição a elevados níveis de pressão sonora são bem conhecidos. Uma das principais consequências é a perda auditiva induzida por ruído e o trauma acústico – perda de audição decorrente de uma única exposição a um som muito intenso, direto e súbito, como armas de fogo, fogos de artifício, que podem destruir a membrana timpânica e lesionar as células ciliadas da cóclea.

A perda de audição pode acontecer em qualquer idade, desde os mais jovens aos muito idosos. Além disso, pode ter sua causa em doenças, genética, traumatismos encefálicos, complicações no parto e pelo contato com determinados medicamentos. Nos adolescentes, porém, a causa mais comum é a exposição excessiva a níveis de pressão sonora elevados, o que pode ser evitável, portanto, passível de ser prevenido.

Nos jovens, a perda auditiva tem um impacto negativo ainda maior na qualidade de vida, independentemente da idade, podendo levar à solidão, ao isolamento e à frustração. Entretanto, para os jovens e adolescentes em particular, além desses malefícios, a perda auditiva também afetará os processos acadêmicos, como escolhas vocacionais e, até, a autoconfiança e socialização.

De acordo com a Dra. Kátia de Almeida, vice-diretora do curso de graduação em Fonoaudiologia e coordenadora do Mestrado Profissional em Saúde na Comunicação Humana da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a perda da audição tem aumentado principalmente pela superexposição a ruídos, sendo que, uma vez constatada, se torna irreversível. “Há uma grande preocupação em relação à perda de audição induzida, ou seja, causada por fatores externos. Isso acontece principalmente com jovens que utilizam aparelhos sonoros em volumes extremamente altos. Essa perda é permanente e não há como regredi-la”, afirma.

A especialista explica que a única maneira de prevenir a perda da audição é não se expor a ruídos e altas pressões sonoras, ficando o mínimo de tempo possível em lugares com muito barulho. “Para identificar uma situação de risco auditivo, basta a pessoa se atentar ao fato de que, se estiver em um ambiente com muito barulho, ela vai precisar gritar para ser ouvida. Após ficar em ambientes barulhentos, ela pode apresentar zumbido e sensação de ouvido tampado. Caso essa exposição seja reincidente, a perda pode ser permanente. A audição que teremos na terceira idade irá depender do quanto cuidamos dela na juventude”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 116, em 1º/8/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.  

Professora da FCMSCSP desenvolve Pós-doutorado nos EUA

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Dra. Alessandra Spada Durante, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP

Desde maio deste ano, a fim de cursar seu pós-doutorado, a Dra. Alessandra Spada Durante, professora adjunta do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, está na Northwestern University School of Communication, em Evanston, Illinois (EUA).

Com o projeto “Emissões Otoacústicas: produto de distorção estrutura fina”, orientado pelo Professor Sumitrajit Dhar, a professora busca entender se a audição está madura ao nascimento e quando começa a mostrar prejuízos decorrentes do avanço da idade, já que essas ainda são perguntas sem respostas em seres humanos.

“Hoje, os avanços tecnológicos permitem uma maior precisão no estudo das alterações na fisiologia coclear, especialmente em altas frequências, o que teria um maior impacto no sinal dos primeiros efeitos da idade. Existem poucos trabalhos com a população infantil. Pretendo contribuir para a caracterização do comportamento da estrutura fina de Emissões Otoacústicas: produto de distorção em um grupo de indivíduos com audição normal, com idades entre 0 e 10 anos, com e sem fatores de risco auditivo”, conta.

O projeto, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), será concluído em setembro deste ano. “Minha expectativa é implementar no Brasil um laboratório que possa colaborar com esta linha de pesquisa e que os resultados possam ajudar a entender a função coclear de acordo com a idade”, finaliza a Prof.ª Dra. Alessandra Durante.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 112, em 6/6/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.  

Dia Mundial da Voz traz oficinas e apresentação do Coral na FCMSCSP

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Prof.ª Dra. Marta Andrada e Prof.ª Dra. Marina Padovani

Em comemoração ao Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, o curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo preparou uma série de ações especiais para marcar a data.

Para abrir as atividades, na terça-feira, dia 11/4, o início da tarde marcou a apresentação especial do Coral da FCMSCSP. Quem coordenou a atividade foram as professoras Dra. Ione Guibu, do Departamento de Saúde Coletiva, e a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP. A regência ficou sob responsabilidade de Caio Oliveira.

No dia 13/4, quinta-feira, das 12h às 13h, será realizada a oficina “Descubra como ser amigo da sua voz”. A iniciativa, que é voltada para professores e funcionários da FCMSCSP, tem como objetivo apresentar aspectos gerais de como a voz é produzida e de como ela se desenvolve ao longo da vida, abordar aspectos da postura corporal, da respiração, da articulação, entre outros que se relacionam com a qualidade da voz, discutir questões relacionadas à saúde vocal e, por fim, falar do papel da voz na comunicação e da importância da competência comunicativa nas relações interpessoais no trabalho e na vida social. “Essas atividades visam alertar para a identificação e reconhecimento de alterações vocais precocemente, assim como a importância da voz na comunicação e os cuidados com saúde vocal. Sabe-se que um bom uso da voz poderá trazer benefícios em relação à competência comunicativa. Ser amigo da sua voz é ser amigo da sua saúde”, afirma a Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia.

Para encerrar as ações em prol do Dia Mundial da Voz, será realizada também no dia 13/4, das 13h30 às 14h30, com os alunos dos cursos de Graduação em Medicina e Fonoaudiologia da FCMSCSP, a atividade prática em escuta de vozes adaptadas e desviadas. A ideia é treinar a identificação dos desvios vocais mais comuns.

“As oficinas terão o objetivo de instrumentalizar funcionários e professores quanto ao conhecimento de uma produção vocal saudável, bem como hábitos e práticas que auxiliem nesse sentido. Para os alunos, queremos despertar a atenção para a identificação de alterações vocais em suas práticas profissionais, no futuro, incluindo a percepção da voz como elemento da saúde geral”, finaliza a Dra. Marina Padovani, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 108, em 11/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é marcado por ações especiais na FCMSCSP

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Prof.ª Dra. Noemi Takiuchi e Prof.ª Dra. Rosane Lowenthal

Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que atinge entre 1 e 2% da população e é essencial que profissionais da saúde e da educação, assim como toda a comunidade, estejam capacitados para a assistência das pessoas com autismo e para a construção de uma sociedade realmente inclusiva. Para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, comemorado em 2/4, foram realizadas diversas ações especiais na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

No dia 3 de abril, professores, alunos e colaboradores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram da campanha “Vista Azul pelo Autismo”. No mesmo dia, o curso de Graduação em Fonoaudiologia e o Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP iniciaram o 1º Simpósio Santa Casa de Autismo. O evento, que teve continuidade no dia 4, ofereceu informações diferenciadas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo, com atividades coordenadas por docentes da FCMSCSP, com ampla experiência e conhecimento na área.

“É essencial que todos compreendam que garantir o acesso à saúde e à educação, com intervenções eficientes, baseadas em evidências, e promover as ações e adaptações necessárias para que as pessoas com TEA se desenvolvam, possibilitará a participação social plena e em igualdade com os demais cidadãos”, afirma a Dra. Noemi Takiuchi, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP e uma das organizadoras do evento. “Novas edições ocorrerão com o intuito de trazer as pesquisas mais recentes na área e os trabalhos realizados na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e na Unidade de Referência em Autismo”, acrescenta a Dra. Rosane Lowenthal, do Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP e organizadora do evento.

Enfermagem também marca presença nas iniciativas

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Prof.ª Juliana Elena Ruiz e Prof.ª Rosemeire Vieira

Quem também participou das ações em prol dessa importante data foi o curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP. No sábado, 8/4, foi realizado o Fórum de Discussão de Enfermagem sobre o Transtorno do Espectro do Autismo, que promoveu a difusão de conhecimentos por meio da troca de experiências e informações com profissionais atuantes na área saúde e educação, com temas pertinentes ao cotidiano da pessoa com TEA.

Segundo Juliana Elena Ruiz, professora do curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP, ainda existem muitas dúvidas e erros de conceitos sobre o TEA e como forma de esclarecer sobre o assunto, foi criado o fórum. “Dessa forma, independentemente da abordagem que seja escolhida para se falar sobre o TEA fica evidente que um diálogo entre diferentes campos do saber é necessário”, afirma.

“A integração do conhecimento entre profissionais permite que as pessoas com TEA possam ter um desenvolvimento melhor e que a adaptação delas à sociedade seja feita de modo amplo, não apenas tratando, mas levando em conta toda a sua realidade contextual”, finaliza Rosemeire Vieira, professora do curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 108, em 11/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Fonoaudiologia da FCMSCSP completa 15 anos

15-anos-fonoaudiologia-faculdade-santa-casaO curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo iniciou sua primeira turma em 2002, sob a direção da Prof.ª Dra. Katia de Almeida, com o objetivo de formar profissionais capazes de atuar na prevenção, avaliação e diagnóstico, habilitação e reabilitação dos indivíduos portadores de distúrbios da comunicação humana. Nestes 15 anos de existência, o curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP já formou 226 fonoaudiólogos, dos quais cerca de 90% se mantêm atuantes no mercado de trabalho, com boa inserção em diferentes áreas da especialidade.

Segundo a Prof.ª Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP desde 2008, um dos pontos fortes do curso está no corpo docente, composto por profissionais com experiência e destaque nacional nos diversos campos de atuação na Fonoaudiologia. “Dentre os docentes do curso, existem editores de periódicos científicos da área, participantes em conselhos editoriais de periódicos, diretorias e conselhos de sociedades científicas, bancas, comissões de avaliação e premiação de mérito científico”, afirma.

“O nosso curso foi o primeiro do Brasil a contratar uma professora surda para ministrar a disciplina de Libras que passou a ser uma exigência para diversos cursos de graduação. Desde 2006, a Prof.ª Sylvia Lia integra o quadro de docentes da FCMSCSP, agora ministrando também aulas para a Enfermagem e a Medicina”, acrescenta a Prof.ª Katia de Almeida, vice-diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP.

Os projetos de extensão também têm sido uma característica marcante do curso ao longo desses 15 anos. A participação dos alunos nas ações de extensão se intensifica a cada ano, com o desenvolvimento de atividades por meio de parcerias e ações conjuntas com instituições governamentais e organizações do terceiro setor. “Nos últimos anos, pudemos contar com a colaboração dos alunos em ações como o Encontro de Atenção à síndrome de Down, Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, Feira da Saúde, Dia Mundial da Voz, Virada Educação, Caminhada do Silêncio pelo Dia Nacional do Surdo, Saúde em Libras para o Surdo (SALIS) e Programa Expedições Científicas e Assistenciais (PECA). Esse envolvimento em ações de extensão promove a formação de profissionais fortemente engajados nas causas sociais relacionadas à saúde da comunicação humana”, conta a Dra. Ana Luiza Navas.

Além do envolvimento do ensino da graduação, os docentes do curso ministram aulas em programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, como é o caso do Programa de Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana da FCMSCSP, que tem como objetivo principal preparar fonoaudiólogos e outros profissionais da saúde ou da educação, interessados nos processos e distúrbios da comunicação humana, para a utilização da investigação científica como recurso para o aprimoramento do trabalho. “A implantação do programa justificou-se pela tradição e características assistenciais da instituição, além da ampla inserção no Sistema Único de Saúde com ambientes favoráveis para formação, capacitação e pesquisa na área. O desenvolvimento de pesquisas pode ser constatado pela alta taxa de auxílios à pesquisa com recursos financeiros de agências de fomento (Fapesp, CNPq), bolsas de iniciação cientifica e participação de nossos docentes e alunos em eventos científicos nacionais e internacionais da área e correlatos”, conta a Prof.ª Dra. Katia de Almeida, que também é coordenadora do Mestrado Profissional.

Em comemoração aos 15 anos do curso, foi criada uma agenda com ações especiais, além de um selo comemorativo, que representa a consolidação da fase inicial de construção do curso e celebra a maturidade da formação de ensino, pesquisa e extensão de qualidade e responsabilidade social. “Fica evidente a intrínseca relação do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP com a assistência promovida nos diversos setores e departamentos da ISCMSP. Para comemorar a data, preparamos eventos especiais e esperamos contar com a presença de parceiros e colaboradores, e, sobretudo, de nossos ex-alunos, com quem sempre mantemos contato”, finaliza a Dra. Ana Luiza Navas.

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Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 107, em 28/3/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

1º Simpósio Santa Casa de Autismo

simposio-santa-casa-autismo-faculdade-santa-casaNos dias 3 e 4 de abril, segunda e terça-feira, das 17h às 20h30, o curso de Graduação em Fonoaudiologia e o Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizam o 1º Simpósio Santa Casa de Autismo, no Auditório Dr. Christiano Altenfelder (Novo Prédio da FCMSCSP). As inscrições podem ser realizadas até o dia 2/4, domingo.

Voltado para profissionais de saúde, estudantes, educadores e familiares, o evento tem como objetivo oferecer informações diferenciadas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), com atividades coordenadas por docentes da FCMSCSP, com ampla experiência e conhecimento na área.

O Transtorno do Espectro do Autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento que atinge entre 1 e 2% da população e é essencial que profissionais da saúde e da educação, assim como toda a comunidade, estejam capacitados para a assistência das pessoas com autismo e para a construção de uma sociedade realmente inclusiva.

Conheça a programação e inscreva-se no 1º Simpósio Santa Casa de Autismo

Serviço:
1º Simpósio Santa Casa de Autismo
Data: 3 e 4 de abril, segunda e terça-feira
Horário: das 17h às 20h30
Local: Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112 – Auditório Dr. Christiano Altenfelder (Novo Prédio da FCMSCSP).

Fonoaudiologia FCMSCSP: inscrições abertas para vagas remanescentes

graduacao-fonoaudiologia-faculdade-santa-casaEstão abertas até o dia 6/2 as inscrições para o Vestibular 2017 – 1º semestre (Vagas Remanescentes) do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O candidato também pode participar deste processo seletivo por meio da apresentação do boletim do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A taxa de inscrição é de 20 reais.

Sobre o curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP

Com duração de quatro anos, o programa de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo é ofertado no período matutino, sendo um dos mais respeitados cursos do país, com renomados docentes, em sua maioria mestres e doutores. “O curso da FCMSCSP conta com ferramentas importantes para as atividades de um fonoaudiólogo. Proporcionamos uma formação prática que se destaca pela diversidade de cenários de ensino, como as diferentes unidades do complexo hospitalar da Santa Casa de São Paulo, centros de saúde, equipamentos educacionais conveniados, como creches e escolas, além da clínica-escola de Fonoaudiologia, inaugurada em 2005”, destaca a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP.

Para quem pensa em seguir carreira nesta área, o mercado de trabalho da Fonoaudiologia, explica a diretora, é bastante amplo porque as áreas são muito diversas. “Temos grande contingente trabalhando na área da saúde, no serviço público ou em clínicas particulares, mas existe o fonoaudiólogo que trabalha  no ambiente corporativo ou  no setor educacional, dando consultoria tanto em escolas públicas quanto nas particulares”, esclarece a Dra. Ana Luiza.

Saiba mais sobre o curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade Santa Casa de São Paulo e participe deste processo seletivo.

Profissionais que trabalham com a voz devem ter acompanhamento de fonoaudiólogos

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José Henrique de Moura Quirino, aluno do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP e a rapper MC Soffia

Cuidar da voz deve ser uma preocupação de todos, principalmente quando esse recurso é o principal instrumento de trabalho de uma pessoa. Segundo José Henrique de Moura Quirino, aluno do 4º ano do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que estagia no Ambulatório, o trabalho realizado no local é personalizado de acordo com a necessidade de cada profissional: “O Ambulatório de Artes Vocais tem foco principal em cantores e atores que ganham a vida com essas atividades artísticas. Aqui, nós fazemos uma aplicação do que eles vão levar para a vida prática”, explica.

Uma das pacientes acompanhadas pelo aluno no Ambulatório é a MC Soffia. A rapper, que tem apenas 12 anos, se apresentou na abertura da Olimpíada Rio 2016 ao lado da cantora Karol Conka e foi destaque nas redes sociais: “Com a Soffia, trabalhamos na voz falada, já que ela é uma rapper. Além disso, trabalhamos muito com a dicção, a articulação e toda a parte de resistência de ar e aerodinâmica para que ela consiga cantar e dançar o tempo todo nos palcos”, conta o aluno de Fonoaudiologia da FCMSCSP.

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Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP

De acordo com a Prof.ª Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP e coordenadora do Ambulatório de Artes Vocais ao lado do Prof. Dr. André Duprat, professor adjunto da FCMSCSP e otorrinolaringologista, o objetivo principal do Ambulatório é agilizar o atendimento pelo SUS para os profissionais da voz que não possuem convênio. “Os pacientes nos mandam um e-mail explicando o problema e por lá, nós avaliamos a necessidade desse atendimento”, conta.

Se você é cantor ou ator profissional e está com algum problema de voz, marque uma avaliação gratuita no Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo. Basta mandar uma mensagem para ambulatoriodeartesvocais@gmail.com descrevendo o motivo do seu contato. Confira também neste link mais dicas sobre saúde vocal com a Prof.ª Dra. Marta e um vídeo sobre o trabalho desenvolvido no Ambulatório de Artes Vocais da Santa Casa de São Paulo, em comemoração ao Dia Mundial da Voz.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 95, em 23/8/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Envelhecimento na síndrome de Down: inclusão e desafios

O dia 21 de marçProf.ª Sandra Pireso marca, anualmente, o Dia Internacional da síndrome de Down. O objetivo da data é, principalmente, mostrar a importância da luta das pessoas com síndrome de Down e também a dos pais, amigos e parentes, para que tenham direitos iguais e que sejam inclusos na sociedade.

De acordo a Dra. Sandra Cristina Fonseca Pires, professora instrutora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, inclusão social vai além de questões como inserção escolar. “É entender como trabalhar e atingir uma funcionalidade do indivíduo, do ponto de vista fonoaudiológico, promover a comunicação e proporcionar qualidade de interação e relacionamentos, o que é essencial para o desenvolvimento saudável das pessoas”, afirma.

Se a inclusão social para uma pessoa jovem com síndrome de Down já pode ser um desafio, essa situação se torna ainda mais difícil quando se atinge o envelhecimento. Isso porque, segundo a Dra. Sandra, há uma carência de oportunidades nessas fases da vida. “Sejam oportunidades consideradas de inclusão regular ou atividades que agrupem pessoas com SD, o que também se faz necessário uma vez que a identificação de grupo é também importante”, complementa.

Ainda no que diz respeito à inclusão social, principalmente no envelhecimento, a professora ressalta ainda que incluir é permitir que a pessoa esteja ativa e se relacione, o que contribui na motivação e condição para um melhor desenvolvimento e envelhecimento do indivíduo. “Incluir é respeitar, não é igualar ninguém a nenhum padrão, mas respeitar as diferenças e olhar o potencial de cada um”, pontua.

Para marcar a data, o curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza nos dias 17 e 18 de março, quinta e sexta-feira, o “3º Encontro de Atenção à síndrome de Down”. O evento, que é aberto ao público, acontecerá das 17h às 20h, no Auditório Dr. Christiano Altenfelder (Novo Prédio), na rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112, Vila Buarque – São Paulo (SP).

Sobre as expectativas para o encontro, Dra. Sandra comenta que será possível incentivar ideias novas, além de evidenciar o Circolando, projeto voltado para a estimulação e o trabalho da pessoa com SD. “Esperamos ter um olhar mais amplo de cada participante no tratamento da pessoa com SD, além de propiciar aprendizados específicos”, finaliza.

As inscrições devem ser feitas pelo site do encontro – https://goo.gl/Sm0kgo – e o investimento é de 20 reais para interessados que tenham vínculo com a Faculdade Santa Casa de São Paulo ou com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e 25 reais para o público em geral.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 83, em 8/3/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Fonoaudiologia FCMSCSP: optar pela instituição certa faz toda a diferença

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Andrea Caruso Leone

Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em 2005, Andrea Caruso Leone é especializada em Audiologia Clínica pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e atualmente faz extensão no departamento de Otorrinolaringologia, “centrinho”, da Santa Casa na área de implante coclear. No comando de sua própria clínica, a Fono Alpha, a egressa conta ao Boletim Conectar como se apaixonou pela área de Fonoaudiologia e descreve os motivos que a levaram optar pela FCMSCSP. Confira!

Conectar – Por que optou por Fonoaudiologia? 
Andrea – Sou comunicativa e ao mesmo tempo sempre quis trabalhar na área da saúde. A ideia de poder oferecer melhor qualidade de vida às pessoas sempre me encantou. Vi no curso de Fonoaudiologia a oportunidade de unir uma característica forte da minha personalidade, a comunicação, com a vontade de ajudar as pessoas com alguma dificuldade.

Conectar – E quando decidiu que faria o curso na FCMSCSP? Quais critérios lhe ajudaram na escolha?
Andrea – Sou nascida e criada no interior e queria fazer o melhor curso de Fonoaudiologia. Para isso pesquisei onde teriam os melhores e vim para São Paulo prestar vestibulares. Passei em outras instituições renomadas, mas quando fui chamada na Faculdade Santa Casa de São Paulo e me deparei com um hospital que ajuda milhões de pessoas, não tive dúvidas que ali poderia realizar meu sonho. A arquitetura daquela construção, sua imponência e, ao mesmo tempo, sua simplicidade me passaram uma energia que me fez ter a certeza de que ali era meu lugar. Mesmo sendo o primeiro ano do curso, não tive dúvidas que toda aquela estrutura faria da Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo um dos melhores cursos do mercado.

Conectar – Pode nos contar um pouco da sua experiência como aluna da FCMSCSP?
Viver de perto a rotina de um grande hospital supervisionada pelos melhores professores nos fez aprender muito. Não somente sobre a fonoaudiologia, mas a lidar com a dura realidade da saúde brasileira. O horário de aula compacto, das 7h às 13h, tem uma carga suficiente para oferecer conteúdo de qualidade e excelência, e ao mesmo tempo por ter a tarde livre, permite que os alunos invistam em grupos de estudos, estágios, dá a possibilidade de dedicarmo-nos às pesquisas e até mesmo para quem precisasse complementar a renda, poderia trabalhar.

Conectar – De que maneira o curso contribuiu para o seu crescimento profissional?
Andrea- Aprender com os melhores professores da área fez toda a diferença. Ali não aprendemos apenas sobre Fonoaudiologia; aprendemos a ser humanos. Não trabalhamos com a doença e sim com o indivíduo como ser único, que precisa de nós, profissionais, por inteiro. Ter, durante o aprendizado, um hospital desse porte e uma clínica à nossa disposição nos deu oportunidade de viver experiências até então vistas apenas em livros.

Conectar – Existem desafios na carreira que enfrenta e consegue aplicar na prática o que foi aprendido na Faculdade?
Andrea – Acredito que o grande desafio de todos, hoje em dia, é o ser humano. As cobranças e a correria do dia a dia, a agenda lotada, a insana luta em conciliar o trabalho com a família, por vezes nos faz escorregar na profissão. E quando essa rotina quer se instalar na nossa clínica, me lembro do que aprendi na e com a Santa Casa e, logo, relembro a equipe. A convivência com a realidade brasileira que é atendida na Instituição, nos faz lembrar que um simples sorriso ao receber o paciente faz a grande diferença. Cada um tem seu tempo e sua necessidade, olhar o paciente como um todo e dar sua devida atenção e importância, como se aquele fosse seu único, primeiro e último paciente é o diferencial no sucesso do tratamento.

Conectar – Hoje, qual a sua relação com a Faculdade?
Andrea – Vejo a Faculdade como uma grande “mãe”, que me acolheu, cuidou e orientou, tornando-me uma pessoa mais forte e preparada para enfrentar novos desafios.  Na época em que cursava a Faculdade Santa Casa de São Paulo, tive um problema muito sério de saúde e não tive dúvidas em fazer meu tratamento no próprio hospital Santa Casa. Precisei, por duas vezes, ficar internada por um longo período onde os professores e amigos me deram um apoio inexplicável, que fez toda a diferença no meu tratamento e cura. Hoje, ao lembrar daquela fase, me emociono,  pois ali conheci o melhor de cada um, vi a competência dos profissionais envolvidos. Fiz amigos que levo e levarei por toda a vida. Sou imensamente grata por poder viver a Santa Casa.

Conectar – Quais dicas dá para quem deseja cursar Fonoaudiologia?

Andrea- É uma área apaixonante. Invista nos estudos e escolha a instituição certa, pois isso faz toda a diferença. Mas a principal dica para qualquer um que estiver em busca de uma carreira, é escolher algo que te dê prazer. Trabalhar com amor traz, além da recompensa pessoal, o sucesso profissional e o retorno financeiro desejado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 75, em 6/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.