Clínica de Gastroenterologia é a segunda área que mais se aproxima da especialidade Cirúrgica

Dra. Andrea VieiraSegundo a Dra. Andrea Vieira, professora instrutora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e chefe da Clínica de Gastroenterologia do Departamento de Medicina, a especialidade é dedicada ao estudo do sistema digestivo e engloba os seguintes órgãos: esôfago, estômago, fígado, vias biliares, pâncreas, intestino delgado, intestino grosso, cólon e reto.

“Muitas pessoas acreditam que a área abrange somente o estômago, porém envolve muitas doenças e inúmeras especialidades. Depois da Oncologia, é a disciplina que mais se aproxima da Cirurgia. Nós trabalhamos diretamente com os cirurgiões”, afirma.

A importância da área é materializada na prevalência de doenças como gastrite, refluxo, hepatite, cirrose e inflamações intestinais, pancreatite; entre outras. “A gastrite é muito comum pelo uso frequente de fármacos que agridem o trato digestório, como anti-inflamatórios não hormonais, pela prevalência da bactéria Helicobacter Pylori, pelo consumo de alimentos considerados agressores e pelo stress, explica a professora.

Durante a graduação em Medicina, a Gastroenterologia é apresentada no quarto ano. As aulas teóricas contemplam vários temas como conceito, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento relativos às diversas afecções gastroenterológicas.

“Na parte prática, nós realizamos discussões de casos clínicos. Os alunos vão até a enfermaria, identificam algum caso, fazem a história clínica completa, exame físico e levam para debate na sala de aula”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 25, em 4/9/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Ingestão contínua de álcool pode afetar o fígado, o pâncreas e o cérebro

Dra. Carmen Lucia Penteado LancellottiDe acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos 1 milhão de pessoas no Estado de São Paulo sofre com o alcoolismo. No mundo, estima-se que entre 10% e 15% da população seja dependente do álcool. A Dra. Carmen Lucia Penteado Lancellotti, professora titular de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, alerta que, além dos pacientes diagnosticados como alcoólatras, a ingestão regular de bebidas alcoólicas ao longo da vida, mesmo que somente em ocasiões sociais, pode causar lesões no fígado, pâncreas e até no cérebro.

“Quando o indivíduo consome uma quantidade muito grande de álcool, ocorre uma alteração no fígado chamada esteatose, com depósito de gordura nas células hepáticas. Esse processo promove uma sobrecarga muito grande no órgão e a reincidência desse hábito ocasiona uma fibrose que pode levar ao quadro de cirrose hepática”, explica a especialista.

A professora afirma que o pâncreas também é alvo dos efeitos causados pelo álcool, em função da possibilidade da pessoa desenvolver pancreatite aguda ou crônica. “Somado a isso, com o passar do tempo, o indivíduo que ingere continuamente álcool também pode apresentar um quadro de demência, afetando o sistema cognitivo, que envolve raciocínio e memória”.

Para a Dra. Carmen, as consequências do alto consumo de álcool variam de uma pessoa para a outra. “É importante nos atentarmos, ainda, ao fato do consumo precoce de bebidas por adolescentes. Os efeitos nos jovens são mais graves com possibilidades de se tornarem adultos alcoólatras, com danos cerebrais permanentes”, alerta.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 15, em 16/4/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.