Professora da FCMSCSP inaugura espaço dedicado às pessoas com Síndrome de Down

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Dra. Carla Franchi Pinto, médica geneticista e professora do Departamento de Ciências Patológicas da FCMSCSP

Logo após o mês em que comemora-se a luta da pessoa com deficiência, será inaugurado em São Paulo o Espaço Elo21. Com o objetivo de reacender o debate sobre a qualidade de vida das pessoas com Síndrome de Down e guiá-las para outras diretrizes, a Dra. Carla Franchi Pinto, médica geneticista e professora do Departamento de Ciências Patológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, junto com mais três profissionais da saúde inauguram um ambiente dedicado aos nascidos com Síndrome de Down e suas famílias.

“A essência do Elo21 é única, pois visa estimular em cada pessoa, independente de ter Síndrome de Down ou não, empatia e alteridade. O intuito é oferecer recursos para que cada um expresse o melhor de si – desde seus genes, até seus sentimentos, pensamentos e ações. Além disso, queremos estimular o respeito, a humanidade, o inconformismo e a inclusão”, destaca a médica e sócia-fundadora do espaço, Dra. Carla Pinto.

O espaço pode ser usado pelas pessoas com Síndrome de Down, familiares, professores e profissionais da saúde em geral, mas não exclui aqueles com alguma dificuldade física ou intelectual. O local contará com 16 profissionais, em uma equipe formada por médicos, nutrigeneticista, psicólogas, dentistas, fonoaudióloga, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, pedagogas, neurocientista e educadores físicos.

“Teremos alguns pacotes com preços acessíveis para promover a inclusão. Infelizmente não conseguimos atender todos de maneira gratuita, pois nossa estrutura é grande e exigirá manutenção. Já as famílias não pagantes serão selecionadas a partir do Ambulatório Multidisciplinar de Orientação à síndrome de Down da Santa Casa, em São Paulo, (AMOr.SDSC).”, complementa a médica.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 119, em 6/10/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

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“A Faculdade Santa Casa de São Paulo abriu meus horizontes”

Dr. Dino MartiniO Dr. Dino Martini Filho é chefe do departamento de Anatomia Patológica da Santa Casa de São Paulo e diretor do departamento de Ciências Patológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, na qual se formou em Medicina, em 1971. O Ex-Santa conta ao Conectar a importância que o curso teve nas etapas de evolução de sua carreira, além de deixar uma mensagem aos atuais alunos da Instituição.

Conectar – Como o senhor descreve a época em que cursava a graduação na Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Dino – A graduação na Faculdade foi um dos momentos mais importantes e felizes da minha vida. Eu tive a sorte de conhecer professores que marcaram minha trajetória. Essa Instituição sempre me proporcionou um ambiente muito agradável e construtivo, abrindo meus horizontes. Aqui, eu adquiri uma nova identidade, sou o “Dino da Santa Casa”, algo maravilhoso.

Conectar – O curso tomava muito tempo de sua rotina?
Dr. Dino – Sim, o curso requer muita dedicação. No tempo em que era residente, em tempo integral, tinha hora para entrar, mas não tinha para sair.

Conectar – O senhor sempre sonhou em ser médico?
Dr. Dino – Desde os meus cinco anos de idade! Eu sempre me senti atraído pela área biológica, porém gostava muito do universo da mecânica. Desde os sete anos, eu tenho uma oficina em casa, em que construí muitas máquinas. Quando era adolescente fiquei um pouco em dúvida se queria ser engenheiro, mas a Medicina sempre falou mais alto.

Conectar – Quais desafios o senhor enfrenta hoje na área em que atua?
Dr. Dino – Atualmente, o maior desafio da anatomia patológica é o conhecimento do ponto de vista molecular, pois a Medicina quer entender essa questão e suas alterações.

Conectar – A Faculdade está completando 50 anos em 2013. Qual mensagem o senhor gostaria de deixar aos alunos da Instituição?
Dr. Dino – Quero dizer que a Faculdade tem que ser uma diversão, e sempre falo isso em aula. A graduação, com toda sua carga de trabalho e desgaste físico que promove, tem que proporcionar a felicidade. Se isso não existir, desista!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 18, em 28/5/2013. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.