Disciplina do curso de Enfermagem prioriza a relação entre o enfermeiro e o paciente

O enfermeiro é indispensável em inúmeros campos e não se limita aos cuidados técnicos com os pacientes, mas também na promoção do relacionamento, sobretudo com pacientes no setor da saúde mental. De acordo com Zélia Nunes Hupsel, professora assistente do curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a ação de cuidar do paciente é um processo interacional dinâmico, em que cada um dos envolvidos se relaciona de determinada forma e atribui um significado às relações que estabelece. Assim, o enfermeiro deve entender e compartilhar essa experiência que envolve inúmeros fatores de interação nos níveis biológico, psicológico e sociológico.

“Em nossas atividades assistenciais é importante fomentar a saúde mental, o que significa qualidade de vida. É preciso entendê-la como um conceito aberto, no sentido de que os significados e práticas mostram grande variação, pois não é possível determinar um padrão unificado de normalidade no espectro da saúde mental, que significa buscar viver a vida na sua plenitude, respeitando códigos de ética, a legislação da sociedade e os direitos do outro”, afirma.

Como forma de capacitar os futuros enfermeiros para estabelecerem o relacionamento efetivo, fundamental na assistência dos pacientes, no segundo semestre do curso de graduação em Enfermagem da Faculdade Santa Casa de São Paulo, é oferecida a disciplina Ações Interpessoais Básicas em Saúde Mental.

“Trabalhamos temas como cidadania e construção de laços sociais sadios com o objetivo de estimular e capacitar o aluno a comunicar-se de forma efetiva com seus pacientes, estabelecer a relação de ajuda e refletir sobre os aspectos que podem facilitar ou dificultar os relacionamentos interpessoais”, explica.

Somado a isso, segundo a professora, o programa apresenta conteúdo sobre conceitos básicos de saúde mental, adaptação, relação de ajuda, dignidade humana, igualdade de direitos, reconhecimento e a valorização das diferenças e das diversidades. Além de temas como características biopsicossociais e culturais dos diferentes sujeitos e seus contextos, relação entre o meio natural, socioeconômico e o cultural, relacionamento interpessoal terapêutico, assertividade, comunicação terapêutica, medidas terapêuticas de enfermagem, situações de crise, relacionamento interpessoal em situações específicas e fundamentos de dinâmica grupal.

“É uma disciplina muito abrangente, utilizamos como método de ensino aulas expositivas, seminários, estudos dirigidos, exposição de filmes e discussão das vivências”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 30, em 13/11/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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