Especialista alerta: a cada 60 segundos uma pessoa tem um membro amputado por causa do diabetes

De acordo com o Dr. João Eduardo Nunes Salles, professor da disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, atualmente, o Brasil conta com 13,5 milhões de diabéticos dos quais 50% não sabem que possuem a doença. “No mundo, a cada 60 segundos uma pessoa tem um membro do corpo amputado por conta do problema. Para realizar o tratamento correto, devem ser ampliadas a conscientização e a procura pelo exame diagnóstico”, afirma.

O professor explica que os primeiros sintomas da doença são: perda de peso, aumento da frequência urinária e do apetite, cansaço muscular, turvação visual e infecção de urina e/ou ginecológicas. “Quando a glicose fica elevada há o comprometimento dos vasos sanguíneos da retina, o que leva a menor irrigação do local e, consequentemente, afeta a visão. Hoje, o diabetes é a maior causa de cegueira do mundo”, declara.

Segundo o Dr. Salles, o número de crianças diabéticas, principalmente do tipo 1, também aumentou. “Nesses casos, os portadores desse tipo de diabetes precisam de injeções diárias de insulina, pois sua produção pelo organismo é insuficiente”, explica.

Já o tipo mais comum é o 2 que ocorre geralmente em pessoas obesas. Nessa situação, há a presença de insulina, porém sua ação é dificultada pelo excesso de peso. “O grupo de risco inclui indivíduos com mais de 40 anos, com circunferência abdominal maior que 102 centímetros para homens e 88 para mulheres, triglicérides elevado, colesterol bom baixo e hipertensão arterial”, enfatiza.

Para o especialista, a gravidade do diabetes está relacionada ao seu controle. “Não existe diabetes mais ou menos grave, existe a controlada e a descontrolada. É importante ressaltar que com o tratamento correto, a pessoa pode levar uma vida normal”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 30, em 13/11/2013. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Se não tratado, glaucoma pode levar à cegueira irreversível

Dr. José Ricardo ReggiDados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 1 a 2% da população acima de 40 anos é portadora de algum tipo de glaucoma, o que representa a segunda causa de cegueira no mundo. De acordo com o Dr. José Ricardo Reggi, professor instrutor de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o paciente com glaucoma raramente apresenta sintomas. Isso acontece pelo fato da doença acometer inicialmente a parte periférica da visão. Nas fases mais adiantadas, quando a região central fica comprometida, o paciente começa a sentir a diminuição visual. “O glaucoma pode levar à cegueira permanente. Nos países desenvolvidos, é a principal causa de perda total da visão nos indivíduos acima de 50 anos”, diz.

Dr. Reggi explica que a única maneira de prevenir a doença é realizar a consulta anual com um oftalmologista. Por meio do exame de fundo de olho, o profissional avaliará o nervo óptico e medirá a pressão intraocular. Esse procedimento diagnosticará se a pessoa apresenta a doença. “Estudo realizado com os colaboradores da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) revelou que 2% dos funcionários acima de 35 anos têm glaucoma”, aponta.

Pessoas com histórico familiar, principalmente irmãos, têm mais chances de desenvolver a doença. Segundo o especialista, o tratamento é realizado com medicamentos para diminuir a pressão intraocular. “É importante que as pessoas com mais de 40 anos façam uma consulta regular com seu oftalmologista. Ele é o único profissional capacitado para diagnosticar a doença no começo”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 18, em 28/5/2013. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.