Pós-graduação em Neurociência Aplicada à Educação

Pós_graduação_Faculdade_Santa_Casa_de_SPA Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo lança o curso de pós-graduação em Neurociência Aplicada à Educação. O programa de especialização (lato sensu) é voltado a pedagogos, psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, filósofos, professores de diferentes campos do conhecimento e a outros profissionais da educação, como diretores, coordenadores e orientadores educacionais. A coordenação é da Dra. Carla Tieppo, professora da FCMSCSP, que possui larga experiência em cursos livres de Neurociência ministrados para o mercado e  diversas publicações nacionais e internacionais na área de Neuropsicofarmacologia e Neurociência. É também orientadora de projetos de pesquisa, em especial, na área de métodos comportamentais de investigação básica.

O objetivo do programa oferecido pela FCMSCSP é aprofundar o entendimento sobre os mecanismos neurais relacionados ao aprendizado, memória, atenção, autorregulação (comportamentos de risco) e funções executivas (tomada de decisão, planejamento e raciocínio lógico, entre outros), a fim de melhorar e instrumentalizar a prática dos profissionais que atuam no contexto educacional. Destacam-se, ainda, entre os objetivos específicos deste curso de pós-graduação:

    • Compreender a importância da neurociência na educação contemporânea;
    • Fornecer bases teóricas e práticas sobre o conhecimento da anatomia e funcionamento do sistema nervoso;
    • Compreender as funções cognitivas no processo de aprendizagem;
    • Fornecer subsídios teóricos e práticos para lidar com dificuldades de aprendizagem;
    • Discutir a relação entre tratamentos farmacológicos e distúrbios de aprendizagem;
    • Instrumentalizar a prática pedagógica com subsídios neurocientíficos.

Duração e periodicidade

O curso tem a duração de 21 meses, sendo que os últimos três estão reservados para elaboração e entrega da monografia. Este programa de pós-graduação em Neurociência Aplicada à Educação será realizado a cada duas semanas, às sextas-feiras, das 18 às 22h, e aos sábados, das 8h às 12h e das 13h às 17h00. Carga horária total: 440 horas, entre teoria, prática e monografia.

Registre seu interesse

Em breve, serão informados a data de abertura para inscrições, a grade das disciplinas e o valor do investimento. Para manifestar seu interesse neste programa, preencha o formulário a seguir:

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Especialista esclarece o processo da neurociência e as relações do consumo

Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Como compramos, por que o fazemos, por que escolhemos determinadas marcas ou produtos, ou ainda, os motivos que nos levam a gastar mais em diferentes fases da vida são questionamentos estudados pela neurociência do consumo. Cada vez mais compreendida, estuda as formas como o cérebro lida com efeitos das ações cotidianas das compras e vendas.

O papel das emoções nas tomadas de decisões é muito investigado na neurociência. Muitas empresas têm explorado informações retiradas a partir das emoções humanas para incentivar o consumo. Essas informações não são obtidas a partir dos relatos, mas das reações e comportamentos que expressamos, o que pode nos tornar ainda mais suscetíveis ao mercado.

Diariamente, o cérebro trabalha com duas questões relacionadas ao ato de comprar: o medo de errar e o desejo por novidades. Segundo a Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em neurociência do consumo, no processo de consumo homens e mulheres têm aversão ao erro, por isso, a todo o momento buscam justificar suas escolhas.

“Quando se escolhe um objeto mais caro, por exemplo, a pessoa procura se convencer de que fez a opção correta com respostas que julga suficiente. Maior durabilidade, maior qualidade ou quantidade pelo preço proposto, geralmente, são as mais apresentadas”, afirma a especialista. “Ao mesmo tempo, nota-se uma busca intensa por novidades em tecnologias, aparelhos, entre outros. Então, a forma que o mercado tem de aproveitar este cenário é na variedade de opções de uma mesma marca. O consumidor confia em determinado fabricante, tem um histórico com ele, assim, vai aceitar o que for lançado. Em sua concepção, é uma escolha de adquirir um produto com poucos riscos de prejuízo”, acrescenta a Dra. Carla.

Subconsciente e consumo

O processo inconsciente no ato de consumir é mais um fator relevante nessa relação humana com o mercado. Muitas vezes, o indivíduo que precisa comprar determinado produto, já tem a opção pela marca que irá levar, ainda que não saiba disso. Isso também é reflexo de uma aproximação antiga e fidelização com o fabricante. O cérebro, portanto, já tem a informação do que levar e é o que influencia no ato de consumo.

Segundo pesquisa do Ibope – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística – para 2014, as famílias paulistanas devem consumir 6% a mais até o fim do ano. O que significa um faturamento aproximado de R$ 470 bilhões em 2014. Essa expectativa está diretamente ligada ao aumento no interesse por novos produtos e gastos com as opções mais caras.

Principal pilar do capitalismo, a relação humana com o consumo se deve a dois aspectos principais de processos: o fato de a compra ser a materialização do poder e o ato de estar relacionada à recompensa e ao prazer.

“O indivíduo compra porque tem necessidade de demonstrar alguma forma de poder. Portanto, ele acredita que pode se impor ao adquirir um carro caro, uma bolsa, um sapato. Outro aspecto é o prazer que sente ao consumir. As mulheres, por exemplo, consomem mais em épocas de tensão pré-menstrual, isso porque, devido à atividade hormonal, ficam mais fragilizadas e procuram por esse tipo de recompensa”.

Fases da vida

A relação com o consumo também apresenta níveis diferentes em cada fase da vida. Crianças e adolescentes são mais propensos a comprar por impulso. Segundo a Dra. Carla, isso se deve ao fato de que uma parte do cérebro, o córtex pré-frontal, só termina de se desenvolver, em geral, no final da adolescência. E é essa a parte responsável por auxiliar na ponderação de situações. Adultos e idosos, por sua vez, tendem a ser menos compulsivos, mas são mais propensos a consumirem em alterações de humor.

“Essa região do cérebro retém impulsos e promove um maior peso nas decisões pautadas em argumentos mais racionais. Mas isso não significa que o indivíduo adulto, já com essa área bastante desenvolvida, não tenha oscilações no funcionamento dessa região. Alterações emocionais, afetivas e hormonais podem fazer com que a pessoa consuma da mesma forma que uma criança”, esclarece a professora.

Para evitar os gastos desnecessários, a dica da especialista é pensar duas vezes antes de consumir. “Eu de fato preciso deste produto? Temos que refletir se é apenas um desejo compulsivo ou se a compra será efetuada porque de fato é necessária”, finaliza a Dra. Carla Tieppo.

Outras atualizações

Conheça a fanpage da Dra. Carla Tieppo: clique aqui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 52, em 21/10/2014. Assine nossa newsletter:
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Psicopatas estão mais presentes em nossas vidas do que imaginamos

De acordo com estudos de Robert Hare, psicólogo e professor canadense da Universidade de Columbia, cerca de 1% da população mundial possui perfil psicopata, o que não significa que, dentro desse percentual, existam criminosos e assassinos em série. Na verdade, segundo reportagem do site Economia/Carreiras (Portal iG), há diferentes graus de psicopatia, que variam desde o mais brando e difícil de ser detectado, até o mais alto e perigoso.

Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade Santa Casa de São PauloNas organizações, há também chefes com perfis agressivos, manipuladores, dissimulados e cruéis. Os psicopatas estão mais presentes em nossas vidas do que imaginamos, segundo a reportagem que conta com a entrevista da Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Conheça mais detalhes clicando aqui.

Desperte e melhore a concentração nas atividades diárias

Dra. Carla TieppoCafé no trabalho pode melhorar a concentração e a produtividade. “A cafeína é um estimulante e a gente não pode exagerar”, explica a Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em colaboração para o Portal Exame.com  / Sua Carreira.

Confira mais detalhes neste vídeo.

Saiba o que é a Neurociência

Dra. CarlaTieppo

A Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, participou em 4/2 do programa Espaço Online, na Jovem Pan.

Na oportunidade,  falou sobre Neurociência, estudo responsável pelo nosso sistema nervoso, como se desenvolve, como funciona e como é diferente entre indivíduos e espécies.

 
Confira a íntegra da entrevista nos vídeos disponíveis no link da emissora. Clique aqui para assistir.