Importância da Prevenção ao Câncer de Cólon

Dr. Fang Chia Bin, professor da disciplina de Cirurgia da FCMSCSP

No último domingo, dia 4/2, foi celebrado o Dia Mundial do Câncer, data criada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), em 2005, para conscientizar a população mundial sobre a doença e incentivar as pessoas a falarem mais sobre o assunto no dia a dia.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019. Ainda de acordo com estimativas, o câncer de cólon deverá registrar 36.360 novos casos em 2018.

O Dr. Fang Chia Bin, professor da disciplina de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, afirma que o câncer de cólon e reto constitui uma das quatro causas mais frequentes de morte em nosso meio e sua ocorrência vem aumentando. “Quando ele é diagnosticado precocemente há grande chance de cura, entretanto, nos casos avançados, geralmente decorrentes de diagnósticos tardios, a chance de sobrevida após o tratamento diminui bastante.”

Dr. Fang também ressalta que o diagnóstico precoce depende de exames de rastreio que pode ser um simples exame de fezes, pesquisa de sangue oculto, juntamente com exame de retossigmoidoscopia, o qual pode ser realizado anualmente. Além deles, é possível realizar a colonoscopia com intervalo de 10 anos, desde que em população com baixo risco. Em uma população de alto risco esse intervalo deve ser reduzido de acordo com seu grau de risco. “A colonoscopia como exame de rastreio ainda permite retirada dos pólipos adenomatosos, que são precursores de câncer colo retal. A remoção desses adenomas previne a formação de câncer. Em contrapartida, a colonoscopia tem um custo mais alto e apresentam um pequeno risco de complicações”, lembra o professor.

Quais os principais sintomas e como é realizado o tratamento?

Segundo o Dr. Fang, os sintomas de câncer colo retal são geralmente tardios, por isso, não devemos esperar que os sintomas apareçam. Os sintomas, quando presentes, são:

– Sangramento
– Alteração do ritmo intestinal, como constipação, diarreia ou a sua alternância
– Dor abdominal
– Anemia

Após receber o diagnóstico de câncer de cólon, o principal tratamento é a cirurgia, com a extirpação do tumor complementado com a radioterapia e/ou quimioterapia. Em casos de diagnóstico precoce, não há necessidade de realizar quimioterapia ou radioterapia.

Já em caso de diagnóstico tardio de câncer de cólon e reto, podem haver complicações, como: hemorragia intensa, obstrução intestinal ou perfuração do órgão, além da disseminação da doença. Dr. Fang ainda faz um alerta: “Portanto, exames de rastreio são importantes para diagnosticar precocemente o câncer de colo retal. Todo indivíduo acima de 50 anos deve realizar exames de rastreio. Para aqueles que possuem risco maior para desenvolvê-lo, como casos na família, alguma doença inflamatória intestinal ou polipose intestinal, é recomendável reduzir o Intervalo entre os exames.”

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 123, em 9/2/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

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Fosfoetanolamina: STF determina suspensão de fornecimento

Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Wagner Montor, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, foi um dos entrevistados em reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, publicada em 5/4, sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em suspender a distribuição de pílulas de fosfoetanolamina pela Universidade de São Paulo.

A medida foi tomada depois de um pedido da USP contra a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que havia permitido o fornecimento da pílula a pacientes com câncer.

Confira mais informações desta matéria com o docente da FCMSCSP no site do Estadão.

Conscientização sobre a saúde do homem

Novmebro AzulNo próximo dia 17/11, segunda-feira, professores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo irão proferir palestras no encontro “Novembro Azul – Conscientização da saúde do homem”.
A iniciativa é da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e do Hospital Santa Isabel.

Programação:

    • 10h: abertura
    • 10h20: “Câncer de próstata: driblando o preconceito”, com o Dr. Marjo D. Cardenuto Perez, professor adjunto de Cirurgia da FCMSCSP
    • 11h: “Tabagismo e Câncer”, com a Dra. Marineide de Carvalho, professora assistente de Clínica Médica da FCMSCSP

Local: Auditório do Hospital Santa Isabel, na Rua Jaguaribe, 144, Vila Buarque, São Paulo (SP)

Câncer do colo do útero: prevenção e tratamento

Dra. Luisa Lina Villa, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV

Dra. Luisa Lina Villa, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV

Desde março de 2014, o Ministério da Saúde incluiu a vacina contra o HPV (papilomavirus humano) no calendário oficial de imunização. A vacina protege de vários tipos de câncer do colo do útero e é aplicada em 3 doses.

Como o assunto tem gerado polêmica, o programa “Edição Saúde” (Mega TV) produziu uma série de reportagens para esclarecer dúvidas a respeito, com a participação de especialistas, entre as quais a Dra. Luisa Lina Villa, coordenadora do Instituto do HPV. Confira, no link a seguir, mais informações sobre o câncer do colo do útero – prevenção e tratamento.

Clique aqui.

Curso de Utilização de Testes Moleculares em Oncologia

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo iniciará no próximo mês o curso “Utilização de Testes Moleculares em Oncologia”. O programa é dirigido a alunos de graduação e pós-graduação nas diferentes áreas de saúde. Entre os temas abordados, estão:

  • HPV e Câncer;
  • Câncer do colo do útero;
  • Marcadores genéticos no câncer familial;
  • Testes moleculares infecciosos em banco de sangue;
  • Testes moleculares para HPV;
  • Outros marcadores – Perspectivas futuras.

O curso contemplará aula prática de genotipagem para HPV.

Conheça os professores:

Dra. Luisa Lina Villa, coordenadora do Instituto do HPV, e uma das professoras do curso

Dra. Luisa Lina Villa, coordenadora do Instituto do HPV e uma das professoras do curso

  • Dra. Luisa Lina Villa e Dra. Lara Termini – Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP)
  • Dra. Laura Sichero – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
  • Dr. José Eduardo Levi – Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP)
  • Maria Antonieta Avilla Andreoli – especialista em Técnicas FCMSCSP

Utilização de Testes Moleculares em Oncologia” será ministrado no Instituto de Pesquisa da Santa Casa / INCT-HPV, na rua Marquês de Itu, 381, na Vila Buarque, em São Paulo (SP), nos dias 16, 18, 23 e 25 de setembro (terças e quintas-feiras) e 2 de outubro de 2014 (quinta-feira), das 17h às 20h00. O investimento é de 30 reais e as inscrições já estão abertas no site www.fcmsantacasasp.edu.br.


Programação sujeita a alterações, sem prévio aviso.

Contato com animais pode ser benéfico no tratamento de diversas doenças

A relação com os animais pode ir muito além da afetividade e do carinho. O simples contato com os bichos pode melhorar a vida de pessoas com doenças como depressão, paralisia cerebral, câncer, autismo, Alzheimer, síndrome do pânico e Parkinson.

Cães, gatos, aves e cavalos podem ser aliados nos trabalhos de psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas e médicos. A iniciativa, quando realizada regularmente, é chamada de TAA (Terapia Assistida por Animal). Quando é esporádica recebe o nome de AAA (Atividade Assistida por Animais).

Dr. Rogério Pecchini, chefe do departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São PauloDe acordo com o Dr. Rogério Pecchini, professor de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e diretor do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo, os animais são eficazes para aumentar a autoestima e a sociabilidade de indivíduos com distúrbios de comportamento, por exemplo, visto que trabalha o contato pessoal e a afetividade.

“Comprovações científicas mostram que a terapia com bichos pode ser positiva em alguns tipos de doenças. A melhora do paciente com a presença deles está relacionada a uma série de fatores como: alteração de ambiente, desenvolvimento do carinho e mudança nas relações interpessoais”, explica.

Dr. Pecchini afirma que a reabilitação não se restringe apenas ao contato com os cachorros. “Por exemplo, a equoterapia, em que são utilizados cavalos, melhora a parte motora e a sociabilidade de crianças com Síndrome de Down”, declara.

Para o professor, crianças que estão passando por algum tipo de doença e têm contato com cachorros, apresentam resultados no humor e no bem-estar. “Isso também ajuda a aumentar a recepção ao tratamento, algo que pode ser visto claramente. Quando os animais chegam ao ambiente em que os pacientes estão, há uma alegria enorme por parte dos pequenos que estão hospitalizados”, diz.

Somado a isso, o Dr. Pecchini explica que o animal tem um importante papel na vida da garotada: “Aquelas que são criadas com animais apresentam maior relação afetiva com as outras pessoas. Já as crianças um pouco mais velhas podem criar também um senso de responsabilidade. Não há nada comprovado sobre isso, mas observamos muitos casos”, finaliza. O professor indica cachorros de raças dóceis e ressalta a importância da higienização, alimentação e imunização do animal.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 43, em 18/6/2014. Assine nossa newsletter:
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Maconha para fins medicinais: tratamento ou dependência?

Maconha para fins medicinais: tratamento ou dependência?Países como Holanda, Espanha, Uruguai e algumas regiões dos Estados Unidos permitem a produção, o cultivo, o consumo e a venda da maconha para fins medicinais. Os médicos a recomendam para tratar e aliviar os sintomas de diversos distúrbios e doenças, como câncer, esclerose múltipla, náusea decorrente da quimioterapia, glaucoma, epilepsia, insônia, enxaqueca, artrite, dores crônicas e falta de apetite, por exemplo.

De acordo a Dra. Lilian Ratto, professora assistente do departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, praticamente todas as substâncias psicoativas têm potencial para tratar algumas doenças e uma delas é o THC (tetra-hidrocarbinol), principal componente ativo da maconha.

“Há inúmeras indicações possíveis, uma vez que os alucinógenos alteram nossos sentidos. Dessa forma, a maconha poderia ser usada por pessoas que possuem qualquer doença que leva à desnutrição, pois ela aguça a fome, por exemplo. Também é recomendada contra náuseas e vômitos, indicação possível feita a indivíduos que estão realizando quimioterapia, visto que podem ficar desnutridos e ainda apresentar intenso mal-estar. Assim, a maconha diminuiria a náusea, melhoraria o paladar e aumentaria o relaxamento e o bem-estar em geral do paciente”, afirma.

A Dra. Lilian explica que as preparações para o uso da erva variam, porém a forma mais convencional é ingeri-la naturalmente, ou seja, fumando o produto. Existem estudos que defendem o isolamento do THC em comprimidos, o que reduziria os efeitos colaterais e outras complicações.

“A ingestão de qualquer fumaça pode diminuir a função adequada dos pulmões e causar doenças. Além disso, como qualquer outra droga, a maconha pode causar dependência, o que promove outros sérios danos como: falta de interesses, e, então, abandono de atividades que antes eram importantes para o indivíduo, síndrome amotivacional, que inclui desinteresse pelo trabalho, estudo, autocuidado e relações sociais, prejuízos cognitivos, como da atenção e da memória, e aumento das chances de desenvolver quadros clínicos psiquiátricos como crises de pânico e transtornos psicóticos graves”, declara.

A professora afirma que o controle nos países em que a maconha é legalizada deixa claro que a prescrição é feita para o uso pessoal da erva, mas que não existe, para boa parte das substâncias psicoativas de uso recreacional, uma quantidade já estudada e aceita como sendo segura ou não para o consumo.

“O THC modifica a atividade cerebral. Será que esse indivíduo tem condições, por exemplo, de operar uma máquina ou dirigir após consumir a maconha? E por que usar uma substância que apresenta potenciais efeitos colaterais tão importantes para tratar uma doença, que muitas vezes já tem outras medicações consideradas mais seguras disponíveis?”, questiona a professora.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 40, em 9/5/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.