Artigo: DIA MUNDIAL DA IMUNIZAÇÃO – 09/06

Artigo: DIA MUNDIAL DA IMUNIZAÇÃO – 09/06/2018

Profa Rosemeire dos Santos Vieira

A inoculação proposital de microrganismos em seres humanos (mecanismo de ação das vacinas) não é recente na história da humanidade. Existem relatos dessa prática por parte dos primeiros jesuítas no Brasil (Brasil, 2018).

As vacinas são eficazes para produzir imunidade contra inúmeras doenças, muitas das quais têm sido erradicadas e controladas.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações, criado em 1973, representa um instrumento para proteger a população brasileira contra doenças que podem ser evitadas com o uso de imunobiológicos. Atualmente, o Brasil tem o calendário vacinal gratuito mais completo entre os países em desenvolvimento, e é referência mundial na área de imunização (Brasil, 2033).

O Dia Mundial da Imunização, 09/06, tem a proposta de destacar a importância da prevenção de doenças infecciosas por meio da vacinação para todas as idades, sejam crianças, adolescentes, idosos ou adultos, mesmo gestantes.

Geralmente, os pais começam seguindo atentamente o preenchimento da carteirinha de vacinação a cada dose recebida pela criança, mas depois esse documento acaba esquecido ou até perdido, ainda que deveria ser preservada por toda vida.

É fundamental que a população saiba que as vacinas são seguras e podem prevenir doenças potencialmente mortais. As reações causadas pelas vacinas são raras e podem ser tratadas em sua maioria.

Rosemeire dos Santos Vieira é professora do Curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Referências

Brasil. Centro Cultural do Ministério da Saúde. A história das vacinas: uma técnica milenar. Disponível em: http://www.ccms.saude.gov.br/revolta/pdf/m7.pdf. Acessado: 04/06/2018.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Programa Nacional de Imunizações (PNI): 40 anos / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 236 p.

OPAS/OMS. Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde. Dia Mundial de Vacinação. Disponível em: https://www.paho.org/bireme/index.php?option=com_content&view=article&id=237:semana-mundial-da-imunizacao-2014&Itemid=183&lang=pt

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Vacinação e ações simples podem evitar doenças de inverno e até a Influenza A (H1N1)

Dr. José Cassio de MoraisO verão está chegando ao fim e a mudança climática para o outono e inverno tende a ocasionar diversos problemas de saúde como asma, otite, bronquite, pneumonia, sinusite e resfriado. Contudo, a vacinação e a alteração dos hábitos cotidianos podem prevenir tais doenças e até aquelas mais sérias como a Influenza A (H1N1), é o que explica o Dr. José Cassio de Moraes, professor adjunto do departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

“No mês de abril, o Ministério da Saúde começa a distribuir a vacina contra a Influenza A e o vírus B, que causa a gripe. A composição se baseia na circulação dos vírus no Hemisfério Sul, identificados no ano anterior”, diz.

De acordo com o Dr. Moraes, a vacina é distribuída gratuitamente para crianças menores de 24 meses, idosos com mais de 60 anos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde, população privada de liberdade e pessoas com comorbidades (diabético, com doenças de coração, do pulmão, entre outras). O professor recomenda para os demais, que possam desembolsar o valor da vacina, que também se protejam.

“A gravidade com que o vírus acomete o indivíduo depende de características, como a idade. Em grupos de risco, a doença pode vir mais forte. O quadro da gripe H1N1 pode se agravar especialmente em crianças, pacientes crônicos e idosos, além de causar a morte, sobretudo, de quem tem outros problemas como diabetes, asma e angina”, afirma.

Além da vacina, algumas ações podem prevenir as doenças de inverno tais como: evitar aglomerações, ingerir bastante líquido, não compartilhar objetos pessoais, lavar bem as mãos e evitar levá-las ao rosto, manter uma alimentação saudável e cobrir a boca e o nariz com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar.

“É difícil evitar lugares com muita gente, principalmente quem utiliza o transporte público. No inverno, devido ao frio, as janelas costumam ficar fechadas. Dessa forma, o melhor é tentar deixar o ambiente ventilado. Já na alimentação, quanto melhor a dieta e mais saudável a pessoa for, mais fortalecida contra os vírus ela estará”, explica.

O professor ressalta que, caso o indivíduo sinta algum sintoma dessas doenças, o indicado é sempre procurar o serviço médico.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 36, em 11/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.