Perda auditiva entre adolescentes tem consequências ainda mais graves

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Prof.ª Dra. Kátia de Almeida, vice-diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP

Os efeitos da exposição a elevados níveis de pressão sonora são bem conhecidos. Uma das principais consequências é a perda auditiva induzida por ruído e o trauma acústico – perda de audição decorrente de uma única exposição a um som muito intenso, direto e súbito, como armas de fogo, fogos de artifício, que podem destruir a membrana timpânica e lesionar as células ciliadas da cóclea.

A perda de audição pode acontecer em qualquer idade, desde os mais jovens aos muito idosos. Além disso, pode ter sua causa em doenças, genética, traumatismos encefálicos, complicações no parto e pelo contato com determinados medicamentos. Nos adolescentes, porém, a causa mais comum é a exposição excessiva a níveis de pressão sonora elevados, o que pode ser evitável, portanto, passível de ser prevenido.

Nos jovens, a perda auditiva tem um impacto negativo ainda maior na qualidade de vida, independentemente da idade, podendo levar à solidão, ao isolamento e à frustração. Entretanto, para os jovens e adolescentes em particular, além desses malefícios, a perda auditiva também afetará os processos acadêmicos, como escolhas vocacionais e, até, a autoconfiança e socialização.

De acordo com a Dra. Kátia de Almeida, vice-diretora do curso de graduação em Fonoaudiologia e coordenadora do Mestrado Profissional em Saúde na Comunicação Humana da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a perda da audição tem aumentado principalmente pela superexposição a ruídos, sendo que, uma vez constatada, se torna irreversível. “Há uma grande preocupação em relação à perda de audição induzida, ou seja, causada por fatores externos. Isso acontece principalmente com jovens que utilizam aparelhos sonoros em volumes extremamente altos. Essa perda é permanente e não há como regredi-la”, afirma.

A especialista explica que a única maneira de prevenir a perda da audição é não se expor a ruídos e altas pressões sonoras, ficando o mínimo de tempo possível em lugares com muito barulho. “Para identificar uma situação de risco auditivo, basta a pessoa se atentar ao fato de que, se estiver em um ambiente com muito barulho, ela vai precisar gritar para ser ouvida. Após ficar em ambientes barulhentos, ela pode apresentar zumbido e sensação de ouvido tampado. Caso essa exposição seja reincidente, a perda pode ser permanente. A audição que teremos na terceira idade irá depender do quanto cuidamos dela na juventude”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 116, em 1º/8/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.  

Semana Mundial de Aleitamento Materno ressalta a importância de amamentar

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Dra. Clery B. Gallacci, professora de Pediatria e Neonatologia da FCMSCSP

A Semana Mundial de Aleitamento Materno é comemorada de 1º a 7 de agosto em mais de 150 países, desde 1992, como iniciativa da Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba – World Alliance for Breastfeeding Action), ONG constituída por uma rede mundial de indivíduos e organizações empenhadas na proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno como um direito de mães e crianças, independente de raça, credo ou nacionalidade. Em 2017, o tema será “Trabalhar juntos para o bem comum”.

A semana tem, entre os objetivos, salientar a importância do aleitamento materno, tanto para os bebês quanto para a saúde das mães. Dados mostram que crianças que são amamentadas por mais tempo têm melhor desenvolvimento intelectual – um aumento médio de 3 pontos no QI. Além disso, a cada ano que uma mãe amamenta, o risco de desenvolvimento de câncer de mama invasivo é reduzido em 6%. E o bebê também segue mais protegido de infecções, diarreias e alergias.

“A recomendação é amamentar durante os seis primeiros meses de vida da criança. Após esse período, há a necessidade da introdução de outras fontes de alimentos. No entanto, o aleitamento pode ser mantido durante os dois primeiros anos de vida”, explica a Dra. Clery B. Gallacci, professora de Pediatria e Neonatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Para garantir que a amamentação traga esses benefícios, as mães precisam ter alguns cuidados com a alimentação: “Amamentar ‘burla’ as reservas do organismo materno e, por isso, é essencial a ingestão de alimentos ricos em ferro e ômega 3 e 6, encontrados nos peixes de origem de águas frias”, esclarece a pediatra. A alimentação do bebê, por sua vez, deve incluir alimentos como frutas, verduras, legumes e proteínas, após o sexto mês de vida.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 116, em 1º/8/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.  

Fonoaudiologia da FCMSCSP completa 15 anos

15-anos-fonoaudiologia-faculdade-santa-casaO curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo iniciou sua primeira turma em 2002, sob a direção da Prof.ª Dra. Katia de Almeida, com o objetivo de formar profissionais capazes de atuar na prevenção, avaliação e diagnóstico, habilitação e reabilitação dos indivíduos portadores de distúrbios da comunicação humana. Nestes 15 anos de existência, o curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP já formou 226 fonoaudiólogos, dos quais cerca de 90% se mantêm atuantes no mercado de trabalho, com boa inserção em diferentes áreas da especialidade.

Segundo a Prof.ª Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP desde 2008, um dos pontos fortes do curso está no corpo docente, composto por profissionais com experiência e destaque nacional nos diversos campos de atuação na Fonoaudiologia. “Dentre os docentes do curso, existem editores de periódicos científicos da área, participantes em conselhos editoriais de periódicos, diretorias e conselhos de sociedades científicas, bancas, comissões de avaliação e premiação de mérito científico”, afirma.

“O nosso curso foi o primeiro do Brasil a contratar uma professora surda para ministrar a disciplina de Libras que passou a ser uma exigência para diversos cursos de graduação. Desde 2006, a Prof.ª Sylvia Lia integra o quadro de docentes da FCMSCSP, agora ministrando também aulas para a Enfermagem e a Medicina”, acrescenta a Prof.ª Katia de Almeida, vice-diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP.

Os projetos de extensão também têm sido uma característica marcante do curso ao longo desses 15 anos. A participação dos alunos nas ações de extensão se intensifica a cada ano, com o desenvolvimento de atividades por meio de parcerias e ações conjuntas com instituições governamentais e organizações do terceiro setor. “Nos últimos anos, pudemos contar com a colaboração dos alunos em ações como o Encontro de Atenção à síndrome de Down, Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, Feira da Saúde, Dia Mundial da Voz, Virada Educação, Caminhada do Silêncio pelo Dia Nacional do Surdo, Saúde em Libras para o Surdo (SALIS) e Programa Expedições Científicas e Assistenciais (PECA). Esse envolvimento em ações de extensão promove a formação de profissionais fortemente engajados nas causas sociais relacionadas à saúde da comunicação humana”, conta a Dra. Ana Luiza Navas.

Além do envolvimento do ensino da graduação, os docentes do curso ministram aulas em programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, como é o caso do Programa de Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana da FCMSCSP, que tem como objetivo principal preparar fonoaudiólogos e outros profissionais da saúde ou da educação, interessados nos processos e distúrbios da comunicação humana, para a utilização da investigação científica como recurso para o aprimoramento do trabalho. “A implantação do programa justificou-se pela tradição e características assistenciais da instituição, além da ampla inserção no Sistema Único de Saúde com ambientes favoráveis para formação, capacitação e pesquisa na área. O desenvolvimento de pesquisas pode ser constatado pela alta taxa de auxílios à pesquisa com recursos financeiros de agências de fomento (Fapesp, CNPq), bolsas de iniciação cientifica e participação de nossos docentes e alunos em eventos científicos nacionais e internacionais da área e correlatos”, conta a Prof.ª Dra. Katia de Almeida, que também é coordenadora do Mestrado Profissional.

Em comemoração aos 15 anos do curso, foi criada uma agenda com ações especiais, além de um selo comemorativo, que representa a consolidação da fase inicial de construção do curso e celebra a maturidade da formação de ensino, pesquisa e extensão de qualidade e responsabilidade social. “Fica evidente a intrínseca relação do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP com a assistência promovida nos diversos setores e departamentos da ISCMSP. Para comemorar a data, preparamos eventos especiais e esperamos contar com a presença de parceiros e colaboradores, e, sobretudo, de nossos ex-alunos, com quem sempre mantemos contato”, finaliza a Dra. Ana Luiza Navas.

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Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 107, em 28/3/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Como doar seu corpo para a Ciência

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Dra. Mirna Duarte Barros, chefe do Departamento de Morfologia da FCMSCSP

O ato da doação é considerado um gesto nobre. Há quem doe, por exemplo, roupas e alimentos para pessoas necessitadas ou brinquedos para crianças carentes. Mas você já considerou doar seu corpo para a Ciência? Não estamos nos referindo aqui a doações de órgãos, um gesto também reconhecidamente nobre e necessário para o bem de muitas pessoas que aguardam por um transplante. Doar o corpo é diferente. É manifestar, em vida, o seu desejo de contribuir para o avanço da ciência, de forma a beneficiar pesquisadores e alunos em seus estudos na área da saúde.

Embora a doação de corpos para pesquisa já ocorra no Brasil, com todos os procedimentos legais e necessários, a prática ainda é pouco expressiva quando comparada à de países como os Estados Unidos, onde quase todos os corpos usados para fins de estudos médicos em faculdades e universidades são provenientes da cultura de doação já estabelecida ao longo de décadas.

Os procedimentos para que a doação de corpo seja feita são mais simples do que se imagina, segundo a Dra. Mirna Duarte Barros, chefe do Departamento de Morfologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Aqueles que queiram manifestar sua vontade precisam elaborar um documento expressando o desejo de doar o seu corpo após a morte. “Com essa iniciativa, obtém-se o consentimento do doador para que seu corpo seja doado a uma instituição de ensino específica na área de saúde, indicada pela pessoa para fins de ensino e/ou pesquisa”, explica.

A doação, de acordo com a Dra. Mirna, pode ser feita por qualquer pessoa dentro das suas condições normais de saúde, que esteja apta a manifestar seu desejo e que tenha mais de 21 anos: “É necessário também assinar o documento e reconhecer firma”, acrescenta a Dra. Mirna. Além disso, recomenda-se que os familiares estejam cientes da decisão do doador. “Esses familiares precisam ter em mãos uma cópia desse documento. Após o falecimento, o velório pode ser realizado normalmente. O que muda é que ao invés de se dirigir para um cemitério ou crematório, o corpo vai para a instituição de ensino escolhida pelo doador”, conta a chefe do Departamento de Morfologia da FCMSCSP.

Apesar de ser um procedimento bastante simples, a professora esclarece que muitas vezes pela falta de conhecimento ou até por uma questão cultural, grande parte das universidades da área de saúde do Brasil ainda utiliza cadáveres sem identificação ou não reclamados para a realização de estudos, seguindo, claro, os procedimentos legais para esses casos.

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo possui um processo já estabelecido para que as doações de corpos sejam realizadas. “Existe uma legislação, que é seguida pela Instituição, e temos um protocolo. Ao recebermos a documentação necessária do doador, o processo é levado para um cartório, onde o juiz dá ciência que o corpo daquele indivíduo está depositado aqui na FCMSCSP e para um determinado fim: de ensino e/ou pesquisa. Assim, tudo fica muito bem documentado e a responsabilidade de uso e guarda passa a ser da Instituição que responde legalmente”, complementa a Dra. Mirna Barros.

Para formalizar a doação, é necessário baixar os dois modelos de Declaração de Doação de Corpo a seguir:

• Modelo 1
• Modelo 2

Em caso de dúvidas, entre em contato com André Augusto pelo e-mail andre.augusto@fcmsantacasasp.edu.br ou pelo telefone (11) 3367-7818.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 88, em 17/5/2016. Assine nossa newsletter: www.fcmsantacasasp.edu.br.

Medicina: chegou a hora de escolher a residência médica

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Dr. José Eduardo Lutaif Dolci

Nesta edição, o Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, diretor do Curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, esclarece algumas das principais dúvidas sobre a residência médica. Confira!

Conectar: Qual o papel do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)?
Dr. Dolci: Trata-se de uma prova obrigatória para todo egresso de Medicina do estado de São Paulo, temos hoje no estado mais de 50 escolas de Medicina. Então, todo o aluno formado em qualquer escola precisa prestar essa prova. Ao realizar essa avaliação, o futuro médico não é impedido de exercer a Medicina se ele não passar. Entretanto, ele é obrigado a fazer a prova, do contrário, ele não teria um registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). O objetivo dessa prova é avaliar as escolas que oferecem a Graduação em Medicina, como o aluno está sendo formado nas escolas. O Cremesp envia para as escolas o resultado das provas, notificando o desempenho dos alunos nas diversas áreas da Medicina, apresentando um panorama do ensino.

Conectar: E se o residente vier de outro estado ou for de outro estado precisa fazer o exame?
Dr. Dolci: Mesmo que seja de outro Estado, é necessário prestar a prova do Cremesp, para ter o registro no CRM. A avaliação acontece sempre no final de outubro. A pessoa que não faz a prova recebe um registro provisório, mas precisa justificar o porquê não a realizou e, no ano seguinte, precisa fazer.

Conectar: E se egresso de Medicina não tem o CRM ele pode fazer a residência?
Dr. Dolci: Todas as residências oficiais no estado de São Paulo estão exigindo o registro no CRM. Esta foi uma proposta implantada há 10 anos, não era obrigatória, mas tornou-se há três anos. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo sempre mandou um número muito grande de alunos para o exame e sempre foi muito bem nas provas.

Conectar: Como é a preparação para o exame de residência?
Dr. Dolci: Existem cursinhos preparatórios, porém a vivência e a experiência no internato são muito mais importantes. A prova é um teste e o aluno precisa saber a teoria e a prática, por isso toda prova de residência precisa ter teste teórico e prático para mensurar como foi o internato deste futuro médico. Na Faculdade Santa Casa de São Paulo insistimos para que os alunos aproveitem o 5º e 6º anos, os plantões voluntários e os plantões obrigatórios para atividades complementares, pois isso tem um peso e faz uma diferença muito grande.

Conectar: A maioria dos alunos chega no 6º ano sabendo em qual área seguirá?
Dr. Dolci: Isso sempre foi um dilema, muitas vezes, eles chegam ao 6º ano e não sabem o que fazer, e na medida em que vão passando nas especialidades eles vão se apaixonando.É hilário, por exemplo, passam na Dermatologia e decidem, na sequência passam na Oftalmologia e acham que é aquilo. Por isso, o eletivo ajuda, pois são  sete semanas dentro de uma especialidade ou área.

Conectar: Como funciona a residência?
Dr. Dolci: Cada hospital, principalmente os universitários, costuma ter todas  residências em todas as  especialidades. A residência é regulamentada Conselho Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação (MEC). Por exemplo, a residência em otorrinolaringologia inscrita no MEC tem que cumprir um programa, com um número de professores, carga horária, apresentando quais são os direitos e as obrigações dos residentes, o conteúdo teórico e pratico a ser cumprido (cirurgia, procedimentos, entre outras). Tem prova para passar de ano na residência. Na especialidade de otorrinolaringologia tem prova todo mês, além da nota de conceito mensal. No final do ano, o médico possui 24 notas e, para passar, a média dele tem de ser sete.

Conectar: O residente é remunerado?
Dr. Dolci: Ele recebe uma bolsa cujo recurso vem do MEC ou da Secretaria da Saúde do Estado, cerca de 60% dos residentes na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo recebem bolsas do MEC ou da Secretaria da Saúde e o restante é pago pela Santa Casa.

Conectar: E quem não passa como residente há outra escolha?
Dr. Dolci: Há o curso de especialização, que também é registrado e reconhecido pelo MEC. Para isso, ele presta outra prova. Passando, ele tem a mesma formação do residente, mas não recebe por isso.

Conectar: E para os que não desejam fazer residência?
Dr. Dolci: Não precisa fazer, mas a partir de 2018, com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), todos os médicos deverão fazer residência. Hoje, quem não faz pode exercer a medicina como clinico ou ainda pode seguir na medicina da família, que é muito necessária à população brasileira.

Conectar: E quanto à obrigatoriedade, como será? Com esse novo formato, quanto tempo levará a residência?
Dr. Dolci: A proposta da nova Diretriz Curricular para os Cursos de Medicina é a residência para 100% dos formandos em medicina a partir de 2018. Todo médico que se formar deverá ficar um ano em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Sobre o tempo de residência, depende da especialização, se optar, por otorrinolaringologia, por exemplo, ele segue um ano na UBS e mais três em residência na área de otorrinolaringologia. No caso de uma especialidade como cirurgia vascular, por exemplo, deverá fazer um ano na UBS, mais dois de cirurgia geral e só depois disto poderá fazer a área específica, que é a vascular, por mais dois ou três anos.

Conectar: O que a Faculdade faz para auxiliar o futuro médico?
Dr. Dolci: Na FCMSCSP, nós preparamos o aluno de Graduação de maneira global. Desde o primeiro ano, nos preocupamos com a humanização, o aluno é inserido em um hospital desde o primeiro dia de aula. Desde  o início ele tem aulas de propedêutica, de cuidados de enfermagem , de psicologia  e contato com os pacientes. Levamos  isso muito a   sério  procuramos não perder este referencial desde 1963, ano da abertura da nossa escola. É o nosso  diferencial. Tenho a convicção de que ao terminar o curso, o aluno passa do status de estudante para médico e de jovem para homem ou mulher maduros, pois procuramos dar uma série de exemplos para que ele se transforme em um bom médico e entenda o sentido da profissão que escolheu.

No próximo boletim:

Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em ‪‎Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, falará sobre as possibilidades para a carreira de um fonoaudiólogo. Acompanhe!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Egressa da 1ª turma do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP relata sua trajetória

Thays-Vaiano

Thays Vaiano

Ex-aluna da 1ª turma do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Thays Vaiano é mestra em Distúrbios da Comunicação Humana, especialista em Voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) e, hoje, atende intérpretes em mais de 16 escolas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A ex-Santa criou a Ativox Fonoaudiologia, empresa responsável por atendimentos clínicos, corporativos e artísticos para preparação vocal de elencos de teatro, TV e cinema na área de voz, saúde e comunicação, sendo que acaba de ser responsável por realizar a preparação vocal do elenco do filme sobre a vida do lutador José Aldo do MMA (UFC), interpretado por José Loreto, previsto para estrear em 2016 nas telonas. Confira um bate-papo com a egressa.

Conectar: Por que escolheu Fonoaudiologia?
Thays: A cada trabalho novo eu descubro novas razões que me levaram para a Fonoaudiologia, mas o grande motivo foi a voz. Sempre fui apaixonada por música e por cantar. Quando saí do colégio, não sabia direito o que queria fazer e fui para o cursinho. Em uma das minhas aulas, meu professor estava rouco e disse para não estranharmos que uma fonoaudióloga iria entrar em nossa sala para avaliar o uso de sua voz. Naquele momento, pensei: “Olha só, uma pessoa que trabalha com voz”. Após conversar com alguns orientadores do próprio cursinho, optei pela profissão.

Conectar: Quais critérios lhe ajudaram na escolha da FCMSCSP?
Thays: A marca é muito forte e, ainda que estivesse entrando na primeira turma de um curso desta Instituição, tive a certeza de que estava apostando em um curso de qualidade. Havia passado em outros vestibulares e, inclusive, já havia me matriculado em outra faculdade, mas quando entrei na FCMSCSP e vi aqueles corredores de tijolinhos da Santa Casa, senti uma energia indescritível e tive a certeza de que era naquele lugar que eu queria me formar.

Conectar: Pode nos contar um pouco da sua experiência como aluna da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo?
Thays: Minha experiência foi especial e inesquecível, já que a FCMSCSP nos forma não somente como profissionais, mas como humanos. Tive oportunidade de conviver com a realidade brasileira, de entender a diferença entre tratar uma doença e tratar uma pessoa. Tenho certeza que qualquer pessoa que passa pela Instituição sai mais humanizada, por isso, até hoje, quando sei que determinado profissional foi formado pela Faculdade, confio plenamente em sua capacidade técnica e humana.

Conectar: Poderia dizer de que maneira o curso contribui para o seu crescimento profissional?
Thays: O curso é muito rico. Temos o grande privilégio de ter um hospital como a Santa Casa à nossa disposição e professores altamente qualificados em todas as áreas, inclusive uma clínica para atendimentos. Sendo assim, a possibilidade de ter aulas com professores conceituados e ter uma estrutura para aplicar na prática tudo que vemos em sala, fez e faz toda a diferença no curso da FCMSCSP.

Conectar: Que conselhos daria para quem deseja cursar Fonoaudiologia?
Thays: A minha dica é para quem vai escolher qualquer profissão: procure trabalhar com algo pelo qual você sinta paixão. Todas as profissões têm obstáculos e só a paixão é capaz de te manter motivado e focado em seus objetivos. O retorno financeiro nem sempre é rápido, mas ele vem, desde que você acredite que pode fazer a diferença na vida das pessoas e trabalhe para isso. Fonoaudiólogos lidam com a maior riqueza do ser humano que é a comunicação, mas poucos têm essa consciência. Nossa profissão é muito linda, muito ampla e extremamente gratificante.

Confira aqui no Blog FCMSCSP o complemento desta entrevista, em que a ex-aluna relata os desafios na carreira e o relacionamento que mantém com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 73, em 9/9/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: inúmeros motivos para vivenciar o programa

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Rafael Deyrmandjian Rosalino

Estão abertas as inscrições para o Pesquisadores do Futuro, programa de intercâmbio administrado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Dessa forma, entre os dias 14 e 22 de setembro, a FCMSCSP selecionará 15 alunos do 2º e 3º anos dos cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia da Instituição, para estágios em universidades e centros de pesquisa nos Estados Unidos e Europa. “A iniciativa é um grande privilégio que permite aos alunos vislumbrarem como a pesquisa é desenvolvida em centros de ponta, permitindo uma visão além da realidade nacional a que somos limitados”, define Rafael Deyrmandjian Rosalino, aluno do 4° ano de Medicina que teve a oportunidade de conhecer por 60 dias a Yale University, em New Haven, Connecticut, Estados Unidos.

O estudante se candidatou no programa para ter a oportunidade de conhecer um centro de pesquisa de referência mundial e saber como a ciência e a medicina são desenvolvidas nele. “A experiência foi única. Conheci um dos grandes pesquisadores da área da neurociência, em um laboratório com uma dinâmica única de participação mútua e respeito entre todas as pessoas independentemente do nível hierárquico. Isso me permitiu observar a possibilidade de se desenvolver trabalhos em projetos em um ambiente leve e que favorecia a integração”, relembra com entusiasmo.

Durante os meses de duração do programa, Rafael conta que o maior desafio foi o de adaptação. “Foram coisas básicas, como aprender a me locomover pela cidade, me adaptar aos horários, entender alguns costumes e práticas americanas. Tive muita ajuda da dona da casa em que me hospedei, mas essas questões são solucionadas com a prática e a passagem do tempo”, completa o futuro médico. Rafael, inclusive, recomenda aos alunos que venham a passar por essa experiência de intercâmbio que “estejam de mente aberta para essa experiência nova, e não deixem o medo ou a ansiedade os atrapalharem”. E também reforça: “Aprendam tudo o que puderem, em todos os âmbitos. Não tenham medo; corram atrás”.

Para participar do Programa Pesquisadores do Futuro, os alunos da FCMSCSP devem consultar as informações disponíveis no Portal FCMSCSP.
No próximo boletim

Livia Maria Gruber Holland, aluna do 4º ano de Graduação em Medicina, revela como foi vivenciar 60 dias de pesquisa e ensino no Instituto de Câncer Dana-Farber – Harvard Medical School.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 73, em 9/9/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.