Semana Mundial de Aleitamento Materno ressalta a importância de amamentar

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Dra. Clery B. Gallacci, professora de Pediatria e Neonatologia da FCMSCSP

A Semana Mundial de Aleitamento Materno é comemorada de 1º a 7 de agosto em mais de 150 países, desde 1992, como iniciativa da Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba – World Alliance for Breastfeeding Action), ONG constituída por uma rede mundial de indivíduos e organizações empenhadas na proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno como um direito de mães e crianças, independente de raça, credo ou nacionalidade. Em 2017, o tema será “Trabalhar juntos para o bem comum”.

A semana tem, entre os objetivos, salientar a importância do aleitamento materno, tanto para os bebês quanto para a saúde das mães. Dados mostram que crianças que são amamentadas por mais tempo têm melhor desenvolvimento intelectual – um aumento médio de 3 pontos no QI. Além disso, a cada ano que uma mãe amamenta, o risco de desenvolvimento de câncer de mama invasivo é reduzido em 6%. E o bebê também segue mais protegido de infecções, diarreias e alergias.

“A recomendação é amamentar durante os seis primeiros meses de vida da criança. Após esse período, há a necessidade da introdução de outras fontes de alimentos. No entanto, o aleitamento pode ser mantido durante os dois primeiros anos de vida”, explica a Dra. Clery B. Gallacci, professora de Pediatria e Neonatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Para garantir que a amamentação traga esses benefícios, as mães precisam ter alguns cuidados com a alimentação: “Amamentar ‘burla’ as reservas do organismo materno e, por isso, é essencial a ingestão de alimentos ricos em ferro e ômega 3 e 6, encontrados nos peixes de origem de águas frias”, esclarece a pediatra. A alimentação do bebê, por sua vez, deve incluir alimentos como frutas, verduras, legumes e proteínas, após o sexto mês de vida.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 116, em 1º/8/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.  

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Amamentar cria vínculo e benefícios para mãe e bebê

clery-gallacci-faculdade-santa-casaO período de amamentação é muito importante para estabelecer um laço entre a mãe e o bebê, além de ser saudável e recomendável para ambos. Isso porque o leite materno contém nutrientes que promovem o melhor desenvolvimento da criança e também previne doenças na mãe.

De acordo com a Dra. Clery B. Gallacci, professora de Pediatria e Neonatologia na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o leite materno promove um melhor desenvolvimento neuropsicomotor, pois em seus componentes possuem gorduras específicas que proporcionam o desenvolvimento e a maturação das células cerebrais. “Várias pesquisas científicas correlacionam aumento do nível de coeficiente de inteligência maior com o aleitamento materno. Além deste aspecto, o leite materno possui componentes que protegem o lactente de infecções gastrointestinais e respiratórias e, assim, promove o crescimento de forma equilibrada”, afirma.

A amamentação também é essencial para a saúde das mães, uma vez que o ato de amamentar a protege contra possíveis perdas sanguíneas após o parto e, em longo prazo, reduz a possibilidade de câncer de mama e de colo uterino e redução da osteopenia na menopausa. “A recomendação é amamentar durante os seis primeiros meses de vida da criança. Após esse período, há a necessidade da introdução de outras fontes de alimentos; no entanto, o aleitamento pode ser mantido durante os dois primeiros anos de vida”, explica a pediatra.

Para garantir que a amamentação traga esses benefícios, as mães precisam ter alguns cuidados com a alimentação: “Amamentar ‘burla’ as reservas do organismo materno e, por isso, é essencial a ingestão de alimentos ricos em ferro e ômega 3 e 6, encontrados nos peixes de origem de águas frias”, esclarece. A alimentação do bebê, por sua vez, deve incluir alimentos como frutas, verduras, legumes e proteínas, após o sexto mês de vida.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 103, em 31/1/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Amamentar: “Um ato de amor”

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Mestra Lenir Honorio Soares

Parte natural da vida de muitas mulheres e seus filhos, o aleitamento materno ou a amamentação até o sexto mês de vida do bebê pode evitar, anualmente, mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de cinco anos, de acordo com estudos publicados, em 2008, pela Lancet (revista científica do Reino Unido, uma das mais importantes publicações na área médica).

“O leite materno contém nutrientes necessários e em quantidades adequadas para o bebê. Na sua composição cerca de 150 substâncias diferentes se reúnem para oferecer energia, proteção, além de colaborarem no desenvolvimento e maturação de alguns sistemas como: imunológico, funcionando como uma vacina natural, que não substitui o calendário de vacinação, digestório e neurológico do recém-nascido”, explica a Mestra Lenir Honorio Soares, professora das disciplinas de Enfermagem Obstétrica e Ginecológica e coordenadora do curso de Pós-graduação em Enfermagem Obstétrica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A especialista considera ainda que o leite materno, nos seis primeiros meses de vida da criança,atende às necessidades nutritivas do bebê e promove crescimento e desenvolvimento adequado, não sendo necessário introduzir nenhum outro alimento na dieta do bebê e que o ato traz também benefícios para a mulher como segurança, reduzindo a ansiedade, além de contribuir na recuperação do útero, fazendo com que o órgão tenha uma boa retração, diminuindo o sangramento e o risco de hemorragias e anemia pós-parto. “Também ajuda na redução do peso, queimando calorias, e minimiza o risco de desenvolver, no futuro, câncer de mama, ovários, doenças cardiovasculares e diabetes. E o mais importante é que a amamentação estabelece o vínculo afetivo entre a criança e a mãe”, completa Lenir que ressalta a importância da mulher manter uma dieta alimentar equilibrada durante o período da amamentação.

Desconforto e dor são as reclamações mais comuns entre as mães. “A dor é decorrente do abocanhar incorreto do bebê no ato. A solução é colocar o corpo da criança alinhado ao corpo da mãe, barriga com barriga. A pega correta significa colocar na boca do bebê o mamilo e o máximo possível da aréola, o queixo do bebê deve tocar a mama e o lábio inferior deve ficar virado para fora e as bochechas arredondadas, o famoso “boquinha de peixe”, e a sucção deve ser lenta e profunda”, ensina.

Quanto aos produtos indicados para ajudar na hora de amamentar, a professora é taxativa: “esses produtos se chamam amor e dedicação. As mães vão ter sucesso. Em casos de problemas como os descritos acima, elas devem ser acompanhadas por profissionais que assistem ao binômio mãe-filho, pois, muitas vezes, a manutenção da amamentação é o resultado da nossa boa atuação”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 72, em 25/8/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Santa Prevenção

Santa Prevenção

A 27ª Jornada do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de São Paulo – Santa Prevenção, evento da programação comemorativa do cinquentenário da FCMSCSP, teve início nesta quinta-feira, dia 13/6, com a presença de diretores e professores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e da ISCMSP. Como parte dessa iniciativa, a organização idealizou o projeto “Santa Prevenção”, um espaço exclusivo dedicado à resolução de dúvidas e à distribuição de folhetos explicativos sobre doenças que acometem a saúde da mulher.

O encontro tem como objetivo levar à população importantes informações sobre a prevenção de doenças. As palestras trazem informações sobre amamentação, HPV, endometriose, miomas, menopausa, vida sexual, diabetes gestacional, câncer de mama, câncer do colo do útero e preservação da fertilidade.

Curso de Enfermagem realiza o VI Encontro do Aleitamento Materno

Com o tema “Amamentar hoje é pensar no futuro”, o curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo promoveu o VI Encontro de Aleitamento Materno, no dia 10 de setembro, no Anfiteatro Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão.

Realizado anualmente, o evento tem como principal objetivo o compartilhamento de experiências e a disseminação de informações sobre o assunto, a fim de que os alunos – futuros profissionais da área – possam disseminar esse conhecimento e colaborar para o aumento da conscientização em relação ao aleitamento materno.

O Encontro foi voltado aos alunos de Enfermagem e profissionais da área da saúde e contou com palestras sobre programas de apoio e incentivo ao aleitamento materno, relato de experiência do posto de coleta de leite humano do Hospital Geral de Guarulhos e a exposição de trabalhos de alunos.