Pesquisadores do Futuro: apoio fundamental para a pesquisa na área da saúde

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Tamara dos Santos Domingues

Nem sempre considerada uma condição nata para o indivíduo, o interesse pela pesquisa pode ser despertado a qualquer instante e, geralmente, surge durante a vida acadêmica. “Fui me interessando pela área de pesquisa, então identifiquei no programa Pesquisadores do Futuro uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre essa área”, revela Tamara dos Santos Domingues, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Tamara, por meio do programa Pesquisadores do Futuro, ficou por dois meses estudando na University of Minnesota, EUA “Tive a chance de entrar em contato com o funcionamento de pesquisa dentro de uma grande universidade em um país onde essa área é reconhecidamente valorizada. Trabalhei com coleta de dados de epidemiologia em câncer infantil e, para isso, tive de estudar sobre o assunto para entender melhor sobre a oncologia pediátrica. Portanto, com certeza me acrescentou conhecimento acadêmico e, além disso, foi uma verdadeira experiência de vida para amadurecimento e crescimento pessoal”, completa a aluna.

Para ela, o maior desafio foi, com certeza, o de ficar sozinha. “Sempre fui uma pessoa muito apegada a amigos e família, então ir para outro país sem ter ninguém que eu conhecesse foi um pouco assustador no começo”, lembra Tamara. Para lidar com o receio, a estudante conta que buscou enxergar as vantagens da oportunidade, como o aprimoramento do idioma inglês, o crescimento pessoal e o amadurecimento.

Aos colegas que vierem a passar pela experiência, a futura médica aconselha que aproveitem ao máximo todos os momentos e oportunidades que surgirem nos dois meses do Programa. “O sucesso desse intercâmbio depende muito da iniciativa de cada aluno que participa, então faça valer a pena, porque a saudade que vem depois é grande. Lembre-se que o programa Pesquisadores do Futuro é uma oportunidade de ter uma visão diferente sobre pesquisa e sobre Medicina em geral, além de toda a experiência pessoal de se passar um tempo em um lugar completamente diferente daquele a que estamos acostumados”, conclui.

No próximo boletim

Mirna Mansour Abou Rafée, aluna do 4º ano do curso de Graduação em  Fonoaudiologia irá relembrar os dias em que estudou na Yale University, em New Haven, Connecticut, Estados Unidos.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 77, em 4/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Pesquisadores do Futuro: uma forma de aprimorar ainda mais o conhecimento na área da saúde

Jorge-Michel-Antonopoulos

Jorge Michel Antonopoulos

Após conversar com colegas que já participaram de intercâmbios, Jorge Michel Antonopoulos, aluno do 3º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, resolveu concorrer à bolsa Tide Setúbal pelo Programa Pesquisadores do Futuro. Já interessado na International Agency for Research on Câncer (IARC), em Lyon, França, Jorge Michel embarcou para a Europa para viver uma nova experiência. Confira!

Conectar: Por que optou pela IARC?
Jorge: Me interessei bastante pela IARC/WHO (CIRC/OMS) ou Centro Internacional de Pesquisa do Câncer, da Organização Mundial da Saúde. Não é uma faculdade ou instituição de ensino, trata-se de um complexo com diversas divisões, como epidemiologia, genética, entre outras, que visa realizar estudos moleculares e populacionais a respeito de diversas patologias que podem influenciar no desenvolvimento do câncer. Sendo assim, me interessei tanto pelo assunto de estudo quanto por aquilo que a instituição poderia oferecer. Além de trabalhar em laboratórios de medicina molecular, tive a oportunidade de assistir palestras de grandes pesquisadores de outras instituições, sobre suas pesquisas, por exemplo: Universidade de Madrid, Universidade de Paris, Harvard, MIT etc.

Conectar: Como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Jorge: A experiência foi muito ampla. Desde trabalhar em laboratório até ter a oportunidade de assistir palestras dos mais variados temas com profissionais de importantes centros de pesquisa, a IARC proporcionou uma experiência única no mundo da pesquisa. Nos laboratórios, por mais que já tenha visto a matéria de medicina molecular, pude aprender conceitos novos, dos quais nem sequer sabia da existência, além de aprimorar o conhecimento que já tinha a respeito de sequenciamento, técnicas de extração e amplificação de material genético (PCR). No fim do estágio, também pude conhecer e discutir sobre o ELN (Electronic Laboratory Notebook). Assim como na FCMSCSP, na IARC todos os procedimentos em laboratório devem ser registrados. Há aproximadamente quatro anos, a IARC desenvolveu um sistema eletrônico para esses registros, facilitando a correção do conteúdo, o seu acesso controlado e o compartilhamento de dados. Conversei com os desenvolvedores da ideia, que me auxiliaram a desenvolver uma máquina virtual do mesmo sistema (ELN-VM ou Electronic Laboratory Notebook – Virtual Machine).

Conectar: Como você definiria o Programa Pesquisadores do Futuro?
Jorge: Trata-se de um projeto muito interessante, mas consegui compreender mesmo o seu funcionamento quando comecei meu trabalho na IARC. Antes de viajar, não tinha ideia de quão importante e interessante é a IARC. Sabia que a experiência seria muito boa, mas não fazia ideia que ao final do período gostaria de permanecer mais tempo e inclusive voltar à IARC para uma pós-graduação.

Conectar: Para os alunos que venham a passar por essa experiência, o que você recomenda?
Jorge: Com certeza é inviável ir à IARC sem conhecer técnicas de laboratório, informática básica, inglês e francês. No meu grupo (GCS), tudo está relacionado à PCR e sequenciamento, ou à programação em UNIX, para o desenvolvimento de softwares de estatística. E, durante os intervalos, todos falavam francês. Embora saber programação não seja absolutamente essencial, saber como fazer um PCR (e como funciona) bem como um sequenciamento e análise dos resultados, torna sua experiência completa. Tive a sorte de me enquadrar em quase todos os itens, exceto pelo francês, pois eu tinha pouco conhecimento da língua no início, mas ao final do período, fui capaz de compreender e interagir.

Conectar: Há algo que não perguntamos sobre a experiência ou sobre a iniciativa que acha interessante descrever?
Jorge: Em relação à cidade de Lyon, talvez valha a pena descrever algo. Trata-se da segunda maior cidade da França, é extremamente segura e acessível. O transporte público é muito eficiente e há diversos locais para se visitar. Está localizada na região centro-sul da França, estando muito próxima da Itália (Turim), Suíça (Genebra), Espanha (Barcelona). Todos os locais são acessíveis via TGV (trem bala) e durante os fins de semana você pode visitar esses países bem como a região sul da França, como, por exemplo, Avignon ou Annency. Lyon é a capital gastronômica da França também e tem a maior concentração mundial de restaurantes com três estrelas Michelin.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.