Pesquisadores do Futuro: um marco na vida

Mirna Mansour Abou Rafée

Mirna Mansour Abou Rafée

Fascinada pela ideia de viajar e conhecer a cultura de outro país, Mirna Mansour Abou Rafée, aluna do 4º ano do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, se inscreveu para concorrer a uma das bolsas do Programa Pesquisadores do Futuro, edição 2014/2015. Interessada no campo de pesquisa na área de Neurociência e Linguagem, a futura fonoaudióloga conta ao Conectar como foi a experiência adquirida no período em que foi intercambista na Yale University, em New Haven, Connecticut, Estados Unidos.

Conectar: Como você define o programa Pesquisadores do Futuro?
Mirna: Acho que é um marco na vida de qualquer futuro profissional, um pontapé inicial para uma carreira acadêmica e uma oportunidade de networking.

Conectar: Como foi a sua experiência no Programa e o que ela lhe acrescentou?
Mirna: Acho que a experiência foi rica em muitos aspectos. O amadurecimento profissional, claro, é notório. Entender a dinâmica de um laboratório que é uma referência; acompanhar as discussões de possíveis futuras pesquisas; ver o andamento de tantas outras; poder absorver e compartilhar conhecimento gratuitamente é muito válido para a formação profissional. Principalmente considerando o fato de que esse tipo de exposição aguça o senso crítico em relação às coisas ao nosso redor.Do ponto de vista pessoal, para mim, foi onde houve um grande crescimento. Desde a tomada de decisão para pequenas coisas como compras de mercado, até o desapego de antigas convicções sobre o mundo e sobre nós mesmos.

Conectar: Qual foi o maior desafio encontrou nesta viagem?
Mirna: Não acredito que tenha havido um só grande desafio. Foram sucessivos e progressivos, cada um deles. Desde acostumar o ouvido com uma nova língua, até perder a timidez e pedir informação – com receio de não entender –, porque por mais fluente que sejamos, existem ‘dialetos’ próprios que tivemos que nos acostumar. Mas, se for para mencionar um, eu destacaria a comida. Pedi, diversas vezes, pratos que eu não tinha a menor ideia do que fossem. Algumas coisas foram muito boas, mas outras nem tanto.


Conectar: O que você recomendaria aos colegas que passarão pela experiência?
Mirna: Acho que a única coisa que posso recomendar é: vá despido de qualquer conceito prévio do país, das pessoas, da comida e dos costumes. Vá disposto a enxergar com as próprias retinas o lugar onde você vai morar por dois meses. Vá de coração aberto e ame cada dia em que estiver fora. É uma experiência única!
No próximo boletim
A aluna Giulia Siqueira Galfano, do 4º ano do curso de Graduação em Medicina conta como foi sua experiência no Dana-Farber Cancer Institute – Harvard Medical School.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 78, em 24/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.