Anedonia é um dos principais sintomas da depressão

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão será o principal mal do planeta em 2030. O transtorno apresenta vários sintomas, que englobam desde distúrbios de sono e alteração de peso, até casos graves, de pensamentos suicidas. A OMS estima que, a cada 100 pessoas com depressão, 15 decidam colocar fim à própria vida. Porém, entre os mais frequentes, destaca-se a anedonia, responsável pela perda da capacidade de sentir prazer ou interesse em realizar maioria das atividades diárias.

Dra. Adriana Fregonese, psicóloga, mestre e doutora em Ciências da Saúde, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dra. Adriana Fregonese, psicóloga, mestre e doutora em Ciências da Saúde, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

A pessoa que sofre desse sintoma parece estar emocionalmente “congelada”, fato que repercute em sua sociabilidade, levando-a a um quadro de isolamento. “Os pacientes com anedonia ficam normalmente numa situação de total indiferença consigo mesmos, não têm apego por nada, nem mesmo pela própria vida e costumam ser resistentes a mudar a sua situação. Essas pessoas parecem não responsivas emocionalmente mesmo em situações extremas envolvendo parentes ou amigos próximos”, explica a Dra. Adriana Fregonese, psicóloga, mestre e doutora em Ciências da Saúde, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A anedonia apresenta gradação de intensidade, que decresce de situações extremas até outras mais leves. O diagnóstico clínico origina-se do relato e de observações das reações emocionais do paciente ou com a ajuda dos familiares.

Segundo a Dra. Adriana, muitos casos de depressão não são identificados, pois a pessoa não reconhece que está doente, não distingue os sintomas ou acredita que esse “modo” de ser é normal. “Quando o quadro depressivo é diagnosticado e tratado, os sintomas da depressão e a anedonia desaparecem”, afirma.

O tempo de tratamento depende de fatores causais, da adesão do paciente e da gravidade do quadro. Assim, é fundamental a ajuda de profissionais especializados, que encontrarão o melhor recurso terapêutico. “O tratamento depende do diagnóstico médico psiquiátrico e pode envolver medicamentos. Além disso, o tratamento psicológico é complementar ao tratamento farmacológico”, finaliza Dra. Adriana Fregonese.

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Pós-parto: depressão é comum, mas tem tratamento

Adriana Fragonese - FCMSCSPA depressão pós-parto é mais comum do que se pensa e o quadro é marcado por intensas mudanças corporais, hormonais e emocionais. Mulheres com rotinas estressantes são, inclusive, mais propensas a apresentar o distúrbio.

Confira mais detalhes nesta reportagem do Portal R7, com a participação da psicóloga Adriana Fregonese, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.