Envelhecimento na síndrome de Down: inclusão e desafios

O dia 21 de marçProf.ª Sandra Pireso marca, anualmente, o Dia Internacional da síndrome de Down. O objetivo da data é, principalmente, mostrar a importância da luta das pessoas com síndrome de Down e também a dos pais, amigos e parentes, para que tenham direitos iguais e que sejam inclusos na sociedade.

De acordo a Dra. Sandra Cristina Fonseca Pires, professora instrutora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, inclusão social vai além de questões como inserção escolar. “É entender como trabalhar e atingir uma funcionalidade do indivíduo, do ponto de vista fonoaudiológico, promover a comunicação e proporcionar qualidade de interação e relacionamentos, o que é essencial para o desenvolvimento saudável das pessoas”, afirma.

Se a inclusão social para uma pessoa jovem com síndrome de Down já pode ser um desafio, essa situação se torna ainda mais difícil quando se atinge o envelhecimento. Isso porque, segundo a Dra. Sandra, há uma carência de oportunidades nessas fases da vida. “Sejam oportunidades consideradas de inclusão regular ou atividades que agrupem pessoas com SD, o que também se faz necessário uma vez que a identificação de grupo é também importante”, complementa.

Ainda no que diz respeito à inclusão social, principalmente no envelhecimento, a professora ressalta ainda que incluir é permitir que a pessoa esteja ativa e se relacione, o que contribui na motivação e condição para um melhor desenvolvimento e envelhecimento do indivíduo. “Incluir é respeitar, não é igualar ninguém a nenhum padrão, mas respeitar as diferenças e olhar o potencial de cada um”, pontua.

Para marcar a data, o curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza nos dias 17 e 18 de março, quinta e sexta-feira, o “3º Encontro de Atenção à síndrome de Down”. O evento, que é aberto ao público, acontecerá das 17h às 20h, no Auditório Dr. Christiano Altenfelder (Novo Prédio), na rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112, Vila Buarque – São Paulo (SP).

Sobre as expectativas para o encontro, Dra. Sandra comenta que será possível incentivar ideias novas, além de evidenciar o Circolando, projeto voltado para a estimulação e o trabalho da pessoa com SD. “Esperamos ter um olhar mais amplo de cada participante no tratamento da pessoa com SD, além de propiciar aprendizados específicos”, finaliza.

As inscrições devem ser feitas pelo site do encontro – https://goo.gl/Sm0kgo – e o investimento é de 20 reais para interessados que tenham vínculo com a Faculdade Santa Casa de São Paulo ou com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e 25 reais para o público em geral.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 83, em 8/3/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.