Prof. Dr. Wagner Montor é o novo presidente da Comissão Científica da FCMSCSP

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Prof. Dr. Wagner Montor, do Departamento de Ciências Fisiológicas e presidente da Comissão Científica da FCMSCSP

Novos professores passaram a integrar as coordenadorias de Cultura, Extensão, Graduação, Pós-graduação, Pesquisa, Comissão Própria de Avaliação (CPA), Comissão Científica e Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Dentre os professores, está o Dr. Wagner Montor, professor adjunto do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP, que agora assume a Comissão Científica da Instituição.

 

O papel da Comissão Científica da FCMSCSP é fomentar a pesquisa e atuar em uma série de frentes, como na análise dos projetos que são submetidos anualmente para obtenção da verba do Fundo de Amparo à Pesquisa (FAP) e também na seleção dos projetos de Iniciação Científica submetidos para obtenção de bolsa pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).

“Uma vez aprovados estes projetos e bolsas, a Comissão tem ainda a função de acompanhar de perto o seu desenvolvimento, por meio da avaliação dos relatórios regulares e no caso do PIBIC, organização de um fórum anual para apresentação do que foi desenvolvido com as bolsas concedidas”, afirma o Prof. Dr. Wagner Montor, presidente da Comissão.

Além da função de avaliar os projetos e classificá-los para apoio financeiro, a Comissão tem um papel bastante relevante na formação da comunidade que faz pesquisa na Instituição. Com esse intuito, são oferecidos cursos que abordam todas as etapas de elaboração e submissão de um projeto de pesquisa, que auxiliam também para que seus participantes submetam propostas a agências externas de fomento, como é o caso do curso de Princípios de Metodologia de Pesquisa.

“A Comissão vem funcionando muito bem e a pesquisa vem tomando maior corpo em nossa Instituição, o que nos leva à necessidade de adequação e refinamento dos critérios de análise e seleção de projetos. Temos bem clara a necessidade de oferecermos mais cursos não só sobre elaboração de projetos, o que já está sendo feito, mas também sobre análise de resultados e escrita de artigos para publicação”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 112, em 6/6/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.  

Alunos do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP apresentam trabalhos em congressos internacionais

Igor-e-Luca-Medicina-Faculdade-Santa-CasaNo início de 2017, estudantes do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram do “Pesquisadores do Futuro”, programa coordenado pelo Núcleo de Relações Internacionais (NRI) da FCMSCSP.

Dentre os participantes, estão os alunos Igor Prado Generoso, do 2º ano, e Luca Fasciolo Maschião, do 3º ano, que passaram três meses na University of California, em São Francisco (EUA). Na oportunidade, os estudantes desenvolveram dois projetos, sob a orientação da Dra. Maria Amélia Veras, professora adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP.

Igor abordou o tema “Prevalência de sífilis e HIV entre homens que fazem sexo com homens de São Paulo”, comparando dados de 2011 com 2016: “Quase não existem dados nacionais sobre sífilis entre esse público; com a comparação de dados de 2011, pudemos observar como essas doenças estão se comportando nessa população, se há um aumento ou queda nas infecções”, afirma o aluno.

Luca, por sua vez, tratou do tema “Uso de hormônio e acesso a esse serviço entre mulheres trans de São Paulo”. O projeto tem como objetivo caracterizar os fatores associados com o uso de hormônios sem prescrição por mulheres transexuais e travestis no estado de São Paulo. “Sabemos que a hormonoterapia é uma das maiores demandas dessa população, que, por diversos mecanismos, não tem acesso a serviços de saúde capacitados. Isso frequentemente leva ao uso sem prescrição ou supervisão médica, o que pode acarretar em diversas complicações de saúde”, conta o estudante.

Segundo os estudantes, o envolvimento no Núcleo de Pesquisa em Direitos Humanos e Saúde LGBT (NUDHES), coordenado pela Dra. Prof.ª Maria Amélia Veras, foi a principal motivação para desenvolverem essas pesquisas.

“Pelo grupo, tive oportunidade de entrar em contato com a realidade das mulheres transexuais e travestis, observando a precariedade de sua condição social, mas também admirando sua resiliência e orgulho por suas identidades, lutando num mundo que as discrimina e as marginaliza sistematicamente. A pesquisa foi o caminho que encontrei para contribuir com essa luta”, comenta Luca.

“No grupo, quando estudamos doenças, nossas pesquisas são sempre voltadas para aspectos sociais, vulnerabilidades e prevenção. No momento que iniciei a pesquisa, muito se falava de sífilis na população geral, portanto achei que seria interessante trazer essa discussão para a população de homens que fazem sexo com homens também”, afirma Igor.

Reconhecimento
Entre os dias 23 e 26 de julho, Luca apresentará seu trabalho na 9ª IAS Conference on HIV Science (IAS 2017), a maior conferência científica de Aids, HIV e temas relacionados, que acontecerá em Paris. Igor, por sua vez, terá seu trabalho apresentado na World STI and HIV Conference, conferência internacional organizada pela ISSTDR (International Society for Sexually Transmitted Diseases Research), que ocorre de dois em dois anos em diversos países. Neste ano, a conferência será realizada no Rio de Janeiro e acontecerá juntamente com o congresso da Sociedade Brasileira de Aids.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 110, em 9/5/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Estudo conduzido pela FCMSCSP testa cirurgias cardíacas em órgão impresso em 3D

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Dr. Luiz Antonio Rivetti, professor da FCMSCSP

Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo testa a eficácia de biomodelos – réplicas – de corações de pacientes impressos em 3D no aprimoramento de procedimentos cirúrgicos. Realizado em parceria com o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o estudo conduzido há três anos, vem sendo testado em pacientes e tem financiamento da Secretaria de Apoio à Pesquisa (SAP) da FCMSCSP.

A tecnologia que permite a impressão em 3D de corações tem sido importante para o avanço da medicina cardiovascular: “Literalmente, com o coração na mão conseguimos interpretar melhor o que as imagens estáticas ou tridimensionais computadorizadas não conseguem mostrar. A tecnologia permite um diagnóstico mais preciso e, como consequência, uma preparação mais minuciosa de toda a cirurgia. Com o biomodelo, é incrível a riqueza de detalhes do coração reproduzido”, afirma o Dr. Luiz Antonio Rivetti, professor da FCMSCSP, orientador da pesquisa e médico cirurgião.

Segundo o Dr. Rivetti, a impressão em detalhes dos órgãos em 3D não é simples e passa por três etapas. “Até chegar em nossas mãos, o biomodelo passa por um processo de impressão de cerca de 22 horas. É demorado e é por isso que não conseguimos ainda utilizar a tecnologia no trato de casos mais urgentes. Após o diagnóstico, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, orientado pela FCMSCSP, produz as imagens tridimensionais do coração. Em seguida, o material é encaminhado para uma empresa de tecnologia especializada em impressões em 3D, que realiza o procedimento”, explica o cardiologista.

Até o momento, os testes foram feitos em três pacientes, com êxito: “A réplica do coração ajuda a identificar qual parte exata do músculo não está mais contraindo, como ocorre com o aneurisma do ventrículo esquerdo, causa de cerca de 15% dos infartos em pacientes com o diagnóstico. Com o biomodelo, ganhamos em agilidade e precisão”, finaliza o professor. ”

Pesquisa da FCMSCSP é destaque na imprensa
O estudo desenvolvido pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo vem sendo destaque na grande imprensa. Acompanhe aqui no Blog FCMSCSP mais detalhes sobre a repercussão deste tema: http://blog.fcmsantacasasp.edu.br.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 98, em 4/10/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Coração impresso em 3D, resultado de pesquisa da FCMSCSP, promete revolucionar cirurgias cardíacas

coracao_3d_cirurgia_cardiaca_faculdade_santa_casa_spConheça nos links a seguir algumas das reportagens veiculadas pela grande imprensa a respeito desta pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Clique sobre o título da matéria para acompanhar mais detalhes.

Avanços da tecnologia médica permitem atendimento personalizado
4/10/2016 (SBT Brasil/SBT): Em São Paulo, duas técnicas que estão sendo testadas permitem visualizar o problema, antes do tratamento, e pegar nas mãos um molde do órgão doente.

Um terço das mortes no Brasil são por problemas no coração
29/9/2016 (Jornal da Câmara/TV Câmara São Paulo):
Dia 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração. A data tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância de manter o órgão saudável, uma vez que os problemas do coração são a primeira causa de morte no mundo, de acordo com a OMS.

Conheça o coração impresso em 3D que promete revolucionar cirurgias cardíacas
19/9/2016 (Fala Brasil/TV Record):
Quer conhecer mais a respeito deste estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo? Então, confira nesta reportagem com o Dr. Luiz Antonio Rivetti, professor da FCMSCSP, e a pesquisadora Leila Nogueira Ferreira de Barros, aluna de Medicina da FCMSCSP, veiculada no programa Fala Brasil (TV Record).

Médicos em SP estudam cirurgia com modelo de coração impresso em 3D
14/9/2016 (Bem Estar /G1 – globo.com): Equipe da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo está testando a eficácia do uso de réplicas do coração do paciente impressas em 3D para aprimorar cirurgias cardíacas.

Outras menções:

Pesquisa conduzida pela FCMSCSP pode tornar possível o diagnóstico precoce do Alzheimer

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Prof.ª Dra. Luciana Malavolta, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP

A doença de Alzheimer poderá ser diagnosticada de forma precoce, como mostra uma pesquisa conduzida pela Dra. Luciana Malavolta, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Atualmente, o diagnóstico é feito apenas quando já há sinais da doença, como perda de memória e demência (excluindo outras condições).

“Estima-se que quando os pacientes começam a manifestar sintomas de comprometimento cognitivo cerca de 50% dos neurônios já morreram. E, a essa altura, não há muito mais o que fazer. Porém, se conseguirmos detectar o processo degenerativo ainda no início, as chances de estabilizar sua progressão com as drogas hoje disponíveis são muito maiores”, afirmou a Prof.ª Dra. Luciana Malavolta Quaglio, em entrevista à agência Fapesp.

A docente explicou ainda que, para a realização da pesquisa, foram sintetizados pequenos fragmentos peptídicos capazes de serem atraídos por um peptídeo maior, conhecido como beta-amiloide, que desempenha papel crucial no desenvolvimento da doença de Alzheimer. Segundo a pesquisadora, a intenção do estudo é desenvolver biomarcadores capazes de sinalizar em exames clínicos a presença das placas beta-amiloidais no cérebro. “Estamos testando quatro diferentes fragmentos peptídicos – todos com poucos aminoácidos. Enquanto o peptídeo beta-amiloide tem cerca de 42 resíduos de aminoácidos, os nossos têm entre quatro e seis, pois, se forem grandes, não conseguem atravessar a barreira hematoencefálica (um conjunto de células extremamente unidas que protegem o sistema nervoso central de substâncias potencialmente tóxicas presentes no sangue) e chegar ao cérebro”, explica.

Para conferir a entrevista completa da Prof.ª Dra. Luciana Malavolta Quaglio à Agência Fapesp, clique aqui ou acesse uma reportagem sobre essa pesquisa na RIT TV, na fan page da Faculdade.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 96, em 6/9/2016. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Aluno de Doutorado da FCMSCSP participa de programa de intercâmbio na Austrália

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Alisson Paulino Trevizol

Alisson Paulino Trevizol, aluno de Doutorado em Ciências da Saúde da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, foi um dos seis brasileiros selecionados para participar do programa “Australia–Brazil PhD Exchange”. O programa visa proporcionar aos alunos brasileiros que estejam no segundo ou terceiro ano de doutorado uma experiência, em primeira mão, de pesquisa na Austrália, orientação à cultura australiana e uma introdução à infra-estrutura de ciência e pesquisa naquele país.

Com a oportunidade, Alisson pôde aprofundar os estudos em sua linha de pesquisa do Doutorado, na área de Psiquiatria, chamada “Estimulação Transcutânea do Nervo Vago”, orientado pelo Dr. Quirino Cordeiro Jr., que tem como objetivo entender como funciona a estimulação cerebral. Na ocasião, o estudante teve contato com importantes pesquisadores das universidades de Melbourne e Adelaide e da Academia Australiana de Ciências. “Nós tivemos um resultado bastante positivo nos pacientes que foram estimulados. Foi uma troca de informações. Nós levamos o nosso conhecimento em estimulação de nervos cranianos para a Austrália e trouxemos de volta novas técnicas como o iTBS, feito com uma máquina de estimulação magnética que não tínhamos aqui”, conta Alisson.

Em junho de 2017, o aluno retorna à Austrália a fim de dar início ao seu pós-doutorado que estuda a psiconeuroimunologia, para avaliar quais os efeitos das técnicas de estimulação cerebral no sistema imune do paciente.

A vida profissional do adulto com dislexia

Em relação à vida profissional de uma pessoa com dislexia, a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP, explica que “na Inglaterra existem programas de adaptação para empresas, caso ela utilize e-mail para comunicação e há uma pessoa disléxica no quadro de funcionários, há a possibilidade dessa pessoa responder o e-mail por mensagem de voz, pois o disléxico não vai conseguir ler e responder rapidamente. Existem até manuais. No Brasil, ainda estamos longe disso. Para se ter uma ideia, a Juliana Rodrigues dos Santos Ramos, ex-aluna do Mestrado profissional em Saúde da Comunicação Humana da FCMSCSP, fez um levantamento seguindo o ranking das 10 melhores universidades públicas e particulares do Brasil e o QS World University Rankings para acompanhar as 10 melhores universidades do exterior, para descobrir quantas possuem um Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) e em quantas instituições a questão da dislexia era contemplada. Cinco universidades brasileiras, sendo três privadas e duas públicas, não possuíam NAI e somente quatro instituições, duas públicas e duas privadas, incluíam os Transtornos Específicos de Aprendizagem. Já no exterior todas possuíam NAI e apenas uma não contemplava a dislexia”, afirma Dra. Ana Luiza.

Por fim, a professora explica que a dislexia não interferirá em nada na carreira profissional, mesmo em se tratando da área da saúde: “Acredito que para alguém da área da saúde, isso vai tornar o profissional mais sensível para tratamento de pessoas nessas mesmas condições. Não compromete em nada no atendimento, talvez, ela precisará de ajuda de um revisor para fazer um relatório, por exemplo”, conclui.

Para consultar a pesquisa completa, acesse: www.fcmsantacasasp.edu.br.