Como o sistema de saúde pode ajudar na luta contra a violência a mulher

Prof.ª Dra. Maria Fernanda Terra, professora instrutora do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Falta de dados sobre casos de violência e a não aplicação da legislação podem ser principais causas para aumento do Feminicídio no Brasil.

Ontem foi celebrado mais um Dia Internacional da Mulher, data em que mulheres de todo o mundo se unem com o objetivo de fortalecer a luta por conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, religiosas e culturais.

Apesar das muitas conquistas ao longo dos dois últimos séculos, a violência contra a mulher no Brasil e no mundo continua a crescer. Mesmo contando com o amparo de leis específicas, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, a cada 7.2 segundos* uma mulher é vítima de violência física no Brasil. Mas, se nossa legislação é reconhecida internacionalmente, o que falta para o nosso país enfrentar esse problema?

Uma das dificuldades encontrada pela nossa legislação é a falta de preparo de alguns agentes da lei. Atualmente não sabemos se as ocorrências de violência contra a mulher estão sendo enquadradas de acordo com o tipo penal adequado e precisamos refletir se queremos uma legislação que apenas mude o nome dos crimes ou se esperamos que o peso político dessa categoria contribua para refletir as mortes violentas praticadas em razão de gênero.

Segundo o “Raio-X do Feminicídio em São Paulo’’, estudo divulgado no começo do mês de Março de 2018?, mais da metade das mortes de mulheres no estado aconteceu dentro de casa (66%). Em 75% desses casos a vítima tinha laço afetivo com o agressor, ou seja, era casada ou namorava. De acordo com Mariana Venturini, vice-presidente nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM) em entrevista para o jornal Brasil de Fato, ‘essa pesquisa, infelizmente, revela que a casa ainda é o lugar mais perigoso para as mulheres’.

Agentes de Saúde na luta contra a violência a mulher 

Se os números apresentados em São Paulo refletem o restante do país, como tratar esse problema que parece ‘caseiro’ em instituições de saúde e hospitais? Para a Professora Maria Fernanda Terra, Doutora em Medicina preventiva e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, ‘é de fundamental importância que os agentes de saúde visibilizem e incorporem o problema como parte da responsabilidade do setor saúde não ‘medicalizando’ o problema’. Para a professora, a violência contra a mulher é um problema social que deve ser combatido com ações que não vitimizem ou naturalizem a violência nos espaços assistenciais. E que a assistência às mulheres seja intersetorial.

Na visão de Maria Fernanda, é obrigação dos agentes de saúde estarem preparados para trabalhar o problema da violência junto das mulheres, o que envolve conhecer e articular o cuidado com diferentes setores como a defensoria pública, Centros de Defesa da Mulher (CDCM) e outros serviços de referência.

Outro ponto importante a ser tratado no sistema de saúde brasileiro é a questão da geração de dados da violência contra a mulher. Hoje, o país ainda não tem uma boa parametrização de situações, o que acaba prejudicando a avaliação e o funcionamento de medidas legislativas que protegem a população feminina.

A Lei Maria da Penha, compreendida como lei afirmativa, mecanismo de defesa mais conhecido pelas mulheres, é uma das leis mais prejudicadas pela falta de dados disponíveis no Brasil. Na Lei Maria da Penha, a produção de dados pode ser descrita como um quarto eixo de medidas a serem adotadas juntamente com as medidas de prevenção, proteção e responsabilização em casos de violência doméstica e familiar. Esses dados poderiam mostrar ao Estado onde a atual legislação realmente funciona e quais melhorias precisariam ser feitas.

De olho nessa lacuna, promotores envolvidos no desenvolvimento da Lei Maria da Penha criaram em meados de 2009 o Cadastro Nacional da Violência Doméstica e Familiar. Essa iniciativa, como o próprio nome já diz, lançou uma base de dados nacional em que todos os Estados são capazes de lançar ocorrências de violência doméstica e familiar, aglutinando os dados em um só lugar.

Depois de uma série de dificuldades de implementação, o Cadastro Nacional voltou a ganhar força em 2016, a partir de uma recomendação do Conselho Nacional do Ministério Público. Com a recomendação do MP, a maioria dos estados brasileiros buscaram se adequar às exigências, com adesão de 21 unidades federativas. Os estados que não aderiram a campanha alegaram problemas de infraestrutura, que normalmente envolvem falta de pessoal para cadastro de informações, dificuldade de adaptação de sistema informatizado e o alto volume de informações a serem registradas.

Apesar de o Cadastro Nacional ser uma medida que irá ajudar na parametrização de dados da violência doméstica e familiar, é de fundamental importância que agentes de saúde de todo o Brasil se conscientizem do papel social que exercem ao atender mulheres em situação de risco ou com traumas estabelecidos: o Cadastro irá contabilizar apenas casos registrados em ocorrências médicas e policiais, portanto, será a orientação e acompanhamento de médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais da saúde que irão inserir essas mulheres no radar do Estado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 124, em 9/3/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

FCMSCSP cria projeto para resgatar memória de antigas turmas

Pensando em aproximar os antigos estudantes àqueles das turmas atuais, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), em parceria com a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho (FAVC), mantenedora da instituição de ensino superior, criaram o Projeto Santa Memória, que registra em vídeos e áudios depoimentos da vida profissional e acadêmica dos ex-alunos, professores e colaboradores da FCMSCSP.

Criado em julho de 2017, o Santa Memória já conta com 54 vídeos gravados e editados, com a participação de médicos como o pediatra Dr. José Luiz Setúbal, referência pelos projetos em primeira infância. Além dele, participaram alunos da primeira turma de Medicina, formada em 1968, e diretores e ex-diretores da instituição, como o Dr. Paulo Carrara e o Dr. Valdir Golin.

“O Projeto Santa Memória permite que a lembrança da FCMSCSP seja perpetuada durante os anos. Além disso, torna os ex-alunos símbolos de suas turmas e, também, embaixadores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo dentro e fora da capital paulista, em suas atuais cidades de atuação”, explica o Dr. José Cândido de Freitas Júnior, presidente da Fundação Arnaldo Viera de Carvalho.

Os arquivos do projeto estão disponíveis gratuitamente, via Internet, no site www.santamemoria.org.br. Porém, de acordo com o presidente da FAVC, há a intenção de estender o Santa Memória para outras plataformas.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 123, em 9/2/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Importância da Prevenção ao Câncer de Cólon

Dr. Fang Chia Bin, professor da disciplina de Cirurgia da FCMSCSP

No último domingo, dia 4/2, foi celebrado o Dia Mundial do Câncer, data criada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), em 2005, para conscientizar a população mundial sobre a doença e incentivar as pessoas a falarem mais sobre o assunto no dia a dia.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019. Ainda de acordo com estimativas, o câncer de cólon deverá registrar 36.360 novos casos em 2018.

O Dr. Fang Chia Bin, professor da disciplina de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, afirma que o câncer de cólon e reto constitui uma das quatro causas mais frequentes de morte em nosso meio e sua ocorrência vem aumentando. “Quando ele é diagnosticado precocemente há grande chance de cura, entretanto, nos casos avançados, geralmente decorrentes de diagnósticos tardios, a chance de sobrevida após o tratamento diminui bastante.”

Dr. Fang também ressalta que o diagnóstico precoce depende de exames de rastreio que pode ser um simples exame de fezes, pesquisa de sangue oculto, juntamente com exame de retossigmoidoscopia, o qual pode ser realizado anualmente. Além deles, é possível realizar a colonoscopia com intervalo de 10 anos, desde que em população com baixo risco. Em uma população de alto risco esse intervalo deve ser reduzido de acordo com seu grau de risco. “A colonoscopia como exame de rastreio ainda permite retirada dos pólipos adenomatosos, que são precursores de câncer colo retal. A remoção desses adenomas previne a formação de câncer. Em contrapartida, a colonoscopia tem um custo mais alto e apresentam um pequeno risco de complicações”, lembra o professor.

Quais os principais sintomas e como é realizado o tratamento?

Segundo o Dr. Fang, os sintomas de câncer colo retal são geralmente tardios, por isso, não devemos esperar que os sintomas apareçam. Os sintomas, quando presentes, são:

– Sangramento
– Alteração do ritmo intestinal, como constipação, diarreia ou a sua alternância
– Dor abdominal
– Anemia

Após receber o diagnóstico de câncer de cólon, o principal tratamento é a cirurgia, com a extirpação do tumor complementado com a radioterapia e/ou quimioterapia. Em casos de diagnóstico precoce, não há necessidade de realizar quimioterapia ou radioterapia.

Já em caso de diagnóstico tardio de câncer de cólon e reto, podem haver complicações, como: hemorragia intensa, obstrução intestinal ou perfuração do órgão, além da disseminação da doença. Dr. Fang ainda faz um alerta: “Portanto, exames de rastreio são importantes para diagnosticar precocemente o câncer de colo retal. Todo indivíduo acima de 50 anos deve realizar exames de rastreio. Para aqueles que possuem risco maior para desenvolvê-lo, como casos na família, alguma doença inflamatória intestinal ou polipose intestinal, é recomendável reduzir o Intervalo entre os exames.”

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 123, em 9/2/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Inscrições abertas para novos cursos de Atualização em Psicologia

Até o dia 26 de fevereiro de 2018, estão abertas as inscrições para dois novos cursos de atualização na área de Psicologia na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Todos os programas contam com docentes que possuem ampla experiência e com o trabalho de experientes coordenadores que asseguram a atualização constante dos cursos. Conheça um pouco mais sobre essas especializações.

Avaliação e Diagnóstico Psicológico em Instituições de Saúde

O curso de atualização em Avaliação e Diagnóstico Psicológico em Instituições de Saúde visa capacitar o psicólogo a trabalhar com avaliação psicológica em diferentes contextos de inserção na área da saúde, apresentando as principais técnicas e instrumentos psicológicos, seus resultados e a aplicação prática ilustrada com a discussão de casos clínicos. A realização adequada da avaliação psicológica na área da saúde é imprescindível quando se pondera medidas “curativas” ou preventivas, permitindo que o profissional tenha mais clareza sobre diagnósticos, métodos de tratamento e ou prevenção e no planejamento de intervenções. Inscreva-se pelo Portal FCMSCSP.

Segundo a Prof.ª Dra. Adriana Aparecida Fregonese, professora da FCMSCSP e coordenadora do programa, no âmbito da Psicologia, as práticas de diagnóstico e avaliação psicológica apresentam um papel fundamental na formação e constituição da identidade profissional do psicólogo. Trata-se de estudo aprofundado, realizado com o objetivo de conhecer determinada realidade, por meio de um conjunto de procedimentos teóricos, técnicos e metodológico.

“Os profissionais de Psicologia têm enfrentado muitas demandas ao se inserirem no setor da saúde, seja no espaço público ou privado, em razão de novos processos de subjetivação, de questões sociais, de gênero, laborais, novas configurações de famílias e de políticas públicas, que interferem diretamente na qualidade de vida e determinam os binômios comportamento-doença e comportamento-saúde na população, exigindo revisões e atualizações das práticas profissionais. Além disso, as técnicas de exames psicológicos devem ser utilizadas por profissionais capacitados para manuseá-las e interpretá-las”, afirma a professora.

Psicologia e Assistência Integral na Saúde Materno Infantil

O curso de atualização em Psicologia e Assistência Integral na Saúde Materno Infantil é destinado aos interessados em rever e aprimorar sua prática em interação com outros campos do saber. O programa visa promover o melhor manejo de situações psicológicas que se sobrepõem durante o atendimento materno infantil. Profissionais mais instrumentalizados podem garantir, com mais propriedade técnica, o acesso e o acolhimento dessa população aos serviços de saúde e serem mais assertivos em seus diagnósticos e condutas terapêuticas. Quando o profissional possui conhecimento para identificar fatores ou condições relacionados aos riscos e agravos à saúde mental da mulher e do seu filho ele pode realizar encaminhamentos para outras especialidades com mais rapidez, prevenindo assim complicações futuras para essa dupla. Inscreva-se pelo Portal FCMSCSP.

De acordo com a Prof.ª Adriana Fregonese, coordenadora deste curso de atualização, historicamente a saúde mental da gestante nunca foi assistida com muita atenção pelos profissionais da saúde, certamente devido à crença popular de a gravidez ser um período de bem estar e tranquilidade para as mulheres e baixo risco para doenças psiquiátricas. No entanto, dados epidemiológicos apontam que a prevalência de transtornos de humor e ansiosos são maiores no período gestacional em relação ao período pós-parto, com isso a gravidez não protege as mulheres do adoecimento mental.

“Do ponto de vista de formação, os cursos de atualização podem ajudar no direcionamento da carreira, muitos profissionais, às vezes recém-formados, desejam conhecer melhor as possibilidades de atuação antes de se dedicarem exclusivamente a uma especialidade com a inserção em um curso de pós-graduação que demanda mais investimentos financeiros e pessoais,” finaliza a professora.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 123, em 9/2/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Programa da FCMSCSP realiza mais de 1.200 atendimentos médicos em Araraquara

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), cuja mantenedora é a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, anuncia os resultados da 14ª edição do Programa Expedições Científicas e Assistenciais (PECA), realizado em Araraquara (SP). Esta edição contou com apoios da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Saúde de Araraquara, além do patrocínio da Fundação Itaú Social e do Hospital Samaritano, da capital paulista.

Entre 25 e 30 de janeiro, cerca de 250 alunos dos cursos de graduação em Medicina, Fonoaudiologia e Enfermagem da FCMSCSP, junto de mais de 100 professores e profissionais de saúde atenderam a 690 pessoas e realizaram, ao todo, mais de 1.200 atendimentos médicos, dentre os quais estão 26 cirurgias entre herniorrafias e colecistectomias, 80 exames de ultrassom, 8 visitas domiciliares e mais de 100 atendimentos fonoaudiológicos e audiológicos.

As salas de aula da escola E.E. Profa. Maria Isabel Rodrigues Orso foram transformadas em consultórios para facilitar o atendimento aos moradores. Já as tendas montadas no pátio externo da escola abrigaram as consultas em clínica médica, geriatria, ortopedia, otorrinolaringologia, odontologia, fisiatria, ginecologia, pediatria, entre outras especialidades. Além dos atendimentos, também foram ministradas palestras sobre Autismo, Violência contra Mulher e Ética no Trabalho

“Agora, após a realização do PECA, os alunos farão um relatório técnico que será enviado para a Secretaria Municipal de Saúde de Araraquara, contendo os principais problemas diagnosticados durante a ação. No próximo ano, também em janeiro, voltaremos para a mesma cidade para verificar quais foram os avanços e reavaliar os pacientes atendidos anteriormente”, comenta Paulo Carrara, chefe do Departamento de Saúde Coletiva, diretor da FCMSCSP e responsável pelo programa.

Sobre o PECA

O Programa Expedições Científicas e Assistenciais (PECA) é realizado desde 2005 pela FCMSCSP e tem como objetivo promover a saúde via atendimentos médicos gratuitos em municípios paulistas, envolvendo professores, estudantes e profissionais de diversas especialidades, além de proporcionar o aprendizado na prática aos alunos da Instituição. Anualmente, são atendidas cerca de 500 pessoas entre nas especialidades clínica médica, geriatria, ortopedia, otorrinolaringologia, odontologia, fisiatria, ginecologia, pediatria, entre outras, e são oferecidas palestras e ações preventivas com o objetivo de difundir informações sobre saúde para moradores da cidade atendida.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 123, em 9/2/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

 

Aproveite seu Carnaval com Saúde

O Carnaval é um momento de festa e diversão. Porém, é sempre importante lembrar de alguns cuidados que podem ser tomados para aproveitar a folia com Saúde. A Dra. Cristiane Lopes, professora da disciplina de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, esclareceu as principais dúvidas que surgem nessa época do ano.

1) Qual a importância de manter uma boa alimentação antes de ir para os blocos de Carnaval? Quais os alimentos mais recomendados?

Participar e aproveitar os blocos de carnaval requer preparo físico e energia. É uma festa popular alegre para dançar, pular, caminhar, cantar e vibrar. Para dar conta de tudo isso, seu corpo deve estar preparado.

Alimentar-se bem antes de ir aos blocos é essencial. Sucos de frutas naturais, além de hidratarem, trazem ao corpo muitas vitaminas. Verduras e legumes proporcionam minerais e vitaminas essenciais. Carnes com pouca gordura dão elementos que repõem a massa muscular e massas (pães, macarrão, dentre outros), com moderação, dão a energia necessária para esse momento especial.

2) Como podemos manter o corpo hidratado, mesmo bebendo cerveja?

Toda bebida que contenha álcool desidrata o corpo. A cerveja, embora tenha grande quantidade de água, também desidrata o corpo. É necessário moderação no consumo e intercalar o consumo de cerveja com o consumo de água. O problema é que o consumo de cerveja aumenta a formação de urina. Intercalando o consumo de água, aumentará mais ainda a formação de urina. Mas, não há com o que se preocupar. Há banheiros químicos disponíveis em todos os locais de blocos. Use-os e mantenha-se saudável.

3) Quando o bloco sai durante o dia, como podemos manter a pele protegida do sol? De quanto em quanto tempo devemos repassar o protetor solar?

Durante o dia, mesmo que nublado, devemos passar protetores solares na pele. As roupas e as nuvens não barram os raios ultravioletas do sol. Esses raios promovem desde danos simples à pele, como envelhecimento, até cânceres de pele. Minha sugestão é: se você tem a pele mais morena, passe ao menos protetor com fator 30; se sua pele é mais clara, passe protetor com fator 50. Há diferentes formulações de protetores com diferentes durações. Veja as instruções do protetor. Na dúvida, passe o protetor solar de 2 em 2 horas e tenha certeza de estar protegido(a). O uso de bonés e chapeis também é uma boa estratégia para proteger a cabeça dos raios solares.

4) Qual o modelo mais indicado de sapato para curtir o Carnaval sem adquirir problemas nos pés? Tênis ou chinelo Havaianas?

Se você acompanha realmente os blocos, dançando, pulando e vibrando, o melhor é calçar tênis que tenha sola com amortecimento. Isto evita o efeito do impacto sobre os pés. Mas, mesmo com um ótimo tênis, não exagere, pois seus pés têm limites. O ideal é que você pare de dançar e pular antes de eles começarem a doer.

A Prof.ª Cristiane ressalta ainda que, além do consumo de álcool e da preocupação com a proteção da pele e dos pés, há o uso de drogas e o sexo. Quanto ao sexo, não há forma melhor de prevenção a doenças do que usar preservativos. “Cuidado com as drogas, principalmente aquelas que você nem sabe que pode estar consumindo, como as que são adicionadas a bebidas e que promovem perda da consciência e da memória, deixando-o vulnerável. Não beba nada que for lhe oferecido. Somente beba o que estiver lacrado e você mesmo for abrir o frasco”.

“O carnaval é uma festa que deve contagiar a alegria. Para isto, busque a moderação em tudo que fizer. Lembre-se que você tem muitos carnavais pela frente”, finaliza a professora .

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 123, em 9/2/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

FCMSCSP tem inscrições abertas para novo curso de Pós-graduação em Psicossomática

Até o dia 4 de abril de 2018, estão abertas as inscrições para o novo curso de Pós-graduação em Psicossomática da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Com taxa de inscrição no valor de 90 reais, o programa da FCMSCSP é voltado para médicos, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, educadores físicos, psicopedagogos, nutricionistas e dentistas formados com registros ativos em seus respectivos conselhos de classe.

Segundo o Dr. Artur Zular, supervisor técnico do curso de pós-graduação em Psicossomática, neste curso os alunos irão aprender a relação profissional-paciente com foco na pessoa e não nas doenças. “Hoje, esgotados os inequívocos avanços que a tecnologia nos trouxe, o principal diferencial do profissional para melhor conduzir o diagnóstico e a terapêutica eficiente é saber lidar com pessoas, entender que o corpo não é um aglomerado de órgãos mas, sim, um complexo sistema modulado por eixos psicobioneuroimunológicos, onde as emoções têm papel preponderante na eclosão dos processos adaptativos, eustress/distress e no desencadeamento de disfunções e inúmeras doença”.

Para o Dr. Artur, neste campo, a graduação não é suficiente para habilitar os profissionais em todas as suas necessidades, o volume de informação é muito grande e a prática profissional após a formatura é solitária e angustiante, muitas vezes gerando doença em quem cuida. Estas questões são alvo de atenção no curso, que gera vínculos atemporais entre os alunos e, também, com os professores, experts em ensinar e especialistas em acolher, com holding e handling winicotianos.

O curso é resultado de 52 anos de prática didática da psicossomática brasileira, através da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática – Regional São Paulo, sendo supervisionado pelo próprio Dr. Artur Zular, reconhecido como um dos mais respeitados nomes da Psicossomática no país, presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática – SP e diretor científico do comitê multidisciplinar de medicina psicossomática da Associação Paulista de Medicina.

“Além do que, este é o primeiro curso no país e, talvez, no mundo, a ter aulas teóricas e práticas juntando alunos de todas as áreas da saúde, atendendo em conjunto os pacientes em um ambulatório didático, sob a supervisão de profissionais altamente capacitados. Haverá discussão de casos nas unidades de terapia intensiva, maternidade, pronto socorro, trauma e cirurgia, pediatria, etc. A monografia terá uma atenção especial por parte dos professores orientadores e, para os que tiverem interesse, grupos de pesquisa e clínica serão formados para darem continuidade a seus projetos”, ressalta o professor.

Serviço
Inscreva-se aquiPós-graduação em Psicossomática
Coordenação: Prof. Dr. Ricardo Riyoiti Uchida
Supervisão Técnica: Dr. Artur Zular
Vagas: 65
Prazo para inscrições: até 4 de abril de 2018
Carga horária total: 480 horas
Duração do curso: 28 meses (incluindo a entrega da monografia)

Horário do Curso:
Um final de semana por mês, sendo:
– Sábado: conteúdo teórico, das 9h às 18h00
– Domingo: prática ambulatorial, das 8h às 17h00
– As aulas práticas serão realizadas no CAISM – Rua Major Maragliano, 241, Vila Mariana (SP)

Investimento total:
Matrícula: R$ 500,00
28 parcelas de R$ 1.200,00

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 122, em 12/1/2018. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.