Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP realiza 2º workshop internacional

workshop-neuroprotecao-noticiaNos dias 12, 13 e 14 de junho de 2017 será realizado o workshop internacional “Implicação de modificações metabólicas e epigenéticas para a neuroproteção: relevância para a pesquisa translacional” na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, coordenado pela Dra. Tatiana Rosado Rosenstock, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP. O evento contará com a presença de professores da University of Boon (Alemanha), da University of Birmingham (Reino Unido) e da Università degli Studi di Roma “Tor Vergata” (Itália), além de renomados pesquisadores brasileiros.

O evento irá abordar os principais mecanismos que podem interferir com o funcionamento neural e, por consequência, levar a morte celular e destacar modificações metabólicas e epigenéticas, onde a mitocôndria possui um papel chave. Durante o workshop, serão destacadas também diversas doenças neurodegenerativas e neuropsiquiátricas como Doença de Huntington, Doença de Alzheimer, Esclerose Lateral Amiotrófica, Esquizofrenia e Autismo, uma vez que são consideradas como as implicações finais da desregulação e/ou morte celular.

Serão oferecidas 60 vagas gratuitas para alunos regularmente matriculados em um curso de pós-graduação stricto sensu do país (Mestrado, Doutorado, Doutorado Direto ou Pós-Doutoramento). Não haverá restrição quanto à área de atuação dos alunos, mas elas deverão estar preferencialmente correlacionadas à Bioquímica, Farmacologia, Neurociências, Psicobiologia e Pesquisa clínica translacional e aplicada.

Para concorrer a uma vaga, o requerente deverá se inscrever pelo site do “2º Workshop Implicação de modificações metabólicas e epigenéticas para a neuroproteção: relevância para a pesquisa translacional”.

Ex-Santa lança livros didáticos na área de Psiquiatria

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Dr. Marcos de Jesus Nogueira, ex-aluno do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP

O Dr. Marcos de Jesus Nogueira é formado pela 5ª turma do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Foi professor instrutor do Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP até o ano de 1984. Atualmente, é diretor do Instituto Integrado de Psiquiatria e Psicologia de Araraquara (IIPP). No interior de São Paulo, também exerce a profissão em clínica privada.

Com o objetivo de tornar a literatura médica mais didática, escreveu três livros na área de Psiquiatria. Em entrevista ao Boletim Conectar, o ex-Santa falou sobre o que o motivou a escolher o curso de Medicina da FCMSCSP e sobre suas obras.

Boletim Conectar: Como o senhor decidiu seguir a carreira na área médica? E quais os motivos o levaram a estudar na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo?
Dr. Nogueira: As pessoas mais realizadas são aquelas que ajudam os outros, principalmente na saúde. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, além de ser muito prestigiada, tinha em seu curso a proposta pioneira de contato direto com os pacientes desde a primeira aula.

Boletim Conectar: Conte-nos um pouco sobre sua trajetória acadêmica e profissional.
Dr. Nogueira: Ingressei na residência em Psiquiatria na própria Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e, logo após, ocupei a função de Professor Instrutor do Departamento de Psiquiatria da FCMSCSP com a coordenação do Prof. Enzo Azzi durante seis anos. Em seguida, me mudei para o interior paulista trabalhando em clínica privada, com a finalidade de criar meus filhos fora de São Paulo, por razões de saúde.

Boletim Conectar: Alguma lembrança marcante de sua turma?
Dr. Nogueira: O espírito de união e a dedicação que o grupo vivia.

Boletim Conectar: Comente sobre suas três obras: “O Uso de Psicofármacos – um guia”, “Diagnóstico Psiquiátrico – um guia” e “Exame das Funções Mentais – um guia”.
Dr. Nogueira: São obras que abordam de maneira completa e essencial todo o conteúdo conceitual atualizado da psicopatologia, diagnóstico e da psicofarmacologia de forma a servir ao estudante e ao médico clínico em suas atividades diárias no estudo e no trabalho.

Boletim Conectar: Quais suas motivações para escrever sobre os temas abordados em seus livros?
Dr. Nogueira: Quando precisamos consultar a literatura de nossa especialidade, nem sempre é uma tarefa fácil e rápida para fazê-lo e, a maioria das vezes, o texto trabalhoso é pouco atrativo para realizar esta busca. Nestes livros, é possível encontrar este conteúdo de forma agradável, organizada, pedagógica e até mesmo divertida pelas técnicas de comunicação gráfica e pelos cartuns utilizados.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 109, em 25/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Nova versão do app iPancreas conta com atualizações

grupo-estudos-pancreatite-agudaNo dia 19/4, quarta-feira, alunos e professores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo participaram do relançamento do aplicativo iPancreas para celular, criado pelo Grupo de Estudos da Pancreatite Aguda, composto por estudantes do 3º, 4º, 5º e 6º anos do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP. Voltado a médicos e a estudantes de Medicina, o aplicativo tem como objetivo tornar o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento da pancreatite aguda mais fácil, acessível e padronizado, evitando complicações da doença.

O app, que havia sido lançado pela primeira vez em 2015, agora conta com atualizações que irão auxiliar ainda mais os pacientes com pancreatite aguda. Dentre as novidades, está um banco de imagens. Nesse banco, são colocadas fotos com casos de pancreatite aguda para ajudar as pessoas a identificarem a doença. Além disso, para o grupo, o aplicativo traz uma nova ferramenta online, voltada para a pesquisa: “As mudanças são tanto nas ferramentas, que todos podem usar, quanto para as ferramentas para o nosso grupo de pesquisa. O desenvolvimento do app foi feito exclusivamente pelos alunos da FCMSCSP. Esse é um legado que nós vamos deixar para a Instituição e também é uma forma de divulgarmos a FCMSCSP dentro e fora do Brasil”, afirma Ângelo Chelotti, aluno do 6º ano do curso de Graduação em Medicina e desenvolvedor do aplicativo.

“Acreditamos que o iPancreas facilita muito o nosso estudo e aprendizado, além de promover ferramentas muito importantes para os residentes e o serviço de saúde”, afirma o Dr. Tercio de Campos, professor do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP e idealizador do projeto.

Baixe o iPancreas
ipancreas-logoO app iPancreas apresenta para o usuário diversos recursos, como as opções de consulta sobre critérios diagnósticos para a pancreatite aguda, a classificação de gravidade, calculadoras de scores de gravidade (SOFA, Marshall, APACHE II, Balthazar, Ranson, Balthazar-Ranson, classificação de Atlanta 2013, critérios de gravidade) e ainda um fluxograma para a conduta passo a passo para a pancreatite aguda, com a possibilidade de salvar os dados de cada paciente.

Interessado no aplicativo? Faça download do iPancreas na Google Play Store (Android) ou na Apple Store (iOS).

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 109, em 25/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Febre amarela: conheça os sintomas da doença

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Dra. Ione Aquemi Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP 

A febre amarela possui dois ciclos epidemiológicos de transmissão distintos, silvestre e urbano, e tem grande importância em saúde pública por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas. Até 5 de abril deste ano, foram confirmados 586 casos de febre amarela no Brasil nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Pará. Esse é o maior surto da doença no país, desde 1980, segundo o Ministério da Saúde.

Transmitida pela picada de mosquitos transmissores infectados, no ciclo urbano a transmissão ocorre através do Aedes aegypti infectado e, no ciclo silvestre no Brasil, o principal mosquito é o Haemagogus janthinomys. “No ciclo da febre amarela silvestre, os principais hospedeiros são os macacos e o homem torna-se um hospedeiro acidental. Já no ciclo urbano, os homens são os únicos hospedeiros do vírus”, afirma a Dra. Ione Aquemi Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Após a picada do mosquito infectado pelo vírus da febre amarela, demora, em geral, de 3 a 6 dias para iniciarem os primeiros sintomas, podendo chegar até a 15 dias. “São considerados suspeitos de febre amarela indivíduos com quadro febril agudo, com até 7 dias, de início súbito, acompanhado de icterícia – condição que causa uma coloração amarelada da pele – e manifestações hemorrágicas; além de residentes de áreas de risco para febre amarela, de locais com ocorrência de doenças em macacos ou isolamento de vírus em vetores nos últimos 15 dias e não vacinados contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado”, esclarece.

Quando esses sintomas são apresentados, a Dra. Ione explica que é fundamental procurar um médico que pedirá exames laboratoriais específicos, para confirmar ou não o caso, e exames complementares para iniciar o tratamento clínico. “O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que deve ser hospitalizado e permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito.”

Como forma de evitar a doença, além das medidas para eliminação de criadouros de mosquitos nas cidades, individualmente, pode-se utilizar repelentes, telas – mesmas medidas para evitar dengue, chikungunya e zika. De acordo com a Dra Ione, a vacinação na febre amarela é uma grande arma para o controle da doença. “A vacina contra febre amarela faz parte do calendário vacinal para os habitantes de grande parte das regiões do país. Para as áreas indenes, a vacina é recomendada para aquelas pessoas que pretendem viajar para regiões onde há risco de transmissão da doença”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 109, em 25/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br. 

Prof. Dr. João Fava: importante fundador da FCMSCSP

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Dr. João Fava, professor emérito da FCMSCSP, que faleceu neste sábado, 22/4

João Fava graduou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo em 1950. Logo após sua graduação, foi trabalhar na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde sempre esteve muito próximo de Emilio Athié. Trabalhou junto à 1ª Cirurgia de Homens e nos plantões do Pronto Socorro Cirúrgico, enquanto mantinha seu consultório particular na Vila Maria, para onde se dirigia nos fins de tarde.

Trabalhador intenso dentro de sua especialidade, acumulou vasta experiência enriquecida pelo seu profundo conhecimento em Clínica Médica, o que fez dele, reconhecidamente pelos seus pares, um dos mais completos cirurgiões brasileiros.

A habilidade técnica sempre foi referência na observância dos princípios éticos, no fundo respeito aos pacientes, na objetividade de seus diagnósticos, na praticidade de seus procedimentos. Tudo emoldurado por uma humildade que emocionou quem o conheceu.

Juntamente com o Provedor da Irmandade, o Dr. Christiano Altenfelder Silva, o cirurgião da Santa Casa, Dr. Emilio Athié, defendeu a ideia do grande potencial do Hospital a ser (re)aproveitado para o ensino das Ciências da Saúde. A partir de 1952, o jovem cirurgião João Fava tornou-se braço direito do Dr. Emilio na organização do que viria a ser a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, formalmente criada em outubro de 1962 e que, em maio do ano seguinte, recebeu os primeiros alunos e começou a funcionar.

Paralelamente ao desenvolvimento da FCMSCSP, avançou a carreira de Dr. João Fava, que se especializou em cirurgia do esôfago, tornou-se chefe do Departamento de Cirurgia do Hospital e da Faculdade, por várias vezes, também se revelou um grande professor da nova Escola. Grande estimulador da atividade de pesquisa científica, que aprimora e enobrece a atividade profissional, incentivou o progresso acadêmico de alunos, professores, residentes e estagiários do Departamento de Cirurgia.

Em 1993, Dr. João Fava foi guindado à Diretoria da Instituição que ajudou a fundar por mandatos consecutivos, ocupando tal cargo até 1999 com sua peculiar seriedade, exercendo notável gestão administrativa com acentuado estímulo ao ensino na graduação e pós-graduação.

Médico Emérito da Santa Casa de São Paulo, no dia 26 de junho de 2006, recebeu o título de “Professor Emérito” da Faculdade, que dirigiu por quase uma década. A proposta do título foi feita pelo Departamento de Cirurgia e aprovada por unanimidade pela Congregação, que levou em conta os inúmeros serviços prestados por Fava à Faculdade.

Vestibular 2017 – 2º Semestre: inscrições abertas

vestibular-2017-2-semestre-faculdade-santa-casaA Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo está com inscrições abertas para o Vestibular 2017 – 2º semestre dos cursos de Graduação em Enfermagem (40 vagas), Graduação em Tecnologia em Radiologia (50 vagas) e Graduação em Tecnologia em Sistemas Biomédicos (50 vagas). A taxa de inscrição é de 20 reais. O término das inscrições será em 7 de junho de 2017.

A prova será realizada no dia 11 de junho de 2017, domingo, às 10h, na sede da FCMSCSP, na Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 61, Vila Buarque, São Paulo (SP). Confira como serão distribuídas as vagas deste Processo Seletivo:

Vagas ofertadas em Prova Tradicional (Ampla Concorrência)

Vagas ofertadas com Bolsa de Estudos Integral (Cota Social)

  • Considerando sua tradição e experiência na formação de profissionais na área da saúde, bem como seu compromisso com a inclusão social, a Faculdade atribuirá Bolsa de Estudos Integral a candidatos em situação de carência socioeconômica, desde que aprovados no processo seletivo. As bolsas, oferecidas em regime de Cota Social, serão ofertadas pela mantenedora da FCMSCSP, a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho. Assim, em cada um dos cursos informados, serão reservadas até 10 vagas de Cota Social. Para mais detalhes, consulte o Edital do Processo Seletivo 2017 – 2º semestre.

Para mais informações sobre o Processo Seletivo, acesso o Portal FCMSCSP.

Dia Mundial da Voz traz oficinas e apresentação do Coral na FCMSCSP

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Prof.ª Dra. Marta Andrada e Prof.ª Dra. Marina Padovani

Em comemoração ao Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, o curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo preparou uma série de ações especiais para marcar a data.

Para abrir as atividades, na terça-feira, dia 11/4, o início da tarde marcou a apresentação especial do Coral da FCMSCSP. Quem coordenou a atividade foram as professoras Dra. Ione Guibu, do Departamento de Saúde Coletiva, e a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP. A regência ficou sob responsabilidade de Caio Oliveira.

No dia 13/4, quinta-feira, das 12h às 13h, será realizada a oficina “Descubra como ser amigo da sua voz”. A iniciativa, que é voltada para professores e funcionários da FCMSCSP, tem como objetivo apresentar aspectos gerais de como a voz é produzida e de como ela se desenvolve ao longo da vida, abordar aspectos da postura corporal, da respiração, da articulação, entre outros que se relacionam com a qualidade da voz, discutir questões relacionadas à saúde vocal e, por fim, falar do papel da voz na comunicação e da importância da competência comunicativa nas relações interpessoais no trabalho e na vida social. “Essas atividades visam alertar para a identificação e reconhecimento de alterações vocais precocemente, assim como a importância da voz na comunicação e os cuidados com saúde vocal. Sabe-se que um bom uso da voz poderá trazer benefícios em relação à competência comunicativa. Ser amigo da sua voz é ser amigo da sua saúde”, afirma a Dra. Marta Assumpção de Andrada e Silva, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia.

Para encerrar as ações em prol do Dia Mundial da Voz, será realizada também no dia 13/4, das 13h30 às 14h30, com os alunos dos cursos de Graduação em Medicina e Fonoaudiologia da FCMSCSP, a atividade prática em escuta de vozes adaptadas e desviadas. A ideia é treinar a identificação dos desvios vocais mais comuns.

“As oficinas terão o objetivo de instrumentalizar funcionários e professores quanto ao conhecimento de uma produção vocal saudável, bem como hábitos e práticas que auxiliem nesse sentido. Para os alunos, queremos despertar a atenção para a identificação de alterações vocais em suas práticas profissionais, no futuro, incluindo a percepção da voz como elemento da saúde geral”, finaliza a Dra. Marina Padovani, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 108, em 11/4/2017. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.