Pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da FCMSCSP oferece contato direto com pacientes

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Dr. Guilherme Peres Messas, coordenador do curso de Pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica

Com o objetivo de promover conhecimentos e práticas para a realização do diagnóstico e para a estruturação e condução das estratégias terapêuticas em saúde mental, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo traz o curso de Pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica. Destinado a médicos, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e demais profissionais interessados no tema, o curso busca fazer com que os alunos enxerguem, em detalhes, as necessidades de seus pacientes, para oferecerem a melhor clínica e, consequentemente, o melhor tratamento.

De acordo com o Dr. Guilherme Peres Messas, coordenador do curso, o grande diferencial desse programa de especialização é sua carga clínica e o importante contato direto com o paciente. “Embora esta pós-graduação lato sensu tenha uma carga teórica relevante, esse é o curso de psicopatologia com maior carga clínica existente. As pessoas poderão ver, entrevistar, discutir e, eventualmente, acompanhar pacientes”, esclarece o psiquiatra.

Além disso, as novas turmas do programa contarão com mudanças na formatação da grade, que será mais estruturada para a utilização clínica do instrumento psicopatológico: “Nosso objetivo é oferecer guias de condutas e guias terapêuticos com acesso mais fácil ao público do curso”, afirma o Dr. Guilherme.

As inscrições para o curso de Pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo devem se iniciar ainda no mês de outubro. Caso tenha se identificado com o curso, acesse o Portal da FCMSCSP e manifeste seu interesse.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 98, em 4/10/2016. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Estudo conduzido pela FCMSCSP testa cirurgias cardíacas em órgão impresso em 3D

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Dr. Luiz Antonio Rivetti, professor da FCMSCSP

Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo testa a eficácia de biomodelos – réplicas – de corações de pacientes impressos em 3D no aprimoramento de procedimentos cirúrgicos. Realizado em parceria com o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o estudo conduzido há três anos, vem sendo testado em pacientes e tem financiamento da Secretaria de Apoio à Pesquisa (SAP) da FCMSCSP.

A tecnologia que permite a impressão em 3D de corações tem sido importante para o avanço da medicina cardiovascular: “Literalmente, com o coração na mão conseguimos interpretar melhor o que as imagens estáticas ou tridimensionais computadorizadas não conseguem mostrar. A tecnologia permite um diagnóstico mais preciso e, como consequência, uma preparação mais minuciosa de toda a cirurgia. Com o biomodelo, é incrível a riqueza de detalhes do coração reproduzido”, afirma o Dr. Luiz Antonio Rivetti, professor da FCMSCSP, orientador da pesquisa e médico cirurgião.

Segundo o Dr. Rivetti, a impressão em detalhes dos órgãos em 3D não é simples e passa por três etapas. “Até chegar em nossas mãos, o biomodelo passa por um processo de impressão de cerca de 22 horas. É demorado e é por isso que não conseguimos ainda utilizar a tecnologia no trato de casos mais urgentes. Após o diagnóstico, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, orientado pela FCMSCSP, produz as imagens tridimensionais do coração. Em seguida, o material é encaminhado para uma empresa de tecnologia especializada em impressões em 3D, que realiza o procedimento”, explica o cardiologista.

Até o momento, os testes foram feitos em três pacientes, com êxito: “A réplica do coração ajuda a identificar qual parte exata do músculo não está mais contraindo, como ocorre com o aneurisma do ventrículo esquerdo, causa de cerca de 15% dos infartos em pacientes com o diagnóstico. Com o biomodelo, ganhamos em agilidade e precisão”, finaliza o professor. ”

Pesquisa da FCMSCSP é destaque na imprensa
O estudo desenvolvido pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo vem sendo destaque na grande imprensa. Acompanhe aqui no Blog FCMSCSP mais detalhes sobre a repercussão deste tema: http://blog.fcmsantacasasp.edu.br.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 98, em 4/10/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Curso de Pós-graduação da FCMSCSP qualifica enfermeiros para atuar em centro cirúrgico e central de esterilização

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Mestre Reginaldo Adalberto Luz, professor do curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP

Para os enfermeiros profissionais que têm interesse em aprimorar a carreira profissional, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo oferece o curso de Pós-graduação em Enfermagem em Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica (RA) e Centro de Material e Esterilização (CME). O programa tem objetivo principal fornecer conhecimentos técnico-científicos para a assistência ao paciente cirúrgico, assim como os conhecimentos sobre ferramentas de gestão para a condução e coordenação de um centro cirúrgico.

De acordo com Reginaldo Adalberto Luz, professor do curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP e supervisor técnico do programa, o mercado de trabalho tem sido um dos principais responsáveis pela busca de aprimoramento pelos enfermeiros, recém-formados ou não, a fim de aumentarem suas chances de melhores empregos e salários: “No entanto, tão importante quanto garantir um futuro profissional, é importante o profissional estar preparado para desenvolver suas tarefas com perícia e segurança com capacidade para acompanhar os avanços tecnológicos”, reforça o professor.

A motivação para a criação deste curso, acrescenta o supervisor técnico, foi a chance de contribuir diretamente na formação de novos enfermeiros de centro cirúrgico, RA e CME. “Os principais diferenciais deste curso são, sem dúvidas, os professores da FCMSCSP que integram o corpo docente da Faculdade e professores convidados altamente qualificados e de referência e também a carga horária do programa que conta com 270 horas de aulas teóricas e 90 horas de estágio supervisionado”, finaliza.

Interessou-se pelo programa? Saiba mais sobre curso de Pós-graduação em Enfermagem em Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica (RA) e Centro de Material e Esterilização (CME) no Portal da FCMSCSP e manifeste seu interesse.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 98, em 4/10/2016. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Alimentação de três em três horas emagrece?

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Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP

Quem acompanha dicas de dieta e alimentação saudável, já se deparou com a informação de que devemos nos alimentar de 3 em 3 horas, a fim de acelerar o metabolismo. Será que essa prática, de fato, funciona?

De acordo com o Dr. Wagner Montor, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, existem diversos estudos que mostram não haver aceleração do metabolismo com esta prática, mas ele discute os potenciais benefícios do hábito. Estudos publicados no mundo todo mostram que não há diferença em se alimentar 3 ou 6 vezes por dia em relação à ativação do metabolismo ou ganho/perda de peso se a dieta for a mesma, apenas fracionada de modo diferente: “Imagine uma dieta de 1.800 calorias. Um grupo recebe uma dieta em 3 frações de 600 calorias e o outro em 6 frações de 300 calorias. Os resultados mostram que não há diferença na avaliação final e quem recebeu a dieta mais fracionada não tem o metabolismo mais acelerado”, esclarece.

No entanto, segundo o professor de Bioquímica, quando um nutricionista define uma dieta de calorias já restritas para ser dividida em 3 frações apenas, existe uma chance considerável de esta dieta não ser seguida ou ter escapes nos períodos de jejum mais longo entre as frações. O peso psicológico e social da restrição é importante e exige sempre muita determinação. Sendo assim, mesmo que não haja ativação de metabolismo, há benefícios no fracionamento, especialmente em uma fase de adaptação. “Se o nutricionista recomenda um fracionamento das mesmas calorias em 6 vezes, a chance de adesão à dieta é maior, porque o indivíduo não se sente tão restrito e é claro que chega a cada refeição com menos fome”, explica.

Notem que estamos falando de dieta de restrição calórica, para perda de peso. Para este objetivo, no entanto, seria interessante até ter períodos de jejum mais longos, fracionando menos e há trabalhos mostrando o benefício desse jejum mais longo, quando o indivíduo está hormonalmente mais apto a consumir suas reservas de gordura. Porém, a chance de adesão a isto sem um período de adaptação, redução de porções, redução calórica total, é pequena e a fase do fracionamento maior auxilia nesta adaptação. Dietas para manutenção de peso ou ganho de massa magra, se beneficiam muito mais nitidamente da alimentação de 3 em 3 horas.

O Dr. Wagner reforça que não há fórmulas mágicas e cada indivíduo precisa encontrar sua maneira de se relacionar com os alimentos, o que muda de acordo com a pessoa e também com o objetivo e fase da dieta. Não é só questão de fracionar e contar calorias, mas saber escolher as fontes de caloria e principalmente de nutrientes mais adequadas para cada situação. O apoio de um nutricionista é fundamental para quem busca reeducação alimentar. “Alimentar-se de 3 em 3 horas não ativa o metabolismo, mas não se pode negar que apresenta benefícios por aumentar adesão à dieta, evitar a fome excessiva em cada refeição permitindo controle de porção e até para se acostumar com menores volumes”, finaliza.

Quer entender mais a respeito do assunto? Acesse o post completo da página Wagner Cientista, no Facebook.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 98, em 4/10/2016. Assine nossa newsletter:http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Evento da FCMSCSP debate o papel do profissional de saúde em casos de violência contra as mulheres

simbolo-mulherA violência contra a mulher acontece em todas as fases da vida e classes sociais e tem impacto direto na saúde da mulher e da família. Muitas vezes, a violência pode ocasionar o aumento do uso de álcool e drogas, além de problemas na saúde mental dessas mulheres. Mas, quando o profissional da saúde encontra-se em um atendimento de uma mulher vítima de violência, de que forma ele deve agir? Qual é a melhor maneira de auxiliar essas mulheres?

Para discutir esse assunto, o curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza no dia 8/10, sábado, das 9h às 12h, o evento “A invisibilidade da violência contra as mulheres na vida e na cultura e seus impactos”, a fim de estimular a reflexão sobre as desigualdades de gênero na sociedade. “O objetivo é fazer com que os profissionais de saúde, em especial os futuros enfermeiros, não reproduzam essa prática que causa sofrimento, adoecimentos e traumas de diferentes ordens para as mulheres, crianças e familiares que estão próximos. Também é relevante considerar as diferentes manifestações de violência, que vão além da física, sexual, mas que também incluem o assédio, os abusos psicológicos, caracterizados por rejeição, depreciação e desrespeito”, explicam a Dra. Cell Regina da Silva Noca e a Mestra Maria Fernanda Terra, professoras do curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP e coordenadoras do evento.

De acordo com as professoras, a expectativa é que o evento possa contribuir para a reflexão dos participantes, no reconhecimento da violência como um fenômeno social e um problema também do setor de saúde: “Os profissionais devem visibilizar e dar o acolhimento e apoio necessário, tais como encaminhar para os serviços especializados, de modo a ajudar no enfrentamento da violência na sociedade.”

O encontro é gratuito e destinado a estudantes de todos os cursos, docentes, profissionais da área de Enfermagem e demais interessados no tema. Para realizar a sua inscrição, acesse o site evento “A invisibilidade da violência contra as mulheres na vida e na cultura e seus impactos“.

Serviço
Data e horário: 8/10, sábado, das 9h às 12h00
Local: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Auditórios Prof. Dr. Emilio Athié e Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão
Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP).

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Coração impresso em 3D, resultado de pesquisa da FCMSCSP, promete revolucionar cirurgias cardíacas

coracao_3d_cirurgia_cardiaca_faculdade_santa_casa_spConheça nos links a seguir algumas das reportagens veiculadas pela grande imprensa a respeito desta pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Clique sobre o título da matéria para acompanhar mais detalhes.

Avanços da tecnologia médica permitem atendimento personalizado
4/10/2016 (SBT Brasil/SBT): Em São Paulo, duas técnicas que estão sendo testadas permitem visualizar o problema, antes do tratamento, e pegar nas mãos um molde do órgão doente.

Um terço das mortes no Brasil são por problemas no coração
29/9/2016 (Jornal da Câmara/TV Câmara São Paulo):
Dia 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração. A data tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância de manter o órgão saudável, uma vez que os problemas do coração são a primeira causa de morte no mundo, de acordo com a OMS.

Conheça o coração impresso em 3D que promete revolucionar cirurgias cardíacas
19/9/2016 (Fala Brasil/TV Record):
Quer conhecer mais a respeito deste estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo? Então, confira nesta reportagem com o Dr. Luiz Antonio Rivetti, professor da FCMSCSP, e a pesquisadora Leila Nogueira Ferreira de Barros, aluna de Medicina da FCMSCSP, veiculada no programa Fala Brasil (TV Record).

Médicos em SP estudam cirurgia com modelo de coração impresso em 3D
14/9/2016 (Bem Estar /G1 – globo.com): Equipe da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo está testando a eficácia do uso de réplicas do coração do paciente impressas em 3D para aprimorar cirurgias cardíacas.

Outras menções:

Prof. Dr. Fares Rahal: exemplo de dedicação e colaboração

Fares Rahal nasceu em 3 de maio de 1930, na cidade de São Paulo (SP). Estudante dedicado, graduou-se em 1956 pela Escola Paulista de Medicina. Teve amplo destaque na base de sua formação em cirurgia, dedicando-se integralmente à Medicina, na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Participou de forma bastante ativa na instalação e desenvolvimento do Departamento de Cirurgia da Santa Casa de São Paulo e da FCMSCSP.

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Prof. Dr. Fares Rahal, professor titular da FCMSCSP, que faleceu neste domingo, 2/10

Ao longo de sua atuação, Fares Rahal sempre destacou a importância dos hospitais da Santa Casa de São Paulo e da Faculdade, uma instituição completando a outra, nos seus princípios de aperfeiçoamento do atendimento aos pacientes e da oferta de um ensino adequado e de alto padrão científico. Sua carreira acadêmica acompanhou não apenas a história da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo como também o desenvolvimento do Departamento de Cirurgia, tanto na atividade cirúrgica quanto no ensino.

 

Conquistou a livre-docência, em 1974, após brilhante concurso. Professor em diversos cursos, o Dr. Fares Rahal implantou ainda a cirurgia bariátrica na Santa Casa de São Paulo, tornando-se uma referência nacional e fonte para diversos trabalhos e teses. Foi também responsável pela área de estômago, cabeça e pescoço, tendo criado a área de Face, Cabeça e Pescoço. Ético, perfeccionista e rígido nas condutas pessoais, distinguiu-se entre seus pares. Criou, ainda, as Condutas Normativas do Departamento.

Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, recebeu significativas homenagens da instituição em 2001 e 2014, sendo autor de inúmeros artigos e capítulos de livros, sempre demonstrando o incansável espírito de colaboração. Dedicado à família, o Prof. Dr. Fares Rahal deixa 5 filhos e a certeza da convivência sempre colaborativa e harmoniosa com seus amigos e professores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, onde foi professor titular e recebeu o título de professor honoris causa.