Sistemas Biomédicos: saiba por que seguir essa carreira

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Dr. Homero Melo, diretor dos cursos de Graduação em Tecnologia da FCMSCSP

Para esclarecer os pontos mais comuns sobre a carreira de Sistemas Biomédicos, confira esta entrevista com o Dr. Homero Melo, diretor dos cursos de Graduação em Tecnologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Conectar: Por que Sistemas Biomédicos hoje representa uma excelente opção de carreira?
Dr. Homero Melo: Para aquele que já está empregado, cursar Sistemas Biomédicos na FCMSCSP é uma forma de se manter – estrategicamente falando – ativo no ambiente hospitalar, abrindo novas possibilidades dentro da aplicação da engenharia e da tecnologia na área da saúde. Já para aquele profissional que não está no mercado, é uma forma de redirecionamento da carreira, abrindo-se uma nova oportunidade de campo de trabalho, agregando valor à sua primeira formação. Vale ressaltar também que os cursos de tecnologia têm duração menor, o que possibilita uma inserção rápida no mercado de trabalho, se comparados aos cursos de bacharelado. Esse é um ponto muito importante.

Conectar: O que está ligado à atividade deste profissional?
Dr. Homero Melo: Sistemas Biomédicos envolve toda a área de engenharia e tecnologia aplicada à saúde. Hoje, os profissionais que compõem a equipe de engenharia clínica fazem parte de um contexto multiprofissional, que envolve não só o aspecto da engenharia, mas também da área técnica e tecnológica. O tecnólogo em Sistemas Biomédicos está vinculado justamente a esse nicho do mercado. Todo hospital tem equipamentos que precisam ser devidamente instalados, gerenciados e ter a manutenção realizada regularmente. Por conta disso, precisa de um profissional dedicado a essa área. O tecnólogo em Sistemas Biomédicos é esse profissional.

Conectar: Não ter facilidade com cálculo deve ser uma preocupação para aqueles que têm interesse no curso de Sistemas Biomédicos?
Dr. Homero Melo: O curso de Graduação Tecnológica em Sistemas Biomédicos, por se tratar de um curso multidisciplinar, envolve a área de exatas e a área da saúde. Dentro de nossa matriz curricular, possuímos disciplinas ligadas à área da engenharia e à área de biológicas. Existem sim disciplinas de cálculo, de física. No entanto, elas não têm o mesmo grau de aprofundamento como em um curso de Engenharia, por exemplo. As esferas de atuação são diferentes. Portanto, essa não deve ser uma preocupação por parte dos alunos interessados no curso.

Conectar: Porque é preciso usar cálculo para trabalhar nessa área?
Dr. Homero Melo: O tecnólogo em Sistemas Biomédicos precisa lidar com a parte computacional, de calibração, projetos e dimensionamento de equipamentos. É muito importante que ele desenvolva a habilidade numérica. Esse profissional entra no Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (Crea), por isso ele precisa ter essa vivência com cálculo, saber lidar com computadores, com números, com medidas. Isso porque, além da parte de cálculo de física, também existem disciplinas de calibração, metrologia, controle de qualidade.

Conectar: Como o mercado enxerga o profissional de Sistemas Biomédicos?
Dr. Homero Melo: Ao todo, com a FCMSCSP, 8 instituições oferecem este curso no Brasil, embora ele exista há 20 anos no país. Esse ainda é um programa de graduação tecnológica pouco conhecido. Muitas vezes, por não existirem tantos tecnólogos em Sistemas Biomédicos no mercado, os departamentos de engenharia clínica dos hospitais se valem de outras formações para compor uma equipe. É comum que uma equipe como essa seja formada por profissionais de outras áreas, como engenheiros elétricos, eletrônicos, de computação, civis, arquitetos, físicos, técnicos em equipamentos médicos, que se adaptam à área hospitalar. O tecnólogo em Sistemas Biomédicos, por sua vez, já é um profissional direcionado para essa área.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 93, em 26/7/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Fobia social: como identificá-la?

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Dr. Ricardo Uchida, psiquiatra e professor assistente da FCMSCSP

Ser tímido pode ser considerado, em muitos casos, algo normal. No entanto, quando a timidez tem impacto negativo na vida social ou profissional de um indivíduo, um diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Social – o medo de situações sociais – deve ser levado em consideração. O indivíduo que sofre do transtorno, também chamado de fobia social, tem medo de ser exposto e julgado negativamente por outras pessoas. Os sintomas físicos mais frequentes são rubor, sudorese e boca seca.

De acordo com Ricardo Uchida, psiquiatra e professor assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, uma pessoa diagnosticada com fobia social não tem apenas medo ou receio de exposição social, já que em algum momento da vida, qualquer um de nós pode passar por isso. Para ele, quando o caso é muito grave, a pessoa passa a evitar essas situações: “O indivíduo evita conversar com estranhos, procurar emprego, ter discussões ou conversas importantes com outras pessoas. Às vezes, até consegue fazer essas atividades, só que com muito sofrimento, o que causa muito prejuízo”, explica.

Existem dois tipos de ansiedade social: a simples e a generalizada. A ansiedade simples é caracterizada por, basicamente, receio de falar em público. Esse é o tipo mais comum de ansiedade social. A ansiedade generalizada, por sua vez, é menos freqüente, mas causa muito mais prejuízo para a saúde do indivíduo. “No tipo generalizado, você não tem só medo de falar em público, esse medo de exposição social vai abrangendo várias outras áreas da vida da pessoa e muitas outras situações. Esse tipo de medo causa uma desmoralização crônica, frequentemente o indivíduo fracassa em interações sociais, o que o deixa desmoralizado, pouco confiante em si mesmo, o que o leva ao isolamento social, ao prejuízo vocacional e muitas comorbidades como depressão e abuso de álcool”, conta o psiquiatra.

Segundo o Dr. Uchida, o início mais freqüente do transtorno da ansiedade social é no começo da adolescência. É uma tendência, nessa época, que alguns adolescentes se tornem mais tímidos e que isso possa evoluir para um diagnóstico de fobia social. “Na maioria das vezes, o caso é de evolução insidiosa; ela começa leve e aumenta progressivamente conforme a pessoa acumula experiências negativas em relação à timidez”, afirma. Além disso, a incidência é semelhante em homens e mulheres e estima-se que, durante toda a vida, a chance de uma pessoa desenvolver o Transtorno de Ansiedade Social é de 13%.

Para o tratamento do transtorno, o psiquiatra explica que pode ser feito com uso de medicamentos, mas que esse tipo de tratamento não acaba totalmente com os sintomas. Por isso, o mais indicado é unir a terapia ao uso de medicamentos. “A terapia tem uma vantagem muito grande em relação à medicação, porque quando é interrompida, o ganho é em longo prazo, enquanto o paciente que é apenas medicado, volta a apresentar os sintomas da fobia social”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 93, em 26/7/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Curso de Atualização em Pré-Cálculo: inscrições prorrogadas até 4/8

pre_calculo_2016_2_prorrogado_4-8_facebookForam prorrogadas até dia 4/8, quinta-feira, as inscrições para o curso de Atualização em Pré-Cálculo da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Direcionado a estudantes ou profissionais das áreas de Engenharia e Tecnologia e demais interessados no tema, o programa tem como objetivo desenvolver os conceitos básicos de matemática relacionados ao cálculo diferencial e integral.

Inscreva-se  pelo Portal FCMSCSP, na página do curso de Atualização em Pré-Cálculo.

​​2º curso de Hérnias Complexas da Parede Abdominal

curso-hernias-fcmscspO Grupo de Parede Abdominal do Departamento de Cirurgia da ISCMSP, com a colaboração do Departamento de Morfologia da FCMSCSP, realizou no dia 8/7, sexta-feira, o 2º curso de Hérnias Complexas da Parede Abdominal, que destinou-se ao ensino das técnicas de separação de componentes, com o apoio da empresa Bard.

O curso ofereceu aulas teóricas, apresentação de casos pregressos e discussão de casos a serem operados durante o curso pelos docentes do Departamento de Cirurgia, com participação dos alunos em campo cirúrgico e a fundamental atividade prática da revisão da anatomia topográfica da parede abdominal no Laboratório de Anatomia do Departamento de Morfologia da FCMSCSP.

 

Dr. Charles Schmidt, professor da FCMSCSP, lança programa em parceria com a University of California

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Dr. Charles Schmidt, professor da FCMSCSP

O Dr. Charles Schmidt, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, desenvolveu o Programa de Liderança e Gestão para Médicos, em parceria com a University of California, Irvine.

O programa, que acontece nos Estados Unidos, tem como objetivo proporcionar extensão qualificada de conhecimento acadêmico e profissional e uma visão aprofundada da profissão nos EUA contextualizada a partir de um ambiente médico privilegiado, que destaca aspectos únicos da gestão para o profissional da saúde.

Para mais informações, acesse o site oficial do Programa.

8º Encontro de Ética em Enfermagem da FCMSCSP

peça_faceO curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza no dia 27 de agosto, sábado, das 7h30 às 13h, a 8ª edição do Encontro de Ética em Enfermagem.

Discutindo o tema “Comunicação, Humanização e Tecnologia na Assistência de Enfermagem”, o evento é destinado a estudantes e profissionais da área de saúde, tem inscrições gratuitas que devem ser realizadas no local.

O encontro acontece no Complexo Zeferino Veloso – Sala 3 – Auditório Walter Scatolini: Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112 – Vila Buarque – São Paulo (SP).

FCMSCSP promove o 5º Simpósio Acadêmico Nipo-Brasileiro

peca_blogNo dia 4 de agosto, quinta-feira, das 12h às 13h40, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em parceria com a Keio University – School of Medicine, de Tóquio, Japão, realizará o 5º Simpósio Acadêmico Nipo-Brasileiro da FCMSCSP, nos auditórios Prof. Dr. Emilio Athié e Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão, da Instituição.

O evento tem como objetivo promover o encontro e a integração dos alunos de ambas as faculdades para discutirem as causas de determinados problemas tanto no Brasil como no Japão. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no local do evento.

Veja a programação do 5º Simpósio Nipo-Brasileiro da FCMSCSP

Serviço:
5º Simpósio Nipo-Brasileiro da FCMSCSP
Data: 4 de agosto, quinta-feira
Horário: das 12h às 13h40
Local: Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112 – auditórios Prof. Dr. Emilio Athié e Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão.

33ª edição do CoMASC acontece nos dias 4, 5 e 6 de outubro

comascNos dias 4, 5 e 6 de outubro, terça, quarta e quinta-feira, será realizada a 33ª edição do Congresso Médico Acadêmico da Santa Casa de São Paulo (CoMASC) e também a 34ª Jornada de Prêmios Manoel de Abreu e Emilio Athié. A iniciativa é desenvolvida por alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo para todos os estudantes de Medicina interessados – tanto os da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo quanto os de outras instituições. Com realização do Departamento Científico Manoel de Abreu (DCMA), o CoMASC é um dos mais conceituados do Brasil.

De acordo com Lucas Mellaci, aluno do 3º ano do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP e um dos alunos que forma a atual diretoria para a realização do CoMASC, o objetivo deste Congresso, assim como em todas as outras edições, é compartilhar conhecimento e experiências entre os estudantes e profissionais da área da saúde. “Por meio de palestras e workshops, o participante tem a oportunidade de entrar em contato com perspectivas diferentes de temas presentes no curso. O CoMASC não possui um tema principal como a maioria dos outros congressos, portanto temos a vantagem de abordar os mais importantes e diversos assuntos dentro da área da saúde. Nós, da Diretoria do Congresso, nos esforçamos ao máximo para abordar temas que com certeza serão importantes para a carreira e formação de qualquer profissional da saúde, independente da especialização que este escolha”, conta.

Para o estudante de Medicina, as expectativas da Diretoria do CoMASC são as melhores possíveis. Com o Congresso, eles buscam participar da formação de profissionais de todos os níveis de experiência e conseguir fazer com que os temas discutidos influenciem até a esfera do paciente, melhorando a qualidade do atendimento, e, consequentemente, a vida da população. “A intenção é de sempre aperfeiçoar o evento, trazendo novidades e temas atuais que irão estimular o congressista a se aprofundar ainda mais no assunto, e assim tornar o seu conhecimento cada vez mais diversificado”, afirma.

Confira a programação no site oficial do Congresso Médico Acadêmico da Santa Casa de São Paulo (CoMASC).

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 92, em 12/7/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Novo curso de atualização da FCMSCSP promove qualificação em pesquisa clínica

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Keli Nunes Balduino, professora do curso de Atualização em Aperfeiçoamento de Formação de Coordenadores de Estudo

Com o intuito de promover o aprimoramento profissional na área da saúde, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo iniciará, em setembro, o curso de Atualização em Aperfeiçoamento e Formação de Coordenadores de Estudo. Direcionado a profissionais que atuam ou queiram atuar como coordenadores de centro de pesquisa clínica, o programa tem como objetivo formar, treinar e aperfeiçoar coordenadores de pesquisa de excelência e prepará-los para o trabalho em centros de pesquisa, familiarizando-os com os problemas cotidianos.

De acordo com Keli Nunes Balduino, professora do curso, a pesquisa clínica está sofrendo mudanças constantes em suas normas e legislações no Brasil, portanto se torna importante renovar os antigos conhecimentos, adquirir novos e conhecer experiências que deram certo, para um constante processo de melhora da qualidade dos centros. “A indústria busca equipes bem qualificadas para a condução de seus estudos e centros qualificados”, afirma.

A proposta deste novo programa de atualização, complementa a professora, é trazer uma perspectiva diferente e uma abordagem mais profunda dos processos envolvidos na pesquisa clínica e discutir não só a condução de estudos clínicos, mas também o mercado de trabalho, reunindo profissionais para a troca de experiências e network com os alunos: “Além disso, a parceria entre a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, uma instituição com tradição e sucesso no ensino de profissionais da saúde, e a ClinSites, uma empresa formada por experts na condução de estudos e gerenciamento de centros, é um grande ganho para o profissional que se interessar por este curso”, destaca.

A Atualização Aperfeiçoamento e Formação de Coordenadores de Estudo possui carga horária de 16 horas e as aulas serão realizadas às quintas-feiras, dias 22 e 29 de setembro e 6 e 13 de outubro de 2016. As inscrições poderão ser feitas no Portal FCMSCSP até o dia 15/9.

Serviço
Aperfeiçoamento e Formação de Coordenadores de Estudo

Coordenação: Prof. Dr. Thomaz A. A. Rocha e Silva
Vagas: 50
Prazo para inscrições: até 15 de setembro de 2016
Carga horária total: 16 horas
Duração: quintas-feiras – 22 e 29/9 e 6 e 13/10/2016
Horário: das 18h às 22h00
Investimento total: 400 reais
Local: Rua Dr. Cesário Motta Jr, 112 – Vila Buarque – São Paulo (SP)
Dias 22, 29/9 e 6/10 – Complexo Zeferino Veloso – Sala 4
Dia 13/10 – Auditório Emilio Athié – Sala 1

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 92, em 12/7/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Infecção dos ouvidos em crianças: saiba os cuidados necessários

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Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, professor titular e diretor do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP

Popularmente conhecida por infecção dos ouvidos, a otite média aguda acomete a orelha média e é muito mais frequente em crianças, principalmente em bebês. Isso acontece em virtude de uma formação anatômica do canal auditivo. Os quadros alérgicos e infecções das vias aéreas superiores, mais prevalentes nos períodos de tempo seco e frio, como resfriados, sinusites, rinossinusites, rinites, são as principais causas das otites médias agudas em bebês e crianças.

De acordo com Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, professor titular e diretor do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, as crianças de 0 a 3 anos de idade têm maior propensão a desenvolver a otite média aguda porque elas têm a tuba auditiva – canal que comunica o ouvido com o nariz – mais horizontalizado e mais largo. “É muito mais fácil qualquer processo vindo do nariz chegar até a orelha média e desencadear uma infecção”, afirma.

Além disso, segundo o Dr. Dolci, existem crianças que são denominadas como “criança catarral”, que são aquelas que têm repetidos episódios de otite na primeira infância. Algumas com episódios a cada 2 meses e com secreção. São as otites médias supuradas. “São crianças que têm, geneticamente, a característica de serem alérgicas à poeira, ácaro, fungo, pelo de animal, alimentos e têm quadros repetidos de obstrução nasal, levando também ao desenvolvimento da otite”, explica o professor.

Com o tratamento adequado e acompanhamento, os episódios evoluem para a cura, fechando a membrana rompida muito rapidamente. Nesses episódios, a recomendação é afastar a criança da creche ou da escola, porque nesse ambiente sempre há uma criança com quadro viral, como afirma o professor: “O processo, geralmente, é contínuo. As crianças saram e voltam a ter esses quadros. Portanto, a criança catarral, que já tem maior propensão a desencadear a otite, sofre repetidos episódios.”

O especialista ressalta ainda que é fundamental tratar a infecção, pois ela pode evoluir para casos mais graves e complicações intracranianas como meningite, abscesso cerebral. De acordo com ele, não é muito comum que esses quadros evoluam dessa forma, porém os casos também não são raros.

Para a prevenção, é fundamental identificar os fatores que provocam reação alérgica e tratar sempre que esse quadro aparecer, com acompanhamento médico. “Cirurgia é sempre a última opção. Somente é recomendada para crianças que têm adenoidites de repetição, uma hipertrofia ou aumento muito grande da adenoide, que impede de respirar adequadamente”, explica o professor. “Isso porque a partir de 7 ou 8 anos as crianças que apresentaram episódios repetidos de otite já passam a ter uma melhora muito expressiva, com queda brutal na frequência do quadro”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 92, em 12/7/2016. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.