Zika: saiba como prevenir

Ione Guibu

Dra. Ione Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Detectado em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, Uganda, em 1947, o Zika vírus é transmitido para os homens pela picada do mosquito Aedes aegypti contaminado e apenas as fêmeas são as responsáveis pela transmissão. Na década de 50, os primeiros casos em seres humanos foram descobertos na Nigéria e no Brasil, o primeiro caso foi identificado em abril de 2015. De acordo com informações do Ministério da Saúde, há 3 registros de óbitos relacionados à doença no país e o vírus já circula nos 25 estados mais o distrito federal, desde 2 de abril de 2016, exceto Santa Catarina.

Segundo a Dra. Ione Guibu, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em torno de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika são assintomáticos e os principais sintomas são febre baixa, dor de cabeça, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. “Outros sintomas menos comuns também podem ser apresentados, como dor de garganta, inchaço no corpo, tosse e vômitos. Em geral, esses sintomas desaparecem espontaneamente de 3 a 7 dias após o início da infecção. Formas graves são raras, mas pode ocorrer óbito”, afirma.

Para evitar a proliferação, a Dra. Ione explica que o fundamental é combater os criadouros de Aedes aegypti: “Não deixar água parada em qualquer objeto que permita seu acúmulo como em pratinhos de plantas, pneus, garrafas etc. Vedar bem as caixas d’água ou recipientes para coletar água; não deixar acumular lixo, limpar calhas, ralos. Em nível individual, a prevenção é utilizar repelentes e inseticidas.”

Microcefalia
No caso de mulheres grávidas, o cuidado deve ser redobrado, uma vez que se o vírus for transmitido para o bebê, principalmente nos primeiros meses da gestação, ele poderá apresentar microcefalia (uma malformação congênita que acarreta no desenvolvimento inadequado do cérebro do feto). “As grávidas devem fazer o pré-natal, com consultas mensais, em que são solicitados exames de rotina. Se apresentarem qualquer um dos sintomas suspeitos, devem procurar assistência médica e não tomar qualquer medicação sem prescrição médica”, conclui a Dra. Ione.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 86, em 19/4/2016. Assine nossa newsletter: www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Sobre Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) é uma instituição de ensino superior com mais de 50 anos de atividades. Tem como mantenedora a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, que também incentiva a realização ou a participação em pesquisas nos âmbitos científico e técnico e estimula, pela promoção ou participação, estudos nas áreas médica, sanitária e social. Oferece cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia; graduação tecnológica em Radiologia e em Sistemas Biomédicos, além de diversos cursos de pós-graduação (especialização lato sensu, mestrado ou doutorado) e pós-doutorado.

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