Grupo de Estudos da FCMSCSP lança aplicativo para médicos

Que a inovação é um valor presente na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo todo mundo já sabe. O que, provavelmente, você ainda não sabia é que o Grupo de Estudos da Pancreatite Aguda da FCMSCSP desenvolveu recentemente um aplicativo para celular: o iPancreas. Voltado a médicos e a estudantes de Medicina, o objetivo do novo app é tornar o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento da pancreatite aguda mais fácil, acessível e padronizado, evitando complicações da doença.

A novidade vem ao encontro da tendência mundial no uso de tecnologias móveis por profissionais da saúde. Em 2013, mais de 74% dos médicos entrevistados em um estudo conduzido pela rede de agências WPP afirmaram que já usavam seus smartphones com fins profissionais. Na pesquisa, 31% desses médicos revelaram utilizar os dispositivos móveis para apoiar a realização de diagnósticos e 39% para cálculos clínicos. Do total, 43% dos médicos afirmaram ainda que efetuavam pesquisas sobre novos e atuais medicamentos por meio de seus dispositivos móveis.

Dr. Tercio De Campos, professor do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP

Dr. Tercio De Campos, professor do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP e idealizador do projeto, e o Grupo de Estudos da Pancreatite Aguda da FCMSCSP

De acordo com o Dr. Tercio De Campos, professor do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP e idealizador do projeto, as informações do aplicativo iPancreas foram baseadas na conduta adotada no Pronto Socorro Central da Santa Casa de São Paulo para a pancreatite aguda, disponível no livro “Pancreatite Aguda”, em co-autoria com o Dr. Samir Rasslan, e no Guideline mais atual (2013) do American College of Gastroenterology para a conduta na pancreatite aguda.

“Além de todo o envolvimento do Grupo de Estudos da Pancreatite Aguda para realizarmos este projeto, tivemos a fundamental colaboração do Angelo Chelotti Duarte, aluno do 4º ano de Medicina, que desenvolveu o aplicativo para que pudéssemos disponibilizá-lo a todos os profissionais interessados”, acrescenta o Dr. Tercio. Colaboraram também para a realização do projeto os alunos Aline Celeghini Rosa Vicente, Bruna do Nascimento Santos, Rodrigo de Almeida Mastrorosa e Victor Minari Campos, com o apoio do Centro Acadêmico Manoel de Abreu.

Baixar_iPancreas_Faculdade_Santa_Casa_de_SP

Baixe o iPancreas
O app iPancreas apresenta para o usuário diversos recursos, como as opções de consulta sobre critérios diagnósticos para a pancreatite aguda, a classificação de gravidade, calculadoras de scores de gravidade (SOFA, Marshall, APACHE II, Balthazar, Ranson, Balthazar-Ranson, classificação de Atlanta 2013, critérios de gravidade) e ainda um fluxograma para a conduta passo a passo para a pancreatite aguda, com a possibilidade de salvar os dados de cada paciente.

Interessado no aplicativo? Faça download do iPancreas na Google Play Store (Android) ou na Apple Store (iOS).

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 77, em 4/11/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

FCMSCSP sedia 2º Seminário Projeto Muriel

Nesta quinta-feira, dia 5/11, das 8h30 às 18h, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com o apoio do CRT (Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP) e Fapesp, sediará o 2º Seminário Projeto Muriel: Apresentação dos Resultados Preliminares e Discussão de Novos Rumos para Futuras Análises.

O encontro acontece na Rua Dr. Cesário Motta Jr., 61, Vila Buaque, São Paulo (SP), com abertura a partir das 8h30, no 6º andar, Sala 18, e demais atividades no 9º andar, Sala 27.

Confira a programação:

  • 8h30: Recepção
  • 9h: Apresentação dos participantes e apresentação sumária do desenho do estudo e resultados de caracterização sociodemográfica das pessoas estudadas (Maria Amelia Veras, coordenadora do Projeto Muriel)
  • 10h: Resultados preliminares – Saúde (Claudia Barros)
  • 10h20: Resultados preliminares – Acesso a políticas públicas (Márcia Giovanetti e Luiz Fabio)
  • 10h40: Resultados preliminares – Acesso a direitos e discriminação (Maria Amelia Veras e José Luís)
  • 11h às 11h30: Intervalo
  • 11h30: Resultados preliminares – Processo de transição (Ricardo Martins, Juny Kraiczyk e Thiago Pestana)
  • 12h:Resultados preliminares – Componente qualitativo (Gustavo Saggese, Bruno Cesar e Bruno Puccinelli)
  • 13h: Perguntas e Respostas
  • 13h30 às 14h45: Almoço
  • 15h: Diálogos com Muriel e debate – Coordenação: Juny Kraiczyk, com Regina Facchini (Pagu-Unicamp), Inês Dourado e Luís Augusto (ISC-UFBA) e Flávia Teixeira (Universidade Federal de Uberlândia)
  • 17h às 18h: Apresentação da experiência de São Francisco/USA (Erin Wilson – UCSF-USA)

Obs.: evento aberto; não requer inscrição prévia.

PRojeto Muriel Faculdade Santa Casa de SP

Lesões do joelho mais frequentes em cada idade

A criança, quando é estimulada a praticar um esporte incessantemente, pode ter lesões tendinosas, de cartilagem ou musculares. Porém, o indivíduo mais sujeito à lesão é o adulto jovem até chegar à idade madura, principalmente aos “atletas de fim de semana”, ou seja, o indivíduo que trabalha 8 horas por dia na semana e no final de semana vai ao clube ou agremiação jogar uma partidinha ou fazer um tênis. Se o indivíduo não tem os músculos treinados por exercícios regulares para conseguir bom alongamento, força muscular e uma boa amplitude de movimentos, o problema pode ser mais sério. “Sem sua defesa automática frente à força ou acontecimento inesperado, como um escorregão, ele pode sofrer uma ruptura de ligamento, uma lesão interna do joelho, a qual a mais frequente é a lesão do menisco acompanhada de lesões de cartilagem articular – e isso vai levar à necessidade de um tratamento. E se a lesão for grande, será um tratamento cirúrgico que, em geral, é reversível, mas que seria perfeitamente evitado se ele fizesse sempre uma profilaxia, isto é, a prevenção mediante o treinamento racional, semanal, sempre acompanhado por um educador físico”, orienta Dr. Osmar Pedro Arbix de Camargo, especialista em Trauma de Joelho, vice-diretor do curso de Graduação em Medicina e professor adjunto do Departamento de Ortopedia e Traumatologia,da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo..

Tipos de lesões em cada esporte
Geralmente, dentre os atletas dedicados à corrida, a queixa mais comum, surge quando aumenta-se a velocidade ou distância percorrida para se atingir um determinado nível de performance, o que poderá fazer com que apresente, por fadiga, distensões musculares ou lesões cartilaginosas, muscular ou condral. “Na corrida, uma das lesões frequentes da articulação do joelho acontece na hora do impulso que o indivíduo costuma ter com o objetivo de conseguir jogar seu corpo para frente forçando o aparelho extensor – formado pela musculatura anterior, a patela e o ligamento que se insere na tíbia – nos saltos também, no caso de obstáculos ou em corridas em locais íngremes, situação na qual é preciso que o joelho tenha toda a estabilidade necessária para conseguir vencer os obstáculos que vão surgindo como o terreno irregular, por exemplo, tanto no impulso quanto na frenagem”, elucida.
No ciclismo, se houver muito esforço, podem ocorrer lesões no aparelho extensor entre a rótula e o fêmur, podendo alterar a cartilagem. No entanto, em quedas, quando há um choque forte ao solo, podem surgir lesões mais sérias como a fraturas da patela, tíbia e fêmur.
Em atividades artísticas como o balé, na ginástica olímpica ou até em artes marciais, as principais lesões ocorrem por torções que se forem mais intensas podem ocasionar fraturas e lesões de ligamentos, que levam a uma instabilidade do joelho impedindo o uso normal da articulação. “No futebol e basquete, por exemplo, é possível que aconteçam torções que lesem estruturas internas do joelho como os meniscos ou ocorrência de fraturas intra-articulares que exigem um tratamento cirúrgico imediato”, conclui o Dr. Camargo.