Pesquisadores do Futuro: uma forma de aprimorar ainda mais o conhecimento na área da saúde

Jorge-Michel-Antonopoulos

Jorge Michel Antonopoulos

Após conversar com colegas que já participaram de intercâmbios, Jorge Michel Antonopoulos, aluno do 3º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, resolveu concorrer à bolsa Tide Setúbal pelo Programa Pesquisadores do Futuro. Já interessado na International Agency for Research on Câncer (IARC), em Lyon, França, Jorge Michel embarcou para a Europa para viver uma nova experiência. Confira!

Conectar: Por que optou pela IARC?
Jorge: Me interessei bastante pela IARC/WHO (CIRC/OMS) ou Centro Internacional de Pesquisa do Câncer, da Organização Mundial da Saúde. Não é uma faculdade ou instituição de ensino, trata-se de um complexo com diversas divisões, como epidemiologia, genética, entre outras, que visa realizar estudos moleculares e populacionais a respeito de diversas patologias que podem influenciar no desenvolvimento do câncer. Sendo assim, me interessei tanto pelo assunto de estudo quanto por aquilo que a instituição poderia oferecer. Além de trabalhar em laboratórios de medicina molecular, tive a oportunidade de assistir palestras de grandes pesquisadores de outras instituições, sobre suas pesquisas, por exemplo: Universidade de Madrid, Universidade de Paris, Harvard, MIT etc.

Conectar: Como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Jorge: A experiência foi muito ampla. Desde trabalhar em laboratório até ter a oportunidade de assistir palestras dos mais variados temas com profissionais de importantes centros de pesquisa, a IARC proporcionou uma experiência única no mundo da pesquisa. Nos laboratórios, por mais que já tenha visto a matéria de medicina molecular, pude aprender conceitos novos, dos quais nem sequer sabia da existência, além de aprimorar o conhecimento que já tinha a respeito de sequenciamento, técnicas de extração e amplificação de material genético (PCR). No fim do estágio, também pude conhecer e discutir sobre o ELN (Electronic Laboratory Notebook). Assim como na FCMSCSP, na IARC todos os procedimentos em laboratório devem ser registrados. Há aproximadamente quatro anos, a IARC desenvolveu um sistema eletrônico para esses registros, facilitando a correção do conteúdo, o seu acesso controlado e o compartilhamento de dados. Conversei com os desenvolvedores da ideia, que me auxiliaram a desenvolver uma máquina virtual do mesmo sistema (ELN-VM ou Electronic Laboratory Notebook – Virtual Machine).

Conectar: Como você definiria o Programa Pesquisadores do Futuro?
Jorge: Trata-se de um projeto muito interessante, mas consegui compreender mesmo o seu funcionamento quando comecei meu trabalho na IARC. Antes de viajar, não tinha ideia de quão importante e interessante é a IARC. Sabia que a experiência seria muito boa, mas não fazia ideia que ao final do período gostaria de permanecer mais tempo e inclusive voltar à IARC para uma pós-graduação.

Conectar: Para os alunos que venham a passar por essa experiência, o que você recomenda?
Jorge: Com certeza é inviável ir à IARC sem conhecer técnicas de laboratório, informática básica, inglês e francês. No meu grupo (GCS), tudo está relacionado à PCR e sequenciamento, ou à programação em UNIX, para o desenvolvimento de softwares de estatística. E, durante os intervalos, todos falavam francês. Embora saber programação não seja absolutamente essencial, saber como fazer um PCR (e como funciona) bem como um sequenciamento e análise dos resultados, torna sua experiência completa. Tive a sorte de me enquadrar em quase todos os itens, exceto pelo francês, pois eu tinha pouco conhecimento da língua no início, mas ao final do período, fui capaz de compreender e interagir.

Conectar: Há algo que não perguntamos sobre a experiência ou sobre a iniciativa que acha interessante descrever?
Jorge: Em relação à cidade de Lyon, talvez valha a pena descrever algo. Trata-se da segunda maior cidade da França, é extremamente segura e acessível. O transporte público é muito eficiente e há diversos locais para se visitar. Está localizada na região centro-sul da França, estando muito próxima da Itália (Turim), Suíça (Genebra), Espanha (Barcelona). Todos os locais são acessíveis via TGV (trem bala) e durante os fins de semana você pode visitar esses países bem como a região sul da França, como, por exemplo, Avignon ou Annency. Lyon é a capital gastronômica da França também e tem a maior concentração mundial de restaurantes com três estrelas Michelin.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Sobre Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) é uma instituição de ensino superior com mais de 50 anos de atividades. Tem como mantenedora a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, que também incentiva a realização ou a participação em pesquisas nos âmbitos científico e técnico e estimula, pela promoção ou participação, estudos nas áreas médica, sanitária e social. Oferece cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia; graduação tecnológica em Radiologia e em Sistemas Biomédicos, além de diversos cursos de pós-graduação (especialização lato sensu, mestrado ou doutorado) e pós-doutorado.

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