Pesquisadores do Futuro: uma forma de aprimorar ainda mais o conhecimento na área da saúde

Jorge-Michel-Antonopoulos

Jorge Michel Antonopoulos

Após conversar com colegas que já participaram de intercâmbios, Jorge Michel Antonopoulos, aluno do 3º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, resolveu concorrer à bolsa Tide Setúbal pelo Programa Pesquisadores do Futuro. Já interessado na International Agency for Research on Câncer (IARC), em Lyon, França, Jorge Michel embarcou para a Europa para viver uma nova experiência. Confira!

Conectar: Por que optou pela IARC?
Jorge: Me interessei bastante pela IARC/WHO (CIRC/OMS) ou Centro Internacional de Pesquisa do Câncer, da Organização Mundial da Saúde. Não é uma faculdade ou instituição de ensino, trata-se de um complexo com diversas divisões, como epidemiologia, genética, entre outras, que visa realizar estudos moleculares e populacionais a respeito de diversas patologias que podem influenciar no desenvolvimento do câncer. Sendo assim, me interessei tanto pelo assunto de estudo quanto por aquilo que a instituição poderia oferecer. Além de trabalhar em laboratórios de medicina molecular, tive a oportunidade de assistir palestras de grandes pesquisadores de outras instituições, sobre suas pesquisas, por exemplo: Universidade de Madrid, Universidade de Paris, Harvard, MIT etc.

Conectar: Como foi essa experiência e o que ela lhe acrescentou?
Jorge: A experiência foi muito ampla. Desde trabalhar em laboratório até ter a oportunidade de assistir palestras dos mais variados temas com profissionais de importantes centros de pesquisa, a IARC proporcionou uma experiência única no mundo da pesquisa. Nos laboratórios, por mais que já tenha visto a matéria de medicina molecular, pude aprender conceitos novos, dos quais nem sequer sabia da existência, além de aprimorar o conhecimento que já tinha a respeito de sequenciamento, técnicas de extração e amplificação de material genético (PCR). No fim do estágio, também pude conhecer e discutir sobre o ELN (Electronic Laboratory Notebook). Assim como na FCMSCSP, na IARC todos os procedimentos em laboratório devem ser registrados. Há aproximadamente quatro anos, a IARC desenvolveu um sistema eletrônico para esses registros, facilitando a correção do conteúdo, o seu acesso controlado e o compartilhamento de dados. Conversei com os desenvolvedores da ideia, que me auxiliaram a desenvolver uma máquina virtual do mesmo sistema (ELN-VM ou Electronic Laboratory Notebook – Virtual Machine).

Conectar: Como você definiria o Programa Pesquisadores do Futuro?
Jorge: Trata-se de um projeto muito interessante, mas consegui compreender mesmo o seu funcionamento quando comecei meu trabalho na IARC. Antes de viajar, não tinha ideia de quão importante e interessante é a IARC. Sabia que a experiência seria muito boa, mas não fazia ideia que ao final do período gostaria de permanecer mais tempo e inclusive voltar à IARC para uma pós-graduação.

Conectar: Para os alunos que venham a passar por essa experiência, o que você recomenda?
Jorge: Com certeza é inviável ir à IARC sem conhecer técnicas de laboratório, informática básica, inglês e francês. No meu grupo (GCS), tudo está relacionado à PCR e sequenciamento, ou à programação em UNIX, para o desenvolvimento de softwares de estatística. E, durante os intervalos, todos falavam francês. Embora saber programação não seja absolutamente essencial, saber como fazer um PCR (e como funciona) bem como um sequenciamento e análise dos resultados, torna sua experiência completa. Tive a sorte de me enquadrar em quase todos os itens, exceto pelo francês, pois eu tinha pouco conhecimento da língua no início, mas ao final do período, fui capaz de compreender e interagir.

Conectar: Há algo que não perguntamos sobre a experiência ou sobre a iniciativa que acha interessante descrever?
Jorge: Em relação à cidade de Lyon, talvez valha a pena descrever algo. Trata-se da segunda maior cidade da França, é extremamente segura e acessível. O transporte público é muito eficiente e há diversos locais para se visitar. Está localizada na região centro-sul da França, estando muito próxima da Itália (Turim), Suíça (Genebra), Espanha (Barcelona). Todos os locais são acessíveis via TGV (trem bala) e durante os fins de semana você pode visitar esses países bem como a região sul da França, como, por exemplo, Avignon ou Annency. Lyon é a capital gastronômica da França também e tem a maior concentração mundial de restaurantes com três estrelas Michelin.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Enfermagem FCMSCSP: ensino de qualidade e desenvolvimento

Natália-Sarracceni-Tedesco

Natália Sarracceni Tedesco

Formada no ano de 2007, no curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Natália Sarracceni Tedesco é pós-graduada em Enfermagem na Assistência ao Adulto em Unidade de Terapia Intensiva, pela FCMSCSP, e em Enfermagem do Trabalho pela Faculdade São Luís de Jaboticabal. Natália já fez parte da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Vila Alpina, da UTI do Hospital Central da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, da UTI do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e da UTI do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. “No ano de 2012, recebi o convite para ocupar o cargo de enfermeira da Educação Continuada no Hospital Santa Isabel, administrado pela ISCMSP”, completa a enfermeira que também ocupa o cargo de analista de desenvolvimento humano, da área de Educação Corporativa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e ministra aulas para cursos de pós-graduação lato sensu na Universidade de Guarulhos. Confira mais informações sobre os tempos em que a egressa era aluna da FCMSCSP.

Conectar – Por que optou por Enfermagem? 
Natália – Após o término do ensino médio, eu sabia muito bem quais cursos não realizar. Nunca tive afinidade com números e fórmulas; a área de exatas estava fora de cogitação! Mas não fazia ideia de qual curso seguir. A escolha pela faculdade de enfermagem sofreu a influência direta da minha mãe, que sempre dizia que caso não tivesse cursado a faculdade de psicologia, teria optado pela enfermagem. Assim, apenas após iniciar o curso é que tive a certeza de que a enfermagem seria a minha área de atuação profissional.

Conectar – E quando decidiu que faria o curso na FCMSCSP? Quais critérios lhe ajudaram na escolha?
Natália – Quando prestei o vestibular da Fuvest era possível escolher a primeira e a segunda opção de faculdade. Pelo fato de ser particular, a FCMSCSP era a minha segunda opção. Após saber o resultado do vestibular, ainda antes da matrícula, pesquisei melhor sobre a FCMSCSP e observei que se tratava de uma faculdade conceituada na área médica, reconhecida como o primeiro local do estado de São Paulo a formar médicos e cirurgiões, sendo o berço dos cursos de medicina da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de São Paulo. Com tamanha expertise e tradição na formação médica, iniciei o curso de Graduação em Enfermagem com a certeza de ter feito a escolha pela faculdade certa.

Conectar – Pode nos contar um pouco da sua experiência como aluna da FCMSCSP?
Natália – 
Bastou o início das aulas para que eu tivesse a certeza de que havia realizado a escolha certa, pois a FCMSCSP conciliava a tradição de uma instituição reconhecida nacionalmente pelo ensino de qualidade e o desenvolvimento de pesquisas, somado à filantropia e à realização de projetos sociais, caracteríscos das Santas Casas. Como aluna, procurei participar de todas as oportunidades de ensino que a Faculdade poderia me proporcionar; assim, fui monitora de algumas disciplinas, como Pediatria e Antropologia Filosófica. Dessa forma, eu cursava a graduação no período matutino e ocupava as minhas tardes estudando na biblioteca ou desenvolvendo as atividades de monitoria.

Conectar – De que maneira o curso contribuiu para o seu crescimento profissional?
Natália – Antes da faculdade, eu nunca havia entrado em um hospital. Tudo que aprendi na FCMSCSP e nos corredores e unidades da Santa Casa constituíram o alicerce de minha formação acadêmica e trajetória profissional bem-sucedida. Além da qualidade do ensino e da notoriedade no desenvolvimento de pesquisas científicas, o caráter ético, humanitário e social, impressos na formação dos profissionais formados pela FCMSCSP, constituem um diferencial no mercado de trabalho.

Conectar – Existem desafios que você enfrenta na carreira e que consegue aplicar na prática o que foi aprendido na Faculdade?
Natália – A formação ética que desenvolvi durante os anos de graduação na FCMSCSP, sem dúvida me auxiliou no manejo de desafios importantes frequentemente presenciados na prática assistencial.
 
Conectar – Hoje em dia qual a sua relação com a Faculdade?
Natália – Pelo vínculo que criei com alguns professores e também por atuar na área da educação, esporadicamente, sou convidada para ministrar aulas na disciplina não obrigatória de pacientes críticos do curso de Graduação em Enfermagem.

Conectar – Que dicas você dá para quem deseja cursar Enfermagem?
Natália – A enfermagem é uma profissão encantadora. E não é preciso iniciar um curso de graduação para perceber isso: todos nós já precisamos ou conhecemos alguém que necessitou dos serviços prestados por um enfermeiro. Como é bom sentir-se respeitado e seguro durante o atendimento de um profissional que se dedicou por anos simplesmente pela satisfação em cuidar do próximo. Hoje, eu não me enxergaria realizada atuando em outra área. A formação na área da enfermagem proporciona oportunidades de trabalho que vão além dos muros do hospital: atuação no segmento de saúde ocupacional em empresas diversas, cuidado domiciliar, participação em programas governamentais de vigilância sanitária, atuação na área de ensino e pesquisa, entre outras. Fico grata pelo convite em participar da entrevista e em poder compartilhar minhas experiências e (boas) recordações do período em que fui aluna da FCMSCSP. É sempre com grande satisfação e orgulho que digo e repito: sou filha da Santa Casa de São Paulo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

FCMSCSP realiza Encontro de Enfermagem na luta contra a AIDS

Encontro-de-enfermagemPara lembrar o dia Mundial de Luta Contra a AIDS, datado em 1º de dezembro, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizará no dia 30 de novembro, segunda-feira, das 14h às 16h, o Encontro de Enfermagem na luta contra a AIDS.

Realizado pelo Curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP, sob a coordenação da Prof.ª Dra. Maria Martha Ferreira Jeukens, o evento gratuito é indicado aos alunos da FCMSCSP e profissionais interessados no tema e acontecerá na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Rua. Dr. Cesário Motta Jr., 61, sala 26, 9º andar, Vila Buarque, São Paulo (SP).

Veja a programação e inscreva-se no Encontro de Enfermagem na luta contra a AIDS

Aluna do curso de Graduação em Medicina da FCMSCSP conquista bolsa para realização de pesquisa

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Dra. Fabiana Henriques Machado de Melo, professora da FCMSCSP e orientadora do trabalho

Dedicar-se à pesquisa não é uma tarefa fácil​; são necessários interesse, empenho e muito estudo. Foi assim que Lívia Tomazin Maebuti, aluna do 2º ano do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, conseguiu, já no início de sua vida universitária, uma bolsa pela F​​undação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo​ (Fapesp)​ com o projeto: “Avaliação de marcadores epigenéticos em nevos melanocíticos e no melanoma acral lentiginoso localizados na região acral”.

“Para o desenvolvimento de uma pesquisa deve haver comprometimento, ainda mais pelo fato de que a carga horária exige bastante dos alunos de Medicina. Mas a Lívia é superdedicada, escreve bem e eu tenho o maior orgulho dela. Esse projeto, inclusive, é original​. Não há nada na literatura sobre o assunto”, ressalta a Dra. Fabiana Henriques Machado de Melo, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da FCMSCSP e orientadora do trabalho.

De acordo com a Dra. Fabiana, o trabalho surgiu após receber o aconselhamento do Prof. Dr. Osmar Monte, vice-diretor da FCMSCSP,  para conversar com o Dr. Marcus Antonio Maia de Oliva Ferreira, dermatologista e professor da FCMSCSP. “Tenho um aluno de Mestrado e fui conversar com o Dr. Marcus para fazer uma colaboração e fiquei sabendo que ele queria ​realizar um trabalho sobre melanoma acral lentiginoso”, explica a Dra. Fabiana.

Lívia-Tomazin-Maebuti

Lívia Tomazin Maebuti

A partir daí, a professora apresentou a ideia aos alunos de Iniciação Científica da FCMSCSP, que se dispuseram a desenvolver a pesquisa: “A Lívia é a autora e o Gabriel Roberti de Oliveira, também aluno do 2º ano do curso de Graduação em Medicina, é colaborador nesse trabalho. Ao buscarmos na literatura algo sobre o melanoma acral lentiginoso, notamos que há trabalhos relatando a existência de mutações em genes ​– alteração genética associada ao desenvolvimento do melanoma ​– importante para o controle do ciclo celular, porém os resultados não são conclusivos”, esclarece.

Como no Pós-doutorado a Dra. Fabiana estudou o papel dos mecanismos epigenéticos no desenvolvimento do melanoma, notou ali uma oportunidade, pois em vários tumores, inclusive no melanoma, já foram descritas inúmeras alterações genéticas ou mutações que estão associadas ao seu desenvolvimento. E não há nada, de acordo com a professora, que relacione a ocorrência de modificações epigenéticas e o desenvolvimento do melanoma acral lentiginoso.

O que é melanoma
É um tipo de câncer que aparece na pele, no couro cabeludo e, no caso do superficial, acomete pessoas de pele clara e está associado à exposição à luz ultravioleta. A diferença é que o melanoma acral lentiginoso ocorre em regiões que não estão expostas ao sol, como a palma da mão e a planta do pé. “Ele é um tipo mais raro, mas é um câncer de pele agressivo, causa metástase e mata”, explica a Dra. Fabiana.

Além de conquistar a bolsa Fapesp, Lívia Tomazin Maebuti obteve uma verba da Sociedade Brasileira de Dermatologia a fim de financiar o material necessário para a realização do projeto. ​A futura médica conta que já vinha procurando algo que estivesse relacionado a câncer. “Gosto muito do que faço​; então para mim é por prazer mesmo. Não acho que teria feito tudo o que fiz se não tivesse o apoio da professora Fabiana, que estava ali para tudo que eu precisasse, assim como os outros professores também. Aliás, aqui na Faculdade há muitos pesquisadores renomados e sempre todos muito acessíveis, o que me inspira bastante”, agradece a estudante.

A pesquisa prevê resultados de estudos sobre cinco casos de nevos e cinco de melanomas acrais. “​Há muita coisa que contribui para o desenvolvimento do câncer​. Vamos ter de colher dados como a idade​ e a ocupação do paciente e tomar cuidado com os parâmetros para não perdermos resultados. A bolsa da Lívia é de um ano, renovável. ​Esperamos que​,​ dentro desse período​,​ tenhamos muitos pacientes, já que o hospital da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo recebe pessoas vindas de diversos lugares para atendimento, em que pode haver um grande número de casos de melanoma​”, finaliza a professora.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

 Estão abertas as inscrições para a 1ª Semana de Radiologia da FCMSCSP

semana-de-radiologiaA Diretoria dos Cursos de Graduação em Tecnologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com o apoio da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e da Unidade de Ensino Profissionalizante da Santa Casa (UEP) realizará entre os dias 12,13 e 14 de novembro de 2015 a 1ª Semana de Radiologia.
Com inscrições abertas até o dia 12 de novembro, quinta-feira, o evento discutirá o tema: “Trinta anos de regulamentação das técnicas radiológicas no Brasil: O futuro das aplicações das radiações ionizantes e segurança”.

Destinado aos tecnólogos em Radiologia e demais profissionais da área da saúde, a 1ª Semana de Radiologia possui coordenação dos professores Rafael Eidi Goto e Bergman Nelson Sanchez Muñoz do cursos de Tecnologia da FCMSCSP; Ben Hesed dos Santos (UEP – ISCMSP) e Décio Batista Rocha (Escola de Enfermagem da Santa Casa).


Serviço:

Data e horário:
Dia 12/11, quinta-feira, das 19h às 22h40; dia 13/11, sexta-feira, das 19h às 22h40; e 14/11, sábado, das 8h às 12h30.

Local:
Anfiteatro Prof. Dr. Emilio Athié e Prof. Dr. Paulo Augusto A. Galvão.
Inscrições:
Alunos de Graduação da FCMSCSP  – 30 reais;
Alunos de Graduação Tecnológica da FCMSCSP – isentos;
Alunos de Pós-Graduação da FCMSCSP – 50 reais;
Ex-alunos da FCMSCSP – 50 reais;
Alunos da UEP (Técnicos)  – 30 reais;
Alunos de outras instituições – 50 reais;
Associados ao Conter  – 75 reais;
Demais participantes  – 100 reais.

Clique para conhecer a programação e se inscrever na Semana de Radiologia 2015 da FCMSCSP

FCMSCSP abre inscrições para o curso de especialização em Medicina do Trabalho

Medicina-do-trabalho-2016-peca-facebookAté o dia 15 de dezembro, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo está com inscrições abertas para o curso de especialização em Medicina do Trabalho. Sob a coordenação do Dr. José Tarcísio Penteado Buschinelli, o curso destinado a médicos tem como objetivo formar profissionais que pretendam atuar em empresas, sindicatos de empregadores ou de trabalhadores e órgãos públicos como: Centros de Referência de Saúde dos Trabalhadores; Ministério do Trabalho; e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Com taxa de inscrição no valor de R$ 320,00, a especialização em Medicina do Trabalho possui duração de 18 meses e terá início em 1º de fevereiro de 2016.

Inscreva-se e veja o Programa do curso de Medicina do Trabalho.

Diretora do curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP recebe homenagem

Ana Luiza Navas - Homenagem

Dra. Ana Luiza Navas

Entre os dias 14 e 16 de outubro, aconteceu o 23º Congresso Brasileiro e 9º Congresso Internacional de Fonoaudiologia, em Salvador (BA). Na ocasião, que reuniu mais de 900 fonoaudiólogos e estudantes do Brasil e de países como Chile, Argentina e Espanha, a Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo recebeu uma homenagem.

“Recebi, no ano passado, o prêmio como destaque do Departamento de Linguagem, uma das áreas da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa). E, neste ano, os anfiteatros e salas do Congresso receberam os nomes de quem foi escolhido como destaque. Para mim, foi uma emoção muito grande. Quando me pediram para enviar uma foto imaginei, mas quando vi o totem e as pessoas fazendo fotos ao lado da minha foto foi muito emocionante. É a primeira vez que recebo uma homenagem deste tipo. E a SBFa é a maior associação científica que congrega os fonoaudiólogos do Brasil”, explica a Dra. Ana Luiza.

A dirDra-Ana-Luiza---prof---alunosetora do curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP ainda contou com uma plateia especial composta por alunos do 2º, 3º e 4º anos e professores, ambos do curso de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP. “Tínhamos um grupo de cerca de 30 alunos participando e, durante a cerimônia de abertura, eles estavam todos lá me aplaudindo de pé. Isso sem contar as professoras: Adriana Rahal Rebouças de Carvalho, Katia de Almeida, Marina Padovani, Marta A. de Andrada e Silva e Noemi Takiuchi que ministraram palestras”, detalha.

Na cerimônia de abertura do evento, os homenageados receberam uma chave simbólica e, durante os quatro dias de Congresso, em frente de cada sala, havia um totem com uma foto e um minicurrículo da Dra. Ana Luiza. “Ali constava Professora Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Acho que para nós, professores, é gratificante, pois os alunos têm orgulho de falar ‘é minha professora’ e isso foi muito gostoso. É ótimo recebermos o reconhecimento, mas é mais importante ainda para os nossos alunos saberem que o que fazemos é reconhecido”, finaliza.

A Dra Ana Luiza participou da mesa “Fonoaudiologia Educacional, Linguagem e Saúde Coletiva – limites e atribuições”, para tratar da importância da estimulação da linguagem em crianças. Além disso, como Editora Chefe da Revista CoDAS, participou em mesas temáticas relacionadas à publicação científica e de discussão sobre os Periódicos em Fonoaudiologia.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Medicina: chegou a hora de escolher a residência médica

Dr.-José-Eduardo

Dr. José Eduardo Lutaif Dolci

Nesta edição, o Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, diretor do Curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, esclarece algumas das principais dúvidas sobre a residência médica. Confira!

Conectar: Qual o papel do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)?
Dr. Dolci: Trata-se de uma prova obrigatória para todo egresso de Medicina do estado de São Paulo, temos hoje no estado mais de 50 escolas de Medicina. Então, todo o aluno formado em qualquer escola precisa prestar essa prova. Ao realizar essa avaliação, o futuro médico não é impedido de exercer a Medicina se ele não passar. Entretanto, ele é obrigado a fazer a prova, do contrário, ele não teria um registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). O objetivo dessa prova é avaliar as escolas que oferecem a Graduação em Medicina, como o aluno está sendo formado nas escolas. O Cremesp envia para as escolas o resultado das provas, notificando o desempenho dos alunos nas diversas áreas da Medicina, apresentando um panorama do ensino.

Conectar: E se o residente vier de outro estado ou for de outro estado precisa fazer o exame?
Dr. Dolci: Mesmo que seja de outro Estado, é necessário prestar a prova do Cremesp, para ter o registro no CRM. A avaliação acontece sempre no final de outubro. A pessoa que não faz a prova recebe um registro provisório, mas precisa justificar o porquê não a realizou e, no ano seguinte, precisa fazer.

Conectar: E se egresso de Medicina não tem o CRM ele pode fazer a residência?
Dr. Dolci: Todas as residências oficiais no estado de São Paulo estão exigindo o registro no CRM. Esta foi uma proposta implantada há 10 anos, não era obrigatória, mas tornou-se há três anos. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo sempre mandou um número muito grande de alunos para o exame e sempre foi muito bem nas provas.

Conectar: Como é a preparação para o exame de residência?
Dr. Dolci: Existem cursinhos preparatórios, porém a vivência e a experiência no internato são muito mais importantes. A prova é um teste e o aluno precisa saber a teoria e a prática, por isso toda prova de residência precisa ter teste teórico e prático para mensurar como foi o internato deste futuro médico. Na Faculdade Santa Casa de São Paulo insistimos para que os alunos aproveitem o 5º e 6º anos, os plantões voluntários e os plantões obrigatórios para atividades complementares, pois isso tem um peso e faz uma diferença muito grande.

Conectar: A maioria dos alunos chega no 6º ano sabendo em qual área seguirá?
Dr. Dolci: Isso sempre foi um dilema, muitas vezes, eles chegam ao 6º ano e não sabem o que fazer, e na medida em que vão passando nas especialidades eles vão se apaixonando.É hilário, por exemplo, passam na Dermatologia e decidem, na sequência passam na Oftalmologia e acham que é aquilo. Por isso, o eletivo ajuda, pois são  sete semanas dentro de uma especialidade ou área.

Conectar: Como funciona a residência?
Dr. Dolci: Cada hospital, principalmente os universitários, costuma ter todas  residências em todas as  especialidades. A residência é regulamentada Conselho Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação (MEC). Por exemplo, a residência em otorrinolaringologia inscrita no MEC tem que cumprir um programa, com um número de professores, carga horária, apresentando quais são os direitos e as obrigações dos residentes, o conteúdo teórico e pratico a ser cumprido (cirurgia, procedimentos, entre outras). Tem prova para passar de ano na residência. Na especialidade de otorrinolaringologia tem prova todo mês, além da nota de conceito mensal. No final do ano, o médico possui 24 notas e, para passar, a média dele tem de ser sete.

Conectar: O residente é remunerado?
Dr. Dolci: Ele recebe uma bolsa cujo recurso vem do MEC ou da Secretaria da Saúde do Estado, cerca de 60% dos residentes na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo recebem bolsas do MEC ou da Secretaria da Saúde e o restante é pago pela Santa Casa.

Conectar: E quem não passa como residente há outra escolha?
Dr. Dolci: Há o curso de especialização, que também é registrado e reconhecido pelo MEC. Para isso, ele presta outra prova. Passando, ele tem a mesma formação do residente, mas não recebe por isso.

Conectar: E para os que não desejam fazer residência?
Dr. Dolci: Não precisa fazer, mas a partir de 2018, com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), todos os médicos deverão fazer residência. Hoje, quem não faz pode exercer a medicina como clinico ou ainda pode seguir na medicina da família, que é muito necessária à população brasileira.

Conectar: E quanto à obrigatoriedade, como será? Com esse novo formato, quanto tempo levará a residência?
Dr. Dolci: A proposta da nova Diretriz Curricular para os Cursos de Medicina é a residência para 100% dos formandos em medicina a partir de 2018. Todo médico que se formar deverá ficar um ano em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Sobre o tempo de residência, depende da especialização, se optar, por otorrinolaringologia, por exemplo, ele segue um ano na UBS e mais três em residência na área de otorrinolaringologia. No caso de uma especialidade como cirurgia vascular, por exemplo, deverá fazer um ano na UBS, mais dois de cirurgia geral e só depois disto poderá fazer a área específica, que é a vascular, por mais dois ou três anos.

Conectar: O que a Faculdade faz para auxiliar o futuro médico?
Dr. Dolci: Na FCMSCSP, nós preparamos o aluno de Graduação de maneira global. Desde o primeiro ano, nos preocupamos com a humanização, o aluno é inserido em um hospital desde o primeiro dia de aula. Desde  o início ele tem aulas de propedêutica, de cuidados de enfermagem , de psicologia  e contato com os pacientes. Levamos  isso muito a   sério  procuramos não perder este referencial desde 1963, ano da abertura da nossa escola. É o nosso  diferencial. Tenho a convicção de que ao terminar o curso, o aluno passa do status de estudante para médico e de jovem para homem ou mulher maduros, pois procuramos dar uma série de exemplos para que ele se transforme em um bom médico e entenda o sentido da profissão que escolheu.

No próximo boletim:

Dra. Ana Luiza Navas, diretora do curso de Graduação em ‪‎Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, falará sobre as possibilidades para a carreira de um fonoaudiólogo. Acompanhe!

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 76, em 21/10/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Encontro de Enfermagem  debate a prevenção de complicações em cirurgias oftalmológicas

Prof. Reginaldo Adalberto de Luz

Prof. Reginaldo Adalberto de Luz

Buscando discutir o papel do enfermeiro na prevenção e o controle das principais complicações que podem ocorrer após a realização de cirurgias oftalmológicas, acontecerá nesta quarta-feira, dia 21 de outubro, das 14h às 16h, o 2º Encontro de Enfermagem em Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. “A atuação do enfermeiro em oftalmologia ainda não é bem difundida, embora este profissional seja de grande importância para o andamento dos serviços de oftalmologia, incluindo um atendimento especializado ao paciente, prevenção e controle de agravos como, por exemplo, das infecções. Infelizmente, não há cursos para a formação e especialização destes profissionais no Brasil, dessa forma, o conhecimento sobre o tema para estes profissionais acontece durante a prática no dia a dia ou por meio de cursos ou eventos como este que realizamos uma vez por ano”, ressalta o Mestre Reginaldo Adalberto Luz, professor do curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP e um dos organizadores do encontro.

Com organização empreendida em conjunto com a Dra. Marcele Pescuma Capeletti Padula e realização do Curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP, o evento terá como tema a “Atuação do enfermeiro na prevenção e controle das complicações pós-operatórias em cirurgias oftalmológicas”.  De acordo com o Prof. Reginaldo, serão abordados os aspectos básicos da anatomia e fisiologia ocular; as cirurgias mais comuns; e as duas principais complicações no pós-operatório decorrentes do procedimento cirúrgico: a Síndrome Tóxica do Segmento Anterior e a Infecção Intraocular denominada “endoftalmite”.

É possível se inscrever gratuitamente no evento, o 2º Encontro de Enfermagem da FCMSCSP é destinado aos professores, alunos e profissionais de Enfermagem interessados no tema. Clique para conhecer a programação e se inscrever.

Profissionais de Medicina: parabéns por esta data!

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