Hanseníase: apesar de ter cura e tratamento gratuitos, Brasil não conseguirá erradicar o mal em 2015

Manchas avermelhadas, esbranquiçadas ou amarronzadas no corpo, diminuição de força nas mãos e nos pés, caroços avermelhados e doloridos na pele e sensação de choques com fisgadas ao longo dos braços podem significar um mal que em 2014 atingiu 24.612 pessoas: a hanseníase. O número foi apresentado pelo Ministério da Saúde e coloca o país na segunda posição de incidência no mundo.

A hanseníase, popularmente conhecida como lepra, possui tratamento e é curável. Entretanto, apesar de estar evoluindo no combate à enfermidade, o Brasil não deve alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminar a doença em 2015.

Dra. Maria Josefa Rujula, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dra. Maria Josefa Rujula, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

“As regiões norte, nordeste do país e um pouco do Mato Grosso se apresentam como municípios surdos. Em geral, os locais onde a hanseníase tem maior incidência são distantes e as ações de combate se tornam mais complexas. Isso também pode se apresentar como algo cultural, pois muitas pessoas se escondem. É difícil tratar ou prevenir a doença em populações que moram isoladas, que têm falta de acesso à informação ou até de subsídios”, comenta a Dra. Maria Josefa Rujula, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A professora explica que a enfermidade é infecciosa e contagiosa, causada pelo bacilo denominado Mycobacterium leprae. “Ela é extremamente infectante, mas poucas pessoas adoecem. Além disso, a doença é crônica e pode apresentar um período de incubação de 2 a 7 anos, ou seja, a pessoa pode ter se infectado hoje, mas só manifestará a doença anos mais adiante”.

A prevenção é feita por meio de campanhas para a população, desmistificação, treinamentos nas unidades de saúde e monitoramentos dos índices – sendo feitos, principalmente, em menores de 15 anos.

Tratamento

Ao surgirem os sintomas da enfermidade, a pessoa infectada deve buscar unidades de saúde. O tratamento é gratuito e é efetuado por medicamentos via oral, cuja dosagem é avaliada para cada caso.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 66, em 2/6/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Sobre Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) é uma instituição de ensino superior com mais de 50 anos de atividades. Tem como mantenedora a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, que também incentiva a realização ou a participação em pesquisas nos âmbitos científico e técnico e estimula, pela promoção ou participação, estudos nas áreas médica, sanitária e social. Oferece cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia; graduação tecnológica em Radiologia e em Sistemas Biomédicos, além de diversos cursos de pós-graduação (especialização lato sensu, mestrado ou doutorado) e pós-doutorado.

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