FCMSCSP realiza palestras sobre o combate à Dengue e ao Chikungunya

Professores da FCMSCSP e convidados posam para a foto durante a Semana de Enfermagem.

Professores da FCMSCSP e convidados posam para a foto durante a Semana de Enfermagem.

Atualmente, o Brasil vive uma epidemia de dengue, com registro de um caso a cada 12 segundos e mais de 745 mil notificações do problema, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em virtude da comemoração do Dia Mundial do Enfermeiro, instituído em 12 de maio, nesta mesma data, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo preparou uma programação especial, no evento Semana da Enfermagem, trazendo convidados que ministraram palestras sobre medidas de combate à dengue e ao chikungunya e doenças similares, de transmissão pela picada de mosquito.

A enfermagem, denominada como a arte de cuidar, tem uma data especial no calendário da Instituição. “É uma tradição comemorar a data com eventos acerca da profissão. Desde o primeiro ano de curso, pensamos em discussões, palestras e seminários para abordar temas atuais e discutir a carreira”, explica a Dra. Maria Lucia Costa, vice-diretora do curso de Graduação em Enfermagem da FCMSCSP.

Em 2014, a Instituição debateu o tema de Enfermagem Motivacional. “A expectativa para este ano foi de muito entusiasmo por parte dos alunos. Nós trouxemos pesquisadores que falaram sobre as possibilidades de vacinas e deram informações sobre o combate ao Aedes Aegypti. Além disso, tivemos uma ex-docente da Instituição, a mestra Tatiana Chiarella, que relatou sua experiência na África como enfermeira do programa Médicos Sem Fronteiras”, ressalta a Dra. Maria Lucia.

As demais palestras contaram com a participação da Dra. Bronislawa Ciotek de Castro, médica sanitarista, do Prof. Alessandro Giangola, coordenador das ações de combate ao Aedes Aegypti do município de São Paulo, e da Prof.ª Dra. Anna Luiza Gryschek, do departamento de Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da USP.

 Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 65, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Santa Maluquice: Programa de Extensão da FCMSCSP realiza visitas periódicas a crianças internadas

img3O Programa Santa Maluquice, atividade extracurricular universitária vinculada ao Departamento de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, foi criado por um pequeno grupo de alunos da Instituição, em 2003. Desde então, o projeto tem crescido e contato com novos participantes.

Hoje, alunos dos cursos de Graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia da FCMSCSP realizam o trabalho que tem o objetivo de humanizar o contato dos pacientes internados com o ambiente hospitalar. Isso é possível por meio de atividades realizadas com as crianças internadas no local, o que proporciona momentos de felicidade aos pequenos. Além disso, outros eventos acontecem ao longo do ano, como a festa de dia das crianças e a comemoração do Natal, que conta com distribuição de presentes e brincadeiras realizadas no parquinho da pediatria.

O propósito inicial do Programa era de que visitas regulares fossem feitas à pediatria da Santa Casa de São Paulo. A ideia agora, apresentada durante o curso de introdução do Programa, em 2015, é entrar em contato com outras seções do hospital. O curso contou com a participação de cerca de 80 alunos, que demonstraram interesse em conhecer e participar do Programa.

“Este ano nós entramos em contato com o Hospice, área de cuidados paliativos, e eles gostaram bastante da ideia que nós apresentamos de começar a visitar as enfermarias do local. A gente ainda não começou, mas eles deixaram claro que nós somos bem-vindos lá”, afirma Giuliana D’Amaro, aluna do terceiro ano do curso de Graduação em Medicina e participante do Santa Maluquice.

O projeto demanda doações, como as realizadas pelo Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP, e arrecadações dos próprios discentes. “Para as festas a gente faz uma arrecadação de brinquedos e materiais por fora, por nossa conta, e procuramos contatos como escolas infantis. Para o Natal do ano passado, nós pedimos doações em escolas e os próprios pais de crianças de uma instituição infantil aqui das redondezas fizeram doações”, conta.

Os alunos interessados em participar do Programa devem informar nome e dia com disponibilidade de horário para frequentar a enfermaria. Segundo Giuliana, as informações gerais são necessárias para que seja feito um certificado de participação do Programa. Novos estudantes também podem participar, mas precisam realizar o curso de introdução e outro de capacitação sobre regras importantes para que estejam aptos a circularem pela enfermaria.

“Acho o Santa Maluquice muito importante porque é um Programa de humanização, e o aluno tem um contato com o paciente que é diferente do contato com o objetivo o ensino. Você está nas enfermarias para aprender as doenças, e quando os alunos vão frequentar a enfermaria com o Santa Maluquice, eles estão ali para conviver, para viver com o paciente naquele momento”, finaliza a aluna.

 Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 65, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Consumo exagerado de isotônicos pode ser prejudicial à saúde

Dr. Osmar Monte,  endocrinologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Dr. Osmar Monte, endocrinologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Associado à atividades físicas, o isotônico é responsável por repor rapidamente a energia consumida pelo corpo humano. A bebida é utilizada para dois fins: hidratar e devolver nutrientes que possam ter sido perdidos durante o exercício físico. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas não Alcoólicas (Abir), o consumo de isotônicos aumentou 60%, entre 2006 e 2010. Entretanto, se consumida em excesso, a bebida pode ser prejudicial à saúde, contribuindo inclusive para alterações na pressão arterial.

“O ideal é não abusar dos isotônicos, porque eles têm efeitos colaterais também. Por exemplo, eles contêm muito sódio. Se o indivíduo for hipertenso e tomar uma carga maior de isotônico, ele pode ter alguma alteração da sua pressão arterial e algumas complicações em virtude disso”, explica o endocrinologista e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Dr. Osmar Monte. Além disso, caso a pessoa não pratique exercícios, a bebida isotônica pode colaborar com o ganho de peso. “Se ele simplesmente tomar isotônico, sem atividade física, isso pode levar ao ganho de peso, porque aumenta a quantidade de calorias que a pessoa está ingerindo”, afirma.

Já o consumo de bebidas isotônicas por crianças só ocorre em casos de hidratação e o líquido não pode substituir a ingestão de sucos naturais no dia a dia. “Primeiro, seria estar substituindo algo saudável por alguma coisa não tão saudável. Em segundo lugar, o suco é uma substância mais natural, que também serve para hidratação e para reposição energética, além de conter vitaminas, coisa que os isotônicos não têm”, explica o professor.

A bebida pode ser usada com moderação por atletas. O Dr. Osmar Monte ressalta que não existe um momento certo para a ingestão do isotônico, pois isso depende muito da intensidade da atividade praticada. Nesse caso, a bebida serve como um mecanismo para reposição de energias.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 65, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

 

Departamento Científico Manoel de Abreu promove curso em parceria com Instituto do Sono

Sono_02O Departamento Científico Manoel de Abreu (DCMA), da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, promove o Curso de Medicina do Sono nos dias 19 e 20 de maio, terça e quarta-feira, nos anfiteatros Prof. Dr. Emilio Athié e Paulo Augusto Ayrosa Galvão. O evento conta com a presença de pesquisadores do Instituto do Sono da Unifesp e da Escola Paulista de Medicina.

Leonardo Carneiro da Silva, aluno do curso de Graduação em Medicina e um dos representantes da diretoria de cursos do Departamento Científico, conta como é a experiência de organizar o evento. “Estou muito contente porque, durante a Faculdade, é importante o aluno realizar atividades como essa, fundamentais para nossa formação. A experiência de organizar um curso agrega muito, e acho interessante a oportunidade aqui oferecida pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo aos alunos”, afirma.

Segundo Leonardo, o evento, que conta com o apoio do Instituto do Sono, tem expectativa de participação de 150 pessoas. “O Instituto nos ajudou muito e ofereceu brindes para serem sorteados no dia. Nós contamos também com o apoio da Faculdade, por meio da Comissão Científica e do setor de Desenvolvimento Institucional”, comenta.

Durante o curso serão realizados sorteios de livros, brindes e seis vagas para visita guiada ao Instituto do Sono, com atividade na Polissonografia. “Os profissionais do Instituto do Sono são referência no Brasil e no mundo. E esse é o principal diferencial do curso, que conta com palestras ministradas por eles”, finaliza o aluno.

As inscrições podem ser realizadas no local, entre 16h45 e 17h15, desta terça-feira, 19/5. Cada participante deverá pagar a taxa de 12 reais (com CAD) ou 15 reais (sem CAD).

Confira a programação:

19 de maio de 2015, terça-feira

Das 17h30 às 18h30 – O que é Sono e Fisiologia do Sono – Dra. Camila Hirotsu
Das 18h30 às 19h00 – Coffee Break
Das 19h00 às 20h00 – Principais Distúrbios e Doenças do Sono – Dra. Lia Rita Azeredo Bittencourt

20 de maio de 2015, quarta-feira

Das 17h30 às 18h30 – Ferramentas Diagnósticas dos distúrbios do sono: a polissonografia – Lenise Jihe Kim
Das 18h30 às 19h00 – Coffee Break
Das 19h00 às 20h00 – Higiene do Sono – Dra. Ligia Mendonça Lucchesi

Local:

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Anfiteatros Prof. Dr. Emilio Athié e Prof. Dr. Paulo A. Ayrosa Galvão
Endereço: Rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP)

Mais informações: tel.: (11) 3361-1129 ou marketing@dcma.com.br.


Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 65, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: 
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Anemia falciforme é condição genética e pode ser diagnosticada com “teste do pezinho”

Dr. Rodolfo Delfini Cançado, clínico geral e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Dr. Rodolfo Delfini Cançado, clínico geral e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A anemia falciforme é uma doença do sangue em que o indivíduo possui uma hemoglobina alterada ou defeituosa, chamada de hemoglobina S, que não recebe a quantidade ideal de oxigênio. Assim, há uma alteração nos glóbulos vermelhos, que deixam de ter uma forma arredondada para assumir o aspecto de foice, principal característica dificultadora da oxigenação dos tecidos.

“A anemia falciforme é uma condição genética. As pessoas não contraem o mal em virtude de alguma doença ou evento, mas recebem o gene alterado com traços falciformes do pai ou da mãe”, explica o Dr. Rodolfo Delfini Cançado, clínico geral e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Segundo o professor, os sintomas podem ser muito variados e atingem cada indivíduo de formas diferentes. “Em alguns casos, os pacientes não sentem qualquer dor e desfrutam de uma vida saudável e normal. Em outros, mais graves, pode provocar crises severas que vão desde dores ósseas, articulares, dores na barriga até infecções de repetição”, explica.

Os episódios de dor podem ser sentidos em qualquer idade pelo paciente de anemia falciforme. Estes são caracterizados também por inchaços nas mãos e pés, infecções, tonturas, dores de cabeça, desmaios, vulnerabilidade a otites, amigdalites, pneumonia, entre outros.

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames de sangue e, principalmente pelo ‘teste do pezinho’, realizado no nascimento da criança. Assim, em situações de crise, o Dr. Cançado recomenda o acompanhamento profissional para a indicação de medicamentos mais adequados para o controle das dores. Ele ressalta que os pais devem sempre exigir que o teste do pezinho seja feito nas crianças para que o diagnóstico e controle precoces sejam efetuados.

 

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 64, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Exposição “História dos esquecidos” em cartaz na Santa Casa de São Paulo

JpegSensibilizar tanto alunos, quanto profissionais de saúde do Hospital Central para a história de pessoas em situação de rua, resgatando a humanidade delas, que muita gente se esquece. Todos têm uma história de vida, sonhos, desejos, queixas e não podemos reduzi-los a uma pessoa de rua que nem sequer olhamos nos olhos”, diz Luiza Arcas, aluna do 2º ano do curso de Graduação em Medicina e atual presidente do comitê IFMSA Brazil da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, quanto à exposição “História dos esquecidos”, em cartaz na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Composta por fotos e relatos de pessoas em situação de rua, a mostra que permanece até o dia 18/5, segunda-feira, foi idealizada pelo comitê de direitos humanos e paz da IFMSA Brazil – FCMSCSP. “Ela faz parte de uma campanha desenvolvida em três fases: a primeira consistiu em entrevistar 30 moradores de rua durante a Macarronada Social do Projeto de Integração dos Primeiro-anistas (PIPA) no Largo Santa Cecília; a segunda é a exposição de fotos e histórias relatadas; e a terceira será a palestra que encerra a ação, no dia 18, às 17h, nos Anfiteatros Prof. Dr. Emilio Athié e Paulo A. Ayrosa Galvão”, completa Luiza.

Na data, ainda de acordo com a aluna, temas como Gestão Hospitalar, Drogas e Vícios e Direitos Humanos serão abordados para ressaltar a conscientização de alunos e profissionais da área da saúde. “O intuito é mostrar o que a estrutura hospitalar pode fazer por pessoas em situação de rua. Falar sobre dependência química já que esse ainda é um dos principais motivos pelos quais as pessoas saem de casa. E trazer relatos emocionantes do psicólogo social Fernando Braga da Universidade de São Paulo (USP) que fingiu ser gari por nove anos para entender como é o funcionamento da vida na rua”, elucida a futura médica que finaliza ressaltando o apoio da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo neste projeto: “O comitê local IFMSA Brazil – FCMSCSP faz parte da esfera local da IFMSA-Brazil. A Faculdade nos permite desenvolver essas ações, seja com apoio do Departamento de Comunicação e Marketing ou com o da própria Diretoria. A FCMSCSP é receptiva com os nossos projetos e tenta nos ajudar da maneira que for possível a por em prática nossos eventos”.

Depressão atinge cada vez mais crianças no Brasil

img4Um dos distúrbios que mais provoca discussões no meio científico, a depressão, também pode ser observada em crianças. Conhecida por “mal do século XXI”, o estado anormal de comportamento e a perda do interesse em atividades cotidianas podem ser sentidos na fase infantil. Porém, os sintomas podem ser diferentes da depressão apresentada por adultos, fato que muito dificultou o reconhecimento do mal nessa fase. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno já é apontado como principal causa na incapacidade de conclusão de tarefas rotineiras entre crianças e jovens de 10 a 19 anos.

“A criança que sofre de depressão pode se apresentar mais irritada, mais agitada, inquieta ou irrequieta do que habitual. Ela também pode se desinteressar pelas atividades da escola ou de lazer, parecer cansada o tempo todo e, algumas vezes, apresentar perda de sono e alterações de apetite. Esses são sintomas comuns em crianças deprimidas e bastante diferentes dos apresentados pelos adultos”, explica a Dra. Anne Maia, psiquiatra e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Ela explica que nem sempre o quadro de depressão infantil tem relação com algum episódio estressor, mas pode acontecer sem que haja algo pontual. “É importante comentar que a depressão é multifatorial. Por isso, nem sempre é possível identificar um ponto de início do distúrbio. A ‘tendência a deprimir’ também pode ser um traço herdado”, afirma.

Para o diagnóstico é fundamental que os pais, professores e parentes mais próximos da criança observem qualquer comportamento incomum, além do desinteresse por atividades de lazer e da falta de reação frente a uma situação em que é contrariada. Assim como outros distúrbios, nessa fase, é importante que haja uma detecção precoce para evitar possíveis complicações.

“As abordagens terapêuticas para a criança deprimida devem ser as mais amplas possíveis. Com o avanço nas formulações dos antidepressivos (com menos efeitos colaterais e mais seguros), hoje o tratamento da depressão infantil já é realizado com psicoterapia e psicofarmacoterapia. Conjugadas, essas medidas comprovadamente auxiliam na melhora dos sintomas e do desempenho escolar”, explica.

Além do tratamento medicamentoso, a Dra. Anne acrescenta que o suporte familiar é indispensável na recuperação da criança. Segundo ela, esse apoio e orientação também são medidas de prevenção para eventuais recaídas ou continuidade do problema na fase adulta.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 64, em 5/5/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.