Alimentação saudável é fundamental na prevenção do diabetes gestacional

Dra. Lilian de Paiva Rodrigues, professora adjunta de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Dra. Lilian de Paiva Rodrigues, professora adjunta de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Durante a gestação, o organismo feminino sofre inúmeras adaptações para o bom desenvolvimento do feto. Porém, as mulheres podem apresentar alguns problemas nesse período. O diabetes gestacional é um deles e acomete cada vez mais mulheres no Brasil. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a disfunção atinge entre 2,4 a 7,2% das gestantes.

“Isso se deve a produção de hormônios pela placenta. Os níveis de glicose no sangue materno se elevam e, consequentemente, a sua oferta para o bebê. Para que essas concentrações permaneçam normais, é necessário maior produção e liberação de insulina pelo pâncreas materno. Parte dessas gestantes não consegue produzir insulina suficiente e desenvolve o DG”, comenta a Dra. Lilian de Paiva Rodrigues, professora adjunta de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Relacionado a hábitos alimentares das gestantes, quando não tratado, o diabetes gestacional apresenta maior risco para a mãe e o bebê e pode resultar em macrossomia (quando o peso da criança no nascimento é superior a 4kg), desconforto respiratório, hipoglicemia, além de má formação, especialmente de coração e sistema nervoso, nos bebês. Nas gestantes, o problema pode desencadear aumento da pressão arterial, aumento de peso, infecções, abortamento, parto prematuro.

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento do DG, estão: gestantes acima de 25 anos, mulheres acima do peso ideal, com histórico familiar de diabetes mellitus (tipo 2) ou que já sofreram abortos espontâneos. “Mas, aquelas mulheres que não apresentam esses fatores também podem desenvolver o diabetes. É importante que, ao suspeitar da gravidez, a mulher procure pelo obstetra para avaliação de sua condição e indicação de tratamento caso apresente o DG”, comenta a professora. Ela ressalta que mais da metade das mulheres que tiveram o diabetes gestacional apresentam grandes chances de desenvolver a diabetes mellitus futuramente. Além disso, os filhos nascidos de mães nessas condições também apresentam risco de desenvolver sobrepeso ou obesidade durante a infância.

Para a prevenção da disfunção, a doutora indica alguns hábitos para o período da gestação:

– Praticar exercícios físicos: A professora explica que a atividade física auxilia na manutenção dos níveis de glicose no organismo. “É importante verificar com o obstetra exercícios ideais, bem como sua frequência, intensidade e duração. É necessário adaptar uma rotina de atividades a condição da mulher. De modo geral, 30 minutos de caminhada pode ser bastante eficaz”.

– Alimentação saudável: Fundamental para qualquer gravidez, uma dieta equilibrada é a principal regra para mulheres com diabetes gestacional. É ideal manter refeições indicadas pelo nutricionista, com riqueza de proteínas e ferro, além de evitar o consumo de alimentos gordurosos, açúcares e refrigerantes.

– Controle da Glicemia: A Dra. Lilian afirma que dedicar atenção ao controle da glicemia é importante no período da gestação. O ideal é fazer testes frequentes por aparelhos portáteis – que necessitam de uma gota de sangue para a verificação – ou exames laboratoriais, finaliza a professora.

 Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 63, em 22/4/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Sobre Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) é uma instituição de ensino superior com mais de 50 anos de atividades. Tem como mantenedora a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, que também incentiva a realização ou a participação em pesquisas nos âmbitos científico e técnico e estimula, pela promoção ou participação, estudos nas áreas médica, sanitária e social. Oferece cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia; graduação tecnológica em Radiologia e em Sistemas Biomédicos, além de diversos cursos de pós-graduação (especialização lato sensu, mestrado ou doutorado) e pós-doutorado.

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