Sinusite: especialista alerta que se não for tratada adequadamente, pode evoluir para doenças graves

Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, otorrinolaringologista, professor e diretor do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, otorrinolaringologista, professor e diretor do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

A sinusite é caracterizada por um processo inflamatório dos seios da face. Também conhecida por “rinossinusite”, por acometer o nariz, pode ter origem viral, bacteriana ou fúngica. A bacteriana, principalmente, pode se apresentar nos tipos aguda e crônica. A primeira é caracterizada por crises entre 1 dia e 3 meses e a segunda por episódios recorrentes acima desse período.

“A sinusite crônica ainda pode ser caracterizada por aparições com e sem pólipo. É importante observar, pois são situações com evoluções muito diferentes. O indivíduo que apresenta sinusite crônica com pólipo tem maior dificuldade para ficar curado”, afirma o Dr. José Eduardo Lutaif Dolci, diretor do curso de Graduação em Medicina e professor titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Comumente confundida com rinite alérgica por compartilhar sintomas, o paciente com sinusite apresenta: nariz entupido, secreção amarelada em um dos lados ou ambos os seios da face e voz anasalada. Em alguns casos, o indivíduo apresenta febre, porém sempre baixa.

“A sinusite também acomete crianças, que compartilham sintomas dos adultos e tosse. É importante ficar atento aos sintomas, pois em quadros diagnosticados como sinusite, apresentar febre alta, pode significar evolução para um caso mais grave. Ela pode evoluir para uma complicação orbitária (nos olhos), com inchaço e vermelhidão e, se extremo, pode provocar cegueira” explica o professor. “Além disso, também pode ter evolução para complicação intracraniana como meningite, por exemplo. E não são casos raros. Por isso, sempre que uma crise de resfriado durar mais de 10 dias, é necessário procurar um profissional para o tratamento adequado”, alerta.

O especialista comenta que a sinusite é um processo inflamatório com início, meio e fim. Portanto, é incorreto dizer que uma pessoa possui a disfunção. “Pessoas que possuem rinite alérgica e não a tratam, que têm desvio do septo ou que trabalham em ambientes como frigoríficos, chapa, minas de carvão ou escritórios com ar condicionado forte têm maior facilidade de desenvolver a doença. Porém, não são pacientes que necessariamente terão episódios recorrentes”, afirma.

Para o tratamento da sinusite viral, são indicados medicamentos descongestionantes, analgésicos e a limpeza do nariz com soro fisiológico. “Na situação bacteriana, é necessário o antibiótico. Se aguda, com amoxicilina e, em alguns casos, com corticoide. Na sinusite crônica, é necessário verificar a origem do problema. Assim, o processo é, na maior parte das vezes, cirúrgico com limpeza dos seios da face”, comenta o Dr. Dolci.

Para prevenir possíveis crises, o professor indica lavar sempre a região do nariz com soro e evitar permanecer muito tempo em locais fechados sem circulação do ar ambiente. “Se o soro da farmácia for caro, o ideal é ferver 1 litro de água com 1 colher pequena de sal. Depois de morna, aplicar no nariz. Isso evita que os processos de inflamação iniciem”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 63, em 22/4/2015. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

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Sobre Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) é uma instituição de ensino superior com mais de 50 anos de atividades. Tem como mantenedora a Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, que também incentiva a realização ou a participação em pesquisas nos âmbitos científico e técnico e estimula, pela promoção ou participação, estudos nas áreas médica, sanitária e social. Oferece cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia; graduação tecnológica em Radiologia e em Sistemas Biomédicos, além de diversos cursos de pós-graduação (especialização lato sensu, mestrado ou doutorado) e pós-doutorado.

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