Profissionais e estudantes da área da saúde e emergência debatem estratégias para catástrofes

Dr. Tércio De Campos - Faculdade Santa Casa de SP

Dr. Tércio De Campos, professor da Faculdade Santa Casa de SP, um dos organizadores do encontro

Com a participação de convidados nacionais e internacionais, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo realizaram em 26 de abril o encontro “Copa do Mundo – Estratégias para Catástrofes”.

Para conferir um resumo do encontro, confira a reportagem publicada pela Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (Sbait), apoiadora do evento: clique aqui.

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Curso Teórico-Prático Cirurgia da ATM – Aberta e Artroscópica

Cuso teórico-prático Cirurgia da ATM_Faculdade Santa Casa de SPEstão abertas até o dia 16/5 as inscrições para o Curso Teórico-Prático Cirurgia da ATM – Aberta e Artroscópica, que será realizado nos dias 24 e 25 de maio, sábado e domingo, no Departamento de Morfologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, na rua Dr. Cesário Motta Jr., 112, Vila Buarque, São Paulo (SP). O programa tem a coordenação do Prof. Dr. Ronaldo de Freitas e da Prof.ª Dra. Mirna Barros e é promovido pela FCMSCSP. As vagas são limitadas.


PROGRAMAÇÃO

24 de maio, sábado

MÓDULO I – TEÓRICO

8h às 8h30:         Anatomia e Fisiologia da ATM (Mirna Barros / Bianca Liquidato)
8h30  às 9h30:    Imaginologia da ATM (TC e RM) – Aula e Discussão  (Rita Pincerato)
9h30 às 9h50:     Coffee Break
9h50 às 10h15:   Tratamento Clínico e Artrocentese das DTMs (Alan Canto)
10h15 às 10h45:  Bases da Cirurgia Vídeo Assistida (Ronaldo de Freitas)
10h45 às 11h15:  Artroscopia de ATM  – Indicações, Técnicas e Complicações (Fernando Maciel)
11h15 às 11h30:  Acessos Cirúrgicos para ATM (Passo a Passo) (Ronaldo de Freitas)
11h30 às 12h:     Discussão
12h às 13h30:     Almoço
13h30 às 14h:     Tratamento Cirúrgico dos Deslocamentos de Disco Articular sem Redução – Plicatura e Ancoragem (Ronaldo de Freitas)
14h às 14h25:     Tratamento da Luxação Recidivante (Manuela Pinotti)
14h25 às 14h50:  Tratamento dos Tumores Benignos da ATM (Ronaldo de Freitas)
14h50 às 15h15:  Hiperplasia Condilar – Diagnóstico e Tratamento (Fernando Maciel)
15h15 às 15h40:  Anquilose de ATM em pacientes adultos (Ronaldo de Freitas)
15h40 às 16h10:  Discussão
16h10 às 16h30:  Coffee-Break
16h30 às 16h55:  Reconstrução Biológica da ATM (Fernando Maciel)
16h55 às 17h20:  Anquilose de ATM em pacientes pediátricos (Ronaldo de Freitas)
17h20 às 18h:     Discussão

 

25 de maio, domingo

MÓDULO II – Prá
tico Laboratorial – Hands On (em espécime)

 7h30 às 12h: Artroscopia de ATM
12h às 13h:    Almoço
13h às 16h30: Cirurgia para Ancoragem
16h30h às 16h45 – Entrega de certificados e encerramento

INVESTIMENTO

Total:
R$ 5.000,00 (R$ 2.000,00 no ato mais duas parcelas de R$ 1.500,00 para 30 e 60 dias)

Desconto de 10% para membros do CBCTBMF (Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial):
R$ 4.500,00 (R$ 2.000,00 no ato mais duas parcelas de R$ 1.250,00 para 30 e 60 dias)

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Mais informações
– Dúvidas sobre o curso (programação, abordagem, conteúdo e atividades programadas): tel. (11) 2176-7000, ramal 5509, com Dra. Bianca.
– Dúvidas sobre inscrições (processamento da inscrição, problemas na emissão de boletos ou outros): tel. (11) 3367-7894.Inscrições: clique aqui.

Obesidade e ingestão de sal em excesso são as principais causas de hipertensão arterial na população brasileira

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial marca a importância do cuidado com essa silenciosa e perigosa doença. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 25% da população brasileira apresenta o problema. Desse total, mais de 50% está na terceira idade e 5% é composta por crianças e adolescentes.

Dr Roberto FrankenO professor titular de cardiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Dr. Roberto Alexandre Franken, alerta que a doença pode ocasionar acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e até infarto do miocárdio. “Os sintomas da hipertensão arterial são inespecíficos e se confundem com outras doenças. As principais queixas são dor de cabeça (principalmente na nuca), zumbido no ouvido e tontura”, afirma.

A hipertensão pode estar relacionada a perda da função normal das artérias, ou então quando o volume de sangue se torna muito alto. Quando o coração bate, ele bombeia sangue para o corpo, esse processo cria uma pressão sobre as artérias, que é chamado de pressão arterial sistólica, cujo valor normal é 120 mmHg (milímetros de mercúrio). Quando esse valor é superior a 140, é considerado hipertensão. Há também a pressão arterial diastólica, que indica a pressão nas artérias quando o coração está em repouso (entre as batidas). O número normal é 80, e é considerada hipertensão quando é superior a 90.

Para o professor, os principais fatores que contribuem no crescimento no número de casos de hipertensão arterial entre a população brasileira são os hábitos alimentares, que hoje são ricos em sal, e o aumento de indivíduos obesos.

“Existem dois tipos de hipertensão arterial: uma delas é a hipertensão primária, que geralmente é causada por múltiplos fatores genéticos e de hábitos de vida, como o excesso de ingestão de sal, que aumenta o volume de líquidos dentro dos vasos, pois para que o sangue não fique com níveis altos de sódio, os rins absorvem mais água para diluí-lo. Já a secundária é aquela que tem uma causa bem definida, como doenças endócrinas”, diz o Dr. Franken.

De acordo com o cardiologista, os cuidados básicos para evitar o aumento da pressão arterial são: a alimentação correta e a prática de exercícios. “Deve se evitar a ingestão de sal. Atualmente, a dieta das pessoas tem em média 10 gramas de sal por dia, porém 3g já são o suficiente. O ideal é não ultrapassar 6g”, explica.

Para o especialista, em todas as consultas médicas o paciente deve ter sua pressão arterial aferida. “Mesmo com os tratamentos que podem ser realizados com medicações, adequação ao peso e restrição ao sal, a nossa maior arma contra essa doença é o diagnóstico precoce”, finaliza.

 Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 39, em 23/4/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Ex-aluna conta sua experiência como chefe de Enfermagem no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário

Eliane Redondo - Enfermagem FCMSCSPGraduada em 2008, pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Eliane Redondo é chefe de Enfermagem responsável técnica do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário. A instituição atende pacientes do sistema prisional do Estado de São Paulo, prestando atendimento médico, cirúrgico e internação. Ao Conectar, a ex-aluna do curso de Enfermagem fala sobre a relação dos enfermeiros com os detentos, os desafios enfrentados com esse público e como a FCMSCSP contribui no desenvolvimento da sua gestão.

Conectar  Como era sua rotina quando você estudava na Faculdade?
Eliane – Quando eu iniciei o curso, tinha a certeza do que eu iria fazer, porém não sabia se estava no local correto. Mas durante a graduação, a FCMSCSP me mostrou que é a melhor Instituição de Ensino. Foram quatro anos bastante difíceis, pois eu ia para a aula de manhã, trabalhava na parte da tarde e atendia pacientes particulares durante a noite no home care. Mas tudo valeu a pena! A maior parte dos alunos que se formaram comigo atuam na Santa Casa, são chefes ou profissionais que ocupam posições muito boas no mercado de trabalho. Devemos tudo isso a formação que tivemos na Faculdade.

Conectar – Conte um pouco sobre sua trajetória profissional até chegar ao seu atual cargo.
Eliane – Comecei como auxiliar de Enfermagem na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Depois, fui promovida para trabalhar como enfermeira da Pediatria, cargo que permaneci durante oito meses. Logo, fui convidada para integrar o departamento de Educação Continuada, em que fiquei dois meses, cobrindo o cargo da gestora da área. Em seguida, me tornei chefe das UTIs Pediátricas e Neonatal. Após quatro anos nessa posição, recebi o convite para atuar como chefe de Enfermagem responsável técnica do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário.

Conectar – Quais são os desafios que você enfrenta no atendimento desse público?
Eliane – Por estarmos em um centro hospitalar tão diferenciado e com um público bastante específico, o maior desafio é colocar em prática tudo o que aprendemos na Faculdade, que inclui cuidar do próximo e ver o outro com humanização. Nesse setor, existem fatores que não são comuns, como o toque, algo tão presente na Enfermagem, mas que aqui, deve ser realizado com cuidado para não criar uma liberdade mal interpretada. Além disso, temos que trabalhar com grades e seguranças, visto que os pacientes não ficam presos e circulam entre nós. Contudo, o mais importante é prestar o atendimento de qualidade que qualquer ser humano merece e tem direito.

Conectar – Quais são as diferenças entre o atendimento prestado pelo enfermeiro aos pacientes comuns e aos detentos?
Eliane – Não é muito diferente. Como em qualquer instituição de saúde, nós temos rotinas estabelecidas, que englobam horários de banho, medicação, anotações, alimentação e Sistematização da Assistência de Enfermagem. Muitas vezes, os pacientes do penitenciário têm mais facilidade em atender as normas do que os pacientes comuns, visto que eles já estão acostumados com a disciplina na penitenciária. Nós temos recebido vários elogios, pois aqui não há discriminação e a assistência prestada pelos profissionais da saúde é segura e de qualidade.

Conectar – Como é a relação dos detentos com os profissionais da saúde?
Eliane – Eles têm muito respeito e admiração por nós, pois não fazemos distinção. Os tratamos como pacientes e não como presos. Nosso trabalho não é julgar o crime que cada um deles cometeu. É nosso dever atender as necessidades básicas e promover o conforto na área da saúde.

Conectar – A Faculdade prioriza a humanização em seus cursos. Como isso influencia na sua atuação?
Eliane – A minha formação influenciou e influencia muito na minha assistência e na minha gestão. Aqui eu tenho quase 250 funcionários e 375 leitos. Somado a isso, sou chefe de um hospital que conta com clinica médica, centro cirúrgico, UTI, ambulatório e uma unidade materna com 80 mulheres e 80 bebês. Toda minha bagagem foi muito importante para o desenvolvimento do meu trabalho. A questão da humanização é importante, não somente com os pacientes, mas também com os colaboradores desta ou de qualquer outra instituição.

Conectar – O que um indivíduo que pretende cursar Enfermagem deve avaliar em seu perfil antes de ingressar na faculdade?
Eliane – Primeiro ele tem de ter certeza do que quer. Todos precisam entender muito bem o que é a Enfermagem e onde está pisando. Assistir algumas aulas e conversar com profissionais da área ajuda muito. Também é importante estar preparado psicologicamente para lidar com vidas e com a morte.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 38, em 8/4/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Falecimento do Dr. Luiz Carlos Morrone, professor da FCMSCSP

A DireDr. Luiz Carlos Morrone. Foto: Divulgação da Associação Paulista de Medicina do Trabalho (APMT)toria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo registra, com pesar, o falecimento, em 12/4/2014, do Dr. Luiz Carlos Morrone, que, desde 2001, atuava como professor adjunto do Departamento de Medicina Social da FCMSCSP. Dr. Morrone era graduado em Medicina pela FCMSCSP (1969), mestre e doutor em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSPUSP). Coordenava a disciplina de Medicina do Trabalho, ministrada aos alunos do 3º ano do curso de Medicina, além de ser o coordenador do curso de Pós-graduação em Medicina do Trabalho da Faculdade Santa Casa de São Paulo.

Membro do corpo docente do curso de Mestrado em Saúde Coletiva da FCMSCSP, Dr. Morrone exercia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP) a coordenação do Programa de Residência em Medicina do Trabalho. Ainda pela ISCMSP, era o médico responsável pelo Ambulatório de Doenças Ocupacionais, ligado ao Departamento de Clínica Médica.  Durante o período de 1999 a 2005, atuou na coordenação de dois projetos-piloto de programa de Saúde do Trabalhador para servidores públicos estaduais que permitiram avaliar e criticar a metodologia utilizada nas perícias médicas realizadas para servidores públicos estaduais. Membro da Câmara Consultiva de Medicina do Trabalho do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, era o atual diretor científico da Associação Paulista de Medicina do Trabalho (APMT).

O velório aconteceu neste domingo, dia 13/4, no Auditório Emilio Athié, na Vila Buarque, em São Paulo (SP), com a presença de familiares, amigos, alunos, professores e colegas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O sepultamento ocorreu, no final da tarde, no Cemitério Gethsêmani.