Preservar as funcionalidades física e mental contribui para o envelhecimento saudável

Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA na sigla em inglês), até 2022, o mundo terá mais de 1 bilhão de idosos e, até 2050, o patamar de pessoas com mais de 60 anos deve superar também a população de jovens com menos de 15 anos. Esse expressivo crescimento traz à tona a discussão sobre o prolongamento da vida, não somente em termos cronológicos, mas em qualidade com saúde e integração social.

Dr. Renato Fabri - FCMSCSPApesar da medicina preventiva já ser atualmente uma realidade, são necessários alguns cuidados específicos para que o indivíduo chegue à terceira idade e leve uma vida da maneira mais normal possível. De acordo com o Dr. Renato Moraes Alves Fabbri, geriatra e professor assistente do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a prevenção de algumas doenças deve ser feita 10 ou até 20 anos antes.

“Os cuidados com a saúde devem existir em todas as faixas etárias, mas entre a quarta e a quinta década de vida acentua-se a involução de órgãos e sistemas e a pessoa deve se ater a fatores de risco e fazer exames periódicos que previnam ou até acabem com problemas futuros”, analisa o professor.

Para o especialista, a saúde dos idosos não se define pela ausência de doenças, é muito mais que isso. “O conceito de saúde para profissionais da área clínica é a garantia de qualidade de vida biológica e também psicossocial. Dessa forma, para o público da terceira idade é necessário estimular ainda mais a inserção de atividades em sua rotina como aulas de dança, ginástica ou, até mesmo, a participação em excursões, em cursos específicos para esta faixa etária, inclusive em cursos universitários, que tornam os idosos mais ativos e fortalecem o convívio social”, explica.

Doenças mais comuns a partir dos 60 anos

Dentre as queixas de doenças que acometem este público nos consultórios podem ser relacionadas:

• Hipertensão arterial

• Osteoartrose

• Osteoporose

• Osteopenia

• Diabetes Mellitus

• Alterações de órgãos sensoriais, déficit da visão (por exemplo, catarata), diminuição da audição, entre outras.

Segundo o geriatra, essas doenças, se tratadas e controladas, preservam as funcionalidades do indivíduo e garantem uma boa qualidade de vida.

Principais dicas

O Dr. Fabbri dá algumas dicas para que a família e pessoas próximas aos idosos possam contribuir com a qualidade de vida deles. Entre elas:

• Prestar atenção na regularidade das consultas. “Parte da população ainda tem certa resistência em se consultar periodicamente no médico”, afirma.

• Verificar sinais diferentes no comportamento da pessoa nesta faixa etária. “Algumas doenças cognitivas como, por exemplo, a Doença de Alzheimer, entre outras, não são percebidas em um primeiro momento pelo paciente, mas sim por pessoas próximas a eles. Assim, é necessário prestar atenção a momentos de esquecimento, entre outros fatores”, argumenta o médico.

• Tomar cuidado com a automedicação. “É relativamente alto o índice de automedicação nos idosos, o que compromete o diagnóstico de certas doenças. Às vezes, o uso de medicamentos tomados por conta própria gera efeitos colaterais desconhecidos pelo paciente e pode agravar seu estado de saúde, bem como mascarar eventuais diagnósticos. Por isso, é muito importante a realização de consultas regulares para que o especialista revise os remédios utilizados pelos pacientes da terceira idade”, finaliza.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 37, em 25/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Vista azul pelo autismo

Vista Azul - Dia Mundial de Conscientização do AutismoO curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo convida a todos para que vistam azul na próxima quarta-feira, 2 de abril. Nessa data, será celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day). A ação foi criada em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a cor azul foi escolhida por ser o transtorno autista mais comum em meninos.

Participe desta iniciativa e demonstre a sua adesão usando a cor azul e postando uma foto no Facebook ou em outra rede social com a hashtag #peloautismo.  Você pode também confirmar a sua adesão ao movimento, clicando neste link e no botão “Comparecer”. Agradecemos desde já o seu apoio!

Professora da Faculdade Santa Casa de São Paulo revela quais são os principais tipos de viroses da atualidade

Os vírus, únicos organismos acelulares do planeta, são instáveis e representam a maior diversidade biológica. Atualmente, são divididos conforme sua genética, a forma com que se reproduzem, o tipo de moléculas de membranas, proteínas, o tamanho, entre outros aspectos.

Dra. Tuba Milstein KuschnaroffPara explicar melhor quais são as principais viroses existentes nos dias de hoje, o Conectar conversou com a Dra. Tuba Milstein Kuschnaroff, professora titular de Moléstias Infecciosas de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Conectar – Analisando brevemente, o que é virose? E como os vírus se comportam?

Dra. Tuba – Os vírus podem colonizar o nosso organismo, invadindo as diferentes células humanas, de diferentes animais, assim como dos vegetais e, até mesmo, das bactérias, causando doenças.

Contudo, com o processo da evolução humana, apresentamos resíduos virais em organelas de novas células. A classificação de vírus, anteriormente, obedecia a distribuição por órgãos, ou sistemas agredidos e/ou doenças produzidas. Na medida em que começaram a ser isolados, sua identificação passou a ocorrer sob o ponto de vista de sua constituição genética, fenotípica, considerando aspectos como forma de reprodução, e caminho percorrido para chegar até as células humanas, animais e vegetais.

Conectar – Nos dias de hoje, quais são os principais tipos de vírus existentes?

Dra. Tuba – Os principais vírus causadores de endemias e epidemias no Brasil são, entre outros: vírus do Influenza e Parainfluenza, da gripe, e de doenças respiratórias, como pneumonias.

Vale ressaltar que, em nosso país, ainda temos os problemas causados pelos quatro tipos da dengue (arbovírus), além do vírus da encefalite do rocio, da Hepatite A, B e C, sendo que os vírus B e C, em forma crônica, são responsáveis pelo câncer de fígado.

Outros vírus importantes são: o HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana, grupo de herpes e enterovírus, responsáveis por doenças exantemáticas e do Sistema Nervoso Central.

Sobretudo, alguns vírus estão erradicados no mundo, por exemplo, o da varíola. No Brasil, temos a erradicação do sarampo, já a encefalite da raiva, a febre amarela e a poliomielite estão sob controle epidemiológico.

Conectar – E as viroses por regiões do Brasil, quais são as principais?

Dra. Tuba – Nas áreas de floresta, há incidências do vírus da febre amarela. Em locais mais urbanizados, temos a epidemia da dengue, que é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

Conectar – Quais são as melhores formas de prevenção das viroses mais comuns?

Dra. Tuba – Para profilaxia e tratamento de virose, em geral, as formas de prevenção ocorrem por meio de vacinação e quimioterápicos, formados por substâncias e produtos imunomoduladores que fazem a neutralização do vírus. Sendo, a vacinação a forma mais importante.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 37, em 25/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Consumo incorreto de shakes pode ocasionar desnutrição e perda da massa muscular

Os shakes se tornaram uma opção para quem busca perder peso. Os produtos, que viraram moda, prometem emagrecimento rápido e saudável, e visam substituir as refeições diárias. Porém, as substâncias contidas nestes preparados podem oferecer riscos à saúde.

O Dr. João Eduardo Nunes Salles, profesDr. João Eduardo Nunes Salles, professor da disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulosor da disciplina de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, afirma que o emagrecimento prometido pelas bebidas pode vir acompanhado da redução de nutrientes, minerais e vitaminas importantes para o corpo.

“Devido à falta de substâncias, o consumo do shake pode causar desnutrição e a perda não só de massa gorda, mas também da massa muscular. Existem muitos produtos no mercado que não contemplam os macronutrientes, compostos por carboidratos, proteínas e gorduras. Além disso, eles podem ocasionar diminuição dos micronutrientes, que são as vitaminas e os minerais”, declara.

Segundo o especialista, esses nutrientes não podem ser suspensos ou substituídos da dieta. Para ele, os shakes constituem uma opção de perda de peso, desde que não sejam, exclusivamente, o único plano alimentar.

“Antes de consumir o produto, o indivíduo deve verificar quais são os componentes dessa bebida e se oferece as substâncias necessárias para o corpo humano. Outra questão é que ela não deve substituir todas as refeições. O interessante é substituir no máximo uma. Afinal, uma dieta saudável não deixa de lado a pirâmide alimentar”, explica.

A pirâmide alimentar é composta por:

• Carboidratos – pães, massas, arroz, batata, cereais, entre outros.

• Verduras e legumes – são alimentos que contêm ferro, fibras, sais minerais e vitaminas.

• Frutas – são ricos em várias vitaminas.

• Carnes, ovos e grãos – feijão, lentilha, grão-de-bico, nozes, castanhas, entre outros.

• Laticínios (leite e derivados) – são ricos em minerais e proteínas.

• Lipídios (óleos e gorduras) e açúcares – manteigas, maionese, creme de leite, doces em geral, entre outros.

O endocrinologista indica o shake para aqueles que não conseguem tomar café da manhã, ou têm dificuldades em almoçar por causa do tempo e acabam ingerindo alimentos não saudáveis. “Existem pessoas que substituem o almoço por um salgado ou fast food, então por que não tomar um shake? Há produtos no mercado que contemplam os macronutrientes, basta saber escolher”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 37, em 25/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Psicopatas estão mais presentes em nossas vidas do que imaginamos

De acordo com estudos de Robert Hare, psicólogo e professor canadense da Universidade de Columbia, cerca de 1% da população mundial possui perfil psicopata, o que não significa que, dentro desse percentual, existam criminosos e assassinos em série. Na verdade, segundo reportagem do site Economia/Carreiras (Portal iG), há diferentes graus de psicopatia, que variam desde o mais brando e difícil de ser detectado, até o mais alto e perigoso.

Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade Santa Casa de São PauloNas organizações, há também chefes com perfis agressivos, manipuladores, dissimulados e cruéis. Os psicopatas estão mais presentes em nossas vidas do que imaginamos, segundo a reportagem que conta com a entrevista da Dra. Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Conheça mais detalhes clicando aqui.

Longevidade para pessoas com síndrome de Down

A Dra. Sandra Cristina Fonseca Pires, professora instrutora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, participou de entrevista no Portal iG, no site Saúde, sobre o aumento da longevidade de pessoas com síndrome de Down. Para conferir a reportagem, publicada em 21/3, Dia Internacional da Síndrome de Down, clique aqui.

Conheça também o vídeo desenvolvido pela agência Saatchi & Saatchi para a CoorDown, uma associação italiana de apoio à síndrome de Down:

Tratamento para cura da tuberculose deve ocorrer durante seis meses ininterruptos

Segundo a Stop TB Partnership, fundação mundial que tem a missão de atender pessoas que são vulneráveis à tuberculose, a doença, que tem cura, mata mais de três pessoas a cada minuto no planeta. Dos nove milhões de indivíduos que ficam doentes por ano, um terço deles é diagnosticado pelos sistemas de saúde. Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil está entre os 22 países com maior incidência de tuberculose. Essa é a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira entre pessoas infectadas pelo vírus HIV.

Dra. Maria José PenonDe acordo com a Dra. Maria Josefa Penon, professora assistente do departamento de Medicina Social e da disciplina de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que um terço da população do mundo contraiu a bactéria causadora da tuberculose, porém apenas 10% irão adoecer, pois a maioria dos indivíduos consegue bloquear o processo infeccioso.

“Metade desse grupo de 10% será acometida nos dois primeiros anos após o contágio. Os outros 5% poderão apresentar a doença ao longo da vida, pois a bactéria permanece em estado latente e, em determinado momento, pode começar a se multiplicar”, afirma a professora.

A especialista explica que a bactéria Mycobacterium tuberculosis, causadora da tuberculose, é transmitida por via aérea. O paciente com tuberculose nos pulmões, ao tossir, falar ou espirrar, espalha as bactérias no ar por meio de gotículas que podem chegar ao organismo das outras pessoas pela respiração. O micro-organismo se aloja em uma parte dos alvéolos pulmonares e, a partir daí, via corrente sanguínea ou linfática, pode se instalar em qualquer outro órgão ou tecido do corpo humano. “O principal sintoma da doença é a tosse. Quando alguém apresenta esse sinal por mais de três semanas, com ou sem catarro, acompanhado ou não de outros sintomas, deve procurar um médico para realizar o diagnóstico, pois pode ser tuberculose”, afirma.

A doença tem cura desde que tratada durante, pelo menos, seis meses ininterruptos, com quatro fármacos diferentes. “Existem pessoas que, depois de um período fazendo uso da medicação, sentem-se melhor, acreditam que estão curadas e param de tomar os remédios. Esse comportamento permite que a bactéria se torne resistente, piorando o prognóstico do caso. Esse paciente pode passar esse micro-organismo resistente a outras pessoas, dificultando o tratamento da doença. Dessa forma, a tomada dos medicamentos deve ser observada por um profissional da saúde todos os dias, garantindo, assim, que o doente faça o tratamento durante todo o tempo necessário para atingir a cura da doença. A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento correto”, ressalta a Dra. Maria Josefa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 36, em 11/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Aumenta expectativa de vida de pessoas com síndrome de Down

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza curso sobre o tema nos dias 20 e 21 de março, quinta e sexta-feira, das 17h às 20h, nos Anfiteatros Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão e Prof. Dr. Emilio Athié

A data de 21 de março marca o Dia Internacional da síndrome de Down. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui 300 mil pessoas com a alteração genética. No passado, sua expectativa de vida era, em média, de 20 anos, mas, em virtude do avanço dos tratamentos médicos, hoje existem casos de indivíduos que chegam e ultrapassam os 60 anos.

Dra. Sandra PiresDe acordo a Dra. Sandra Cristina Fonseca Pires, professora instrutora do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, uma das principais causas da morte precoce era a cardiopatia, disfunção no coração que acomete 60% dos nascidos com síndrome de Down. “Antigamente não se tinha condições de operar casos de cardiopatias que tem necessidade de intervenção no primeiro ano de vida, com o avanço tecnológico e científico, hoje essa prática é rotina e dá condições de melhor expectativa de vida. Soma-se também toda qualidade de vida que hoje se consegue promover com ações melhores na área da saúde como um todo”, afirma.

A síndrome de Down é uma alteração genética resultante da presença de um cromossomo a mais, o de número 21, por isso, também é conhecida como trissomia 21. A maioria das pessoas com o problema apresenta a denominada trissomia 21 simples, o que significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais. Esse fenômeno é conhecido como trissomia simples ou não-disjunção. Existem outros mecanismos que levam à ocorrência da trissomia do cromossomo 21: mosaicismo, que ocorre quando a trissomia está presente somente em algumas células e, por translocação, quando o cromossomo 21 extra está unido a outro cromossomo.

Segundo a doutora, pessoas com síndrome de Down devem ter o acompanhamento de um médico clínico (pediatra), endocrinologista, oftalmologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, dentista, entre outras especialidades que podem ser necessárias. A reabilitação acompanhada por terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e fisioterapeuta, quando iniciada logo nos primeiros meses, é essencial para favorecer melhores condições de vida, “não se deve esperar as dificuldades e atrasos surgirem para se pensar na intervenção”. “O psicólogo também é importante, principalmente no suporte familiar, tanto na necessidade de se reformular expectativas, como também para ajudar o paciente na passagem para a adolescência e posteriormente para a fase adulta”, diz.

A professora explica que pessoas com síndrome de Down podem ter filhos, porém, há uma preocupação entre os especialistas sobre como o déficit cognitivo da pessoa com síndrome de Down pode interferir nesse processo. “Não existe a compreensão plena das responsabilidades, pois, pelo prejuízo intelectual, eles podem não apresentar a maturidade necessária para terem um relacionamento sexual com os seus devidos cuidados, nem a percepção clara das responsabilidades de se gerar um filho”, analisa.

No que diz respeito ao mercado de trabalho, a Dra. Sandra informa que as empresas estão abrindo espaços para eles e há relatos de pessoas que chegaram a cursar faculdade. “Há muitas oportunidades profissionais, porém com algumas restrições nas atividades a serem exercidas, em muitos casos. É necessária mais divulgação e, sobretudo, investimento nessa área. Com o aumento da expectativa de vida e melhores condições de reabilitação e educação, a profissionalização é uma das maiores demandas nos dias de hoje”, conclui.

Para marcar a data, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza nos dias 20 e 21 de março, quinta e sexta-feira, o curso “Síndrome de Down: Perspectivas em Foco”. O encontro, direcionado a estudantes e profissionais da área da saúde, acontecerá das 17h às 20h, nos Anfiteatros Prof. Dr. Paulo Augusto Ayrosa Galvão e Prof. Dr. Emilio Athié, rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112, Vila Buarque – São Paulo (SP).

As inscrições devem ser feitas pelo site www.fcmsantacasasp.edu.br e custam R$ 10,00 para interessados que tenham vínculo com a Faculdade Santa Casa de São Paulo ou com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, e R$ 15,00 para o público em geral.

Programação:

20 de março – quinta-feira

17h Abertura
Prof.ª Dra. Sandra Cristina F. Pires, Prof.ª Dra. Carla Franchi Pinto, e Sandra Reis

17h30 Longevidade e o Papel da Cardiologia
Prof.ª Dra. Maria Lúcia Bastos Passarelli (Cardiologista Pediátrica)

18h Vínculo e Aspectos Emocionais da Adolescência e Idade Adulta
Me. Patrícia Horta (Psicóloga)

18h30 Sexualidade
Prof.ª Dra. Maria José Carvalho Sant´Anna (Pediatra – Hebiatra)

19h Coffee-break

19h30 Apresentação e Discussão com a “Galera do Click”
Jovens com síndrome de Down

20h Encerramento

21 de março – sexta-feira*
*21 de março = Dia Internacional da Síndrome de Down

17h Epigenética
Prof.ª Dra. Carla Franchi Pinto (Geneticista)

17h30 Mudanças Metabólicas
Dr. Aleksandro Belo Ferreira (Endocrinologista)

18h Comunicação e Inclusão
Prof.ª Dra. Sandra Cristina Fonseca Pires (Fonoaudióloga)

18h30 Aspectos Clínicos: Atualidades
Dra. Flávia Cristina Navarro (Pediatra – Cardiologista Pediátrica)

19h Coffee-break

19h30 Apresentações dos Integrantes da “Galera do Click”
Jovens com síndrome de Down

20h Encerramento

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 36, em 11/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Ex-Santa destaca a importância de um hospital ligado ao ensino da Medicina com atividades práticas desde o primeiro ano

Dr. Irineu Massaia, professor da Faculdade Santa Casa de SPO momento de escolher uma instituição de ensino para cursar Medicina é fundamental para o futuro médico, de acordo com o Prof. Dr. Irineu Massaia. O ex-Santa relembra, nesta entrevista concedida ao Conectar, a época de sua graduação, além de compartilhar os desafios da área e como concilia suas diversas atividades, pois acumula as funções de professor assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, diretor do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, vice-presidente da COREME (Comissão de Residência Médica) da Santa Casa de SP, assistente do Serviço de Emergência e do Departamento de Medicina.

Conectar – Por que o senhor escolheu a Medicina?
Dr. Massaia – Eu sempre gostei de saúde, bem-estar e do ambiente hospitalar. Eu queria poder ajudar as pessoas e ser médico permite isso. Entrei na Faculdade com 16 anos e, desde essa época, já tinha muito respeito e admiração pela profissão.

Conectar – Como o senhor consegue conciliar tantos cargos?
Dr. Massaia – Acredito que tudo é questão de organização e desenvolvi muito isso a partir de exemplos de grandes professores da Santa. A máxima: “Nunca deixe para amanhã o que se pode fazer hoje” deve ser seguida. A organização faz com que minha atuação profissional não atrapalhe minha vida pessoal. Considero uma das maiores virtudes de um gestor, a capacidade de montar equipes e organizá-las de maneira com que não se necessite estar sempre presente a cada passo do processo. É delegar com qualidade e cobrar resultados. Procuro desenvolver no grupo o senso de comprometimento e corresponsabilidade. Dessa forma, todos podem crescer.

Conectar – Nos desafios enfrentados, o senhor consegue aplicar o que foi aprendido na Faculdade Santa Casa de São Paulo?
Dr. Massaia – Sim, acredito que o mérito de conciliar médico, professor e gestor deve-se à filosofia da FCMSCSP que é ser ético, resiliente e bem preparado tecnicamente. Tenho como exemplos alguns profissionais como o Prof. Dr. Valdir Golin, o Prof. Dr. Carlos Aberto da Conceição Lima, o Prof. Dr. Raimundo Raffaelli Filho e o Prof. Dr. Igor Mimica.

Conectar – O senhor tinha alguma atividade extracurricular na Faculdade?
Dr. Massaia – Sim, eu sempre fui da atlética e participava de competições. Fiz atividades esportivas do primeiro ao sexto ano da graduação. Conciliei boas notas com os treinos que aconteciam todos os dias. Até ganhei medalhas quando representei a Faculdade no futebol de salão e de campo.

Conectar – Quais dicas o senhor poderia dar para aqueles que estão escolhendo uma instituição de ensino para cursar Medicina?
Dr. Massaia – Hoje e sempre, o mais importante é ter um hospital de ensino ligado à instituição e ter atividades práticas desde o primeiro ano. São poucas escolas que oferecem isso, como a Santa Casa de São Paulo. Propiciar o contato com o paciente é um grande diferencial.

Conectar – O que o senhor gostaria de dizer àqueles que estão ingressando no curso de Medicina?
Dr. Massaia – Estudar muito e procurar ter bons exemplos na vida. Outra máxima que eu sempre ressalto é: “Diga-me com quem tu andas, que eu direi quem tu és”. Essa frase vale muito também na Medicina, pois ter excelentes professores e referências pessoais ajudam bastante. Outro conselho é ficar ligado sempre ao ambiente acadêmico, o que favorece o contínuo crescimento profissional.

Conectar – Em sua opinião, quais fatores fazem do médico um bom profissional?
Dr. Massaia – Eu acredito que a atuação do médico deve ser pautada em quatro pilares: ensino, assistência, pesquisa e gestão. Esse é o alicerce do bom médico.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 36, em 11/3/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

HPV: a importância da vacina

Dra. Luisa Lina Villa -  Fantástico (Rede Globo) - HPVNo domingo, dia 16/4, a Dra. Luisa Lina Villa, professora adjunta da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Instituto do HPV, participou como uma das convidadas do programa Fantástico (Rede Globo). A reportagem abordou a prevenção e também esclareceu dúvidas sobre o HPV, um vírus que pode levar ao câncer de colo de útero.

Para conferir a reportagem, clique aqui.