Síndrome de Down: Perspectivas em Foco

Curso: Síndrome de Down - Perspectivas em FocoNos dias 20 e 21 de março de 2014, quinta e sexta-feira, das 17h às 20h, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realizará o curso “Síndrome de Down: Perspectivas em Foco”. Voltado a profissionais da área da saúde, o curso tem a realização do programa de Graduação em Fonoaudiologia da FCMSCSP.


Confira a programação:

20 de março – quinta-feira

  • 17h: Abertura – Prof.ª Dra. Sandra Cristina F. Pires, Prof.ª Dra. Carla Franchi Pinto, Sandra Reis
  • 17h30: Longevidade e o Papel da Cardiologia – Prof.ª Dra. Maria Lúcia Bastos Passarelli (cardiologista pediátrica)
  • 18h: Vínculo e Aspectos Emocionais da Adolescência e Idade Adulta – Ms. Patrícia Horta (psicóloga)
  • 18h30: Sexualidade – Prof.ª Dra. Maria José Carvalho Sant’Anna (pediatra – hebiatra)
  • 19h: Intervalo
  • 19h30: Apresentação e discussão com a “Galera do Click” – Jovens com síndrome de Down
  • 20h: Encerramento


21 de março – sexta-feira
*

  •  17h: Epigenética – Prof.ª Dra. Carla Franchi Pinto (geneticista)
  • 17h30: Mudanças Metabólicas – Dr. Aleksandro Belo Ferreira (endocrinologista)
  • 18h: Comunicação e Inclusão – Prof.ª Dra. Sandra Cristina Fonseca Pires (fonoaudióloga)
  • 18h30: Aspectos Clínicos: Atualidades – Dra. Flávia Cristina Navarro (pediatra – cardiologista pediátrica)
  • 19h: Intervalo
  • 19h30: Apresentações por integrantes da “Galera do Click” – Jovens com síndrome de Down
  • 20h: Encerramento

Local: Anfiteatros Prof. Dr. Emilio Athié e Paulo A. Ayrosa Galvão

Endereço: Rua Dr. Cesário Motta Júnior, 112, Vila Buarque – São Paulo (SP)

Coordenação do evento: Prof.ª Dra. Sandra Cristina F. Pires

Realização: Curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Período de inscrições
10/3 a 19/3/2014 – Envie uma mensagem para comunicacao.marketing@fcmsantacasasp.edu.br, informando seu nome, e-mail e telefone de contato para ser avisado sobre a abertura das inscrições.

Investimento

    • Público externo: R$ 15,00
    • Público interno: R$ 10,00 (alunos e funcionários da FCMSCSP e da ISCMSP)


Atenção
: certificados só serão disponibilizados para os participantes inscritos pelo hotsite do evento.

*21 de março = Dia Internacional da Síndrome de Down

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Tratamento da depressão deve levar de 6 meses a 2 anos

Guilherme MessasComum na vida moderna, a depressão é considerada uma doença que necessita de diagnóstico médico e tratamento adequado. De acordo com o Prof. Dr. Guilherme Messas, coordenador do curso de pós-graduação em Psicopatologia Fenomenológica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, entre os principais sintomas do problema estão: falta de energia, tristeza, desânimo, irritação, diminuição ou aumento de sono, redução da libido, e, nos casos mais graves, pensamentos suicidas e psicose.

“No Brasil, estima-se que de 10% a 15% da população sofre, sofreu ou sofrerá da doença. Biologicamente, até hoje, não se sabe o que é a depressão. O problema é um conjunto variado de diversos estados psicológicos e patológicos, que remetem a inúmeras situações”, explica.

De acordo com o Dr. Messas, a principal diferença entre a depressão e a tristeza é que esta última está relacionada a um momento ou a um fato da vida. Já a depressão surge desconectada de acontecimentos e, em geral, se manifesta bruscamente, ou seja, em algumas semanas o comportamento da pessoa muda completamente.

“A depressão deve ser diagnosticada por um psiquiatra, mas pode também estar relacionada a problemas orgânicos, como a tireoide. Além disso, outros fatores como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), cirurgias, pós-operatórios e outras condições hormonais podem influenciar na doença”, afirma.

Um dos tratamentos consolidados no Brasil e no mundo para a depressão grave é a eletroconvulsoterapia. “É um procedimento realizado dentro de condições cirúrgicas. O paciente é anestesiado e recebe uma carga elétrica, induzindo-o a uma crise convulsiva. A repetição dessas crises melhora os casos mais graves, pois o processo provoca a mesma modificação no organismo que os antidepressivos promovem”, afirma o especialista.

O tratamento com antidepressivos tem como objetivo a elevação de neurotransmissores no cérebro. “Vale ficar atento que o índice de recaídas chega a 50%. Dessa forma, mesmo depois da melhora, é necessária a extensão do uso de antidepressivos de 6 meses a 2 anos. Quanto mais tempo sem recaídas, mais fácil curar”, diz.

Para o Dr. Messas, não se deve pensar em tratamentos exclusivos, mas sim, no conjunto de medidas, como o remédio e a psicoterapia. “Mais recentemente, há a tentativa de outros métodos terapêuticos para depressões menos graves como estimulações magnéticas transcranianas e estimulações elétricas, na qual, esta última, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é pioneira. Esses tratamentos vêm mostrando resultados muito interessantes”, conclui.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 35, em 25/2/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo realiza ações solidárias como forma de integrar os novos alunos

O ingresso no curso superior é um dos momentos mais importantes da carreira de um profissional. O início dessa etapa deve ser celebrado com alegria e respeito e é, dessa forma, que acontece na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Para isso, a Instituição conta com o PIPA (Projeto de Integração dos Primeiro-Anistas), que visa recepcionar os novos alunos com ações solidárias.

Dr Valdir Golin 0001A FCMSCSP não tolera nenhum tipo de ato violento, humilhante, vexatório e causador de constrangimentos aos alunos recém-ingressados. “Essas péssimas atitudes não condizem com a formação de alguém que vai cursar Medicina, ou qualquer outra área. Nunca aceitei esse tipo de postura, nem quando era estudante. Dessa forma, em nossa Instituição de ensino essas ações são vetadas, podendo gerar severas punições aos infratores”, afirma o Dr. Valdir Golin, diretor da Faculdade.

Ele afirma ainda que se orgulha muito dos atuais estudantes da Faculdade, porque garantem que essas atitudes não aconteçam. “Dentro deste cenário, a idealização do PIPA não contou apenas com o apoio da Faculdade. Quem escolheu o nome do projeto foram os próprios alunos, que vieram até a diretoria discutir o assunto. Nós os apoiamos totalmente e hoje é considerado um programa oficial da Instituição”, declara.

Como forma de integração dos primeiro-anistas, o PIPA realiza iniciativas como doações de sangue ao Hemocentro da Santa Casa de São Paulo, visitas a instituições assistenciais e ações com pessoas carentes, como a Macarronada Social e o Ambulatório Social. “São atitudes que, além de integrar os alunos, colaboram com a sociedade”, avalia o Dr. Golin. O diretor explica que a Faculdade mantém uma relação estruturada entre os alunos e as diretorias dos cursos, e que são realizadas reuniões periódicas com os coordenadores do Centro Acadêmico Manoel de Abreu (CAMA) e com os representantes de sala.

“Possuímos representantes de alunos em todos os conselhos e comissões da Faculdade, como no caso do Núcleo Docente Estruturante (NDE), em que o Ministério da Educação nem previa a presença de estudantes, mas nós fizemos questão de incluí-los”, explica.

O Dr. Golin deixa uma mensagem para os novos alunos: “O período universitário é uma das melhores épocas da vida de um estudante, ele deve aproveitar, praticar esportes e se divertir bastante, mas com responsabilidade e respeito. Dentro da Instituição, nós asseguramos segurança e um ensino com excelência. Sejam bem-vindos!”, completa.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 35, em 25/2/2014. Assine nossa newsletter: http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Cachorros visitam crianças internadas na Santa Casa de São Paulo

cães terapia crianças FCMSCSP 0001Com uma média de 300 pacientes internados ao mês, o Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo receberá semanalmente a visita de animais acompanhados por voluntários e uma psicanalista. Durante todo o ano de 2014, a parceria com a ONG Patas Therapeutas disponibilizará para essas crianças a Terapia Assistida por Animais (TAA).

Muitos benefícios podem ser trazidos pelo contato com animais por meio da técnica de TAA. Ela consiste em visitas com o acompanhamento de um profissional da saúde que avalia a interação de cada indivíduo com o animal. É assim que pacientes da ala pediátrica, como Samara Cristina Santos, 12, nem percebem que ainda estão no leito do hospital. Entre um carinho e outro, a adolescente se esquece por um momento da saudade de casa: “Eu gosto muito de cachorros, já tenho oito em casa”.

Além disso, a variedade de porte dos animais pode auxiliar na parte educacional como a compreensão de cores e tamanhos. “Nós sempre trazemos animais de diferentes tamanhos e cores para interagir com todos os pacientes”, afirma a superintendente técnica da ONG, Silvana Fedeli Prado.

cães terapia crianças FCMSCSP 0002Com mais de 10 anos de funcionamento, a instituição recebe voluntários com e sem animais, entre cachorros, gatos, coelhos e pássaros, para serem treinados e certificados para a terapia. Todos os bichos participantes são previamente treinados, vacinados e castrados, além de serem avaliados periodicamente para garantir a saúde física, obediência e sensibilização ao convívio humano.

No Brasil, a TAA começou a ser realizada no ano de 1990, com a implantação dos primeiros Centros de Pesquisa da área. Mas, muito antes, a técnica já era explorada na Europa e América do Norte. A terapia se popularizou em virtude de seu resultado positivo nas seguintes áreas:

• Educação: melhora da memória de longo e curto prazo e interação em grupo;
• Saúde física: incentivo ao exercício e desenvolvimento das habilidades motoras;
• Saúde mental: aumento da autoestima e redução da depressão e solidão.

cães terapia crianças FCMSCSP 0003“É evidente que as crianças apresentam uma melhora no humor e bem-estar com a visita dos animais. Isso também ajuda a aumentar a recepção do tratamento”, explica o Dr. Rogério Pecchini, professor de Pediatria e Puericultura da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e diretor do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 35, em 25/2/2014. Assine nossa newsletter:
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Diabetes: novidades no tratamento

Capa da Revista IstoÉNovidades que estão chegando ao Brasil prometem melhorar a vida de pessoas com diabetes. Entre elas, por exemplo, estão remédios que fazem o controle da glicemia, emagrecem e colaboram para baixar a pressão arterial e uma insulina com efeito de até 40 horas.

Para conhecer mais detalhes sobre este tema, confira a reportagem da revista IstoÉ, que conta com a entrevista do Dr. João Eduardo Nunes Salles, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Clique aqui.

Carnaval: aproveite com moderação

Dr. Irineu MassaiaO Carnaval é um período de festa, no qual as pessoas tendem a pensar mais na diversão e acabam se esquecendo da saúde durante a folia. “Por ser uma época de excessos, acompanhada das altas temperaturas, é necessário tomar alguns cuidados para garantir o bem-estar do organismo”, comenta o Dr. Irineu Massaia, professor de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Alimentação, líquidos e álcool – Segundo o professor, muitas pessoas realizam uma maratona de festividades que são semelhantes a uma atividade esportiva. “Por isso, recomendo aos foliões três itens básicos: ingestão de muitos líquidos – de preferência água, sucos naturais e água de coco -, dieta leve, ou seja, alimentos com pouca gordura e ricos em água para evitar desconfortos estomacais, sono excessivo e complicação intestinal e, por fim, repouso”, orienta o Dr. Massaia.

Também é importante, ao comer na rua, prestar atenção na procedência dos alimentos. “A comida que fica em exposição, em ambientes não refrigerados, é mais facilmente contaminada por bactérias que podem causar infecções intestinais. Elas se proliferam ainda mais em locais quentes, por isso é ideal que o alimento a ser consumido esteja acondicionado em uma área com controle de temperatura”, acrescenta.

Para hidratar, muitas pessoas acreditam que as soluções isotônicas são os líquidos ideais. Contudo, o Dr. Massaia alerta que esse tipo de bebida, na verdade, somente é recomendada para atletas de alto desempenho e que têm um acompanhamento médico constante. “Estes profissionais fazem o uso de forma adequada, com a quantidade e a formulação corretas de acordo com seus perfis”, afirma.

Quando o assunto é o consumo excessivo do álcool, o conselho do especialista é que seja evitado. “Mas, caso ocorra, para curar a famosa ‘ressaca’, além de beber muita água, também é importante comer alimentos que contenham glicose e carboidratos, porém, sem exagerar”.

Sapatos de saltos altos – outro alerta feito pelo Dr. Massaia diz respeito ao uso desse acessório feminino. “Eles fazem parte do adereço das mulheres que desfilam nas escolas de samba, mas não os calçados ideais, sobretudo, nas ruas e calçadas que podem apresentar buracos, causando assim entortes no tornozelo, joelhos e, até mesmo, quedas”, enfatiza o médico.

Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) – durante o período da folia, a importância do uso dos preservativos é um assunto que está ainda mais em evidência. “É preciso se proteger sempre ao praticar sexo, mas, por ser Carnaval, muitas pessoas tendem a se esquecer desse comportamento fundamental do uso do preservativo. É necessário lembrar e ter consciência de quais são as consequências para a vida ao se contrair uma DST”, enfatiza o professor.

Para finalizar, a última dica do Dr. Massaia é: “Não adianta querer aproveitar o Carnaval todo no primeiro dia. Deve-se equilibrá-lo com um período de descanso para repor as energias e se alimentar bem. É comum as pessoas ‘virarem’ a noite, mas, dessa forma, podem surgir sintomas indesejáveis como falta de atenção, fadiga física e irritabilidade, por exemplo, fatores que podem impedir o aproveitamento dos demais dias de folia”.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 34, em 12/2/2014. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Ex-aluna da FCMSCSP se torna chefe de Enfermagem

Tatiane Novais se formou em Enfermagem pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo em 2006. Atualmente, a ex-Santa é chefe de Enfermagem das Unidades de Internação e Infusão do Hospital Santa Isabel (Veridiana). Em entrevista ao Conectar*, ela fala sobre suas experiências durante a graduação na FCMSCSP e sobre a carreira na área.

Conectar – Como era sua rotina quando estudava na FCMSCSP?
Tatiane – Na época, eu apenas estudava. Durante esse período, tive a oportunidade de fazer parte do Centro Acadêmico de Enfermagem, do qual fui vice-coordenadora. Eu também participava das ligas e de ações voluntárias, como o projeto Colinho, junto com a Dra. Maria Teresa Gutierrez. Até hoje participo de palestras dessa iniciativa, o que me auxilia a manter uma relação próxima com a Instituição.

Conectar – Estudar em uma Faculdade vinculada a uma instituição de saúde ajudou na sua formação?
Tatiane – Ajudou muito, pois nós tínhamos o bloco teórico e, logo em seguida, o prático. Isso me auxiliou a sedimentar os conhecimentos obtidos, algo difícil de encontrar em outras instituições de ensino, afinal, a FCMSCSP foi importante para meu crescimento profissional. Quando a gente compara a Faculdade Santa Casa de São Paulo com outras do mercado há vários diferenciais, pois estudamos em um hospital do porte como a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Conectar – Qual foi o processo para você chegar ao cargo de chefia?
Tatiane – Eu ingressei como enfermeira assistencial da Unidade de Internação. Depois, fui promovida para enfermeira de Educação Continuada, cargo em que permaneci por quase três anos e, então, passei a ocupar meu atual cargo.

Conectar – Quais desafios você enfrenta atualmente nessa área?
Tatiane – O desafio é constante e todos os dias há algo novo. Dentro de um hospital particular, os pacientes prezam pela qualidade, atenção e habilidade técnica dos colaboradores. Dessa forma, precisamos constantemente capacitar e orientar nossa equipe para alcançar uma qualidade de atendimento que supere as expectativas dos pacientes.

Conectar – Por que você escolheu o curso de Enfermagem?
Tatiane – Desde pequena gostava da área da saúde. Quando cresci, me interessei por Enfermagem, pois eu queria ser aquela pessoa que fica um grande período no hospital com o paciente e faz a diferença no cuidado dele. Hoje, mesmo sendo chefe e cuidando da área administrativa, ainda estou muito perto dos pacientes, algo que eu sempre busquei.

Conectar – Quais dicas você poderia dar para aqueles que desejam ingressar no curso de Enfermagem?
Tatiane – É preciso gostar e entender que os pacientes estão em um momento de fragilidade emocional, além da física. É um conjunto de fatores em que o profissional tem que gostar e se identificar. Além disso, a carreira é muito promissora e com mais oportunidades. Hoje, eu acredito que quanto mais a gente consegue se desenvolver na área, mas ela exige dedicação e conhecimento. Isso tem aumentado nos últimos tempos.

*Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 34, em 12/2/2014. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.