Fonoaudiologia: estudo descreve impactos do fumo passivo

A pesquisa  “Emissões Otoacústicas em escolares expostos ao fumo”, realizada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, foi destaque na Revista Saúde é Vital (Editora Abril), publicada em janeiro de 2014. Reproduzimos a reportagem, assinada por Gabriela Queiroz, com a entrevista da Dra. Alessandra Spada Durante, professora do curso de Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade Santa Casa de São Paulo.

Reportagem da Revista Saúde é Vital,_pág, 66, publicada em 1º/1/2014

Estudantes de Harvard participam de atividades de intercâmbio em São Paulo

Alunos de Harvard visitam cracolândia, em São Paulo. Atividade integra curso de intercâmbio. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Alunos de Harvard visitam cracolândia, em São Paulo. Atividade integra curso de intercâmbio. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Sob a coordenação da Dra. Maria Amélia Veras, professora de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, alunos de graduação e pós-graduação em saúde pública da Universidade de Harvard (EUA) visitaram na quarta-feira, dia 15/1, a cracolândia, na região central de São Paulo. A atividade faz parte de um curso de intercâmbio de três semanas desenvolvido pela FCMSCSP, com a participação da Faculdade de Medicina da USP, em que estão previstas aulas sobre saúde mental e visitas a hospitais.

Confira neste link, a reportagem publicada nesta data pela Folha de S. Paulo.

Edição 2014 do PECA leva serviços de saúde gratuitos à cidade de São Sebastião (SP)

Com o objetivo de promover ações de atenção à saúde em municípios do Estado de São Paulo, a 10ª edição do Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA), organizada pelos alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, volta à cidade de São Sebastião, no litoral paulista. A iniciativa acontecerá de 22 a 29 de janeiro, na Escola Municipal do Bairro da Topolândia.

O PECA teve início em 2004 e é fruto de parcerias estabelecidas entre a Instituição de ensino e a prefeitura da cidade. Em média, a equipe envolvida no projeto é composta por 250 pessoas, contando com alunos e professores da Faculdade Santa Casa de São Paulo, dos cursos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia, além de médicos e de outros profissionais da área saúde da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Pelo segundo ano consecutivo no município, os participantes estruturam um ambulatório na cidade, em que os pacientes passam por uma triagem para avaliação dos sinais vitais como pressão arterial, temperatura e peso, além de teste de diabetes. Os moradores da região apresentam suas queixas e são examinados. A partir do quadro clínico definido, a equipe decide para qual área serão encaminhados.

Além de consultas em diversas especialidades, o projeto engloba a realização de cirurgias, a disposição de medicamentos receitados no local de atendimento, o encaminhamento de pacientes com doenças de maior complexidade, palestras e oficinas sobre temas diversos.

Imagem: PECA 2013

Desenvolvimento do sistema de saúde local

Os alunos participantes também estudam as condições de saúde da população atendida. Há um trabalho de investigação sobre a realidade sanitária do local, diferenças sociais, econômicas e culturais, e a influência no processo saúde-doença. Outra vertente do PECA é o estímulo à produção de trabalhos científicos com temas relacionados à experiência vivida, assim como a entrega de um relatório à prefeitura para contribuir com o sistema de saúde local.

“Como já estivemos lá, a ideia é rever a maior parte das pessoas que foram atendidas na edição passada e verificar se houve alguma evolução e como está contexto atual dessa população”, afirma o Dr. Paulo Carrara, chefe do departamento de Medicina Social da Faculdade Santa Casa de São Paulo e orientador do PECA.

De acordo com Dov Lagus Rosemberg, tesoureiro do PECA 2014 e aluno do curso de Medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo, além de levar cuidados com a saúde para a população, a iniciativa agrega conhecimento aos alunos, pois é possível acompanhar o processo completo de atendimento ao paciente. “Podemos conhecer a realidade dessas pessoas fora do ambiente hospitalar, o que, com certeza, é uma experiência engrandecedora”, diz

A edição 2014 do PECA tem o patrocínio da Associação Paulista de Medicina (APM), Biosat, Endocardio, Hospital Samaritano, Instituto do Sono e da Pfizer. O evento é apoiado pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Samsung, Prefeitura de São Sebastião e Urubupungá e conta com a colaboração da Wickbold.

 Com informações da Fran Press Assessoria de Imprensa

Disciplina de Enfermagem discute as interferências da sociedade na saúde

Com o objetivo de introduzir os alunos aos conhecimentos sobre a compreensão do adoecimento da população, formas de percepção desses processos, sistemas de cura e intervenções terapêuticas desenvolvidas pelas culturas humanas, o curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo apresenta, no primeiro semestre, a disciplina de Ciências Sociais Aplicada à Saúde.

“A proposta é aprofundar o entendimento entre as ciências sociais e a saúde, englobando as contribuições dessa área para a Medicina. Com isso, é possível compreender a situação atual da sociedade brasileira, inclusive no âmbito familiar, associando-a aos cuidados necessários com a saúde”, conforme afirma o Dr. José Carlos Bittencourt, professor dos cursos de Enfermagem e de Medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo.

O especialista explica que a disciplina também aborda os desdobramentos e contribuições da área social à saúde coletiva. “Trata-se de um foco de estudo importante, visto que está presente nos cursos de Enfermagem, Fonoaudiologia e Medicina. O profissional precisa ter o conhecimento geral do ser humano, das múltiplas interações e da multiplicidade de fatores intersetoriais, respeitando as diversidades sociais e étnicas”, afirma.

De acordo com o professor, o enfermeiro irá utilizar o conteúdo obtido em sua rotina de trabalho, principalmente, no relacionamento com o paciente e com a família dele. Estes conhecimentos aprimoram a prática da atenção básica a saúde, aperfeiçoando as ações de promoção a saúde, a prevenção de doenças, o tratamento imediato participativo e responsável, além de maior adesão aos processos de recuperação e reabilitação do doente. “A situação do indivíduo adoentado não está ligada somente ao serviço de saúde, mas também à comunidade. É preciso observar como a família, o trabalho e a sociedade influenciam a pessoa. Afinal, todos estes aspectos interferem na recuperação do paciente”, finaliza.