Nota de falecimento: Dr. Chun Siang Chen

Dr. Chun Chen - Foto: Mount Sinai HospitalCom profundo pesar, registramos o falecimento do Dr. Chun Siang Chen. O Dr. Chen graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e ingressou no Programa de Residência Médica da Santa Casa de São Paulo em 1980. Pelo seu desempenho e dedicação, destacou-se com reconhecimento de seu valor por todos que conviveram com ele, naquela oportunidade, na Santa Casa. Após a residência, trabalhou por breve período no Hospital Santa Isabel da Irmandade da Santa Casa de São Paulo (ISCMSP) e fez pós-graduação na Escola Paulista de Medicina, hoje Unifesp.

Foi no início da década de 90 que surgiu a oportunidade de aperfeiçoamento do Dr. Chen no exterior. Dedicou-se à neurocirurgia de base de crânio, com publicação de livro e vários artigos internacionais. Radicou-se em Nova York (EUA), no Mount Sinai Hospital, onde, após cumprir período de outra residência médica, pelo seu empenho e destaque, foi contratado como professor e passou a ser referência mundial em tumores e cirurgias de base de crânio.

Teve participação na maioria dos congressos brasileiros de Neurocirurgia como professor convidado e sempre que retornava ao Brasil, visitava seus colegas na Santa Casa de São Paulo. Referia-se habitualmente, com muito carinho, a esta Instituição. Permanece o legado pela sua passagem na área médica. Nossas condolências aos seus familiares, com sentimentos de estima e respeito.

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Inchaço nas pernas durante o verão pode estar relacionado à retenção de líquido

As altas temperaturas do verão podem causar diversos incômodos: um deles é o inchaço nas pernas, comum nessa época do ano. De acordo com o Prof. Dr. Roberto Augusto Caffaro, chefe da Disciplina de Cirurgia Vascular e Endovascular do Departamento de Cirurgia da Faculdade Santa Casa de São Paulo, o sintoma está relacionado à retenção de líquido e a falta de exercícios físicos, mas pode ser amenizado com ações simples.

“No verão, as pessoas ingerem mais líquido do que o necessário, pois há mais sede. Contudo, a quantidade consumida fica acima do normal e se acumula no corpo. Além disso, a alta temperatura dilata os vasos e artérias, provocando o inchaço”, afirma.

Para reduzir o desconforto, o Dr. Caffaro indica a prática de exercícios físicos, uma vez que o movimento auxilia no bombeamento dos líquidos retidos, além de acomodar as pernas de forma elevada.

“As pessoas devem prestar atenção na quantidade de água que ingerem, e procurar manter o equilíbrio para que não provocar o excesso nem a desidratação. Diminuir o consumo de sal e manter uma dieta saudável também ajuda, pois quanto mais sódio estiver presente no organismo, mais água o corpo irá reter”, explica.

O professor afirma que o inchaço causado pelo calor não implica sérios problemas de saúde, porém se o sintoma não estiver relacionado às altas temperaturas, pode ser indício de um problema mais grave e um médico deverá ser consultado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 33, em 28/1/2014. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Dr. Irineu Tadeu Velasco conta sua trajetória como ex-aluno de Medicina

“Sou muito grato pelo aprendizado que a Faculdade Santa Casa de São Paulo me proporcionou”

Essa é a declaração do Dr. Irineu Tadeu Velasco sobre sua graduação realizada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Formado em 1971, na quarta turma da Instituição, ele é, atualmente, chefe do departamento de Clínica Médica na Área de Emergência da Universidade de São Paulo (USP). Em sua carreira, ocupou os cargos de diretor da Faculdade de Medicina da USP e de presidente do Conselho Deliberativo do Hospital das Clínicas, de 1998 a 2002. Em entrevista ao Conectar, o Dr. Irineu fala sobre sua passagem pela FCMSCSP e como o aprendizado obtido contribuiu para seu desenvolvimento profissional.

Dr. Irineu Tadeu VelascoConectar – Descreva um pouco de sua experiência na Faculdade Santa Casa de São Paulo.
Dr. Velasco – Eu não tinha como pagar o curso, então pedi ajuda ao departamento de assistência social. Dessa forma, eu estudava na Faculdade e trabalhava na hora do almoço, fazia apostilas, preparava o projetor, entre outros serviços ligados à aula. Desde o início, eu me interessei por pesquisa, pronto socorro e UTI. No primeiro ano, já íamos ao PS para ver de perto as atividades. A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo nos propiciava uma experiência muito forte com o doente, algo que até hoje é uma característica da FCMSCSP.

Conectar – Como o senhor se tornou diretor do curso de Medicina da Universidade de São Paulo?
Dr. Velasco – Em 1986, fui convidado para atuar como docente da USP na área de Clínica Médica, mas paralelamente fazia pesquisa no Instituto do Coração e trabalhava no Hospital São Luiz. Em 1990, assumi o pronto socorro do Hospital das Clínicas e o departamento de Clínica Médica. Nessa época, apresentei um projeto de um curso de pós-graduação na área e a montagem de um laboratório de pesquisa, e a diretoria gostou muito. Em 1992, prestei concurso e me tornei professor titular e logo fui convidado para ser diretor clínico, oportunidade em que realizei inúmeras mudanças no setor. No ano de 1998, fui eleito diretor da Faculdade de Medicina.

Conectar – É possível aplicar na prática o que o senhor aprendeu na Faculdade?
Dr. Velasco – Sem dúvida. Para organizar um hospital e um curso você tem de saber desde o conhecimento básico até o mais avançado, aprendizado que eu obtive na Faculdade Santa Casa de São Paulo. Essa experiência me deu uma visão administrativa sem ter cursado administração. Minha formação ocorreu em um ambiente muito favorável, pois eu tinha contato com tudo. Isso é algo que muitas escolas de Medicina não oferecem. Sou muito grato a essa Instituição!

Conectar – Como surgiu o interesse pela Medicina?
Dr. Velasco – Na verdade, eu sempre me interessei pela área de pesquisa. Eu tinha um colega com um problema de saúde, porém na época não havia cirurgia para a doença dele, e ele veio a falecer. Isso também me fez pensar em desenvolver pesquisas médicas para que casos como esse não se repetissem.

kagadoConectar – Há algum fato curioso que ocorreu no período em que o senhor estudava na FCMSCSP?
Dr. Velasco – Na época, havia um setor de desenho que ficava o Edgar Bolaño, o Dr. José Mendes Aldrighi e o arquiteto que desenhou o Hospital Santa Isabel. Lá, eles tinham habilidade gráfica e eu sabia manusear o mimeógrafo, então tivemos a ideia de criar um jornal chamado “Kágado”. Todos da quarta turma participavam ativamente do veículo. Publicávamos fatos sobre a Faculdade, fofocas de namoro e notícias populares. Foi um sucesso e marcou nossa turma.

Conectar – Quais desafios o senhor enfrenta na sua área de atuação?
Dr. Velasco – Como coordenador do curso de pós-graduação, o desafio é manter a qualidade educacional entre alunos e orientadores. Outro desafio é criar uma nova forma de ensino. Estou desenvolvendo, em parceria com uma empresa, uma mídia para tablets e smartphones com ensino interativo. Quero unir a experiência que tenho à tecnologia. Dessa forma, o aluno aprende mais do que em uma aula teórica e repetitiva, podendo realizar consultas online sobre drogas, doenças, entre outras informações. Introduzir essas novas tecnologias ao ensino é um desafio constante.

Conectar – Qual sua avaliação sobre a pesquisa realizada no Brasil?
Dr. Velasco – A pesquisa deve ser benéfica para a população e ter aplicabilidade. Não adianta ter trabalhos publicados em importantes revistas, se não há pertinência para a população. É preciso ter a intenção de melhorar o país em que vivemos. Temos de educar os nossos alunos para pensar dessa forma e realizar mais pesquisas no Brasil.

Conectar – Qual recado o senhor gostaria de deixar aos estudantes de Medicina?
Dr. Velasco – Os alunos devem ter em mente que serão médicos. Então, é necessário que aproveitem ao máximo todas as oportunidades geradas no ambiente da Faculdade Santa Casa de São Paulo, pois nada substitui a prática. Aconselho também a pensarem mais em pesquisas, afinal, dessa forma, irão se tornar profissionais mais críticos. E não se esqueçam do sentido humano da Medicina, pois com todas as tecnologias oferecidas, não se pode deixar essa importante área de lado.

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 33, em 28/1/2014. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

Descuidos na praia podem oferecer riscos à saúde

A temporada de verão resulta em praias lotadas, ainda mais no Brasil, com seu extenso litoral. Porém, alguns cuidados devem ser tomados para evitar sérios problemas de saúde. De acordo com a Dra. Marinella Della Negra, responsável pela disciplina de Moléstias Infecciosas Parasitárias da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, os principais danos ocorrem na pele, causados por fungos e bactérias, além de infecções por ingestão de alimentos contaminados.

“Entre as principais doenças de pele que podem ser contraídas na praia estão: micoses (frieiras) e larva migrans, conhecida também como bicho geográfico. Muitas pessoas costumam ir às praias e piscinas e não tirar o maiô, biquíni ou sunga molhados, depois que voltam para casa, o que facilita a proliferação de fungos e pode causar candidíase. Outra séria doença é a hepatite A, que pode ser adquirida pela ingestão de água contaminada”, afirma.

Segundo a especialista, o ambiente de praia é um facilitador para a proliferação de fungos e bactérias pelo alto calor e umidade. Outro fator de risco está na areia, que pode conter sujeira e fezes de animais.

“Ingerir alimentos na praia também pode ser muito perigoso. O calor compromete a conservação da comida, que fica mais propensa a estar infectada, podendo causar diarreia e até infecções mais sérias. O ideal é comer fora da praia, em lugares apropriados e que ofereçam segurança”, explica.

Para evitar esses problemas, a Dra. Marinella cita algumas recomendações:
– Não andar descalço na areia
– Não sentar no chão e em cadeiras de praia sem proteção
– Evitar ingerir água do mar
– Não comer alimentos na praia
– Não compartilhar objetos pessoais, como toalhas
– Procurar levar seus próprios objetos, como esteiras e cadeiras
– Após sair do mar, tomar banho com água limpa e secar o corpo, inclusive entre os dedos dos pés
– Não permanecer com as roupas molhadas
– Não frequentar praias, caso esteja com cortes na pele

Texto originalmente publicado no boletim Conectar, edição 33, em 28/1/2014. Assine nossa newsletter http://www.fcmsantacasasp.edu.br.

PECA 2014 em São Sebastião (SP): atendimento já começou

Alunos de Medicina, Enfermagem e Fonoaudiologia já estão em ação no Projeto Expedições Científicas e Assistenciais (PECA 2014), em São Sebastião (SP).

 

Pós-Graduação em Pesquisa Clínica: inscrições abertas para 2014

Pós-graduação em Pesquisa Clínica - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São PauloCom aulas às sextas-feiras, das 18h às 21h30, e aos sábados, das 8h às 17h, o curso de Pós-Graduação em Pesquisa Clínica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo tem 10 meses de duração e seu principal objetivo é a formação de profissionais com sólidos conhecimentos no processo de desenvolvimento de medicamentos e produtos para a saúde, aptos a atuarem em âmbito acadêmico, como instituições de ensino superior da área biomédica, bem como em centros de pesquisa privados, agências regulatórias e indústria farmacêutica.

O programa de especialização lato sensu tem como público-alvo os profissionais da área biomédica (cursos de Farmácia, Biologia, Biomedicina, Medicina e Enfermagem, entre outros) que estejam atuando ou almejem atuar na área de Pesquisa Clínica, tais como: pesquisadores, coordenadores de estudo, monitores de pesquisa, coordenadores e monitores de dados. Outros profissionais, como economistas, estatísticos e matemáticos que desejem atuar em projetos de pesquisa e desenvolvimento no campo biomédico, também podem avaliar esta pós-graduação como opção de estudos.

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Gripes e pneumonias também podem surgir nos dias mais quentes do ano

Doenças respiratórias no verãoNo verão, acredita-se que é menor a probabilidade de se contrair gripes, resfriados e pneumonia, doenças consideradas típicas do inverno, o que não é verdade. As enfermidades pneumocócicas ameaçam a saúde em qualquer época do ano.

Na reportagem “Saiba como prevenir problemas respiratórios no verão“, publicada pelo jornal Zero Hora (RS) em 6/1/2014, o Dr. Mauro Gomes, professor de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo,  um dos entrevistados, explica que a maioria dos casos de pneumonia é causada por bactérias, mas também pode ser ocasionada por vírus, como aqueles que provocam a gripe.

Confira a íntegra da matéria, neste link.